Alcino Simões 23Jun2006

Projecto de Acção para o Sucesso na Matemática

P   A   S   M   A   T   E

 1º + 2º + 3º + Sec

2006/09
 

Introdução

Actividades para a Direcção Educativa

Actividades para a Gestão Pedagógica da Escola

Actividades para os Professores de Matemática

Actividades para os Alunos

Crédito Horário

Cronograma

Observações

Comentários (dos leitores)
deixem-nos trabalhar!!!...; >25% significa que a metodologia é inapropriada; estudar exige atenção; lutar contra muitas correntes; gestão é uma ciência recente

 

_|^|_  

0.  Introdução

Este plano de acção é uma base para a reflexão.

O PASMATE, o Plano da Matemática, destina-se a Professores de Matemática, de Gestores Pedagógicos das escolas e de Decisores Educativos do Ministério da Educação. Nasceu da proposta do Ministério da Educação (www.min-edu.pt)  em Junho de 2006 para ser aplicado no triénio 2006/09. Trata-se de uma listagem de actividades possíveis para cada grupo de professores de Matemática de uma escola seleccionar, contribuindo também para o desenvolvimento profissional dos professores e, consequentemente, para aprendizagens dos alunos mais ricas.

O PASMATE aplica-se a todos os alunos desde o 1º ao 12º ano de escolaridade, apesar do ME apenas ter proposto para os 2º e 3º ciclo. O esforço deste plano justifica-se pela necessidade dos professores coordenarem actividades e metodologias de ensino para favorecer a aprendizagem dos alunos aos longo do seu percurso de aprendizagem.

Este plano tem uma exclamação implícita:

Pasma-te, pois vais obter o teu verdadeiro sucesso!

 

 

A elaboração destas propostas foi influenciada pela reflexão apresentada sobre o sucesso a Matemática.

 

Abreviaturas: DG´s (Direcção Geral do ME); DRE´s (Direcção Regional de Educação do - Norte, Centro ou Sul); CE (Conselho Executivo); CP (Conselho Pedagógico); CT (Conselho de Turma); EE (Encarregado de Educação); ME (Ministério da Educação); RH (Recurso de Horário)

 

_|^|_  

1. Actividades Para a Direcção Educativa (ME+DRE´s+DG´s)

Actividade

Descrição

D1. Discurso Indutor

Nas reuniões com as comissões executivas, os investigadores e os inspectores do M.E., sobre a educação, as estratégias e os princípios orientadores.

O exemplo deve partir dos superiores hierárquicos do ME.

O ME deve criar nos jornalistas uma opinião de que o professor é empenhado e, simultaneamente, desencadear mecanismos de fiscalização/inspecção educativa e pedagógica sistemática e eficiente.

D2. Programa IMPULSO

A sociedade precisa de um IMPULSO = PROGRAMA NACIONAL DE INCENTIVO À APRENDIZAGEM.

Alguns dos seus desejados projectos:
- Concurso de ideias para desenvolver o sucesso educativo;
- Publicidade audiovisual (Rádio, TV e revistas) promotores da aprendizagem;
- Design com simbologia enaltecedora em produtos perecíveis (roupas, revistas, lápis,…);
- Prémios e actividades para melhores alunos;
- Planos de observação e de acompanhamento dos piores alunos;
- Fomento de parcerias entre entidades privadas e escolas;
- Fomento às empresas para desenvolverem planos de formação contínua.

D3. Psicólogo de Família

Definição do Psicólogo de Família com funcionamento semelhante ao Médico de família.

D4. Ambiente Familiar

O principal ambiente do aluno é o ambiente familiar. A intervenção estatal deve agir eficazmente no ambiente familiar, recorrendo a uma concertação entre todas as instituições.

As crianças em risco são colocadas num colégio interno.

D5. Ordem dos Professores

Patrocinar a criação da Ordem dos Professores que zelará por:
- Acreditação dos cursos de professores;
- Realização de provas profissionais de admissão;
- Normalização de procedimentos;
- Juízo para conflitos com professores.

D6. Mais Escolas Profissionais

Fomentar a criação das escolas profissionais, substituindo ou reconvertendo a maioria das escolas secundárias.

D7. Prémios de Produtividade

As instituições educativas devem fomentar prémios de produtividade para:
- Alunos com uma classificação elevada;
- Professores com prática docente excelente;
- Escolas com nível de cumprimento excelente;
- Associações de Pais com Nível de intervenção excelente.

A avaliação do trabalho de um professor deve ter implicações no seu salário e nos cargos elegíveis.

D8. Profissionais para a Escola

A escola deve ter acesso a outros profissionais para observação, avaliação e intervenção em situações pontuais.

A formação de professor não é suficiente para realizar as tarefas atribuídas à escola.

Faltam na escola: psicólogos (da aprendizagem, da cognição, da vocação, da socialização), assistente social, enfermeiro, médico, informático, gestor, contabilista, publicitário, advogado,…

É essencial a existência de um psicólogo para cada cinquenta alunos.

D9. Escola com técnicos

A escola deve ter técnicos com formação base de três anos (actual bacharelato).

Faltam técnicos de biblioteca, de laboratório, de gestão de recursos, de informática, de secretaria, de segurança, de cozinha, …

D10. Materiais Didácticos

A escola ainda não tem materiais didácticos: livros e textos; quadro e giz de cor; retroprojector e acetatos; computador e software; régua, esquadros, compasso, caixas de sólidos e calculadoras;...

D11. Local de Trabalho

O professor deve ter um trabalho semanal de 35 horas no estabelecimento.

As escolas devem realizar obras para criação de espaços de trabalho para os professores, incluindo os materiais indispensáveis.

D12. Horário do Professor de Matemática

O horário lectivo do professor de Matemática reduzido para 18 tempos semanais (de 45 mins.), aumentando os respectivos tempos de trabalho na escola.

D13. Salário Ajustado

O salário do professor de Matemática deve ter um acréscimo devido às exigências da leccionação desta disciplina.

