Este jogo necessita de um espaço onde exista uma parede
ou muro e de locais onde as crianças se possam ocultar. Jogam pelo menos
seis crianças.
Uma criança escolhida fica virada para a parede, com a cara escondida nos
braços que estão dobrados e encostados à parede. Conta em voz alta até um
número convencionado. No final da contagem, vira-se para o espaço de jogo e
diz de forma audível, “já vou”.
Começa então a deslocar-se no espaço, procurando as outras crianças que
estão escondidas. Se vir alguém, corre para a parede e no local da contagem
diz: “Um, dois, três e o nome de quem viu”. Esta criança, apanhada em
primeiro lugar, vai ser aquela que irá para a parede no próximo jogo.
Continua a procurar os outros escondidos e o último a ser achado será o
vencedor. Todos os jogadores apanhados terão de ir para um local
convencionado: a prisão.
Se, uma criança que estiver escondida, conseguir chegar à parede, no local
de contagem e disser primeiro “um, dois, três e o seu nome”, fica livre de
ir para a prisão. Se a última criança escondida conseguir chegar à parede,
ao local de contagem e dizer “um, dois, três, livra todos”, o jogo
reinicia-se com o mesmo jogador na parede. Se aquele que procura não
conseguir achar ninguém, diz em voz alta: “rebenta a bolha”, então o jogo
reinicia-se com uma nova contagem do mesmo jogador.
O número escolhido para ser contado em voz alta, é seleccionado de maneiro
algo complexa. Uma criança toca nas costas daquele que vai contar, com uma
parte do seu corpo. O que vai contar tem de adivinhar com que parte do corpo
foi tocada: se com uma mão, um cotovelo, um ombro, etc. Se adivinhar, conta
de forma rápida, se falhar conta lentamente. Depois, uma criança toca
novamente nas suas costas com um dedo. O outro vira-se e, perante as duas
mãos estendidas da criança que o tocou, tem de adivinhar com que dedo foi
tocado. Por cada dedo errado que escolher, soma dez pontos à sua contagem.
Ou seja, se por exemplo, só adivinhar o dedo certo com que foi tocado à
sexta tentativa, tem de contar até sessenta.
Laborinha (Variante do
esconde-esconde)
Neste jogo de escondidas são necessárias três crianças:
a mãe e as duas filhas. Uma vai dormir, de olhos fechados, no colo da mãe
que está sentada, enquanto a outra se vai esconder. Passado algum tempo, a
mãe grita em voz alta: ”Laborinha” e a que se foi esconder responde: “vão os
gatos à cozinha”. Então a que estava a dormir vai tentar descobrir a que
está escondida. Se o conseguir, regressam as duas para junto da mãe, que
inicia o seguinte diálogo com a que foi descoberta:
“- Porque não fugiu ao galguinho?
- Porque esbarrei num toquinho.
- Que castigo quer? Um alho, ou uma cebola?”
Então a filha responde à mãe, escolhendo um castigo: o alho (levando então
uma palmada numa parte do seu corpo) ou uma cebola, (levando um beliscão).
Neste caso, as filhas trocam de funções. Se ao fim de certo tempo de
procura, a filha que estava a dormir não achar a outra, sofre também estas
penalidades.