Relatório de Avaliação





I - Introdução
Este relatório é parte integrante de um programa de avaliação mais alargado (o "work package 8" do Projecto TRENDS) e tem como objectivo fazer uma caracterização da população de formandos envolvida nas três fases de formação realizadas em Portugal. Será complementado com dados qualitativos referentes aos "logbooks" preenchidos por via electrónica pelos formandos no decorrer do programa de formação.
A sua natureza descritiva e numérica tem ainda como finalidade a definição de perfis de formação originados a partir de informação obtida através de questionários direccionados aos formandos e analisados por comparação/inferência.
A disponibilização de avaliação qualitativa derivou ainda de entrevistas "on-line" a líderes de escola, formadores, formandos, conselhos directivos e um representante do Ministério da Educação e foi incluída no relatório final.

Este relatório será estruturado de acordo com os seguintes tópicos:

1. O contexto do programa de formação
2. A geografia do programa de formação
3. Os programas de formação
4. Os formandos e os seus antecedentes: contexto de competências profissionais
5. Os formandos depois da formação: ganhos obtidos a nível das competências profissionais e percepções relativas ao programa de formação
6. Conclusão e recomendações


No entanto, e antes de entrarmos no relatório propriamente dito, deve ser deixada aqui uma palavra de agradecimento. Foram muitas as pessoas envolvidas neste trabalho que possibilitaram a elaboração deste documento e gostaríamos de expressar a nossa gratidão pelo seu empenhamento. Foram elas Fátima Flores, Maria João Loureiro, Maria José Loureiro e Carlos Leal, que estiveram envolvidos na tradução e adaptação do primeiro questionário; de novo Carlos Leal na recolha e tratamento prévio dos dados da primeira fase; Maria José Loureiro e Fátima Flores nas entrevistas "on-line"; Carlos Gouveia e António Ramos pela publicação em HTML dos instrumentos de avaliação e pela sempre permanente disponibilidade para as tarefas e comentários pertinentes. Agradecimentos também devidos a Rosa Maria Condesso Mangerão e Maria Manuela Martinho Ferreiras pela sua análise aos "logbooks", a Lusitana Fonseca pela inevitável pressão administrativa e pela sua paciência e a todos os líderes, formadores e formandos pela sua participação.
 

II O contexto do programa de formação contínua de professores
O programa de formação começou a 9 de Novembro de 1997 e terminou a 21 de Julho de 1998, após angariação e selecção de candidatos, sob a supervisão dos CFAES (Centros de Formação), abrangendo 40 escolas, segundo a seguinte distribuição:
 

Centro de Formação
Nº de escolas
TRENDS
Quota de
Formandos
CFAE de Ovar
7
14
CFAE de Soure
3
8
CFAE de Tomar
1
3
CFAE de Ílhavo
4
8
CFAE de Vagos
1
3
CFAE de Viseu
2
6
CFAE de Oliveira de Azeméis
1
3
CFAE Dr. Álvaro Silveira - Coimbra
1
3
CFAE de Seia
1
3
CFAE de Penalva e Azurara
1
3
CFAE de Gondomar
1
3
CFAE da Beira Serra
1
3
CFAE Rodrigues Lapa - Mealhada/Anadia
1
3
CFAE da Raia Centro - Penamacor e Idanha-a-Nova
1
3
CFAE de Leiria
1
3
CFAE de Sever do Vouga
1
3
CFAE de Estarreja/Murtosa/Pardilhó
2
4
CFAE José Pereira Tavares - Aveiro
10
20
TOTAL
40
96

Critérios para a selecção de formandos:

1. Ligação a uma escola TRENDS
2. Ligação à área de conteúdos de cada programa de formação
3. Proximidade de mudança de escalão
4. Classificação profissional
5. Distribuição proporcional de cada Centro de Formação pelas escolas TRENDS associadas
III A geografia do programa de formação
As escolas participantes no programa, acrescidas de duas instituições educativas também envolvidas e os respectivos líderes TRENDS encontram-se na lista que se segue:
 