D14. Agrupamento de Escolas

Favorecer Agrupamentos verticais para observar a continuidade da aprendizagem do aluno.

A escola deve ser o privilegiado Centro de Formação para a comunidade que serve.

D15. Arquitectura da Escola

Muitos edifícios escolares precisam de algum tipo de remodelação para obter arquitecturas escolares ajustadas.

D16. Currículo Base

O ME deve definir um currículo que se possa considerar suficientemente básico para todos os alunos.

Cada escola operacionaliza o currículo básico: aprofunda as áreas temáticas dependentes de um perfil de ciclo ou curso; desenvolve e as competências de acordo com o perfil dos seus alunos.

O Currículo Base deve conter sugestões para desenvolver três tipos de currículos: currículo prático que conduz ao ensino profissional; currículo prático-teórico que conduz ao ensino técnico; currículo teórico que conduz ao ensino científico-humanistico.

D17. Programa de Matemática

Actualizar o programa de Matemática (1992!) para excluir alguns conceitos (p.e., operações com polinómios) e incluir outros (p.e., grafos).

D18. Autonomia Pedagógica

O ME deve permitir a diversificação de percursos de aprendizagem.

O ME deve avaliar a gestão pedagógica.

As instituições educativas nacionais devem patrocinar a produção e a utilização de instrumentos educativos: grelhas de observação, fichas de apresentação, inquéritos, ficheiros Excel para avaliação de alunos, cartão de estudante, livro de ponto electrónico,...

D19. Instituto do Ensino da Matemática

O país precisa de um Instituto que fomente a investigação, a divulgação e a utilização contextualizada dos seus resultados, recorrendo à formação contínua de professores.

Devem produzir modelos pronto-a-usar de planos de aula e de actividades escolares.

D20. Instituto da Aprendizagem

O país precisa de investigadores na área da Psicologia da Aprendizagem que desenvolvam investigações nas escolas e promovam a implementação dos seus resultados.

D21. Escolaridade de 12 anos

Qualquer profissão deve exigir o equivalente a doze anos de escolaridade de uma formação base diversificada e ajustada às necessidades do aluno, às da sociedade e às do país.

D22. Avaliação Consequente

As classificações do aluno devem ter implicações nos estudos posteriores. Por exemplo, negativa a Matemática no 6º ano obriga a matricula no 7º ano numa disciplina alternativa de Matemática. Outro exemplo, negativa no exame de Matemática no 9º ano impede matricula em cursos científicos do ensino secundário.

D23. Autonomia Financeira

As escolas devem ter autonomia financeira e comercial.

O orçamento da escola deve depender dos alunos e da região.

Os postos de venda internos da escola devem pagar impostos e os preços devem ser diversos de acordo com o escalão de subsidio atribuído pela escola. Permite obter financiamento para actividades e projectos na escola.

D24. Gestor Escolar

Profissionalizar a carreira de gestor escolar e separá-la da carreira de professor.

D25. Cheque-Ensino

Os Encarregados de Educação devem receber um cheque-ensino mensal quando compareçam em reuniões da escola. Estes poderiam ser convertidos em materiais didácticos para o filho, visitas de estudo ou participação em espectáculos.

 

 

_|^|_  

2. Actividades Para a Gestão Pedagógica da Escola

Actividade

Descrição

Recursos e Decisores

G1. Discurso Congregador

Nas reuniões gerais com todos professores, sobre a escola, a aprendizagem e a actuação do professor.

Nas reuniões com a Associação de Pais e EE, bem como nas reuniões com os alunos, sobre os objectivos, o projecto educativo e o funcionamento da escola.

- Presidente CE

G2. Perfil de Aluno

Alunos preenchem formulário de uma base de dados no início do ano, acrescido de informações, relatórios e outras informações dadas por pais, professores, DT, psicólogos, médicos, … As senhas limitam o acesso a estas informações.

Este formulário substituirá o de matrícula, o do DT e outros. Poderá conter a informação digitalizada do Dossier do Aluno.

O perfil do aluno é actualizado em qualquer momento a vida do estudante, servindo para auxiliar a tomada de medidas pedagógicas do aluno e/ou da escola.

- Software informático (Acess?)

- Crédito horário de 4 tempos (45 mins.) para professor de informática

G3. Teste de Desenvolvimento

A realizar em todos os alunos no início do ano para classificar o seu nível de desenvolvimento em diversos áreas (memória, abstração, atenção, motora, …).

Estas informações devem ser colocadas no Perfil do Aluno.

- Equipa de investigadores da FPCE da Univ. Coimbra

G4. Turmas de Perfil

Nos 5º e 7º anos, pelo menos, as turmas são constituídos pelos alunos com semelhantes perfil e níveis a Matemática e a Português, podendo o conselho de turma propor no final do ano lectivo a manutenção ou reformulação.

Os critérios de selecção dos alunos e a sua ponderação são definidos pelo C.E. e o C.P.

- Níveis a Matemática e a Português
- Perfil de Aluno
- Pareceres dos professores de Matemática e de Português
- Parecer do EE
- Equipa da constituição de turmas

G5. Matemática  3X

Em vez de 2 aulas semanais de Matemática, existem 3 aulas (2x90 mins.+ 45mins.), pelo menos para as turmas dos 5º e 7º anos. A aula de 45 mins. será para “Resolução de problemas”.

- Crédito horário RH7
- Planificação Anual de Matemática

G6. Matemática de Manhã

As aulas de Matemática devem ocorrer na parte de manhã.

- Equipa de Horários

G7. Atribuição de Turmas

A atribuição de turmas aos professores terá como factores o desempenho dos professores, bem como as características das turmas, tais como a indisciplina e o tipo de currículo.

Os “Bons” professores e os mais “Antigos” de uma escola devem abraçar os projectos difíceis da escola (turmas, currículos, actividades, etc).

