Oliveira do Conde

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    Oliveira do Conde (extinto concelho)

   

    Oliveira do Conde, concelho muito antigo e próspero, teve, segundo Pinho Leal, foral de Dom Dinis, em 1286, e foral novo de Dom Manuel, em 20 de Dezembro de 1516. A sua área ocupava as actuais freguesias de Oliveira do Conde, Cabanas de Viriato e Beijós. É a maior freguesia do concelho, ocupando cerca de um terço deste, é constituída pelas seguintes localidades: Oliveira do Conde, Travanca de S.Tomé, Alvarelhos, Fiais da Telha, Vila Meã, Oliveirinha, Azenha e Albergaria.

   

Foi assento dos Condes de Sortelha, passando depois para os Condes de Vila Nova de Portimão e Marqueses de Abrantes.

Berço de antiga e ilustre fidalguia, do seu fausto e velho esplendor, alguns resquícios chegaram aos nossos dias, podendo ver-se ainda hoje alguns solares, o pelourinho e a Igreja Matriz, contendo o túmulo de Fernão Mendes de Góis. No conjunto, dois monumentos nacionais.

    Esta vila, ciosa do seu longínquo passado, e orgulhosa das suas sete casas abrasonadas, algumas desaparecidas já, tem ainda bonitos solares, como a Casa do Visconde, a Casa de Ceia ( dos Albuquerques ), frente ao pelourinho, e o solar dos Albergarias, um belo e típico solar da Beira, que, com a sua varanda, mantém, em toda a sua pureza arquitectónica, o cunho do século XV.

   

   

    A sua Igreja, monumento precioso, sofreu, ao longo dos séculos profundas transformações, em especial no século XVI, padroado então do Morgado  de Góis.

    Nela podemos observar, a Capela-Mor, gótica, com cobertura de abóboda artesoada, de nervuras e bocetes de granito, servida pelo sóbrio arco, revestido e decorado a primor na aresta biselada, de florões de rosas estilizadas, obra devida, segundo se julga, à munificiência de D. Nuno Martins da Silveira, Senhor de Góis, ou de seu filho, D. Luís da Silveira, Guarda-Mor dos Reis D. Manuel I e D. João III, e primeiro Conde de Sortelha. Nela está guardado o túmulo de Fernão Gomes de Góis...

     Na Igreja existem ainda hoje as capelas e altares de Nossa Senhora da Conceição, escultura do século XVII, e do Santo Cristo, tendo desaparecido os altares de São Sebastião e da Senhora do Rosário, durante as obras de consolidação e restauro, executadas pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais , no ano de 1952, altares esses que já existiam em 1675,e que, com o altar de Jesus, Maria e José, foram demolidos, reedificados e beneficiados em 1754/55, durante as obras de grande vulto do corpo da Igreja....

 

O Pelourinho

    Pelourinho Manuelino , constituído por uma coluna torsa, encimada por um pináculo. Um testemunho de nobreza desta povoação airosa e senhorial.

Descreveu-o, assim, o mestre da especialidade, Mário Guedes Real:- Fundos sulcos, destacando a molduragem da base, pinhas cantonais no soco de traço medial circundante, largas estrias no fuste espiralado, lavores reinterantes na gola do capitel, motivos ornamentais relevados no cimásio octogonal rebordante, pináculo de dupla cave dextritorsa, remate afeiçoado em cogulhos; tudo aberto na rudeza da pedra indócil que o canteiro domou com mestria imprimindo à matéria bruta e inerte as formas dum esbelto pelourinho de acentuados traços manuelinos. É considerado Monumento Nacional.

   

 

Travanca de S. Tomé

 

Na estrada que liga Carregal do Sal a Cabanas de Viriato e que segue depois para Viseu (via São Gemil), fica-nos a cerca de 3 Km e a / de Oliveira do Conde, sede de freguesia, Travanca de São Tomé, povoação de passado longínquo, que conserva ainda muito da sua traça antiga.

    Possui uma Capela Românica, devotada a S, Tomé, construída toda em pedra, com uma torre quadrada, e onde existia, desaparecido não há muitos anos, um relógio de sol.

Nesta bela capela  encontram-se dois túmulos imponentes e de bela talha, com legendas, ainda bem visíveis em toda a orla da sua parte superior.

    Segundo a monografia «Midões e Seu Velho Município», de Almeida Veiga -António Duarte, 1912, Cernades &Cª - Livraria Editora, Lisboa, aqui repousam os restos mortais do 1º Visconde de Midões, Roque Ribeiro d' Abranches Castelo Branco, oriundo das mais antigas e nobres famílias daquele extinto concelho, figura proeminente da revolução liberal, sendo um dos famosos do Sinédrio, que, no Porto, preparou a revolução de 24 de Agosto de 1820. Depois, e a partir de 1833, foi Perfeito da Província da Beira Alta, Grande do Reino, do Conselho de Sua Majestade e Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Foi terra de privilégios (foral dado ao lugar de Travanca  por D. Dinis, ano de 1326, e foral novo, concedido a Oliveira do Conde, por Dom Manuel, contemplando Travanca, em 1516).

