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Conta Um Conto
Provérbios




1.	A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado 
2.	A caridade começa por nós próprios 
3.	A cavalo dado não se olha o dente 
4.	A esperança é a última a morrer 
5.	A felicidade é algo que se multiplica quando se divide 
6.	A fome é o melhor tempero 
7.	A função faz o orgão 
8.	A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha 
9.	A galinha que canta como galo corta-se-lhe o gargalo 
10.	A lã nunca pesou ao carneiro 
11.	A merda é a mesma, as moscas é que mudam 
12.	A minha liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros 
13.	A mulher e a pescada, querem-se da mais grada (engraçada) 
14.	A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina 
15.	A noite é boa conselheira 
16.	A ocasião faz o ladrão 
17.	A ociosidade e a ignorância são mãe de todos os vícios e doenças 
18.	A rico não devas e a pobre não prometas 
19.	A uns morrem as vacas, a outros parem os bois 
20.	Agora, já a gaivota caga na bóia [Já vem tarde] 
21.	Agora é tarde e Inês é morta 
22.	Água do rio corre para o mar 
23.	Água mole em pedra dura tanto bate até que fura 
24.	Águas passadas não movem moínhos 
25.	Ainda que sejas prudente e velho, não desprezes o conselho (Graciosa) 
26.	Alentejanos, algarvios e cães de caça, é tudo da mesma raça 
27.	Amarra-se o cavalo, é vontade do dono.  Albarde-se o cavalo à vontade do dono. 
28.	Amigo não empata amigo 
29.	Amigos amigos, negócios à parte 
30.	Amigos dos meus amigos, meus amigos são 
31.	Amor com amor se paga 
32.	Amor e fé nas obras se vê 
33.	Antes que cases vê | olha o que fazes 
34.	Antes que o mal cresça, corta-se-lhe a cabeça 
35.	Antes quero asno que me leve que cavalo que me derrube (Farça de Inês Pereira ) 
36.	Antes só que mal acompanhado 
37.	Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo 
38.	Aos olhos da inveja todo o sucesso é crime 
39.	Assim como vive o Rei, vivem os vassalos 
40.	Até S. Pedro o vinho tem medo 
41.	Atirei no que vi e acertei no que não vi 
42.	Atrás de mim virá quem bom de mim fará (dirá) 
43.	Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo 
- B -
44.	Baleias no canal, terás temporal (São Jorge) 
45.	Barcos virão, novas trarão (Corvo) 
46.	Bem mal ceia quem come de mão alheia 
47.	Bem toucada, não há mulher feia (São Miguel) 
48.	Boa árvore, bons frutos 
49.	Boi em terra alheia é vaca 
50.	Boi velho gosta de erva tenra (Faial) 
51.	Brigas de namorados, amores dobrados 
52.	Burro velho não aprende línguas 
- C -
53.	Cada cabeça cada sentença 
54.	Cada macaco no seu galho ... (Br) 
55.	Cada tolo | maluco com sua mania 
56.	Cada qual com o seu igual 
57.	Cada um a seu dono 
58.	Cada um é para o que nasce 
59.	Cada um é como cada qual, e cada qual é como é 
60.	Cada um por si e Deus por todos 
61.	Candeia que vai à frente alumia duas vezes 
62.	Cá se fazem, cá se pagam 
63.	Cão de caça vem de raça 
64.	Cão que ladra não morde 
65.	Cão que levou mordida de cobra tem medo de salsicha (Br) 
66.	Casa de esquina, ou morte ou ruína 
67.	Casa de pais, escola de filhos 
68.	Casa onde não há pão, todos berram e ninguém tem razão 
69.	Casa roubada, trancas à porta 
70.	Cavalo velho não pega andadura 
71.	Cesteiro que faz um cesto faz um cento 
72.	Chuva de São João, talha sem vinho e não dá pão 
73.	Chuva de São João, cada pinga vale um tostão 
74.	Com a verdade me enganas 
75.	Com o Diabo não se brinca 
76.	Com os males dos outros posso eu muito bem 
77.	Com um olho no burro e o outro no cigano 
78.	Comer e coçar está no começar 
- D -
79.	Da discussão nasce a luz 
80.	Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus 
81.	Dar o seu a seu dono 
82.	De boas intenções está o inferno cheio 
83.	De Espanha nem bom vento nem bom casamento 
84.	De médico e de louco, todos temos um pouco 
85.	De noite todos os gatos são pardos 
86.	De pequenino se torce o pepino 