- Conselho Executivo

G8. Controlo Disciplinar

Definição dos tipos de comportamentos indisciplinados e respectivas actuações dos intervenientes, assumindo o princípio da autoridade do professor (adulto, conhecedor, pedagogo e profissional). Só assim será possível eliminar a indisciplina na sala de aula e potenciar a calma e o gosto de aprender.

O regime de uma sala de aula é uma profcracia e não uma democracia.

- Departamentos disciplinares
- CP

G9. Transferência de Turma

[em concordância com as “Turmas de Perfil”]

No final de um período o aluno poderá ser transferido para outra turma do mesmo ano depois do parecer do professor de Matemática e da autorização do conselho de turma.

- parecer do professor
- CT
- Informação ao EE

G10. Aula Paralela

Aluno indisciplinado continua a aula na Sala de Estudo, sem que o professor tenha de redigir a ocorrência disciplinar, bastando preencher ficha informativa para o DT informar os EE.

- Sala de Estudo
- Crédito horário RH6
- Informação ao EE

G11. Sala de Estudo

Sala aberta das 8h00 às 19h00 para os alunos estudarem, individual ou em grupo, tendo a presença de professores para os auxiliar.

Durante os tempos com aula a Matemática, a sala deve ter professores. Estes devem ser professores de Matemática ou ter habilitação própria a Matemática (os de Ciências?).

- Sala ou Cantina
- Mesas e cadeiras
- Professores

G12. Insucesso Limitado

Na avaliação final de cada período, o professor deverá justificar as actividades e reajustar a metodologia se a percentagem de níveis 1 e 2 em cada turma exceder 25% das classificações atribuídas em qualquer disciplina.

Caso existam turmas de nível, um aluno com insucesso na Matemática deve ser transferido para outra turma mais adequada.

- Parecer do coordenador de Departamento disciplinar
- Relatório do professor sobre o cumprimento do programa, das competências e dos objectivos.

G13. Publicidade à Aprendizagem

Cartazes com imagens e frases promotoras de comportamentos e métodos para a aprendizagem.

- Fotocópias a cores
- professores de EVT

G14. Sessões Práticas

Dinamizadas por professores da escola sobre temas curriculares relacionados com a Matemática, inseridas nas aulas no momento oportuno do currículo.

- Materiais
- Horas extraordinárias

G15. Conferências

Dinamizadas por professores externos sobre temas de cultura Matemática, sendo ou não curricular.

- Pagamento deslocação

G16. BiblioMat

Componente Matemática na biblioteca da escola, que deverá conter livros e materiais lúdico-didácticos e realizar uma actividade Matemática semanal.
A biblioteca contém um dossier de Matemática por ano de escolaridade com fichas de trabalho, separadas por temas e/ou tipo

- Coordenador da Biblioteca
- Coordenador de Matemática

G17. Tutoria de alunos

Encontro individual semanal entre o tutor e o aluno para ele reflectir sobre o seu comportamento e desempenho escolar.

Devem-se aplicar tanto a alunos que revelam dificuldades de aprendizagem e de relacionamento, como aos sobredotados em alguma área do saber.

- Psicólogos
- Professor de História, Filosofia ou Línguas

G18. Internato Pedagógico

Após a proposta do CT e as avaliações de psicólogo clínico e de assistente social, o aluno é retirado da custódia dos pais e internado num colégio adequado numa de duas modalidades, a saber, de 2ª a 6ª feira ou durante os período de aulas.

- Psicólogos
- Assistente social

G19. Especialista Externo

Após solicitação do DT, recorrer a especialistas ou instituições externas para intervir nas famílias quando necessário, tais como Associação Cultural, Comissão de Protecção de Menores, Hospital, Tribunal, Psiquiatra.

 

G20. Sala dos Pais

Sala exclusiva dos pais e EE na escola para reuniões e decisões educativas ou pedagógicas.

- Sala

G21. Reuniões com EE

O DT reúne no inicio de cada período com os pais, informando-os sobre a actividade que a escola dinamizou para desenvolver a aprendizagem dos seus filhos.

Deve haver reunião após terminar as aulas para apresentar relatórios, reflectir e aceitar sugestões.

- DT
- Inserido na reunião de entrega das avaliações de final de período

G22. Reuniões Entre Pais

Reunião trimestral dos EE, em cada turma, presidida pelo representante no conselho de turma, onde debatem informações e actividades do Proj. Curr. Turma.

- Salas

G23. Familiares na Escola

Familiares do aluno disponibilizam algumas horas por semana para estar na escola em certos espaços para colaborar na melhoria do comportamento dos alunos.

 

G24. Pais Tutores

Aluno sinalizado com dificuldades de socialização é conduzido pelo DT a uma família (pais de um aluno da turma ou da escola) que o auxilia no seu desenvolvimento, podendo contar vivência nessa família.

- EE 

G25. Acordo de Cooperação

A escola faz acordos com algumas pessoas (psicólogos, médicos, advogados,…) ou instituições (empresas, câmara,…) intervirem, gratuitamente, em momentos e situações identificadas de dificuldades de aprendizagem.

 

 

_|^|_  

3. Actividades Para os Professores de Matemática

Actividade

Descrição

Recursos e Decisores

P1. Discurso Dinamizador

O Coordenador de Departamento deve relacionar-se com os seus colegas, promovendo o dinamismo e a ultrapassagem de eventuais dificuldades.

- Coordenador de Matemática

P2. GTIM

Grupo de Trabalho sobre o Insucesso a Matemática para estudar as causas e apontar medidas para a promoção do sucesso na Matemática.
Ver descrição.

- 3 ou 4 professores do Matemática
- Crédito Horário RH9

P3. Reuniões de Matemática

Reuniões semanais, para aperfeiçoar o saber ensinar, formando grupos de trabalho, sobre os seguintes temas: indisciplina; metodologia da Matemática (operações, equações, problemas,…); grelhas de observação; grelhas de avaliação; trabalho de grupo; ritmo da aula; ...
Daqui resultarão as planificações anual, temáticas e de aulas.
Estas reuniões podem ser prolongadas numa Oficina de Formação creditada e financiada.
Aqui podem ser incluídas as acções P4, P5 e P6, bem como a reflexão sobre as restantes acções deste plano.

