DESIGNAÇÃO DA ACÇÃO DE FORMAÇÃO

 

Economia A – Uma nova perspectiva de pensar e ensinar Economia

  Acção 19 / 2004

 

N.º Acreditação: CCPFC/ACC-32339/03

Modalidade: Oficina de Formação

Duração: 25 horas

N.º de Créditos: 1 a 2

Formador: José Martins
Destinatários:
   Professores do 7º Grupo do Ensino Secundário


 

 RAZÕES JUSTIFICATIVAS DA ACÇÃO: PROBLEMA/NECESSIDADE DE FORMAÇÃO IDENTIFICADO

 

O ano lectivo de 2003 /2004 assiste ao funcionamento pelo primeiro ano de programas das novas disciplinas integradas na reforma curricular nomeadamente Economia, e mais especificamente a Economia A do 10º ano. Sendo certo que para alguns não se vislumbram numa primeira análise diferenças muitas significativas, numa análise mais fina descobrem-se diferenças, de natureza programática e sobretudo metodológicas, tornando-se assim a realidade da sua leccionação bastante diferente das disciplinas de introdução à economia em vigor actualmente. Surgem fundamentalmente três tipos de questões que se pretendem enfrentar:

1.      O recurso a novas metodologias, a metodologias activas, que valorizam o trabalho colaborativo entre alunos e entre professores numa perspectiva de construção do saber construtivista.

2.      Em segundo lugar esta disciplina é normalmente leccionada por um número reduzido de docentes, muitas vezes apenas um por escola. Torna-se fundamental que estes docentes possam estar em contacto com outros professores, troquem de forma colaborativa planificações, materiais instrumentos e grelhas de avaliação, discutam problemas específicos da disciplina e novas formas de abordagem dos conteúdos. A única forma de o fazerem é recorrer às tecnologias, nomeadamente a Internet e a modalidades de formação a distância.

3.      Em terceiro lugar a disciplina exige aos docentes algum domínio na utilização das novas tecnologias, nomeadamente a nível da utilização do correio electrónico, da informação na Internet e mesmo a construção de materiais a publicar na Internet. Conhecimentos que por um lado possibilitam o contacto entre docentes de forma colaborativa, mas também possibilitam a pesquisa e a criação de novas abordagens com os alunos.

É esta tripla questão que esta oficina pretende trabalhar. Análise dos novos programas de Economia do 10º e 11º anos, discussão sobre metodologias a aplicar, partilha de documentos entre docentes utilizando as novas tecnologias, possibilitando a troca de experiências, a utilização de correio electrónico e a criação de páginas com conteúdos disciplinares. De facto, entre outras, o novo programa de Economia A apresenta como finalidades da disciplina:

Desenvolver técnicas de trabalho intelectual, nomeadamente no domínio da pesquisa, do tratamento e da apresentação da informação.

Promover a utilização das novas tecnologias da informação.

Desenvolver a capacidade de trabalho individual e em grupo.”

Como objectivos da disciplina para os alunos no domínio das competências e das atitudes, os autores dos programas salientam entre outros:

"(...)

 Desenvolver o gosto pela pesquisa.

 Desenvolver capacidades de compreensão e de expressão oral e escrita.

 Pesquisar informação em diferentes fontes, nomeadamente com a utilização das novas tecnologias da informação.

Analisar documentos de diversos tipos – textos de autor, notícias da imprensa, dados estatísticos, documentos audiovisuais.

 Fazer comunicações orais com apoio de suportes diversificados de apresentação de informação.”

E aconselham ainda:

“É igualmente desejável que as aulas de Economia decorram em sala própria, com armário para guardar o material necessário, e equipada (ou que seja, sempre que necessário, equipada), para além dos tradicionais quadro e giz, com retroprojector e écran, televisão e leitor de vídeo, projector de diapositivos, computador com ligação à Internet e material multimédia.”

 

Considerando a experiência acumulado em acções anteriores utilizando a modalidade de formação a distancia e a plataforma do prof2000, considera-se que esta modalidade de formação é a modalidade mais adequada para esta tarefa, pois permite por parte dos formandos uma habituação à utilização das ferramentas informáticas. Por outro lado, e dada a experiência em acções anteriores, nomeadamente “Utilização da Internet no ensino das ciências económico sociais”, considera-se que esta acção pode ser o embrião para a criação com outros docentes não formandos de um espaço: “A economia do Secundário” com a criação de uma página na Internet, que funcione como ponto de contacto, ente os docentes desta disciplina espalhados pelo pais.