 
ESCOLA MORADA LÍDER TRENDS
ES Mangualde 3530 MANGUALDE José Martins
ES Homem Cristo R. Belém do Pará, 3810 AVEIRO Ana Luisa Brito
ES Jaime Magalhães Lima Esgueira, 3800 AVEIRO Carlos Leal
EB23 Aires Barbosa R. das Cardadeiras, Esgueira, 3800 AVEIRO Maria Armanda Diz
ES Gafanha da Nazaré 3830 GAFANHA DA NAZARÉ Artur Rodrigues
ES Nº1 de Aveiro Av. 25 de Abril, 3810 Aveiro Maria Alice Almeida
EB23 José Silvestre Ribeiro Zona Nova Expansão, 6060 IDANHA-A-NOVA João R. Pires Oliveira
EB123 Gois 3330 GOIS Jaime Santos Soares
EB123 Marzovelos 3500 VISEU Belarmino Rodrigues
EB123 Pardilhó Lugar do Celeiro, Pardilhó, 3860 ESTARREJA Luis Sebolão Nata
EB123 Marrazes Marrazes, 2400 LEIRIA Jorge Edgar G. Brites
EB123 Martim de Freitas Alameda Armando Gonçalves, 3000 COIMBRA Celso J. Dias Costa
EB123 Nº1 de Seia R. Gaspar Rebelo, 6270 SEIA António Magalhães
EB23 Florbela Espanca 3885 ESMORIZ José António Almeida
EB23 Maceda Carvalheira, 3880 OVAR António Ferreira Dias
EB23 Válega R. de São Gonçalo,Válega, 3880 OVAR Fernando M. Brandão
ES Viriato Estrada de Abravezes, 3510 VISEU Carlos A. R. Oliveira
EB23 São Bernardo R. Girão Pereira, 3810 AVEIRO Pedro Lagarto
EB23 Cacia Cacia Nova, 3800 CACIA Manuel Marques
EB23 Oliveirinha Oliveirinha, 3810 AVEIRO Isabel Barbosa
ES José Macedo Fragateiro Zona Escolar, 3880 OVAR João Carvalhas
ES Júlio Dinis R. Irmãos Oliveira Lopes, 3880 OVAR José Lemos Pinto
ES Vagos 3840 VAGOS Ana Cardoso
ES Anadia 3780 ANADIA Fátima Flores
EBI Penela Av. Infante D. Pedro, 3230 PENELA Júlio Miranda
ES Soure R. Heróis do 25 de Abril, 3130 SOURE João Pereira
EB23 Ovar Zona Escolar, 3880 OVAR Fátima Regalado
EB23 Murtosa Av. do Emigrante, 3870 MURTOSA Jaime Ruela
ES Esmoriz R. da Estrada Nova, 3885 ESMORIZ António João Lopes
ES Gondomar Lg. Luís de Camões, S. Cosme, 4420 GONDOMAR Resende Moura
ES Sever do Vouga 3740 SEVER DO VOUGA Elisabete Pereira
ES Santa Maria do Olival R. Gualdim Pais, 2300 TOMAR Paulo Vasconcelos
EB23 Gafanha da Nazaré 3830 GAFANHA DA NAZARÉ José Sarmento
EB23 João Afonso R. das Pombas, 3810 AVEIRO Alberto Freixo
EB23 Aradas Aradas, 3810 AVEIRO António Morais
ES José Estevão Av. 25 de Abril, 3810 AVEIRO José Caseiro
ES Ferreira de Castro Lacães de Cima, 3720 OLIVEIRA DE AZEMEIS António Castro
EB23 Condeixa-a-Nova 3150 CONDEIXA-A-NOVA Armando Simões
EB23 Ílhavo Agras, 3830 ÍLHAVO António Malaquias
Escola Secundária de Ílhavo Rua da Lagoa, Lagoa, 3830 ÍLHAVO Alfredo Leal
Centro de Recursos R. Padre António Vieira nº 5, 3000 COIMBRA Alexandre Loff
Serviços Técnico-Pedagógicos R. dos Combatentes, nº 170 - 3000 COIMBRA Carlos Salazar dEça

IV Os programas de formação e a sua distribuição
Os programas de formação contínua TRENDS foram os seguintes (o número de formandos corresponde aos que responderam):

A1 Introdução à Teoria dos Grafos
Formador: Arsélio de Almeida Martins
Número de formandos: 42

A2 Comunicação e Informação
Formadores: José Caseiro e Manuel Arcêncio
Número de formandos: 58

A3 Leitura recreativa
Formadores: Cremilde Madaíl e Manuela Remédios
Número de formandos: 22

A4 Cenários para a utilização da Internet em contexto educativo: línguas estrangeiras
Formadores: Maria José Loureiro e Maria Fátima Flores
Número de formandos: 66

A5 Literatura e Artes Plásticas: que intertextualidades no início do séc. XX
Formador: Teresa Maria Almeida Correia
Número de formandos: 33

A6 Biologia Molecular e Humanidade
Formador: Maria Salomé Castanhas
Número de formandos: 33

A7 Jornais Escolares
Formadores: Fernando Delgado and Fernando Lacerda
Número de formandos: 55

A8 Dislexia (este curso não chegou a funcionar devido a indisponibilidade do formador)

A9 Repensar o português: planificar, consciencializar, diferenciar
Formador: Aurora Silva
Número de formandos: 22
 


V Os formandos depois da formação: ganhos obtidos a nível das competências profissionais e percepções relativas ao programa de formação
Nesta secção do relatório seguiremos a estrutura do questionário on-line. Assim sendo, a apresentação dos dados será precedida pelo respectivo item do questionário entre [ ]. Os itens 1. e 2. estão omissos deste relatório uma vez que são referentes a dados considerados confidenciais (o questionário, em termos de tratamento, é anónimo).