- Presidido pelo Coordenador de Matemática
- Professores de Matemática
- Crédito horário RH1

P4. Metodologia Matemática

O professor deve estabelecer para cada aluno uma ponte entre o que ele já sabe e aquilo que vai aprender. Para isso, as metodologias do professor devem ser diversificadas:
   - do concreto (objecto ou imagem) ao abstracto;
   - da rua à sala de aula;
   - do óbvio (ou simples) ao complexo;
   - do conhecido à descoberta;
   - do geral ao específico;
   - da expressão ao pensamento;
   - do animado ao fixo;
   - do indivíduo ao grupo;
   - da cópia à criatividade;
   - do vulgar à arte.
Ao iniciar um tema, o professor recorre a objectos, factos, exemplos e situações, elementares mas significantes, para os alunos. Só depois (entre 10 a 80 minutos), e de acordo com o desempenho de cada e de todos os alunos, o professor propõe tarefas mais exigentes, sempre num ritmo crescente de complexidade. Finalmente, faz-se a síntese da aula.
Em cada aula, a actividade do aluno deve ser diversa (comunicação, materiais, …).

- Presidido pelo Coordenador de Departamento
- Materiais didácticos
- Crédito horário RH1

P5. Má Metodologia

Os professores de Matemática indicam e caracterizam as metodologias inapropriadas ou desajustadas (posição na sala, volume de voz, vestuário, conversas desnecessárias).

- Presidido pelo Coordenador de Matemática
- Professores de Matemática
- Crédito horário RH1

P6. Experiências de Aprendizagem

Inclusão dos diversos Tipos de Experiências de Aprendizagem, (Currículo Nacional do Ensino Básico - competências essenciais) nos temas da Planificação Anual de cada ano de escolaridade.

- Supervisionado pelo Coordenador de Matemática

P7. Avaliação na Matemática

O professor deve efectuar uma avaliação de alunos:
- Registada – em grelhas de observação;
- Exposta – demonstrada ao aluno:
- Contínua – em todas as aulas;
- Abrangente – nos diversos itens aprovados pelo CP;
- Formativa – contribui para o desenvolvimento do aluno;
- Participada – incluir hetero e auto-avaliação;
- Moderada – em +/- 5% da classificação final de período, pela sensibilidade do professor.

Os professores de Matemática definem no inicio do ano os instrumentos, os modos, os momentos, os tipos e os objectos para a avaliação de alunos.

- Averiguado pelo Coordenador de Matemática
- Professores de Matemática

P8. Programa Cumprido

Em cada turma, o programa de Matemática planificado deve ser cumprido no que se refere a aos conhecimentos essenciais dos temas. Dependente das características dos alunos, podem não ser cumpridos alguns objectivos específicos, metodologias mais difíceis ou competências mais exigentes.

- Averiguado pelo Coordenador de Matemática
- Professores de Matemática

P9. Turma-Professor

Uma turma tem apenas um professor de Matemática durante todo o ciclo, exceptuando eventuais situações conflituosas ou de interesses pedagógico.

- Departamento de Matemática
- CE

P10. Reuniões de Ano

Reunião semanal de 45 mins. de professores de Matemática do mesmo ano da escola para reflectirm e decidirem sobre a leccionação.

- Crédito horário RH2
- Equipa de Horários

P11. Reuniões de Ciclo

Uma vez por período, reunião do Departamento de Matemática em grupos de professores que leccionam o mesmo ciclo.

- Presidido pelo Coordenador de Matemática

P12. Reuniões InterCiclos

Uma vez por período, reunião de professores do 1º ciclo e os de Matemática do 2º, 3º ciclo e sec.

- Presidido por elemento do CE

P13. Matemática e Português

Os coordenadores das disciplinas de Matemática e de Português reúnem trimestralmente para definirem metodologias e actividades comuns (p.e., exercícios de Português com Matemática e vice-versa).

- Coordenador de Matemática

- Coordenador de Português

P14. Explicadores e Professores

Explicadores de alunos da escola são convidados para uma reunião na escola com os professores para concertarem metodologias.

O explicador deve ser considerado como um suplemento educativo na Matemática.

- Presidido pelo Presidente do CP

- Novembro

P15. Aula Assistida

Coordenador e outro professor assistem a uma aula por turma, até Janeiro, e reúne com o professor para reflexão.

- Fotocópias
- Grelha de observação de aula

P16. Informação ao EE

O professor de Matemática envia carta ao EE no início do ano lectivo sobre o programa, objectivos, competências, materiais, actividades na aula e a estratégia da escola.

- Professores de Matemática

P17. Divulgação Matemática

Textos e reportagens (em jornais, sites ou TV) das actividades matemáticas dos alunos, dos seus trabalhos e de eventos na escola.

- Jornal da escola ou outro
- Trabalhos dos alunos
- Site da escola

P18. Representante APM/SPM

Um professor divulga e dinamiza actividades promovidas pela APM/SPM (materiais, concursos, formação).

- Crédito horário RH8

P19. Eventos Matemáticos

Participação da escola nos concursos regionais ou nacionais de Matemática, tais como as Olimpíadas, o EquaMat e o Canguru Matemático.

- Supervisionado pelo Coordenador de Matemática
- Papel
- Transportes

P20. Matematiquices

Expositor de curiosidades matemáticas (humor, frases, fotos), materiais didácticos e trabalhos dos alunos produzidos nas aulas.

- Expositor fechado
- Fotocópias

P21. Semana da Matemática

Durante uma semana de aulas do 2º período, dinamização de exposições, jogos, concursos.

- Convidar os pais para participar em algumas actividades na escola e/ou dos alunos.