O ensino das disciplinas das áreas económicas e sociais não pode ficar indiferente ao manancial de informação e de potencialidades que lhes são trazidas pela Internet. A Internet possibilita o acesso à informação rápida e actual, possibilita a troca de informação entre professores e alunos e está a provocar uma verdadeira revolução no mundo em que vivemos e, consequentemente nas nossas escolas. O professor torna-se cada vez mais um guia e um facilitador da aprendizagem e o aluno passa a gozar de maior autonomia na construção dos seus saberes. Consegue-se assim ultrapassar o relativo isolamento de alguns docentes encontrando formas de trabalho cooperativo, pois o professor já não pode, numa sociedade de informação, limitar-se a difusor de saber, tornando-se, de algum modo, parceiro de um saber colectivo que lhe compete organizar.

Assim, a transformação da Escola para a Sociedade da Informação deve fazer-se cuidadosamente, sem rupturas precipitadas com as práticas actuais. Propõe-se, pelo contrário, a sua evolução face a novos recursos disponíveis. Simultaneamente, há que investigar novas pedagogias, que necessitam ser avaliadas antes da sua aplicação generalizada. A existência de recursos adequados e fiáveis é condicionante necessária, mas de forma alguma suficiente para procurarmos responder às necessidades de formação dos cidadãos de uma nova Era.

 

 DESTINATÁRIOS DA ACÇÃO

 Professores do 7º Grupo do Ensino Secundário

EFEITOS A PRODUZIR: MUDANÇA DE PRÁTICAS, PROCEDIMENTOS OU MATERIAIS DIDÁCTICOS

 Em termos gerais pretende-se o debate sobre as metodologias e conteúdos do novo programa da Economia A e a produção de documentos, planos, materiais e instrumentos de avaliação, bem como a sua divulgação pública através da Internet. Em termos específicos pretende-se:

- Analisar as finalidades da disciplina de Economia A

- Compreender o esquema conceptual da disciplina Economia A

- Conhecer metodologias activas para leccionar a disciplina Economia A

- Construir planificações de unidades da disciplina Economia A

- Construir instrumentos de avaliação -grelhas e testes de Economia A

- Incrementar a utilização da Internet enquanto ferramenta de apoio à circulação da informação

- Motivar os professores para a utilização da Internet nas aulas de Economia

- Saber aceder e "navegar" autonomamente na World Wide Web (WWW)

- Adquirir competências no uso de correio electrónico (e-mail).

- Mostrar como a Internet pode potenciar a troca de saberes e a consciencialização da dimensão global do cidadão.

- Criar aplicações integradas e estruturadas do ponto de vista pedagógico (jogos educativos e Webquests)

- Reconhecer as potencialidades do Internet Relay Chat (IRC) no enquadramento escolar

- Utilizar o I.R.C. como espaço de troca de opiniões, saberes e experiências no âmbito da educação

- Criar páginas simples em Hyper Text Markup Language (HTML) para publicação na WWW

- Rentabilizar os recursos disponibilizados nas escolas

 

CONTEÚDOS DA ACÇÃO

 

1- A utilização e a eficácia das tecnologias de informação na sala de aula. Debate on-line

2- Utilização da Internet e debate sobre as suas potencialidades.   

Técnicas de navegação Web

Principais endereços com interesse para a disciplina de Economia

Técnicas de pesquisa de informação

Correio electrónico

Trabalho autónomo – actividades práticas de utilização da Internet, recolha de sites e debate via fórum do curso. Criação de uma página simples.

 3- As finalidades do programa de Economia A. Análise do programa e do esquema conceptual. Questões metodológicas.

4- Planificação do trabalho a desenvolver pelos formandos. Criação de grupos. Divisão das unidades didácticas pelos vários grupos.

Trabalho autónomo – Planificação de unidades, materiais e instrumentos de avaliação

5- Análise, discussão em grupo e apoio às actividades já realizadas.

Trabalho autónomo – Planificação de unidades, materiais e instrumentos de avaliação

6-Webquests. Jogos e passatempos didácticos

 Trabalho autónomo – Conclusão dos trabalhos e criação de uma página global de integração de todos os materiais.

7-Análise e debate dos projectos efectuados com base em relatórios e páginas Web construídas.

 

METODOLOGIAS DE REALIZAÇÃO DA ACÇÃO

O formador disponibiliza os conteúdos teórico-científicos (textos de apoio, referências, índices temáticos) em base on-line. Individualmente ou em grupo os formandos executarão tarefas de descoberta e troca de informação relativamente ao tema proposto. O formador fará o acompanhamento destas tarefas. O resultado das tarefas de pesquisa/reflexão serão disponibilizados para discussão conjunta moderada pelo formador.