 

Cabriz (ou Cabrizes)

 

    Na estrada para Travanca, há um local aprazível, junto à Ponte da Ribeira do Cabriz, e que deu o nome a este pedaço paradisíaco. A velha Casa do Cabriz (que foi dos Teles do Vale), na sua imponência com seus muros e portais cobertos de hera, testemunho de faustoso passado, a densa vegetação, as águas calmas da Ribeira, os velhos e abandonados moinhos e as penedias de granito, mais abaixo, que o caudal esfarrapa, formando cascata, são componentes de um recanto maravilhoso, que muito nos arrebata. Local turístico por excelência, porém quase esquecido.

 

Alvarelhos

 

    Alvarelhos era conhecida como Fonte do Frade, tinha uma escultura em granito, uma porca a amamentar os seus filhos, a célebre " Porca de Alvarelhos " que foi retirada para Santa Comba Dão. O seu santo padroeiro é Santo Aleixo. Motivo de interesse é a Casa da Fidalga (Solar de Alvarelhos, do século XVIII, com bonita capela privativa, outrora dos Cabrais Soares de Albergaria e depois dos Ornelas Sampaio e Melo), com elegante portão abrasonado e frondosa mata, é ainda hoje, um forte testemunho da importância que teve este antigo aglomerado populacional, e que parece ligar-se, pela sua história e lenda, à Nossa Senhora dos Carvalhais.

 

Carvalhais

 

Aqui existe, já na vertente, a poente dos Carvalhais, uma fonte muito antiga, autêntica preciosidade, em pedra lavrada, com um nicho e mais de cinco metros de altura, encimada por uma cruz em pedra, hoje partida, jorrando água por uma curiosa e artística carranca, em granito, tendo escada de acesso e muros circundantes, tudo em granito lavrado.

A poucos metros desta bonita e antiquíssima fonte, fica a Capela de Nossa Senhora dos Carvalhais, construída, segundo se julga, nos primórdios do século XI.

    Segundo Pinho Leal no seu «Portugal Antigo e Moderno», págs.273/274, e a que nos passamos a reportar, da mesma pedra da imagem da Senhora, havia uma pianinha com data de 1001 (963 da Era de César, segundo se supõe), reinado, portanto, de D. Ramiro II, de Leão.

    Conta a lenda que, quando da invasão dos mouros, por Almançor, Rei de Córdova, que, quando da sua passagem, tudo destruía a ferro e fogo, não escapando um só templo, havia, no local, um souto ou devesa de carvalhos cerquinhos, e a imagem da Senhora teria sido escondida no oco dum carvalho, onde foi encontrada, 18 anos mais tarde, salva da profanação dos invasores.

    Evocando milagroso acontecimento, foi então erigida, no local, uma capela com imagem de Nossa Senhora, e que, através dos séculos, e apesar das transformações e modificações sofridas, ficou conhecida por Capela de Nossa Senhora dos Carvalhais, ali se fazendo grandes romarias pela fama dos muitos milagres que se atribuíam à padroeira.

 

Fiais da Telha

   

    Fiais da Telha, também conhecida antigamente, como Bem Jazer, tem como principal motivo de interesse uma anta  "Lapa da Orca", está classificada como Monumento Nacional e está integrada no Roteiro Arqueológico de Carregal do Sal.

    O padroeiro desta localidade é Santo António.

 

Vila Meã

 

    Hoje praticamente ligada ao Carregal do Sal, pertence a freguesia de Oliveira do Conde, donde dista, por estrada, cerca de 4Km.

    Villa Meaan, assim então se escrevia, foi terra que beneficiou de privilégios antigos ( foral dado por Dom Dinis, em 1325, aos povoadores dos casais de Villa Meaan).

    Tem sepulturas pré - romanas feitas na rocha, sendo a mais importante a da Cova da Moura.

    Vila Meã é uma povoação risonha, com modernas habitações, a par de velho e antigo casario. Tem arreigadas tradições de cultura popular, estando ainda na lembrança dos mais velhos, a antiga tuna e os ranchos folclóricos.

 

Oliveirinha

 

    Esta povoação, de origem remota, conserva ainda a traça antiga no velho casario do núcleo primitivo, localizado a norte do caminho de ferro da Beira Alta, desenvolveu-se, moderna e airosa, a partir do local designado por Calvário.

    Possui uma capela antiga, com bonita talha do século XVII, restaurada em Fevereiro de 1983, e cuja padroeira é Nossa Senhora dos Prazeres.

     Algumas casa solarengas atestam o seu remoto e opulento passado, como a casa de D. Maria das Neves, uma bonita e interessante vivenda, com sua capela privativa, envolta em denso e frondoso arvoredo.

 

Azenha

 

    É uma pequena povoação, atravessada pelo ribeiro do mesmo nome, que fertiliza os seus campos.

    Nas proximidades desta localidade divisam-se ainda restos de estrada ou caminho romano, vestígios esses que se prolongam por mais de dois Km, na direcção da Ponte sobre o rio Mondego, a sul.

 

Albergaria

 

    É uma pequena aldeia que, todavia, já é referida, como «Póvoa de Albergaria», no «Cadastro da População do Reino», de 1527 («Dicionário de Portugal Continental a Insular»,1934, de Américo Costa, Volume IV).

    Tem uma capela antiga, devotada a São João, ao fundo do povoado, autêntico miradouro, donde se desfruta uma paisagem maravilhosa, desde os campos e várzeas de cultura, no vale, a seus pés, até aos altos píncaros da Serra da Estrela.

 

 

 

 

 

 

 

 

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