- Supervisionado pelo Coordenador de Matemática
- Sala, mesas, cadeiras
- 6 computadores e projector de vídeo
- Jogos
- Exposições
- Prémios
- Horas extraordinárias

P22. Encontro GTIM

Organizado pelo grupo GTIM (Grupo de Trabalho sobre o Insucesso a Matemática) num dia após final as aulas, com conferências e debates sobre a construção do sucesso a Matemática, intervindo professores de Matemática, pais, alunos e conferencistas externos.

- Supervisionado pelo Coordenador de Matemática

P23. Aula Desdobrada

Uma vez por semana, realiza-se duas aulas de Matemática no mesmo momento com metade da turma em cada lado.

- Supervisionado pelo Coordenador de Matemática

P24. TIC nas Mat

Implementar pelo menos uma vez por período em que os alunos utilizam o computador nas aulas de Matemática.

- Professor de Matemática
- computadores e projector de vídeo
- software

P25. SiteMat

Site de Matemática com o Projecto, os materiais e os relatórios das as actividades e textos e ficheiros de apoio ao aluno. Deve conter nomes e emails dos professores de Matemática.

- Alojador Prof2000

P26. Matemática Transversal

Cada professor de Matemática nos CT solicita aos outros professores a operacionalização das competências transversais com ênfase na Matemática e os conteúdos de Matemática.

- CT

 

_|^|_  

4. Actividades Para os Alunos

Actividade

Descrição

Recursos e Decisores

A1. Discurso Motivador

O professor de Matemática deve apresentar um discurso motivador simultaneamente realista para com os alunos ao longo do ano lectivo.

- Professores de Matemática

A2. LabMat

Sala com materiais didácticos onde cada uma das turmas têm uma aula por semana, pelo menos, permitindo aos alunos “experimentar para sintetizar”.

- 3 salas de Laboratório de Matemática (1 por ciclo)
- Crédito horário RH3
- Materiais didácticos
- Plano de Actividades

A3. Aula Acrescida

Para alunos com percentagens nos testes entre 40% e 60%, uma aula de 90 mins. semanal sobre conteúdos do ano, contendo obrigatoriamente testes de avaliação mensais a incluir na avaliação do aluno.

- Equipa de Horários
- Crédito horário RH4
- Parecer do professor Matemática
- Plano de Actividades

A4. Aula de Recuperação

Para alunos com níveis 1 ou 2, uma aula de 90 mins. semanal sobre conteúdos pré-requisitos e, eventualmente, sobre os do próprio ano, contendo obrigatoriamente testes de avaliação mensais a incluir na avaliação do aluno.

- Equipa de Horários
- Crédito horário RH4
- Parecer do professor Matemática
- Plano de Actividades

A5. Explicação Individual

Para um, dois ou três alunos com NEE, uma aula de 90 mins. semanal sobre conteúdos da aula de Matemática ou pré-requisitos, contendo obrigatoriamente testes de avaliação mensais a incluir na avaliação do aluno.

- Equipa de Horários
- Crédito horário RH4
- Parecer do professor Matemática
- Plano de Actividades

A6. Professor Assessor

As aulas das turmas com mais dificuldades de aprendizagem, principalmente as do 5º e 9º anos, têm um outro professor que auxilia os alunos a resolverem as tarefas propostas.

- Equipa de Horários
- Parecer do professor de Matemática
- Plano de Actividades
- Crédito horário RH5

A7. Estudo Acompanhado com Matemática

Nesta área curricular não disciplinar, incluir métodos para estudar Matemática (leitura oral, memorização, resumos, trabalho de grupo, esquemas, …).
O professor de Estudo Acompanhado é o professor de Matemática ou de Português da turma.

- Professores de Estudo Acompanhado

A8. Aluno Cooperante

Um bom aluno auxilia um aluno mais fraco para ter sucesso a Matemática.

 

A9. Clube dos Matemáticos

Apenas para os melhores alunos desenvolverem as suas competências matemáticas (resolução de problemas, investigações, pesquisas, relatórios, …).

- Sala do Clube
- Livros e jogos, fotocópias
- Crédito horário RH10

A10. Reuniões de Delegados

Reuniões mensais de Delegados de Turma do mesmo ciclo com representante do CE para discutir funcionamento da escola (indisciplina, insucesso, actividades, recursos e projecto educativo).

- Delegados das turmas

- CE

A11. Problema de Tema

Em cada tema, o aluno deve resolver um problema, explicitando a sua comunicação matemática com desenhos, composições e pensamentos, podendo assumir a forma de relatório.

- Professores de Matemática

A12. Portefólio de Matemática

Arquivo de argolas com capítulos de assuntos definidos pelo professor onde o aluno coloca todos os materiais resultantes do seu estudo na Matemática, observado uma vez por período.

- Professores de Matemática

A13. Resumo de Tema

Todos os alunos entregam a seguir à última aula desse tema do Programa de Matemática.

- Professores de Matemática

A14. Resumo de Aula

Elaborado pelo aluno a partir do momento em que é diagnosticado insucesso a Matemática, entregue ao DT e corrigido pelo seu professor.

- Professores de Matemática

A15. Prova Global

No final do ano lectivo, realização de uma prova por ano, desde o 1º ao 12º ano, integrada na classificação do aluno, tal qual um teste de avaliação.
No 3º período, é o último teste da turma realizado na antepenúltima semana de aulas.

- Coordenador de Matemática
- Professores de Matemática
- Fotocópias

A16. Concurso Matemático

Mensalmente, um problema ou um jogo (p.e., “O Problema da Quinzena”, “Anedota matemática” “Concurso de fotografia”, …), havendo um desafio final para os melhores alunos.

- Crédito horário RH11
- Fotocópias
- Prémios

A17. Avaliação de Professores

No final de cada período, os alunos preenchem um questionário onde avaliam o desempenho do professor.

 

A18. Quadro de Mérito Matemático

Listagens (para os diferentes anos de escolaridade) dos cinco alunos com os melhores resultados numa determinada avaliação Matemática (por exemplo, progressão num ano lectivo, nota de final do 3º período, exame 9º ano, exame 12º ano, Prova Global Interna, Concurso Matemático).