Num primeiro momento pretende-se fornecer aos formandos alguns elementos fundamentais que lhes permitam utilizar as novas ferramentas ao dispor das escolas, nomeadamente as que envolvem a utilização da Internet. Pretende-se ainda discutir a utilização pedagógica das novas tecnologias e da Internet, os prós e os contras e as condições em que a sua utilização deve ser implementada mostrando e fornecendo endereços com informações com interesse para as escola e a utilização do correio electrónico como auxiliar das actividades dos professores. De todas as sessões será guardado registo documental.

As sessões de trabalho conjunto são realizadas, no âmbito de uma plataforma de e-learning, como por exemplo o projecto Prof2000, usando técnicas de formação a distância.

Numa segunda fase serão debatidas a estrutura geral do programa de Economia A, as suas finalidades, esquema conceptual, objectivos e conteúdos.

Os grupos criados trabalharão várias unidades da disciplina construindo planificações, materiais, propostas de aulas, propostas de avaliação e instrumentos. A acção incidirá fundamentalmente nos conteúdos previstos para o 10º ano podendo no entanto alguns grupos preparar materiais para os conteúdos do 11º ano.

Para a concretização das actividades, os formandos deverão debater, pesquisar na Internet, trocar informações e construir páginas, Webquests ou jogos e passatempos.

Ao longo do processo serão realizadas sessões on-line para debater e apoiar a construção dos vários materiais. Sempre que possíveis os formandos deverão testar alguns dos elementos construídos com os seus alunos. Durante esse período de trabalho autónomo poderão utilizar as várias ferramentas disponibilizadas pela plataforma de formação a distância, (fórum, correio electrónico), para obter apoio do formador. No final e em grupo serão discutidos e analisados os trabalhos e projectos realizados. Pretende-se ainda possibilitar a utilização do fórum por outros docentes não formandos, mas que leccionem a disciplina, no sentido de alargar o debate e de criar uma página da disciplina de Economia na Internet. A estrutura da página criada (materiais, fórum de discussão, etc.) continuará em funcionamento de forma a permitir a continuação de debate e discussão sobre o novo programa após terminar a acção.

 

REGIME DE AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS

- Grau de empenhamento em todo o processo;

- Desenvolvimento do projecto de autoformação;

- Avaliação da participação no debate "on-line" sobre os módulos temáticos apresentados;

- Planificação e organização dos trabalhos solicitados;

- Concretização e publicação dos trabalhos;

- Contribuição para o catálogo de endereços com interesse didáctico e pedagógico;

- Planificação e concretização do trabalho final;

BIBLIOGRAFIA FUNDAMENTAL   

 

GOUVEIA, Luís Manuel Borges; “Internet, oportunidade ou ameaça ao professor”; Dezembro de 1996, disponível em http://www.ufp.pt/staf/lmbg/com/ca_int96.htm.

LAJUS, Serge Pouts; MAGNIER, Marielle Riché – “A Escola na Era da Internet - Os desafios do   Multimédia na Educação”; Edições Instituto Piaget; Lisboa, 1999.

Economia A - Programa da disciplina – Ministério da Educação.

Manuais da disciplina adoptadas nas várias escolas.

GUEDES, Almicarino "Guia Prático 19-Introdução às Tecnologias de Informação - Iniciação às redes de computadores - Internet", Edições Contraponto.

MAGALHÃES, José "Novo Roteiro Prático da Internet” , Circulo dos Leitores.

PONTE, João  "O computador Um instrumento da Educação”, Texto editora.

Eurydice – “Basic Indicators on the incorporation of ICT into European Educations System – 2000/01 Annual Report”.

RAMOS, José Luís; “A integração do computador na Escola e no currículo: Problemas e perspectivas”, Revista Inovação, 1999.

BETTENCOURT, Teresa – “Possíveis razões para uma utilização educativa da Internet” – CEMED, Universidade de Aveiro, 1997.

PAIS, Fátima; “Multimédia e Ensino - Um novo Paradigma”; Instituto de Inovação educacional; 1999.

RODRIGUES, António Carvalho – “A Escola e a Sociedade da Informação - Que pedagogias para o Século XXI?”, Disponível em : http://www.prof2000.pt/prof2000/agora/agora.html

FERRÃO, Luís e RODRIGUES, Manuela – “Formação Pedagógica de Formadores”; Edições Lidel, 2000.

ALMEIDA d’EÇA, Teresa; “NetAprendizagem – A Internet na Educação”; Porto Editora, Porto, 1988.

GOUVEIA, Luís Manuel Borges; “Internet, oportunidade ou ameaça ao professor”, Dezembro de 1996, disponível em http://www.ufp.pt/staf/lmbg/com/ca_int96.htm.

LAJUS, Serge Pouts; MAGNIER, Marielle Riché – “A Escola na Era da Internet - Os desafios do   Multimédia na Educação”; Edições Instituto Piaget; Lisboa, 1999.