Instrumentos de trabalho

Ficha nº1-“Os Lusíadas”

Ficha nº2- “Auto da Barca do Inferno”- Gil Vicente

Teste de Avaliação 1 – O conto “A Galinha” de Vergílio Ferreira

Teste de Avaliação 2 - Global

 

 

Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães  Lima

Língua Portuguesa            9ºAno                           Ficha de Trabalho nº1- Lusíadas

                                                                                         

 

Recorda o estudo que fizeste da obra “Lusíadas” e indica se são verdadeiras(V) ou falsas(F) as seguintes afirmações, corrigindo as falsas.

 

v      .“ Os Lusíadas” é uma narrativa épica.

v      Os versos deste poema são octossílabos

v      O género épico tem a sua origem na Antiguidade Clássica. 

v      A acção de uma epopeia deve ter: unidade, variedade, integridade e verdade. 

v      Cada estrofe tem 10 versos. 

v      “ Os Lusíadas” divide-se em Proposição, Invocação e Dedicatória. 

v      A acção do poema resulta de uma interpenetração do plano do real e do plano do Maravilhoso

v      A” Batalha de Aljubarrota” é um episódio bélico. 

v      O episódio de” Inês de Castro” é um episódio mitológico. 

v      A Tempestade é um episódio naturalista. 

v      O “Velho do Restelo” é um episódio lírico. 

v      Nesta obra articulam-se quatro planos narrativos: plano da Viagem, plano da Mitologia(ou Maravilhoso), plano da História de Portugal e plano do Poeta. 

v      O herói da acção é individual. 

v      Vasco da Gama é o herói de “ Os Lusíadas”. 

v      Em “Os Lusíadas” só há um narrador. 

v      Na” Invocação”, o poeta dedica o poema ao rei D. Sebastião. 

v      Na “Proposição”, o poeta pede inspiração às ninfas do Tejo. 

v      Na” Dedicatória”, o poeta propõe-se cantar os feitos ilustres dos Portugueses

v      A narração inicia-se com a acção já a decorrer “ in media res” 

v      A viagem de Vasco da Gama pertence ao Maravilhoso. 

v      O episódio de” Inês de Castro” pertence ao Plano da História de Portugal. 

v      O” Consílio dos Deuses no Olimpo” pertence ao Plano do Poeta. 

v      A “Tempestade” simboliza  dificuldades naturais que os portugueses tiveram de enfrentar. 

v      O “ Velho do Restelo” representa todos aqueles que estavam contra a política dos Descobrimentos. 

v      O “ Adamastor” representa todas as facilidades e ajudas que os portugueses encontraram no mar. 

v      Vénus está a favor dos portugueses. 

v      Marte não quer que os portugueses cheguem ‘a Índia. 

v      Baco ajuda os portugueses, pois acha-os parecidos com o povo romano

v      A “Eneida” do romano Virgílio inspirou Camões. 

v      O Poeta glorifica os Iberos na epopeia nacional. 

v      As estâncias da obra são oitavas. 

v      Mercúrio é o deus dos mensageiros. 

v      Camões é um escritor renascentista.                                                                             

v      O autor de “ Os Lusíadas escreveu também poesia. 

v      “ Os Lusíadas “ é uma narrativa em verso. 

v      Homero foi o autor da “Íliada” e da “Odisseia” 

v      A Dedicatória de “Os Lusíadas” pertence ao canto III. 

v      Qualquer epopeia visa a glorificação de um herói. 

v      “Os Lusíadas é um texto dramático. 

v      “Os Lusíadas “ divide-se em 10 cantos. 

v      Vénus é a deusa da alegria. 

v      Marte é o deus da guerra. 

 

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Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães  Lima

Língua Portuguesa            9ºAno

Ficha de Trabalho nº2- “Auto da Barca do Inferno”

                    

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             

                                                               

    1.Recorda o estudo que fizeste do “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente e indica se são Verdadeiras(V) ou Falsas(F) as seguintes afirmações:

 