- Supervisionado pelo Coordenador de Matemática

- Moldura

A19. Prémio Matemática

Entrega de um valor monetário ao melhor aluno na Matemática do 1º C, 2º C, 3ºC e Secundário.

4x100 €

A20. Diploma Matemático

Diploma para cada um dos três alunos com maior classificação nos testes de avaliação.

- Professores

A21. LudoMat

Pasta de jogos para o polivalente, biblioteca ou outro espaço onde os alunos possam conversar, ocupando os seus tempos livres.

- Jogos (xadrez, damas, quatro, tangram, ...)

 

_|^|_  

5. Crédito Horário Semanal

RH1) Crédito horário de 2 tempos/docente/  para reuniões de professores de Matemática;

RH2) Crédito horário de 1 tempo/docente/ano (para 5º ao 9º) + 1 tempo (para Secundário) para reuniões de professores de Matemática do mesmo ano;

RH3) Crédito horário de 2 tempos para o Coordenador do Laboratório de Matemática;

RH4) Crédito horário de 1 tempo/Turma para Apoio a alunos;

RH5) Crédito horário de 4 tempos/Turma para Professor de Apoio na aula.

RH6) Crédito horário de 5 tempos/manhã para Sala de Estudo para professores com formação Matemática.

RH7) Crédito horário de 1 tempo/turma para Aula de Matemática nos 5º e 7º anos.

RH8) Crédito horário de 1 tempo para Representante de APM/SPM.

RH9) Crédito horário de 4 tempos/professor para GTIM.

RH10) Crédito horário de 2 tempos para o coordenador do Clube dos Matemáticos.

RH11) Crédito horário de 2 tempos para coordenador do Concurso Matemático.

RH12) Crédito horário de 6 tempos para o Coordenador de Matemática.

9.3. Gestão de Horários

1) Tentar colocar RH1, RH2, RH3, RH8, RH9, RH10, RH11 e RH12 na componente não lectiva;

2) Privilegiar os professores da turma para o RH4;

3) Tentar contratar 1 licenciado em Ensino da Matemática ao Centro de Emprego (POC) para RH5 e RH4;

4) Não atribuir o cargo de DT a professores de Matemática;

5) Tentar atribuir o Estudo Acompanhado a professores de Matemática e, se possível, com um professor de Português na mesma aula;

6) Tentar atribuir as aulas na Sala de Estudo a professores com formação Matemática;

7) Na listagem acima de recursos humanos não foi incluído o crédito relativo ao Perfil de Aluno;

8) A 5ª aula do RH7 pode ser obtida da gestão do tempo de oferta de escola (D-L Nº 6/2001).

 

_|^|_  

6. Cronograma

 

Data

Actividade

Observações

Julho 2006

- Definição dos materiais em falta

- Redacção e aprovação de indicações para a elaboração de horários

 

Setembro 2006

- Elaboração dos horários

- Elaboração dos Planos em cada ano de escolaridade

-

 

 

 

 

Julho 2007

 

 

Setembro 2007

 

 

 

 

 

Julho 2008

 

 

Setembro 2008

 

 

 

 

 

Julho 2009

 

 

 

 

_|^|_  

7. Observações

Perante tantas propostas, é natural que um professor isolado se sinta perdido!

7.1. É Essencial para o redactor do projecto:
1. O trabalho em equipa;
2. O conhecimento do nível de desenvolvimento profissional dos professores;
3. O conhecimento das características dos alunos;
4. A aceitação e promoção pelo CP e pelo CE de que o ensino da Matemática é prioritário;
 

7.2. O apoio do ME no fornecimento de materiais e no pagamento aos professores de Matemática do esforço suplementar que os professores de Matemática vão realizar, em comparação com os seus colegas.

7.3. São indispensáveis para o sucesso do projecto as reuniões semanais de 90 mins. (ou mais) ao longo ano lectivo entre os professores de Matemática.
As escolas que contemplem reuniões semanais entre professores de Matemática deve ser subtraído à componente lectiva, quando estes não tenham redução pelo artigo 79 do ECD.
Deve ser a ministra a escrever isto.
Caso contrário nada se alterará na prática docente!!!!!!!!!
Porquê?
- a reflexão é indispensável
- a acção deve resultar da reflexão
- a acção deve ser concertada em trabalho colaborativo entre profs de mat
- o trabalho colaborativo precisa de um momento presencial para reunião e produção de materiais
As reuniões são o meio indispensável para a mudança da prática docente.
Não basta ir buscar esse crédito horário ao trab. de Estabelecimento (2h) porque muitas outras actividades são necessárias na escola: clubes, site da escola, estudos sobre os alunos, aulas suplementares, ...
Por outro lado, a reunião semanal entre professores de Matemática irá desenvolver a auto-formação.
O tempo é a única variável que podemos usar no nosso desenvolvimento colectivo.
o desenvolvimento é contínuo; Não há saltos no desenvolvimento das populações.
Isso significa que se não derem tempo aos professores de Matemática, nada irá mudar.
Não desejo concluir daqui a 10 anos, que os problemas de ensino e de aprendizagem são os mesmo de hoje e que estas medidas foram apenas intenções escritas por uma ministra; Quero gritar que a Lurdes Rodrigues foi a força motriz para desenvolver a aprendizagem dos alunos na Matemática.
A motivação para a mudança existe. Não pode ser desperdiçada.

7.4. O projecto da matemática pode ser uma ameaça para a implementação do projecto portáteis do CRIE .
Cuidado que o projecto Portáteis do CRIE para 2006/07 também precisa de tempos, nomeadamente as do "trabalho de estabelecimento".

