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Detalhes
da vida do Santo Padre
Completa biografia de Karol Wojtyla, desde seu nascimento até sua
designação como João Paulo II
O Papa viaja incansavelmente por todo
o mundo sem temor ao cansaço; se entrega, sem reservas, para abrir as
portas a Cristo e abater as barreiras que rodeiam o homem.
João Paulo II se acerca a os poderosos e
aos deserdados, aos ricos e aos pobres, em lugares distantes ou em
grandes praças, sempre para levar Cristo ao Meio do Mundo".
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Nasceu em 18 de maio de 1920 em Wadowice, sul da Polônia. Sua família estava
conformada por seu pai Karol Wojityla, um militar do exército austro-húngaro,
sua mãe Emíila Kaczorowsky, uma jovem siciliana de origem lituana, e um irmão
adolescente de nome Edmund.
Os pais de Karol Wojtyla o baptizaram a poucos dias após nascer, na Igreja de
Santa Maria de Wadowice. Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe: o
falecimento de sua mãe ao dar a luz a uma menina que morreu antes de nascer.
Anos mais tarde faleceu seu irmão e em 1941 morreu seu pai.
De jovem, o futuro Pontífice mostrou uma grande inquietude pelo teatro e
pelas artes literárias polonesas. Tanto, que ainda no colégio pensava
seriamente na possibilidade de continuar estudos de filosofia e linguística
polonesa, mas um encontro com o Cardeal Sapieha durante uma visita pastoral, o
fez considerar seriamente a possibilidade de seguir a vocação que teria
imprimido – então ainda sem revelar-se plenamente – no coração: o
sacerdócio.
Ao desatar-se da Segunda Guerra Mundial os alemães fecharam todas as
Universidades da Polônia com o objectivo de invadir não somente o território,
mas também a cultura polonesa. Frente a essa situação Karol Wojtyla com um
grupo de jovens organizaram uma Universidade clandestina, onde estudou
filosofia, idiomas e literatura. Pouco antes de decidir seu ingresso ao seminário,
o jovem Karol teve que trabalhar arduamente como operário em uma pedreira.
Segundo relata o hoje Pontífice, esta experiência ajudou-o a conhecer de
perto o cansaço físico, assim como a sensibilidade, sensatez e fervor
religioso dos trabalhadores e dos pobres.
Em 1942 ingressou no Departamento Teológico da Universidade Jaguelloniana.
Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, quem
foram acolhidos pelo Cardeal de Cracovia.
Em 1 de novembro de 1946, a idade de 26 anos, Karol Wojtyla foi ordenado
sacerdote no Seminário Maior de Cracovia e celebrou sua primeira Missa na
Cripta de São Leonardo, na Catedral de Wavel. Em pouco tempo obteve a
licenciatura de Teologia na Universidade Pontifícia de Roma Angelicum e mais
adiante se doutorou em Filosofia. Durante algum tempo se desempenhou como
professor de ética na Universidade Católica de Dublin e na Universidade
Estatal de Cracovia, onde interatuou com importantes representantes do
pensamento católico polonês, especialmente da vertente conhecida como
“tomismo lublinense”.
Em 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Apostólico
de Cracovia, Monsenhor Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do
Episcopado Polaco. Participou no Concílio Vaticano II, onde participou activamente,
especialmente nas comissões responsáveis de elaborar a Constituição Dogmática
sobre a Igreja Lúmen Gentium e a Constituição conciliar Gadium et Spes.
Durante estes anos, o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica
com um intenso labor apostólico, especialmente com os jovens, com quem
compartilhava tanto momentos de reflexão e oração como espaços de distracção
e aventura ao ar livre.
No dia 13 de janeiro de 1964 faleceu Monsenhor Baziak, pelo que Monsenhor
Wojtyla ocupa a sede de Cracovia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo
VI converte Cracovia em Arquidiocese. Durante esse tempo como Arcebispo, o
futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos, nas tarefas
pastorais, na promoção do apostolado juvenil e vocacional, a construção de
templos, apesar da forte oposição do regime comunista, a promoção humana e
formação religiosa dos trabalhadores e o alento do pensamento e as publicações
católicas.
Em maio de 1967, aos 47 anos de idade, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal
pelo Papa Paulo VI. Em 1974 o novo Cardeal ordenou a 43 novos sacerdotes, na
ordenação sacerdotal mais numerosa, que terminou a Segunda Guerra Mundial.
Em 1978 morre o Papa Paulo VI e é eleito o novo Papa: o Cardeal Albino
Luciani, de 65 anos, quem tomou o nome de João Paulo I. o “Papa do
Sorriso”, sem embargo, falece aos 33 dias de sua nomeação. Em 15 de
outubro de 1978, logo de uma nova conclave, o Cardeal polonês Karol Wojtyla
é eleito como o sucessor de São Pedro, rompendo com a tradição de mais de
400 anos de eleger Papas de origem italiano. Em 22 de outubro de 1978 foi
investido como Sumo Pontífice, assumindo o nome de João Paulo II.
João
Paulo II completa 23 anos de pontificado
Em 16 de outubro de 1978, o cardeal polonês Karol Wojtyla,
arcebispo da Cracóvia, tornou-se, Papa. |
O pontificado de João Paulo II é um dos mais longos da história da
Igreja: de fato, Karol Wojtyla celebrou a 16 de outubro, o 23º
aniversário de sua eleição à Cátedra de Pedro, que teve lugar em 16 de
outubro de 1978.
Apenas seis pontífices tiveram pontificados mais longos do que o de João
Paulo II, dentre os quais o primeiro, de São Pedro. Neste ano, o 23º de
seu pontificado, o Papa somou novos recordes aos já estabelecidos: com as
visitas à Grécia, Síria, Malta, Ucrânia, Armênia e Cazaquistão, elevou
a 95 o número de suas viagens internacionais a 128 diferentes nações.
Percorreu mais de 1 milhão e 100 mil quilómetros: o equivalente a 27 vezes
a volta ao mundo e mais de três vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Ninguém como ele elevou tantos bem-aventurados e santos à glória dos
altares: com a cerimónia de 7 de outubro, chegam a 1.272 os mártires e
confessores beatificados; e a 452 os santos.
2001 foi para o Papa também o ano do oitavo Consistório: outro evento
recorde. JPII criou 201 cardeais, tornando o Colégio Cardinalício actual o
mais "populoso" da história, em fevereiro último, com 184
cardeais. Hoje são 179, com 68 países representados.
O Papa publicou 13 encíclicas, 12 exortações apostólicas, 11 constituições
apostólicas e 40 cartas apostólicas, além de 25 cartas "motu próprio".
Em suas viagens, proferiu mais de 2.320 discursos, sem contar os
pronunciados nas 138 viagens italianas e nas 720 efectuadas em Roma e
Castelgandolfo, entre paróquias e visitas a Universidades e outras instituições.
Em 23 anos de pontificado, realizou mais de mil audiências gerais, durante
as quais, recebeu mais de 16 milhões de fiéis. JPII manteve 1.320
encontros com personalidades políticas: 39 foram as visitas oficiais de
Chefes de Estado, a última das quais, em 23 de julho passado, do Presidente
norte-americano, George Bush.
Fonte: Rádio Vaticano
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