1.      O “Auto da Barca do Inferno” é um texto narrativo.

2.      A peça de Gil Vicente visa criticar indivíduos . 

3.      As personagens da peça são personagens Tipo. 

4.      O Fidalgo representa a nobreza. 

5.      Brízida Vaz representa o clero. 

6.      Todas as personagens trazem consigo elementos cénicos que permitem a sua identificação (símbolos) 

7.      A cadeira e o manto são  símbolos caracterizadores do Frade. 

8.      O corregedor não traz consigo nenhum símbolo caracterizador. 

9.      O Judeu aparece com um bode às costas. 

10.  Todas as personagens têm o mesmo destino. 

11.  Com o “Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente critica só a corte. 

12.  O clero não é criticado por Gil Vicente. 

13.  O Onzeneiro queria voltar à terra apenas para recuperar o seu dinheiro. 

14.  O Onzeneiro foi condenado por ser tirano. 

15.  Uma das funções do Parvo é obter efeitos cómicos. 

16.  O Sapateiro diz que morreu confessado e comungado. 

17.  Gil Vicente não critica o artificialismo religioso. 

18.   O Frade tinha mulher e era espadachim. 

19.  Na cena do Judeu critica-se a Justiça Humana. 

20.  Na cena da Alcoviteira, o clero é também criticado. 

21.  O Anjo representa a Justiça Divina. 

22.  O “Auto da Barca do Inferno” é um Auto de Moralidade. 

23.  Os Cavaleiros também entram na Barca do Inferno. 

24.  A ironia está quase sempre presente nas falas do Diabo. 

25.  Nesta peça só encontramos o cómico de situação. 

26.  Gil Vicente consegue uma perfeita adaptação entre personagem e linguagem. 

27.  Gil Vicente critica a sociedade do séc.XIV. 

28.  O Parvo também é condenado por recorrer ao calão. 

29.  Gil Vicente utiliza só o processo de caracterização directa. 

30.  Gil Vicente viveu no séc.XVII. 

31.  Gil Vicente foi o maior romancista do séc.XVI. 

32.  Gil Vicente foi um grande dramaturgo. 

33.  Gil Vicente é considerado o Pai do teatro português. 

34.  As peças deste autor eram representadas na corte. 

35.  A obra de Gil Vicente que estudaste denomina-se “Auto do Arrais do Inferno”. 

36.  Os seus textos tinham uma intenção crítica e moralizadora. 

37.  Todas as personagens vão à Barca do Anjo. 

38.  Todas as personagens seguem o mesmo percurso cénico. 

39.  O Corregedor e o Procurador representam a Justiça Humana. 

40.  O latim falado pelo corregedor só serve para produzir o cómico. 

 

 

2. Corrige as que consideraste falsas.

 

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Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães  Lima

Língua Portuguesa            9ºAno

Teste de Avaliação Escrita - 1

 

 

 

TEXTO

Recorda o estudo que fizemos do conto “A Galinha” e responde às questões, com base neste extracto, de

forma clara e sucinta.

 

 

Caixa de texto: Minha mãe trouxe, pois, as duas galinhas na carroça do António Capador, e a minha tia ficou. E quando à tarde ela voltou da feira, foi logo buscar a sua. Minha mãe já a tinha ali, embrulhada e tudo como minha tia a deixara, e deu-lha. Mas minha tia olhou a galinha de minha mãe, que já estava exposta no aparador, e, ao dar meia volta, quando se ia embora, não resistiu:
- Tu trocaste mas foi as galinhas.
Disse isto de costas, mas com firmeza, como quem se atira de cabeça. E minha mãe pasmou, de mãos erguidas ao céu:
- Louvado e adorado seja o Santíssimo Nome de Jesus! Então eu toquei lá na galinha! Então a galinha não está ainda conforme tu ma entregaste! Então tu não vês ainda o papel dobrado? Então não estarás a ver o nó do fio?
Estavam só as duas e puderam desabafar.
- Trocaste, trocaste. Mas fica lá com a galinha, que não fico mais pobre por isso.
Minha mãe, cheia de compreensão cristã e de horror às trovoadas, ainda pensou em destrocar tudo outra vez. Mas aquilo já ia tão para além do que Cristo previra, que bateu o pé:
- Pois fico com ela, não a quisesses trocar. Só tens gosto naquilo que é dos outros.
E daqui para a frente, disseram tudo. Minha tia saiu num vendaval, desceu as escadas ainda aos berros, de modo que minha mãe teve ainda de vir à janela dizer mais coisas. Minha tia foi indo pela rua adiante, sempre aos gritos, e de vez em quando parava, voltando-se para trás para dizer uma ou outra coisa em especial a minha mãe, que estava à janela e lhe ia também respondendo como podia. Até que a rua acabou e minha mãe fechou a janela. E aí começou o meu pai, quando lá longe minha tia lhe passou ao pé e meu pai perguntou o que havia e ela lhe disse o que havia, chamando mentirosa a minha mãe. 
E daí foram recuando no tempo à procura das mentiras um do outro. Estavam já chegando à infância, quando apareceu o meu tio. Minha tia passou-lhe a palavra e começou ele. Mas como a coisa agora era entre homens, meu tio cerrou os punhos e disse:
-	Eu mato-o, eu mato-o.
Meu pai, que já devia estar cansado, ficou quieto à espera que ele o matasse. E como ficou quieto, meu tio recuou uns passos, tapou os olhos com um braço e disse outra vez:
-	Foge da minha vista que eu mato-te.