Os formandos atingiram um número total de 331 e, de acordo com a idade [3.], estavam assim distribuídos:

< 25: 4 (1,2%);
25-34: 140 (42,3%);
35-45: 138 (41,7%);
e > 45: 49 (14,8%), correspondendo a grande maioria ao intervalo entre 25 e 45.


No que diz respeito ao sexo [4.] houve 225 mulheres (68%) em oposição a 106 homens (32%) o que ilustra a tendência geral nos profissionais de ensino.

Os formandos envolvidos na formação [5.] eram sobretudo professores profissionalizados (com nomeação definitiva nos quadros da escola) - 296 (89,4%). Os restantes estavam distribuídos da seguinte forma:

9 (2,7%) não-profissionalizados;
3 (0,9%) profissionalizados mas sem nomeação definitiva;
5 (1,5%) pertencentes ao 1º Ciclo do Ensino Básico;
2 (0,6%) ao 3º Ciclo do Ensino Básico;
13 (3,9%) contratados;
1 (0,3%) ao Quadro Geral;
e 2 (0,6%) ao Quadro de Área Pedagógica.
Na generalidade a baixa média de idades dos formandos justifica a seguinte distribuição relativamente aos anos de serviço [6.] :
menos de 10 anos de serviço - 120 (36,3%);
de 10 a 20 de serviço - 155 (46,8%);
mais do que 20 anos de serviço - 56 (16,9%).
Relativamente ao número de anos no actual nível profissional [7.], mais uma vez os comentários feitos acima se aplicam:
menos de 10 anos no actual nível profissional - 257 (77,6%);
de 10 a 20 anos no actual nível profissional - 70 (21,1%);
mais do que 20 anos no actual nível profissional - 4 (1,2%).
Quanto às qualificações para o ensino [8.], a licenciatura é o grau possuído por 281 dos formandos (84,9%), 31 (9,4%) têm o bacharelato, 10 (3%) um grau de mestre, e 9 (2,7%) outro tipo de qualificação.

O envolvimento dos formandos no ensino [9.] no decorrer do programa de formação foi o seguinte:

nenhum assunto - 3 (0,9%);
apenas um assunto 182 (55%);
dois assuntos - 121 (35,6%);
três assuntos - 13 (3,9%);
mais do que três assuntos - 13 (3,9%).
Embora o questionário fornecesse indicações sobre a identificação dos respondentes com os assuntos ensinados, permitindo assim saber a distribuição de formandos por área disciplinar, estes dados não foram levados em linha de conta.

O item [10.] dizia respeito à identificação do local de trabalho (incluindo morada) e não será aqui referida.

As escolas [11.1], relativamente à sua inserção no meio, estão distribuídas da seguinte maneira:

localizadas numa área urbana 222 (67%);
localizadas numa área rural 109 (33%).


As escolas de origem dos formandos [11.2], no que diz respeito ao nível de ensino, estavam distribuídas desta forma:

Ensino Pré-escolar: 7
1º Ciclo do Ensino Básico (primeiros quatro anos de escolaridade obrigatória após o pré-escolar): 27
2º Ciclo do Ensino Básico (anos 5 e 6 de escolaridade obrigatória): 96
3º Ciclo do Ensino Básico (anos 7 a 9 de escolaridade obrigatória): 225
Ensino Secundário (anos 10 a 12): 197
Os valores percentuais não foram calculados, uma vez que a grande maioria das escolas funciona em modo híbrido, no que diz respeito ao nível de escolaridade. O tipo de escola mais comum é a que congrega os anos 7 a 9 de escolaridade obrigatória e o ensino secundário.

O número de alunos por escola [11.3] está distribuído, de acordo com os respondentes, da seguinte maneira:

100-300/ 15 (4,5%);
300-500/ 28 (8,5%);
500-100/ 124 (37,5%);
e < 1000/ 164 (49,5%).


O item 12 dizia respeito à familiaridade dos respondentes com as TIC e as suas subdivisões são as seguintes:

[12.1] Computador Pessoal
Nenhum: 25 (7,6%)
Sei o que é mas nunca utilizei: 17 (5,1%)
Utilizo de vez em quando: 85 (25,7%)
Utilizo com regularidade: 117 (35,3%)
Utilizo todos os dias: 87 (26,3%)
Como se pode ver, apenas 37 num total de 331 formandos afirmaram nunca ter usado um computador antes da participação na formação, sendo os restantes 87,3% classificados como utilizadores de computadores (incluindo a categoria "Utilizo de vez em quando").
Estes valores de alguma forma entram em conflito com a informação prestada relativamente à utilização de um processador de texto [12.2]:
Nenhum: 18 (5,4%)
Sei o que é mas nunca utilizei: 12 (3,6%)
Utilizo de vez em quando: 89 (26,9%)
Utilizo com regularidade: 134 (40,5%)
Utilizo todos os dias: 78 (23,6%)
De facto, se 25 respondentes dizem não ter qualquer familiaridade com os computadores e 17 afirmam que sabem o que é um computador mas nunca utilizaram um, como explicar que apenas 18 digam que não têm familiaridade com processadores de texto e 12 afirmem que sabem o que é um processador de texto mas nunca utilizaram nenhum? A única provável explicação é a de que a palavra "familiaridade" foi interpretada de maneira diferente pelos formandos, que a relacionaram com a expressão "estar à vontade com". De qualquer forma e tendo apenas em conta as três últimas categorias, 91% dos respondentes usaram processadores de texto com alguma regularidade antes da sua participação no programa de formação.

