A Princesa Santa Joana

O Retrato da Princesa

Longos e claros cabelos...

Filha de D. Afonso V e irmã do Príncipe Perfeito, D. João II, a Infanta ou Princesa Santa Joana nasceu em Lisboa em 1452 e morreu em Aveiro, no Convento de Jesus, em 12 de Maio de 1490.

Foi beatificada em 1693 e hoje é a Padroeira desta cidade.

stajoana.gif (19990 bytes)Aos 18 anos assumiu por pouco tempo a Regência do Reino, enquanto o seu Pai e Irmão tomavam parte na campanha de Arzila.

Este retrato data, de certo, deste período. A Princesa aparece trajada à moda da sua época, com camisa de cambraia transparente, bordada a retrós de seda preta, corpete de brocado a oiro..., vestido apertado à frente e na manga, por um cordão preto de pontas douradas...; a mão direita descansa junto à cinta, na qual se vê um grande anel e uma espécie de pulseira.

Ao peito, voltas de grosso cordão de ouro, como principal adorno, um riquíssimo toucado profusamente enfeitado de pérolas, safiras e rubis, embora, para muitos, o mais belo sejam os seus longos e claros cabelos que lhe caem sobre os ombros, e que são herança dos seus antepassados Lencastre.

Este quadro é um retrato autêntico, pintado no século XV, que poderá ser atribuído à Escola de Nuno Gonçalves. Hoje, é sem dúvida, uma das melhores peças do Museu de Aveiro e um dos retratos mais notáveis de toda a pintura quatrocentista.

Adaptado do Jornal Público - Museus de Portugal

Por João Diogo - 6º B

A Lenda de Santa Joana

Era rei de Portugal D. Afonso V, quando lhe nasceu a primeira filha a quem deu o nome de Joana.

Até ao nascimento de seu irmão, o Príncipe D. João, ela foi considerada herdeira do Trono e por isso foi educada para poder governar.

Quando tinha três anos, a princesa perdera a mãe e por isso foi educada pela sua tia.

Era muito bela e no entanto preferia passar o tempo em orações e a meditar, do que a preparar-se para casar. Foi dando desculpas aos seus pretendentes que o seu desejo era ser religiosa.

O seu pai partiu para o Norte de África em 1471, numa importante expedição, deixando-a como regente do Reino.

Quando D. Afonso V chegou vitorioso, a Princesa pediu-lhe que a deixasse entrar num convento. O seu pai autorizou-a a entrar para o Convento de Odivelas. Mais tarde transferiu-se para "Santa Clara" em Coimbra e depois definitivamente para o Convento de Jesus em Aveiro.

Quando o seu irmão foi aclamado Rei de Portugal deu a sua irmã o Senhorio de Aveiro para que ela pudesse viver condignamente. A princesa não quis nada para si e preferiu viver pobre e humildemente, dando tudo aos pobres que batiam à porta do Convento.

Certo dia, conta a lenda, adoeceu a Princesa Santa. Tinha então 38 anos, e diz-se que morreu corroída pela tuberculose. Os povos de Aveiro crêem que a sua Santa morreu antes envenenada. E quando o seu enterro passou nos jardins do Convento, que ela tratara com tanto amor, deu-se um facto milagroso: todas as flores caíram sobre o caixão, como que prestando a sua última homenagem à real Senhora que delas tratara como uma vulgar camponesa. Foi realmente um facto espantosa e jamais visto, este milagre das flores suicidando-se colectivamente.

As árvores e flores que ela plantara, regara e cuidara dias inteiros com a ajuda das Irmãs, choraram por ela, segundo afirmam os que seguiam na procissão. As flores murcharam e desfolharam-se.

Saúl Parada e Pedro Santana - 6º C

Inês Nordeste - 6º B

O MUSEU DE SANTA JOANAmuseu.JPG (43344 bytes)

O Convento de Jesus foi construído no século XV. De início era apenas uma casa de recolhimento e só em 1464 é que nele foi instalado o Convento Dominicano.

Passados anos, deu entrada neste convento a Infanta D. Joana com 19 anos, e aqui permaneceu até que em 12 de Maio de 1490 a tuberculose a matou.

Em 1834 as leis portuguesas acabam com as ordens religiosas e os bens do Convento passam para o Estado.

Aí foi então instalado um colégio feminino com o nome da Princesa. Com a instauração da República em 1910 o colégio é encerrado e em 1911 foi lá instalado o Museu de Aveiro.