“ A Galinha” – Vergílio Ferreira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
        

 

 

 

 

 

 

 

 

I

1.        Faz a caracterizaçãopsicológica do tio,  por palavras tuas.

2.        Que tipos de caracterização foram utilizados foram utilizados? Justifica com base no texto.

3.        Perante a atitude do tio, qual a reacção do pai do narrador? Porquê?

4.        Vergílio Ferreira recorre, por vezes, à ironia.

           Recorrendo ao texto, aponta um exemplo em que a ironia esteja presente.

5.        Como classificas o narrador quanto à presença e quanto à ciência. Justifica, apontando elementos do texto.

6.        Explica o sentido da frase: « ...cheia de compreensão cristã e de horror às  trovoadas.»

7.        Retira do texto um recurso estilístico e explica a sua expressividade.

8.        Minha tia  passou-lhe a palavra furiosamente.

8.1.     Classifica sintacticamente todos os elementos desta oração.

8.2.     Classifica morfologicamente as palavras sublinhadas.

 

II

O provérbio: « O invejoso emagrece de ver a gordura alheia.» poderá ilustrar este conto? Justifica. ( 6 a 10

linhas)  

 

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Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães  Lima

Língua Portuguesa            9ºAno

Teste de Avaliação Escrita - 2

Caixa de texto:                     

7 1	Não eram os traquetes bem tomados,
		Quanto dá a grande e súbita procela.
		«Amaina - (disse o mestre a grandes brados),
		Amaina (disse) . amaina a grande vela!»
		Não esperam os ventos indinados 
		Que amainassem, mas, juntos dando nela.
		Em pedaços a  fazem cum  ruído
		Que o Mundo pareceu ser destruído!
4
	72	O Céu fere com gritos nisto a gente,
		Cum súbito temor e desacordo; ‘~
		Que, no romper da vela, a nau pendente
		Toma grão suma de água pelo bordo.
		«Alija (disse o mestre rijarnente),
		Alija tudo ao mar, não falte acordo! 
		Vão outros dar à bomba, não cessando;
		À bomba, que nos imos alagando!»

73 Correm logo os soldados animosos
     A (lar à bomba; e, tanto que ‘‘‘ chegaram,
     Os balanços, que os mares tenebrosos
     Deram à nau, num bordo os derribaram.
     Três marinheiros, duros e forçosos,
     A menear o leme não bastaram;
     Talhas  lhe punham, dhua e doutra parte,
     Sem aproveitar dos homens força e arte.



  74 Os ventos eram tais, que não puderam
       Mostrar mais força de impito cruel.
       Se pera derribar então vieram
       A fortíssima Torre de Babel.
       Nos altíssimos mares, que (Teceram,
       A pequena grandura dum batei
       Mostra  a possante nau  que move espanto .
       Vendo que se sustém nas ondas tanto.
	Não eram os traquetes bem tomados, 

	7 1	Não eram os traquetes bem tomados,
		Quanto dá a grande e súbita proceia.
		«Amaina ~ (dissc o mestre a grandes brados),
		Amaina (disse) . amaina a grande vela!»
		Não esperam os ventos indinados ~
		Que amainassem, mas, juntos dando nela.
		Em pedaços a i~izem ~uni ruído
		Que o Mundo pareceu ser destruído!
4
	72	O Céu fere com gritos nisto a gente,
		Cum súbito temor e desacordo; ‘~
		Que, no romper da vela, a nau pendente
		Toma grão suma de água pelo bordo.
		«Alija 4’’ (disse o mestre rijarnente),
		Alija tudo ao mar, não falte acordo! 42
		Vão outros dar à bomba, não cess:indo~
		À bomba, que nos imos alagando!»

