O atributo e o aposto
O atributo é o adjectivo que antecede ou sucede ao NOME, seja o
nome com função de sujeito, complemento directo, indirecto ou
complementos circunstanciais.
As longas ervas transparentes
estendiam o caule fino.
As palavras sublinhadas são os adjectivos
presentes na frase:
Os dois primeiros são atributos do nome “ervas”,
que tem a função de sujeito;
O terceiro é adjectivo do nome “caule” que desempenha
a função de complemento directo.
Os adjectivos, com a função de atributo,
são muito utilizados na descrição para enriquecerem a realidade
do que é descrito.
Contudo, são dispensáveis na frase, podendo ser suprimidos, se
a nossa intenção é resumir o texto.
Nota: Não confundir o adjectivo com função
de atributo com o adjectivo com função de predicativo do sujeito
nos predicados nominais, como já aprendeste:
Exemplo: O voo das gaivotas era cada vez mais inquieto e apertado*.
* Não se trata de um complemento do nome, mas faz parte integrante
do predicado nominal
O aposto
O aposto é um novo sintagma nominal que
se apõe ao SN que imediatamente o antecede, para o explicar ou o identificar
melhor: como não acrescenta informação nova à frase,
é um elemento dispensável, não nuclear.
Soren, pai de Hans, era um homem alto.
O sintagma com a função de aposto vem sempre separado por vírgulas,
como podes constatar no exemplo.
Chegámos a um dos objectivos deste módulo de trabalho: a produção
de pequenos resumos:
ASSIM
Reduz ao mínimo essencial o seguinte excerto:
O mar do Norte, verde e cinzento, rodeava Vig, a ilha, e as espumas varriam
os rochedos escuros. Havia nesse começo de tarde um vaivém incessante
de aves marítimas, as águas engrossavam devagar, as nuvens, empurradas
pelo vento sul, acorriam e Hans viu que se estava formando a tempestade.
NOTA:
Mais tarde, aprenderás outras técnicas do
resumo. Esta é apenas a técnica da redução de frases.