No que diz respeito a folhas de cálculo [12.3], eis a distribuição de respostas:

Nenhum: 110 (33,2%)
Sei o que é mas nunca utilizei: 85 (25,7%)
Utilizo de vez em quando: 68 (20,5%)
Utilizo com regularidade: 51 (15,4%)
Utilizo todos os dias: 17 (5,1%)
Apenas 41% dos formandos tiveram algum contacto com elas antes da formação, e a percentagem desce ainda mais no que diz respeito a bases de dados [12.4]: apenas 25,3%.
Nenhum: 147 (44,4%)
Sei o que é mas nunca utilizei: 100 (30,2%)
Utilizo de vez em quando: 56 (16,9%)
Utilizo com regularidade: 18 (5,4%)
Utilizo todos os dias: 10 (3%)
No que diz respeito ao Multimedia [12.5], os números aumentam de novo até 48,3%:
Nenhum: 94 (28,4%)
Sei o que é mas nunca utilizei: 77 (23,3%)
Utilizo de vez em quando: 92 (27,8%)
Utilizo com regularidade: 47 (14,2%)
Utilizo todos os dias: 21 (6,3%)
E o mesmo se diga no que diz respeito ao uso da Internet [12.6] com um valor de 49%:
Nenhum: 78 (23,6%)
Sei o que é mas nunca utilizei: 91 (27,5%)
Utilizo de vez em quando: 100 (30,2%)
Utilizo com regularidade: 31 (9,4%)
Utilizo todos os dias: 31 (9,4%)
Os valores descem de novo quanto ao uso do correio electrónico [12.7] com uma percentagem de 27,8%:
Nenhum: 117 (35,3%)
Sei o que é mas nunca utilizei: 122 (36,9%)
Utilizo de vez em quando: 48 (14,5%)
Utilizo com regularidade: 16 (4,8%)
Utilizo todos os dias: 28 (8,5%)
Para a teleconferência [12.8] e a videoconferência [12.9] as percentagens são semelhantes (14,2% and 3,9%, respectivamente). Os valores individuais são mostrados abaixo.
Nenhum: 168 (50,8%)
Sei o que é mas nunca utilizei: 115 (34,7%)
Utilizo de vez em quando: 26 (7,9%)
Utilizo com regularidade: 16 (4,8%)
Utilizo todos os dias: 5 (1,5%)
Nenhum: 201 (60,7%)
Sei o que é mas nunca utilizei: 117 (35,3%)
Utilizo de vez em quando: 13 (3,9%)
Utilizo com regularidade: nenhum
Utilizo todos os dias: nenhum
O item 12.10 teve 12 respondentes que mencionaram a seguinte utilização pessoal das TIC: jogos, autocad; ferramentas de desenho e processamento de imagem; scanner; grupos de discussão; bases de dados para a gestão de dados dos cursos; processamento de imagem e slide shows; FileMaker e PageMaker; MacDraw; aplicações gráficas; linguagens de programação; e, finalmente CAD.

Se analisarmos graficamente as respostas, do ponto de vista do lado positivo dos itens tomados como um todo, o perfil dos formandos relativamente à sua familiaridade com as TIC torna-se evidente.

Conforme pode ser visto os formandos utilizavam sobretudo o computador pessoal, antes da formação, como uma "máquina de escrever mais evoluída". A distribuição de frequências relativamente a outras TIC fica sempre abaixo de 50%. A formação na área das TIC é, assim, de extrema importância, mesmo se considerada como um subproduto relativamente aos conteúdos dos programas de ensino à distância em que os formandos se envolvem.

O acesso a computadores [13.] teve a seguinte distribuição:

em casa - 270;
na escola - 275;
noutro local - 30.
Um dos respondentes afirmou não ter qualquer tipo de acesso a computadores. É de referir que as percentagens são irrelevantes neste caso, uma vez que os respondentes podem ter acesso a computadores em dois ou mais locais simultaneamente.

A interpretação global é a de que todos os formandos têm acesso a um computador em determinado local excepção feita a um. Mais uma vez somos conduzidos a concluir que a palavra "acesso" pode significar, para muitos respondentes, "disponibilidade" e não "uso actual".

