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"Saltar o Rego" |
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Tradição centenária, parte profana das celebrações cristãs da Páscoa, "saltar o rego" é o nome dado às corridas de cavalos realizadas nas segundas-feiras de Páscoa.
Até onde a memória se perde, esta prática tinha apenas um carácter utilitário, ou seja, o objectivo era mostrar as qualidades físicas dos animais a potenciais compradores. Mas, a pouco e pouco, este carácter prático foi-se perdendo. A assistência era cada vez maior, entusiasmada e divertida com este espectáculo equestre. Com o tempo, o "saltar o rego" foi-se incorporando na grande feira da Páscoa, dando-lhe uma identidade única e peculiar. Chegaram a banda de música, os ranchos folclóricos e os grupos musicais; os carrinhos de choque e as tasquinhas. Morreu a feira de gado e utilidades agrícolas; nasceu o arraial. Hoje, "saltar o rego" denomina corridas de cavalos, realizadas numa estrada lateral ao Largo de Alumieira, com cerca de 200 metros. Estas corridas são divididas em eliminatórias e finais, consoante o número de concorrentes, sendo atribuídos prémios aos vencedores. Esta prática atrai milhares de curiosos que, em memória dos tempos passados, mantém o nome centenário.
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