87.	Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer 
88.	Desconfiar de homem que não fale e de cão que não ladre 
89.	Depois da tempestade vem a bonança 
90.	Depois de fartos, não faltam pratos (Flores) 
91.	Depois do Natal, saltinho de pardal 
92.	Deus ajuda a quem muito | cedo madruga 
93.	Deus dá nozes a quem não tem dentes 
94.	Deus escreve direito por linhas tortas 
95.	Deus me dê paciência e um pano para a embrulhar 
96.	Deus nunca fechou uma porta que não abrisse outra 
97.	Deus quer, o homem pensa e a obra nasce 
98.	Devagar se vai ao longe 
99.	Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és 
100.	Do mal, o menos 
101.	Duro com duro não faz bom muro 
- E -
102.	É bem vindo quem vier por bem 
103.	É como a Maria nabiça: tudo o que vê, tudo cobiça! 
104.	É dificil agradar a Gregos e Troianos 
105.	Em Abril águas mil 
106.	Em Abril, carrega a velha o carro e o carril 
107.	Em casa de ferreiro, espeto de pau 
108.	Em Outubro manda o boi para o palheiro e o barco para o muro 
109.	Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas (Br) 
110.	Em tempo de guerra não se limpam armas 
111.	Em terra de cegos quem tem um olho é rei 
112.	Enquanto há vida há esperança | doçura. 
113.	Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas 
114.	Entre marido e mulher não metas a colher 
115.	Estar a olhar para qualquer coisa como um boi para um palácio 
- F -
116.	Ferro que não se usa, gasta-o a ferrugem 
117.	Fia-te na Virgem e não corras, e verás o trambulhão que ás 
118.	Fidalguia sem comodoria é gaita que não assobia 
119.	Filha casada, pretendentes à porta 
120.	Filho de peixe, sabe nadar 
121.	Filho és, pai serás 
122.	Filhos criados, trabalhos dobrados 
- G -
123.	Gaivotas em terra, tempestade no mar 
124.	Galinha de campo não quer capoeira 
125.	Gato escaldado de água fria tem medo 
126.	Gente tola e touros: paredes altas 
127.	Grandes peixes, pescam-se em grandes rios 
128.	Grão a grão enche a galinha o papo 
129.	Guardado está o bocado para quem o há-de comer 
- H -
130.	Há mais marés que marinheiros 
131.	Há males que vêm por bem 
132.	Há mar e mar, há ir e voltar 
133.	Há que dar tempo ao tempo 
134.	Homem pequenino malandro | velhaco ou dançarino 
135.	Homem prevenido vale por dois 
- I -
- J -
136.	Janeiro, fora uma hora 
137.	Junho abafadiço, sai a abelha do cortiço 
138.	Junho calmoso, ano formoso 
139.	Junho floreiro, paraíso verdadeiro 
140.	Juntam-se as comadres, descobrem-se as verdades 
- L -
141.	Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão 
142.	Longe da vistas, longe do coração 
143.	Lobo não come lobo 
144.	Lua com circo traz água no bico 
145.	Lua deitada, marinheiro de pé 
146.	Lua nova trovejada, trinta dias é molhada 
- M -
147.	Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo. 
148.	Mais vale burro vivo que sábio morto 
149.	Mais vale cair em | ter graça do que ser engraçado 
150.	Mais vale ficar vermelho cinco minutos, que amarelo toda a vida (Br) 
151.	Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto 
152.	Mais vale prevenir do que remediar 
153.	Mais vale quem Deus ajuda do que quem muito cedo madruga 
154.	Mais vale rico e com saúde do que pobre e doente 
155.	Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha 
156.	Mais vale só do que mal acompanhado 
157.	Mais vale tarde que nunca 
158.	Mais vale um gosto do que seis vinténs 
159.	Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar 
160.	Mais vale um "toma" do que dois "te darei 
161.	Mal de muitos consolo é 
162.	Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital 
163.	Manda quem pode, obedece quem deve 
164.	Mãos frias, coração quente 
165.	Março, marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão 
166.	Muito custa a um pobre viver e a um rico morrer 
167.	Muito riso, pouco siso 
168.	Mulher honrada não tem ouvidos 
- N -
169.	Na adversidade é que se prova a amizade 
170.	Na cama que farás, nela te deitarás 
