Texto
1
Leibniz,
em 1975, escrevia: " Não
há Homens mais inteligentes do que aqueles que são capazes
de inventar jogos. É aí que o seu espírito se manifesta
mais livremente. Seria desejável que existisse um curso inteiro
de jogos tratados matematicamente."
A Teoria de Grafos seria um tema
interessante a introduzir numa futura diversificação dos
programas, nomeadamente seguindo uma estratégia análoga àquela
que foi utilizada neste curso: partir de uma situação problema
e só depois explorar os conceitos matemáticos subjacentes.
É um tema que pode ser
discutido sem grandes conhecimentos na área da matemática,
um exemplo disso foram as discussões on-line de formandos com formação
geográfica e química. Podia fazer parte dos conteúdos
programáticos de disciplinas como Economia, Geografia e claro a
Matemática, sem esquecer a disciplina de Métodos Quantitativos.
Pensando no presente, porque
não estudar apenas a parte relativa ao Problema das Sete Pontes
de Könisberg e aos Circuitos de Euler ? Penso que seria muito interessante,
simples e sem levar muito tempo. Podia ser tratado por várias disciplinas
num trabalho interdisciplinar, no âmbito da área escola, parafraseando
Leibniz, - "uma área escola de jogos, tratados por todas as disciplinas".
A "triste" interrogação,
muitas vezes colocada pelos nossos alunos nas nossa aulas - para que
é que a matemática serve? - podia bem ser respondida
com o problema das Sete Pontes de Könisberg e a com Teoria de Grafos.
Texto 2
Ao efectuar a inscrição
neste curso tinha dois objectivos, não necessariamente pela ordem
exposta: experimentar este novo tipo de Formação Contínua
disponibilizada pelo Projecto Trends e adquirir alguns conhecimentos sobre
Teoria de Grafos, área que a minha formação inicial
não contemplava.
Relativamente aos conhecimentos
sobre Teoria de Grafos termino este curso muito mais enriquecido e com
bases mais sólidas para uma posterior incursão pela Teoria
de Grafos. Os materiais colocados à disposição, pelo
formador, eram muito acessíveis e completos para os objectivos deste
curso. Existia um fio condutor ao longo de todos os materiais e tarefas
propostas.
Quanto à formação
nos moldes do projecto Trends penso que é muito satisfatória
e deve, ou melhor, tem de continuar, principalmente porque permite tratar
de temas muito específicos para os quais seria difícil encontrar
formandos para uma turma, considerando apenas uma Escola ou Centro de Formação.
Permite também trabalhar com formadores de outras áreas geográficas,
já que esta formação utilizou como suporte de comunicação
a rede Internet, o que quer dizer que podemos ter formandos ou formadores
em "qualquer ponto" do globo. A troca de experiência entre formandos
e formadores de "realidades" diferentes também é um item
importante da Formação Contínua.
As vinte e cinco horas off-line
ultrapassaram em muito as 25 horas do relógio ( lembrando uma expressão
publicitária: "quanto vale um minuto Swatch ... " eu diria "quanto
vale um minuto para o formador Arsélio" ) mas foram feitas com muito
prazer e interesse, embora, algumas vezes com falta de tempo; foram bem
vindas as férias do Carnaval e da Páscoa que permitiram prolongar
as semanas de formação.
Quanto às discussões
on-line, que foram fundamentais, tiveram sessões mais produtivas
do que outras, pois a vantagem de permitir que os formandos tenham o seu
próprio ritmo de trabalho e discussão fez com que algumas
vezes estivéssemos desfocados uns dos outros. Penso que estas sessões
podiam ter uma outra organização, seria de fazer uma experiência
com a sessão de IRC dividida em duas partes; uma de esclarecimentos,
de caracter livre, e a outra de discussão de uma tarefa ou tarefas,
mas previamente marcada , apenas essa ou essas seriam discutidas e debatidas
até à exaustão, pois julgo que nesta acção
existiram colegas que se sentiram perdidos nas discussões, e como
tal apenas parte dos formandos participaram de modo activo nas sessões
de IRC. Mas tudo o que é novo leva o seu tempo a assimilar, e pareceu-me
que para muitos dos formandos esta era a sua primeira experiência
com este tipo de tecnologia.
As novas tecnologias são
uma realidade no nosso dia-a-dia e como tal nas nossa escolas, pelo que
é preciso tirar o máximo proveito. A tecnologia é
importante porque nos permite fazer coisas que há 10 anos atrás
não seria possível.
Como diz João Pedro da
Ponte, no seu livro, As Novas Tecnologias da Informação,
"A oportunidade para que a Escola acompanhe a evolução
tecnológica já existe - torna-se, dia após dia, mais
imperioso aproveita-la. Naturalmente, como todas as oportunidades, esta
também comporta um elemento de risco. É, no entanto, absolutamente
impossível ignorá-la".
Claro que quanto mais distantes
mais sós - talvez o único aspecto negativo desta formação.
FIM
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