Quanto aos recursos utilizados [14] a distribuição das respostas é a seguinte:

Processadores de texto: 311 (94%)
Folhas de cálculo: 118 (35,6%)
Bases de dados: 65 (19,6%)
Multimedia: 133 (40,2%)
Internet: 172 (52%)
Correio electrónico: 109 (32,9%)
Teleconferência: 48 (14,5%)
Videoconferência: 5 (1,5%)
Outros: 2 (2%) [não especificados]
Comparando de forma gráfica estes valores com os obtidos no item [12.] temos a seguinte figura:

O conhecimento de que os alunos tinham acesso a um computador [15.1] foi reportado pelo seguinte número de formandos:

em casa 123;
na escola 264;
noutro local 9;
29 respondentes disseram que não sabiam e 16 disseram que os alunos não tinham acesso a um computador.

Quanto ao número de alunos que, pelo menos no conhecimento dos formandos, tem acesso a um computador [15.2] os dados são os seguintes:

>6: 81;
6-10: 33;
11-15: 20;
and <16: 197.
Não podem ser feitas muitas inferências sobre estes dados uma vez que <16 é um intervalo muito vasto.

O item [15.3] referia-se aos recursos usados pelos alunos. Os dados obtidos mostram o número de alunos que, segundo os formandos, usam as seguintes TIC.

Processadores de texto: 261
Folhas de cálculo: 67
Bases de dados: 34
Multimedia: 123
Internet: 207
Correio electrónico: 37
Teleconferência: 47
Videoconferência: nenhum
Outros: (games, "infologia", aplicações de desenho, IRC, Internet): 22 e ainda 1 que afirmou não saber.
A auto-avaliação por parte dos professores do seu nível de competência na sua área de conteúdos e no uso das TIC [16] mostra os seguintes dados, em relação com o seu grau de satisfação:
[16.1] Conhecimentos nas TIC
Muito insatisfeito: 14 (4,2%)
Insatisfeito: 62 (18,7%)
Nem satisfeito nem insatisfeito: 133 (40,2%)
Satisfeito: 96 (29%)
Muito satisfeito: 26 (7,9%)
[16.2] A forma como motivam os seus alunos para a aprendizagem
Muito insatisfeito: 31 (9,4%)
Insatisfeito: 190 (57,4%)
Nem satisfeito nem insatisfeito: 110 (33,2%)
Satisfeito: nenhum
Muito satisfeito: nenhum
[16.3] Conhecimentos sobre a área em que leccionam
Muito insatisfeito: 1 (0,3%)
Insatisfeito: 3 (0,9%)
Nem satisfeito nem insatisfeito: 73 (22,1%)
Satisfeito: 145 (43,8%)
Muito satisfeito: 109 (32,9%)
[16.4] Conhecimento de novos rumos educativos
Muito insatisfeito: 3 (0,9%)
Insatisfeito: 16 (4,8%)
Nem satisfeito nem insatisfeito: 99 (29,9%)
Satisfeito: 165 (49,8%)
Muito satisfeito: 48 (14,5%)
[16.5] Conhecimento de novas estratégias na sua área de ensino
Muito insatisfeito: 3 (0,9%)
Insatisfeito: 16 (4,8%)
Nem satisfeito nem insatisfeito: 91 (27,5%)
Satisfeito: 169 (51,1%)
Muito satisfeito: 52 (15,7%)
[16.6] A forma como fazem a gestão do tempo na sua turma
Muito insatisfeito: 2 (0,6%)
Insatisfeito: 10 (3%)
Nem satisfeito nem insatisfeito: 97 (29,3%)
Satisfeito: 177 (53,5%)
Muito satisfeito: 45 (13,6%)
[16.7] A forma como controlam a disciplina na sala
Muito insatisfeito: 3 (0,9%)
Insatisfeito: 10 (3%)
Nem satisfeito nem insatisfeito: 82 (24,8%)
Satisfeito: 158 (47,7%)
Muito satisfeito: 78 (23,6%)
[16.8] Facilidade de contacto com outros professores
Muito insatisfeito: 1 (0,3%)
Insatisfeito: 6 (1,8%)
Nem satisfeito nem insatisfeito: 80 (24,2%)
Satisfeito: 163 (49,2%)
Muito satisfeito: 81 (24,5%)
[16.9] Acesso a materiais de ensino
Muito insatisfeito: 8 (2,4%)
Insatisfeito: 32 (9,7%)
Nem satisfeito nem insatisfeito: 119 (36%)
Satisfeito: 141 (42,6%)
Muito satisfeito: 31 (9,4%)
[16.10] Outros:
falta de materiais,
falta de apoio pelo Ministério,
falta de recursos (material audiovisual e calculadoras gráficas)
Um gráfico dá-nos uma visão mais clara sobre a auto-satisfação global dos formandos quanto ao uso das TIC e ao seu nível de competência na sua área de ensino.

Conforme se pode ver, o Satisfeito em todos os itens varia entre 28% a 54% excepto no item [16.2] onde o realce vai para o Insatisfeito, no que diz respeito à forma como os formandos motivam os seus alunos para a aprendizagem.