73 Correm logo os soldados animosos
     A (lar à bomba; e, tanto que ‘‘‘ chegaram,
     Os balanços, que os mares tenebrosos
     Deram à nau, num bordo os derribaram.
     Três marinheiros, duros e forçosos,
     A menear o leme não bastaram;
     Talhas “a’ lhe punham, dh~a e doutra parte,
     Sem aproveitar dos homens força e arte.



  74 Os ventos eram tais, que não puderam
       Mostrar mais força de impit() cruel.
       Se pera derribar então vieram
       A fortíssima Torre de Babel.
       Nos altíssimos mares, que (Teceram,
       A pequena grandura dum batei
       Mostra ~i possafltc nau, (111t3 I11OVC espanto.
       Vendo que se sustém nas ondas tanto.

		Quanto dá a grande e súbita proceia.
		«Amaina ~ (dissc o mestre a grandes brados),
		Amaina (disse) . amaina a grande vela!»
		Não esperam os ventos indinados ~
		Que amainassem, mas, juntos dando nela.
		Em pedaços a i~izem ~uni ruído
		Que o Mundo pareceu ser destruído!
4
	72	O Céu fere com gritos nisto a gente,
		Cum súbito temor e desacordo; ‘~
		Que, no romper da vela, a nau pendente
		Toma grão suma de água pelo bordo.
		«Alija 4’’ (disse o mestre rijarnente),
		Alija tudo ao mar, não falte acordo! 42
		Vão outros dar à bomba, não cess:indo~
		À bomba, que nos imos alagando!»

73 Correm logo os soldados animosos
     A (lar à bomba; e, tanto que ‘‘‘ chegaram,
     Os balanços, que os mares tenebrosos
     Deram à nau, num bordo os derribaram.
     Três marinheiros, duros e forçosos,
     A menear o leme não bastaram;
     Talhas “a’ lhe punham, dh~a e doutra parte,
     Sem aproveitar dos homens força e arte.



  74 Os ventos eram tais, que não puderam
       Mostrar mais força de impit() cruel.
       Se pera derribar então vieram
       A fortíssima Torre de Babel.
       Nos altíssimos mares, que (Teceram,
       A pequena grandura dum batei
       Mostra ~i possafltc nau, (111t3 I11OVC espanto.
       Vendo que se sustém nas ondas tanto.
       Mostra ~i possafltc nau, (111t3 I11OVC espanto.
       Vendo que se sustém nas ondas tanto.

 

 

 

 

                                               

 

 

 

                                                I

 

       Após a leitura atenta do texto , responde com clareza às seguintes questões:

 

  1. Situa este excerto na obra a que pertence.
  2. Identifica e classifica o narrador, justificando.
  3. Qual é o espaço em que decorre a acção deste extracto?
  4. Quais os sentimentos que dominam o mestre? Justifica.
  5. Qual o estado de espírito dos marinheiros? Justifica com marcas textuais.
  6. Explica, por palavras tuas, o significado dos versos:

      « Talhas lhe punham, d'hua e doutra parte,

          Sem aproveitar dos homens força e arte. »

  1. Atenta na estrofe 74. Identifica e explica  a expressividade de um recurso estilístico nela empregue.
  2. A bordo, marinheiros duros e forçosos meneavam o leme.

8.1.       Faz a análise sintáctica da frase.

8.2.       Classifica morfologicamente a palavra forçosos.

8.3.       A partir da palavra forçosos, forma um nome.

 

 

 

 

 

 

II

 

                Recorda o estudo que fizeste da obra «Auto da Barca do Inferno» e indica se são Verdadeiras(V) ou Falsas(F) as seguintes afirmações:

 

      1.

a)       O « Auto da Barca do Inferno» é um texto narrativo.

b)       A peça de Gil Vicente visa criticar grupos profissionais ou sociais.

c)       Todas as personagens têm o mesmo destino.

d)       Na cena da Alcoviteira, o clero é também criticado..

e)       O Anjo representa a Justiça Divina.

f)        Nesta peça só encontramos o cómico de situação.

 

 

g)       O Fidalgo representa a nobreza tirana..

h)       O Sapateiro não traz consigo símbolos caracterizadores.

i)         O Judeu não vai à barca do Anjo.

 

 

2. Corrige, agora, as afirmações que consideraste Falsas.

 

III

 

                 Imagina que te encontras à beira-mar e assistes , de longe, a uma tempestade no mar. Descreve-a  num breve texto(8/10 linhas) .               

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