171.	Na primeira quem quer caí, na segunda caí quem quer. 
172.	Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje 
173.	Não coso vivo nem morto, coso aquilo que está roto 
Não coso morto nem vivo, coso isto que está descosido. 
174.	Não há bela sem senão 
175.	Não há duas sem três 
176.	Não há fumo sem fogo 
177.	Não há fome sem fartura 
178.	Não há regra sem excepção 
179.	Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu 
180.	Não se fala de corda em casa de enforcado 
181.	Não vendas a pele do urso antes de o matar 
182.	Nariz de cão e cu de gente não se quer quente 
183.	Nem oito nem oitenta 
184.	Nem por muito madrugar amanhece mais cedo 
185.	Nem sempre sardinha, nem sempre galinha 
186.	Nem só de pão vive o homem 
187.	Nem tanto ao mar nem tanto à terra 
188.	Nem tudo o que reluz é ouro 
189.	Ninguém é profeta na sua terra 
190.	Ninguém melhor ajuda o pobre, que o pobre 
191.	No meio é que está a virtude 
192.	No melhor pano cai a nódoa 
193.	No poupar está o ganho 
194.	No São Martinho vai à adega e prova o vinho 
195.	Nunca digas: desta água não beberei 
196.	Nunca se é tão bem servido que por si mesmo 
- O -
197.	O barato sai caro 
198.	O barulho não faz bem e o bem não faz barulho 
199.	O cão ladra e a caranava passa 
200.	O corno é sempre o último a saber 
201.	O diabo deu um tiro com uma tranca 
202.	O dinheiro fala todas as línguas (Santa Maria) 
203.	O esperto só acredita em metade, e o génio sabe em que metade deve acreditar. 
204.	O futuro a Deus pertence 
205.	O hábito não faz o monge 
206.	O homem põe e Deus dispôe 
207.	O macaco só vê o rabo do outro (Angola) 
208.	O pão do pobre cai sempre com a manteiga para baixo 
209.	O peixe pela boca que se perde | Pela boca morre o peixe 
210.	O pior cego é o que não quer ver 
211.	O primeiro milho é dos pardais 
212.	O prometido é devido 
213.	O que arde cura e o que aperta segura 
214.	O que é vivo sempre aparece 
215.	O que se não faz no dia da romaria, faz-se no outro dia. 
216.	O saber não ocupa lugar! 
217.	O seguro morreu de velho e o desconfiado ainda está vivo 
218.	O silêncio é de ouro 
219.	O Sol quando nasce é para todos 
220.	Olha para o que te digo, não olhes para o que eu faço 
221.	Olho por olho, dente por dente 
222.	Onde canta galo não canta galinha 
223.	Os últimos são sempre os primeiros 
224.	Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mais vivos - Barão de Itararé (Br) 
225.	Ovelha (Uma) má pôe o rebanho a perder 
226.	Ovelha que bale, bocado que perde 
- P -
227.	Para grandes males, grandes remédios 
228.	Para ladrão, ladrão e meio 
229.	Para quem é bacalhau basta 
230.	Para São João guarda o velho o melhor tição 
231.	Palavras, leva-as o vento 
232.	Palavras loucas, orelhas moucas 
233.	Patrão fora, dia santo na loja 
234.	Pede o guloso para o desejoso 
235.	Pelo fruto se conhece a árvore 
236.	Perdido por cem, perdido por mil 
237.	Pimenta nos olhos dos outros, é refresco (Br) 
238.	Pobreza não é vileza 
239.	Pode ir o pobre sem esmola, mas não vai sem resposta 
240.	Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera 
241.	Por pouca saúde, mais vale nenhuma 
242.	Preso por ter cão, preso por não ter 
243.	Presunção e água benta cada qual toma a que quer 
- Q -
244.	Quando a esmola é grande, o pobre desconfia 
245.	Quando falta, sobra e quando sobra, falta 
246.	Quanto mais alto, maior é a queda 
247.	Quanto mais prima mais se lhe arrima 
248.	Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima 
249.	Quanto mais te baixas, mais se te vê o cu 
250.	Quanto mais me bates, mais gosto de ti 
251.	Quando mija um português, mijam logo dois ou três 
252.	Quando o vinho entra, o juízo sai 
253.	Quando o sábio aponta para a Lua, o idiota olha para o dedo (Provérbio chinês) 
254.	Quando pobre come frango, um dos dois está doente (Br) 
255.	Quando um burro fala, os outros baixam as orelhas 
256.	Quando um não quer, dois não discutem 