Se juntarmos os valores de Satisfeito com os de Muito Satisfeito, poderemos especular que, de uma forma geral, os formandos oscilam entre o moderadamente satisfeitos e o muito satisfeitos em todos os itens de notar que a opção Muito insatisfeito está abaixo de 10% em todos os itens.

Uma excepção se verifica no item [16.1] onde se pode detectar uma quase normal distribuição dos valores com predominância na classe Nem satisfeito nem Insatisfeito (40% dos formandos) levando-nos a especular que a sua auto-satisfação em relação ao uso das TIC no ensino é, de uma forma geral, muito moderada.

Em relação às expectativas dos formandos relativamente ao programa de formação contínua à distância TRENDS [17] temos os seguintes valores:

[17.1] Aumento dos conhecimentos nas TIC
Nenhuma importância: 9 (2,7%)
Pouca importância: 1 (0,3%)
Importante: 81 (24,5%)
Muito Importante: 137 (41,4%)
Extremamente importante: 103 (31,1%)
[17.2] Aumento das competências para o ensino
Nenhuma importância: 10 (3%)
Pouca importância: 4 (2,4%)
Importante: 111 (33,5%)
Muito Importante: 118 (35,6%)
Extremamente importante: 84 (25,4%)
[17.3] Aumento de conhecimentos na área de ensino
Nenhuma importância: 11 (3,3%)
Pouca importância: 14 (4,2%)
Importante: 112 (33,8%)
Muito Importante: 121 (36,6%)
Extremamente importante: 73 (22,1%)
[17.4] Aumento dos conhecimentos relativamente a novas estratégias educativas
Nenhuma importância: 13 (3,9%)
Pouca importância: 16 (4,8%)
Importante: 118 (35,6%)
Muito Importante: 124 (37,5%)
Extremamente importante: 60 (18,1%)
[17.5] Aumento dos conhecimentos relativamente a novos desenvolvimentos na área de ensino
Nenhuma importância: 17 (5,1%)
Pouca importância: 17 (5,1%)
Importante: 109 (32,9%)
Muito Importante: 125 (37,8%)
Extremamente importante: 63 (19%)
[17.6] Melhorar a forma de gerir o tempo na sala de aula
Nenhuma importância: 56 (16,9%)
Pouca importância: 67 (20,2%)
Importante: 117 (35,3%)
Muito Importante: 69 (20,8%)
Extremamente importante: 22 (6,6%)
[17.7] Melhorar a forma de controlar a disciplina na sala
Nenhuma importância: 80 (24,2%)
Pouca importância: 77 (23,3%)
Importante: 98 (29,6%)
Muito Importante: 52 (15,7%)
Extremamente importante: 24 (7,3%)
[17.8] Aumentar o contacto com outros professores
Nenhuma importância: 28 (8,5%)
Pouca importância: 28 (8,5%)
Importante: 124 (37,5%)
Muito Importante: 96 (29%)
Extremamente importante: 55 (16,6%)
[17.9] Melhorar o acesso a materiais de ensino
Nenhuma importância: 10 (3%)
Pouca importância: 4 (1,2
Importante: 80 (24,2%)
Muito Importante: 124 (337,5%)
Extremamente importante: 113 (34,1%)
[17.10] Aumentar o conhecimento dos alunos
Nenhuma importância: 25 (7,6%)
Pouca importância: 17 (5,1%)
Importante: 92 (27,8%)
Muito Importante: 108 (32,6%)
Extremamente importante: 89 (26,9%)
[17.11] Aumentar as perspectivas relativamente ao progresso na carreira
Nenhuma importância: 31 (9,4%)
Pouca importância: 25 (7,6%)
Importante: 106 (32%)
Muito Importante: 98 (29,6%)
Extremamente importante: 71 (21,5%)
[17.12] Outros [um]: contactar com esta forma de educação à distância
Os dados em forma gráfica mostram que as expectativas gerais são altas, especialmente se agruparmos os valores das três últimas categorias (Importante, Muito importante e Extremamente importante). Uma excepção deve ser feita nos itens [17.6] e [17.7] que são de facto consistentes com os dados anteriores.


 



Dados globais: questionários após a formação
Os dados da tabela abaixo dizem respeito a percentagens totais relativamente ao programa de formação TRENDS em Portugal, tendo sido obtidos através das respostas dadas pelos formandos após a formação.






Relativamente ao primeiro item:

1. A formação recebida é de extrema importância para a minha prática docente.

Podemos observar um ponto de vista positivo por parte dos formandos, especialmente se tivermos em conta os três últimos níveis da escala (cerca de dois terços dos respondentes), no que diz respeito à importância da formação contínua na prática docente e muito especialmente no que se refere ao tipo de formação seguida pelo TRENDS.

No segundo item os valores da escala foram invertidos, uma vez que a pergunta foi feita na negativa:

2. Estou consciente de que os conteúdos aos quais fui submetido não contribuem de todo para a minha prática profissional.

