Platanus
x hispanica Mill. ex Munchh
Nomes comuns: plátano
Família:PLATANACEAE
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O plátano (Pkitanusxhispanica Mill. ex Munchh), é
considerado um híbrido entre o plátano Americano (Platanus occidentalis L.) e o plátano Europeu (Platanus orientalis L.). É uma árvore
de folhas são caducas, que geralmente atinge um grande porte, de ritidoma que
se destaca em placas muito finas, dando ao tronco um aspecto muito
característico (com manchas acinzentado-esverdeadas). As flores nascem em
Abril ou Maio, em inflorescências esféricas, longamente pedunculadas e o
fruto globoso. Actualmente é muito utilizada como ornamental, para ladear as
artérias urbanas, e também para embelezar parques e jardins, ou em estacaria
e ainda como suporte nas vinhas de enforcado no Alto Minho. É muito apreciado
pela eficaz reprodução por estaca, fácil transplante e crescimento rápido,
suportando bem as podas. A germinação não é produtiva. talvez por se tratar
de um híbrido. As qualidades ornamentais desta árvore ficam muito
prejudicadas com as podas excessivas que costumam sofrer nos nossos jardins e
arruamentos. Sendo uma árvore de grandes proporções só devia ser cultivada nos arruamentos citadinos largos ou amplas praças. Durante muitos anos esta árvore foi plantada nos aglomerados populacionais portugueses, sem se tomar em linha de conta as enormes proporções que a árvore atinge. Assim, são podadas anualmente, de modo a tentarem “controlar” esta árvore tão majestosa. Como aguentam podas violentas, por vezes deixam-nas, frequentemente, apenas com o tronco, sem qualquer ramo. Nestes casos, em que o enquadramento urbano não foi o adequado, é preferível derrubarem esses exemplares e substituírem-nos por outras árvores com as características favoráveis ao local. Na Escola existem três
exemplares cinquentenários. Os plátanos são árvores com
grande longevidade, conhecendo-se alguns exemplares do plátano Europeu (Platanus orientalis L.) com cerca de
2000 anos. Não são atacados por insectos, mas são susceptíveis a um fungo (Apiognomonia veneta). O fungo infecta
facilmente os plátanos através das feridas resultantes das podas,
particularmente das mal executadas provocando-lhes uma doença conhecida por
antracnose, que lhes provoca a descoloração das folhas, seguida da perda das
mesmas e finalmente a morte. Provoca também a morte prematura das gemas e
ocasionalmente, alargada para grandes cancros nos ramos. Esta doença é mais
intensa nos verões frescos e húmidos e nas árvores menos adaptadas a estas
condições. Felizmente pouca vezes é fatal, pois as folhas que morrem são
imediatamente substituídas por folhas novas. Apesar de existir no mercado um
fungicida que dá bons resultados contra este fungo, há no nosso país, cada
vez mais plátanos doentes, até árvores ainda jovens, devido ao hábito de as
podarem anualmente. A poda é pois um veículo fácil para a propagação de
agentes patogénicos |
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Ramo de plátano
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Tronco de plátano |
APLICAÇÕES
A
madeira do plátano é dura e muito resistente, sendo muito parecida com a da
faia. Por isso, por vezes erroneamente, chamam faia ao plátano. Esta madeira, pardo-amarelada
é utilizada em marcenaria e carpintaria, sendo também um bom combustível.
As
folhas, casca e frutos foram utilizados em medicina popular, tendo-se perdido
completamente esta aplicação.
Como
esta árvore tem o tronco esverdeado e uma copa muito ampla, é considerada das
melhores árvores no combate à poluição do ar citadino. Por isso foi uma árvore
muito plantada na cidade de Londres, quando ali se deu início, há décadas, ao
combate ao conhecido “smog”, nevoeiro londrino pleno de fumos, que matou tanta
gente e que, praticamente, já não existe nos nossos dias,
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O nome latino Platanus,
deriva do grego “piatanos”. Este termo resulta do grego “piatys ”, que
significa “largo”, numa possível alusão à ampla copa desta frondosa árvore. |
Como os fruto dos plátanos
são muito pequenos, leves e rodeados de pêlos basilares,
dispersam-se facilmente pelo vento, provocando muitas vezes reacções alérgicas
nos olhos e vias respiratórias. |
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Frutoxdoxplátanox |