257.	Quem ama o feio, bonito lhe parece 
258.	Quem anda à chuva, molha-se 
259.	Quem arrota pede bolota 
260.	Quem assim fala não é gago 
261.	Quem cala, consente 
262.	Quem canta seu mal espanta 
263.	Quem casa quer casa 
264.	Quem chora, sente 
265.	Quem com ferros mata, com ferros morre 
266.	Quem com porcos se mistura farelos come 
267.	Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa (Pico) 
268.	Quem comeu a carne que roa os ossos 
269.	Quem conta um conto aumenta um ponto 
270.	Quem corre por gosto não cansa 
271.	Quem dá aos pobres empresta a Deus 
272.	Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar 
273.	Quem dá o que tem a mais não é obrigado 
274.	Quem desconfia de tudo, adivinha metade 
275.	Quem desconfia não é certo 
276.	Quem desdenha quer comprar 
277.	Quem diz o que quer, ouve o que não quer 
278.	Quem escuta, de si ouve 
279.	Quem espera desespera 
280.	Quem espera sempre alcança 
281.	Quem gasta mais do que tem, mostra que siso não tem 
282.	Quem jura é quem mais mente 
283.	Quem mais tem mais quer 
284.	Quem muito divisa, pouco assisa 
285.	Quem muito fala pouco acerta 
286.	Quem muito padece, tanto lembra que aborrece 
287.	Quem não aparece, esquece 
288.	Quem não arrisca não petisca 
289.	Quem não chora não mama! 
290.	Quem não deve não teme 
291.	Quem não tem cão, caça com gato 
292.	Quem não vê não peca 
293.	Quem o alheio veste, na praça o despe 
294.	Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte 
295.	Quem pode manda e quem não pode faz 
296.	Quem pode o mais pode o menos 
297.	Quem porfia, mata caça 
298.	Quem porfia sempre alcança 
299.	Quem quer a bolota, atrepa! 
300.	Quem quer festa, sua-lhe a testa 
301.	Quem quer vai, quem não quer manda 
302.	Quem sabe sorrir, sabe viver (Terceira) 
303.	Quem sabe, sabe! quem não sabe, aprende 
304.	Quem sai aos seus não degenera 
305.	Quem semeia ventos colhe tempestades 
306.	Quem te avisa teu amigo é 
307.	Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão 
308.	Quem tem boca não manda soprar 
309.	Quem tem boca vai a Roma 
310.	Quem tem cu tem medo 
311.	Quem tem filhos tem sarilhos 
312.	Quem tem padrinho não morre pagão 
313.	Quem tem pressa come crú 
314.	Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao vizinho 
315.	Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita 
316.	Quem tudo quer tudo perde 
317.	Quem vai à guerra dá e leva 
318.	Quem vai ao mar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento 
319.	Quem vê caras não vê corações 
320.	Querer é poder 
- R -
321.	Ri melhor quem ri por último (O último a rir é o que ri melhor) 
322.	Remenda o teu pano e dura mais um ano. Volta a remendar e mais um ano vai durar. 
323.	Roma e Pavia não se fizeram num dia 
- S -
324.	São Mamede te levede, São Vincente te acrescente 
325.	São mais as vozes que as nozes 
326.	Se Deus o marcou, defeito lhe achou 
327.	Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota 
328.	Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé 
329.	Se os "ses" fossem feijões, ninguém morria à fome 
330.	Se queres conhecer o vilão, põe-lhe uma vara na mão 
331.	Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei 
332.	Sem se partirem ovos não se fazem omeletes 
333.	Só de bagos fez uma velha cem pipas 
334.	Só perde quem tem 
335.	Sól e chuva, casamento de viúva 
- T -
336.	Tal pai, tal filho 
337.	Tantas vezes vai o cantaro à fonte que um dia lá deixa ficar a asa 
338.	Tanto é ladrão o que vai à vinha como o que fica à porta 
339.	Tanto faz dar-lhe na cabeça como na cabeça lhe dar 
- U -
340.	Um burro carregado de livros é um doutor 
341.	Uma (só) andorinha não faz o verão 
342.	Uma mão lava a outra e ambas lavam a cara 
- V -
343.	Vencer sem luta é triunfar sem glória 
344.	Viver é como desenhar sem borracha 
345.	Vozes de burro não chegam ao céu 
- Z -
346.	Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades 

