Colocam-se as crianças em coluna, com cinco a doze
elementos. As crianças dispõem-se de forma a apoiar os braços nos ombros da
criança da frente. A primeira criança da coluna é a mãe.
Fora desta coluna, duas crianças são os barqueiros, que se colocam um em
frente ao outro, com os braços levantados, e as mãos dadas, formando uma
ponte ou arco. Atribuem a cada uma um nome, combinado entre si e sem os
outros escutarem: um nome de fruta, flor, cor, etc.
As outras crianças passam em coluna, por baixo da ponte dos barqueiros,
enquanto cantam:
“ Bom barqueiro, bom barqueiro,
deixai-me passar,
tenho filhos pequeninos,
não os posso criar “.
(Ou, em substituição dos dois últimos versos: “Tenho muitos filhinhos Para
acabar de criar”.
Os dois barqueiros respondem, cantando:
“ Passarás, passarás,
mas algum ficará,
se não for o da frente,
há-de ser o de trás “
Quando passa a última criança da coluna, fica presa entre
os braços dos barqueiros, que os baixam e prendem esta criança por cima dos
ombros. Os barqueiros perguntam à criança presa, em voz baixa, qual dos
nomes (anteriormente combinados por eles) é que ela escolhe, não
mencionando, qual o barqueiro correspondente a cada nome. Consoante a
escolha, a criança vai para trás do barqueiro, correspondente ao nome que
ele escolheu.
O jogo continua, até que todas as crianças da coluna se coloquem atrás dos
barqueiros, formando dois grupos. Então, desenha-se um risco no chão, entre
os dois barqueiros. Estes, agarram-se pelos pulsos e as crianças que estão
atrás deles, agarram-se umas às outras pela cintura. Cada barqueiro e seus
companheiros puxam o outro grupo a fim de que este atravesse o risco. Ganha
o jogo, o grupo do barqueiro que não transpôs o risco.