7.5. Utópico? Utópico???? UTÓPICO?????
Claro!....
O PASMATE é super-utópico.
Desde as 35 horas na escola até ao perfil de aluno.
Mas só quem sonha pode encontrar nova realidade.
Ou como dizia o grego:
Se não esperais o inesperado,
não o encontrareis,
visto que é penoso descobri-lo
e, além disso, difícil.
Heraclito


 

NOTA: Este texto resulta das minhas reflexões com os indispensáveis contributos de dezenas de professores, alunos, amigos e investigadores. Estou muito agradecido ao esforço de cada um deles.

Daquilo que pensou ...

               O que apetece dizer?

     

  Nome:

   Email:

 

 

_|^|_ 

Comentários

 

10) 18Jul2006 [Gabriela Rodrigues Armelim - gabi@parmelim.net]
gostei muito ...
dá para pensar nas nossas práticas...
obrigada
Resposta: Para mim, a reflexão sobre as minha actividade de professor na sala de aula é prioritária.
 

 

9) 11Jul2006 [Filipe Galego - crazyf2003@hotmail.com]
Muito bom!
É pena que a implementação destas medidas não dependa apenas dos professores. É preciso que se criem condições para que os professores possam realmente começar a realizar um trabalho diferente... Nomeadamente o crédito horário, fundos para aquisição de material, fundos para prémios para os alunos, etc...
Considero que há uma grande percentagem de professores que gostaria de fazer as coisas de modo diferente, mas não pode...
A mensagem para o Ministério e afins, é dêem-nos ferramentas de trabalho e deixem-nos trabalhar!!!... Depois nós daremos de certeza resultados...
Resposta: Exactamente. Estas medidas apontam os solucionadores para o sucesso: os pais, o ME e os profs.
È essencial que o ME não faça uma campanha a favor da aprendizagem junto das famílias por diversos media e diversas instituições da família; É essencial que a escola possa dar condições de trabalho aos professores; É essencial que os alunos sintam que aprender é indispensável.
Ao fim de alguns anos (6?) os alunos apresentarão avaliações significativamente melhores.

 

8) 11Jul2006 [Paula Rebelo - paula.aspra@sapo.pt]
Caro colega Alcino,
Tem conhecimento de algum colega que tenha trabalhado com quadros interactivos em Matemática? Penso que poderá ser um recurso muito interessante para explorar ao nível da sala de aula de Matemática. Na minha escola vamos incluir nos materiais necessários para levar a cabo o projecto "Plano de Acção para a matemática".
Na tua escola já elaboraram o projecto? Ao que parece tudo não passa de "medidas puramente ilusórias" pois as escolas tem muitas limitações de espaços, técnicos especializados, dificuldades em organizar horários "completos". Vamos ver no que isto vai dar...
Resposta: Não conheço ninguém, que tenha trabalhado na aula com o quadro interactivo. Mas parece-me demasiado exigente na planificação, preparação e desenvolvimento das actividades na aula.
Sobre as tuas preocupações, concordo e sinto que estamos atados de mãos e pés. Só peço: quero 35 horas na escola como horário completo.
No entanto, unimos esforços e os professores de Matemática da minha escola vão ter reuniões semanais de 3 horas (crédito horário de 2 tempos do "Trabalho de Estabelecimento" e 1 tempo das quatro de reuniões). E isto vai ser o nosso trampolim para mudarmos as nossas práticas de professor.

 

 

7) 8Jul2006[Fátima Cristina Lopes Carvalho - f_carvalho_mat@hotmail.com]
Sou professora de Matemática mas só dou formação em centros de formação profissional e explicações, pois não tenho tido colocação. Gosto muito do que está redigido e já até lhe enviei um email felicitando-o pela sua página. Vou tirar muitas ideias para as minhas aulas da sua página e estou sempre atenta às novidades. A pouca experiência que tenho leva-me só a escrever que é muito difícil levar estas novas ideias para uma escola pois a maior parte dos colegas não querem perder tempo a implementar novas estratégias. Eu tento, e posso dizer que para alunos desmotivados que tenho, é uma satisfação conseguir mudá-los. No entanto é difícil fazer um trabalho que deveria ser de grupo e não individual. Um abraço.
Resposta: "Tocaste na ferida!" O trabalho em equipa de professores de Matemática é essencial!
Para que uma actividade seja desenvolvida, numa ditadura, basta ordenar. Numa democracia, devemos cativar.
O Projecto da Matemática deve contar com o apoio do Conselho Executivo: muitas das actividades vão exigir alterar horário, salas, e funções de pessoas na escola.
O projecto da Matemática terá que ser assumido como a prioridade da escola.
Além disso, devemos argumentar que uma qualquer escola deste país apenas poderá ser comparada com outra qualquer escola do mundo através dos resultados a Matemática!

 

6) 7Jul2006 [João Paulo - joaopaulo74@gmail.com]
Meu caro, nada me surpreende em ti... Estou sempre à espera de duas coisas:
- um trabalho fantástico;
- discordar de ti!
Espero, com um bocadinho de tempo, voltar aqui para te criticar fortemente... eheheheh!
Volto logo.
Resposta: A minha intervenção pretende provocar! Provocar pensamento!
Se o pensamento do leitor é divergente, bem. Se é exprimido, belo. Se me é comunicado, Magnifico. Gosto do ebate de ideias para fazer renascer mais pensamento.
Ainda bem que te provoquei.
Obrigado.

 

 

5) 3Jul2006 [Maria João Duarte - marijonecas@zmail.pt]
Gostei muito deste site.
Fui hoje "eleita" para coordenar um projecto para combater o insucesso nesta disciplina - Matemática. Este site está a dar uma grande ajuda e já estou a fazer uma apanhado de algumas ideias que para poder expor na escola. Escola EB 2,3 da Bobadela.
Obrigada e parabéns.
Resposta: Obrigado. Destaco que na minha escola estamos a insistir para nos reunirmos semanalmente durante três horas para discutirmos e produzirmos tudo o que tenha a ver com a metodologia (duas horas de "trabalho de estabelecimento e uma hora do crédito de reuniões).