Mais uma vez encontramos uma resposta positiva dada pela grande maioria dos formandos (cerca de 90%).

Item 3 a metodologia aplicada nas sessões de formação em que participei seria mais efectiva se conduzida em moldes tradicionais. De novo se inverteram os valores dada a orientação negativa da afirmação feita neste ponto.

Encontramos de novo uma resposta positiva dada pela maioria dos formandos, confirmando os resultados obtidos no item 1.

Item 4. Os materiais fornecidos ao longo do curso que frequentei foram adequados.

Voltamos a obter um valor positivo no que diz respeito à adequação dos materiais dos cursos, tendo em conta os meios técnicos e as temáticas de cada curso.

5. A orientação fornecida durante a formação foi suficiente para que conseguisse realizar as tarefas propostas.

Uma vez mais os valores positivos sobressaem, o que reforça a opinião dos formandos sobre a resposta obtida por parte dos formadores e, eventualmente, dos líderes.

6. Senti-me totalmente apoiado pelo líder de escola TRENDS.

Este item revelou-se extremamente positivo do ponto de vista dos formandos e de alguma maneira realça o papel do líder de escola como a ligação humana no ensino à distância.

7. As minhas perguntas e dúvidas eram pronta e efectivamente respondidas.

Os resultados neste item são extremamente positivos.

8. O tempo destinado à concretização das tarefas propostas foi adequado.

Embora ligeiramente mais moderado em termos de variação, os valores neste item apontam para uma atitude positiva por parte dos formandos quanto ao tempo dedicado ao trabalho do curso. O esforço feito para gradualmente se resolver este problema adequação do tempo destinado às tarefas do curso com os horários normais dos formandos e com as suas inúmeras obrigações para lá da formação desde a primeira fase de formação parece ter dado resultados positivos, a longo prazo.

9. A orientação online das sessões do curso foi satisfatória.

De novo se observa uma opinião positiva que vem corroborar as afirmações feitas nos itens 5 e 7.

10. Os meios disponíveis na escola (equipamento, recursos, etc.) foram adequados para o curso.

A opinião neste item é extremamente positiva e confirma a importância dada pelos órgãos de gestão das escolas a este tipo de iniciativas, nomeadamente em termos de recursos humanos e logísticos.

Item 11. A administração dos serviços TRENDS foi efectiva.

As opiniões neste item são muito positivas, embora quase um quarto dos formandos tenha afirmado não ter qualquer opinião sobre os serviços TRENDS.

Item 12. Sinto-me confortável e autónomo na utilização dos serviços TRENDS.

Mais do que 60% dos formandos apreciou este item de forma positiva, o que vem confirmar a opinião favorável observada no item 6. A relativa falta de conhecimentos nas TIC é uma vez mais reconhecida, bem como o papel predominante dos líderes de escola na resolução de problemas neste domínio.

Item 13. Não tive quaisquer problemas com os meus colegas de curso.

A opinião dos formandos no que diz respeito a este aspecto é extremamente positiva. Apesar da distância (ou devido a ela) os formandos estabelecem relações de grupo e de trabalho, que seriam mais naturais em ambientes de ensino tradicional.

14. Não tive quaisquer problemas com o formador.

De novo extremamente positiva e corroborando as opiniões expressas nos itens 5, 7 e 9.

15. Não tive quaisquer problemas com o líder de escola TRENDS.

Conforme observado no item 6., podemos uma vez mais verificar que a opinião sobre o líder de escola é de tal modo positiva que o coloca numa posição insubstituível em programas de formação com as características do TRENDS.

Item 16. Acho que o programa de formação foi adequadamente organizado, nomeadamente no que se refere a:
 

a. divulgação e processo de inscrição.


 
b. calendarização das actividades.


c. tempo de resposta às questões que eu coloquei.


As opiniões verificadas nestes três tópicos do item 16 são globalmente positivas, com uma ligeira flutuação no b. e no c. o que vem confirmar os comentários feitos no item 8.

17. Penso que a utilização das TIC como instrumento de formação é muito útil.

A opinião dos formandos no que diz respeito à utilização das TIC como um instrumento da formação é favorável para cerca de 85% dos respondentes. Esta opinião é uma vez mais reforçada nos itens seguintes.

18. Penso que este curso, no formato em que foi implementado, deve ser recomendado a outros colegas.

A opinião extremamente positiva verificada neste item resulta dos modelos de ensino aberto e à distância desenvolvidos no programa de formação.

19. Vou continuar a usar as TIC na minha actividade profissional.

O reconhecimento do valor das TIC pode ser verificado neste item. Reiteramos a opinião avançada para as três fases de formação, que nos levou a dizer que este efeito positivo poderá eventualmente fazer acreditar numa mudança na prática profissional dos formandos. É no entanto impossível prever se estes efeitos serão duradouros, mesmo num futuro próximo.

Se juntarmos os totais de cada um dos valores da escala do questionário obtemos o seguinte cenário global.