 
 Ditados populares com versão mais realista

	A magro não chego, e de gordo não passo
*       Água mole em pedra dura, tanto bate e nunca fura
*       Águas passadas já passaram
*       Antes tarde que mais tarde
*       Boca fechada não fala
* 	Chuva em Novembro, Natal em Dezembro
*       Depois da tempestade vem a gripe
*       Devagar nunca mais lá se chega
*       Em terra de cego, quem tem um olho é caolho
*       Gato escaldado morre
*       Há males que vem para pior
	Não faças hoje o que podes deixar para amanhã
*       Os últimos serão desclassificados
	Piu, piu, piu, piu, ao terceiro piu vai buscar água ao rio
*       Quem ama o feio é cego
*       Quem cedo madruga fica com sono o dia todo
*       Quem não tem cão não caça
*       Quem ri por último é retardado
	Quem sabe, sabe! Quem não sabe, ensina!
*       Quem vê caras não vê o resto


 - Água mole em pedra dura tanto bate até que falta água.
 - A cavalo dado não se olham os dentes para não levar mordida.
 - A ignorância é a mãe de todas as doenças mas é um repousante.
 - A ocasião faz o furto, o ladrão já nasce feito.
 - Em terra de cego, quem tem um olho é anormal.
 - Dize-me com quem andas e dir-te-ei que se for de carro eu quero uma carona.
 - Em terra de sapo, cuidado com o veneno deles.
 - Quem ama o feio, é porque o bonito não lhe aparece.
 - Quem corre alcança, quem anda nunca chega lá
 - Quem dá aos pobres, empresta. Adeus!
 - Quem desdenha não tem dinheiro para comprar.
 - Quem não tem cão caça latindo.
 - Quem não tem padrinho morre pagando
 - Quem tem pressa come crú, quem não tem fica com fome.

 Quem ri por último, é retardado
 Os últimos são sempre .... desclassificados
 Quem o feio ama, é porque vê mal.
 Deitar cedo e cedo erguer, dá imenso sono.
 Quem não arrisca, não se lixa.
 Filho de peixe faz bolhas na água com a boca.
 O pior cego é aquele que se recusa a ter cão.
 Quem dá aos pobres, fica com menos.
 Há males que vêm para piorar.
 Gato escaldado, morre.
 Antes só do que com 2 violadores numa cela.
 Mais vale tarde do que muito mais tarde.
 Cada macaco com a sua macaca.
 Quem tem boca vai ao dentista
 Águas passadas já passaram
 Depois da tempestade, vem a gripe

Quando quiseres mentir, fala no tempo que há-de vir.