 

4) 8Jul2006 [Daniela Reis - danireis20@netcabo.pt]
Alcino, preciso que me esclareça uma dúvida [sobre o Insucesso Limitado acima]: aqui neste ponto, sobre o sucesso limitado, o vosso grupo de trabalho considerou que o insucesso acontece quando as negativas a matemática excederem 25% de todas as negativas atribuídas pelo conselho de turma, é isso?
Obrigada e parabéns pelo trabalho, está excelente, super minucioso, aponta bem os problemas e soluções, gosto da forma como vocês enfatizam o trabalho de equipa!
Resposta: Estas sugestões de actividades são minhas e os meus colegas não concordam com elas todas. Na minha escola estamos a ajustar ou mesmo a eliminar algumas destas, adequando à nossa realidade.
Neste momento estou a tentar convencer os meus colegas de Matemática de que esta medida (<25% de negativas) é essencial, quando combinada com as reuniões semanais de professores de Matemática.
Argumento que a existência de mais de 25% de negativas numa turma de ensino básico só se pode justificar com: turma mal constituída; metodologia do professor inadequada; ocorrência fantástica na sociedade dos alunos.
Estás lembrada de que a legislação actual enfatiza a retenção do aluno apenas numa situação extraordinária. Logo, ter mais de 25% de negativas numa turma só poderá significar que o professor está a desenvolver uma metodologia inapropriada aos alunos.

 

3) 30Jun2006 [José Miguel Santos - zecamig-@iol.pt]
Sem palavras...
Não deixando de valorizar as sugestões, aqui deixo para reflexão: "Por muito que se faça há sempre quem aprenda a andar de bicicleta numa hora, quem demore dias e quem não aprenda nunca".
A escola não é só matemática e não vale a pena dramatizar a situação - dar mais do mesmo
constantemente.
A maior parte dos professores é fantástica, está atenta AO INSUCESSO e promove diversas actividades para o combater. É PRECISO É QUE OS ALUNOS PERCEBAM QUE TRABALHAR/ESTUDAR EXIGE ATENÇÃO, ESFORÇO, DEDICAÇÃO E SOBRETUDO TENHAM VONTADE DE APRENDER. A "educação" é um privilégio do mundo ocidental.
Resposta: Parece-me que tens razão: nem todos conseguem aprender a andar de bicicleta.
Mas, é exigido à nossa Escola que ensine a "andar de bicicleta" em 9 anos. Mesmo que a pessoa nunca possa aprender.
O problema que se coloca é saber porque é que nem todos andam de bicicleta?
Tu apontaste uma causa: falta de dedicação do aluno.
Mas uma escola Boa deve fazer aprender mesmo aquele aluno que não quer.
É este o desafio que os professores de Matemática estão a tentar solucionar.

 

2) 26Jun2006 [Maria Elisa Ferreira da Silva Filipe - elisafilipe@netcabo.pt]
Acho óptimas todas estas ideias, mas gostava de saber se é exequível a sua realização com professores tão estáticos como alguns que temos. É claro que sei que temos de mudar mentalidades, mas como coordenadora de departamento sinto que terei (ou teria) de lutar contra muitas correntes, a começar pelo CE. Vou no entanto aproveitar certamente muitas das ideias que aqui expôs.
Acho que profissionalizar a carreira de gestor escolar e separá-la da carreira de professor é absolutamente essencial, mas é mais uma das coisas que não vejo como realizar, pois o poder político parece que não está nessa disposição.
De qualquer modo, continue a sua colaboração preciosa especialmente para mim, que tenho 33 anos de carreira, mas acho que tenho muito ainda que aprender com os novos métodos de ensino, que de algum modo, há já vários anos o tento fazer.
Saudações matemáticas.
Resposta: Devemos considerar este plano como sendo maximal, ou mesmo utópico.
A sua existência pode ser considerada como um campo de reflexão para a acção.
Algumas destas medidas podem vir a ser implementadas, ajuizando a pertinência e viabilidade em cada escola. Os professores de Matemática de uma escola devem reconhecer o seu estádio de desenvolvimento e de cooperação para assumir algumas actividades.
Estas medidas pressupõem um trabalho de equipa e inter-ajuda, tanto entre professores como entre alunos.
Não está aqui explicitado, mas as medidas D1, G1, P1 e A1 sugerem que é essencial que os dinamizadores da escola assumam o seu plano e os objectivos a que se propõem atingir num certo espaço de tempo (3 anos?).

 

1) 26Jun2006 [José Paulo Coelho - zepaulo2001@hotmail.com]
Considero bastante interessante este trabalho de síntese e sistematização. Concordo, na generalidade, com a esmagadora maioria das mesmas. 
Há, contudo, duas medidas com as quais discordo: 
- D23: Autonomia financeira - prejudicaria as escolas do interior, mais isoladas e sem possibilidade de apoio por parte do sector empresarial/industrial.
- D24: Gestores profissionais - não considero que uma gestão profissional efectuado por pessoas exteriores à escola traga vantagens significativas. Traz decerto inconvenientes: o desconhecimento da realidade escolar e a consequente "empresialização" da escola podem ir contra a função social da Escola.
Resposta: Sobre o financiamento das escolas, certamente que a fórmula de financiamento de uma empresa pública deverá incluir o PIB do concelho.
Sobre os gestores profissionais, temos de considerar que a gestão é uma ciência recente mas que já deu provas. Por isso, começa o tempo em que os saberes de Gestão não são intuitivamente desenvolvidos ou aprendidos numa formação estanque. Um gestor/reitor de uma escola deverá ter uma carreira distinta da de professor, incluindo a definição do acesso, da sua avaliação e da sua formação. Além disso, a hierarquização de funcionários é uma componente essencial em qualquer sistema organizacional.

 

Simões, Alcino. (1998-200?, Jun 2006). PASMATE. Folha do alcino. http://www.prof2000.pt/users/folhalcino/ideias/ensinacao/pasmate.htm
alcinosimoes@yahoo.com

 

_   |^|^|^|   _