É por demais evidente o panorama extremamente positivo relativamente ao programa de formação TRENDS.

E torna-se ainda mais evidente se agruparmos os dados atribuídos aos valores 1, 2 e 3 da escala (de natureza negativa), isolarmos as respostas atribuídas ao valor 4 e agruparmos as atribuídas aos valores 5, 6 e 7 (de natureza positiva).

De facto, 80% dos formandos revelam uma opinião que varia do Moderadamente Satisfeito ao Muito Satisfeito com o programa de formação; 13% dos formandos não têm qualquer opinião sobre ele e apenas 7% dos formandos se assumem como Muito Insatisfeitos ou Moderadamente Insatisfeitos com o programa.

Estes resultados são assim claramente favoráveis ao programa implementado e ao mesmo tempo servem de indicador da necessidade de voltar a disponibilizar estes ou outros cursos no formato TRENDS.

A secção seguinte deste relatório será dedicada a uma breve abordagem relativamente às opiniões retiradas dos "logbooks". Uma análise detalhada sobre os "logbooks" pode ser consultada num relatório em separado.
 

Os "Logbooks"
Nesta altura centraremos a nossa atenção numa perspectiva geral sobre o que as respostas dadas nos "logbooks" nos permitem inferir:

De uma forma geral, o programa de formação TRENDS é visto de forma extremamente positiva;
A mudança de atitude por parte dos formandos no que se refere ao método de formação TRENDS, no espaço médio de dois meses, deriva da relevância dos conteúdos de cada curso e da sensação de segurança transmitida pelos líderes de escola;
O sucesso no processo de formação é visto pelos diferentes actores como resultado do progressivo domínio das ferramentas utilizadas no programa de formação;
Este domínio das ferramentas baseia-se no princípio de aprender fazendo;
O sucesso neste processo de formação, excluindo o domínio das competências técnicas, assenta numa complexa rede de relações interpessoais, de natureza afectiva e social, que é altamente valorizada por todos os actores;
O sucesso neste processo de formação parece derivar de um envolvimento positivo de todos os parceiros intervenientes (CET, CFAECA, Centros de Treino, Líderes, Formadores e Formandos);
O sucesso no processo de formação baseado no curto período de dois meses de actividade de cada curso parece encorajar a sua manutenção, dada a presença de claros factores multiplicadores.
Algumas sugestões podem ser avançadas a partir da análise dos "logbooks":

Quanto ao papel do líder de escola
Dado o papel preponderante do líder neste modelo de formação e também devido ao facto de poder ser observado, através dos "logbooks", que há uma constante atitude de avaliação de formandos e formadores em relação a eles, será de apoiar uma perspectiva em que os líderes abandonem o seu papel de "elemento central" e adoptem um de "recurso educativo".

Quanto ao papel dos formadores
A sensação de insegurança por parte dos formadores neste tipo de formação, apesar do valor formativo do princípio "aprender fazendo", leva-nos a considerar que este não se aplica da mesma forma a formadores, formandos e líderes. Sugerimos assim que o esquema adoptado na preparação dos módulos de formação seja reconsiderado, para que o citado princípio se verifique antes da formação propriamente dita. Consideramos este aspecto como um pré-requisito essencial para que tanto formadores como formandos possam ultrapassar os obstáculos iniciais que necessariamente se verificam neste tipo de formação. Assumindo a posição defensiva de que formadores, líderes e formandos são todos protagonistas, eles não possuem o mesmo papel, nem este deve ser confundido, uma vez que o tempo empregue por cada um neste processo de formação é múltiplo e diferenciado. O papel de formador requer um espaço de tempo entre a sua própria formação e o acto de formar outros, de tal forma que este tipo de intervenção possa ser alcançado de maneira coerente com o seu modelo de formador, que é simultaneamente um recurso e um gestor do próprio processo de formação .

Outra sugestão tem a ver com a publicação de trabalhos produzidos como parte dos módulos de formação. Estes deverão constituir uma base de dados acessível por todos os formandos e pelas suas escolas.

Do ponto de vista da metodologia de avaliação adoptada para esta componente da formação, ou seja, os "logbooks", é nossa crença de que esta deve ser mantida, dado o seu carácter de utilidade. De facto, uma vez que as perguntas são de resposta aberta, dão aos respondentes uma voz e um espaço que permite uma maior qualidade de conteúdo e, por isso, maior transparência no processo. Posto isto, será pertinente:

- informar formandos, formadores e líderes quanto à análise da sua avaliação durante a formação;
- manter este tipo de avaliação revendo, eventualmente, a sua calendarização, adoptando períodos mais longos entre o seu preenchimento;
- permitir a inclusão de outros itens, como Sugestões.
Finalmente duas outras sugestões para serem implementadas no futuro:
- deve ser prestada maior atenção aos modos de comunicação entre grupos/formandos; e,
- devem ser analisados os sumários relativos aos progressos verificados entre sessões de formação.