Quase todos os provérbios se relacionam com o tempo. As previsões meteorológicas não existiam até há bem pouco tempo. A sabedoria e experiência dos marinheiros gerou alguns destes provérbios que aliados a alguma superstição permitia "prever", ou não, o estado do tempo ou mar de modo a poderem navegar com alguma segurança.

 

Aspecto do Céu

Vermelho nascente que pronto descora,
Tempo de chuva que está p'ra demora.

Brilhante nascente que nuvens desfaz,
Reúne a companha que bom tempo nos traz.

Sol nascente desfigurado,
No Inverno, frio, no Verão, molhado.

Sol que nasce em nuvens sentado
não vás ao mar fica deitado.

Poente nubloso, vermelho acobreado
Safa a japona, que o tempo é molhado.

Sol posto ledo, com claro ao norte,
Andar sem medo que estás com sorte.

Nuvens aos pares, paradas, cor de cobre,
É temporal que se descobre.

Rosado sol posto
Cariz bem disposto.

Nuvem comprida que se desfia
Sinal de grande ventania.

Miragem que espante
Vento do levante.

Com céu azul carregado,
Teremos o barco em vento afogado.

Mas se está claro, cheio de luz,
Haja alegria, que o tempo é de truz.

Foge de um céu azul aleitado;
Ou desces à câmara ou ficas molhado.

Céu pedrento, chuva ou vento,
Não tem assento.

Nuvens finas, sem ligação,
Bom tempo, brisas de feição.

Nuvens espessas e acumuladas,
Ventanias certas e continuadas.

Nuvens pequenas, altas e escuras
São chuvas certas e seguras.

Se grandes, correm desmanteladas,
Mau tempo, velas rizadas.

Castelos de nuvens sem nuvens por cima
São chuvadas certas mesmo sem rimas.

Estrelas

Sem nuvens o céu e estrelas sem brilho
Verás que a tormenta te põe num sarilho.

Nevoeiro

Se ao vale a névoa baixar, vai para o mar.
Mas se p'los montes se atrasa, fica em casa.

Depois de chuva, nevoeiro,
Tens bom tempo marinheiro.

Aves Marinhas

Se entra por terra a gaivota,
É que o temporal a enxota.

Quando a passarada berra,
O marinheiro procura terra.

Chuva

Se vem chuva e depois vento
Põe-te em guarda e toma tento.

Se tens vento e depois água,
Deixa andar que não faz mágoa.

Chuva miudinha como farinha
Dá vento do norte mas não muito forte.

Entre os Santos e o Natal
É Inverno natural.

Relâmpagos e Trovões

Horizonte puro, com fuzis brilhando,
Terás dia brando, com calor seguro.

Relâmpagosao norte, vento forte,
Se do sul vem, chuva também.

Poucos fuzis, trovões em barda,
Rumo em que o vento se alaparda.

Se um trovão seco no céu reboa,
Temporal violento nos apregoa.

Limpo horizonte que relampeja,
Dia sereno, calma sobeja.

Arco-Íris

Manhã com arco mal vai o barco.

Se à tarde vem, é p'ra teu bem.

Lua

Lua à tardinha com seu anel,
Dá chuva à noite ou vento a granel.

Lua com halo de grande aparato,
É molha certa prá gente de quarto.

Lua nova trovejada,
trinta dias é molhada.

Lua deitada
Marinheiro em pé.

Lua Nova, Lua Cheia
Preia Mar às duas e meia.

Vento

Volta direita, vem satisfeita.
Volta de cão traz furacão.

Vento contra a corrente,
Levanta mar imediatamente.

De Espanha, nem bom vento,
Nem bom casamento.

Vento sudoeste mansinho e panga
É de tremer dele, quando se zanga.

Foi-se o nordeste, turvou-se o azul,
Fugiu do norte, foi para o sul.

Quando ao sol posto o norte é puro,
Tens bom tempo seguro.

Nordeste molhado,
Não te dê cuidado.

Vaga ao revés encrespada,
Vai dar-te o vento saltada.

Se um dia Deus quiser,
Até com norte pode chover.

 


 

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