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    No dia da “Escola Aberta”, o professor Celso Oliveira, docente da Esc. Sec. José Fragateiro, fez uma “visita guiada” ao cérebro humano. Esta iniciativa teve como público alvo os alunos de Psicologia do 12ºano.


O Cérebro Humano

“Nos últimos cinco anos os cientistas descobriram mais àcerca do cérebro do que nos cem anos passados”.

“ Hoje podemos encontrar respostas moleculares a coisas que acontecem no cérebro que antes apenas podíamos abordar através da Psicologia, da Psiquiatria e da Sociologia.”

“ Peter Huttenlocher da universidade de Chicago, conseguiu, pela primeira vez contar as sinapses, as linhas telefónicas que permitem que as células do cérebro comuniquem umas com as outras… através da análise de cérebros recolhidos em autópsias ele descobriu por exemplo, que numa amostra de massa cerebral de um feto de vinte e oito semanas havia cento e vinte e quatro milhões de sinapses. Numa amostra idêntica de massa cerebral de um recém nascido havia duzentos e cinquenta e três milhões de conexões sinápticas e num bebé de oito meses o número explodia para quinhentos e setenta e dois milhões.”


“ Numa fase inicial, as conexões eram estabelecidas à incrível velocidade de três biliões por segundo, atingindo provavelmente um total de cerca de mil triliões de conexões no cérebro todo. Depois desse ponto verifica-se um declínio gradual. Cerca dos dez anos de idade, metade das conexões tinham desaparecido, restando cerca de quinhentos triliões, número que permaneceria mais ou menos constante ao longo da vida.”
 

 

 
 
 
 
 
 
 

 

“ Relativamente às próprias células cerebrais uma expulsão semelhante acontece, mas durante o desenvolvimento fetal. Da concepção até metade da gestação o cérebro cresce de um a duzentos biliões de neurónios. Depois estas células vão morrendo; no nascimento são cerca de cem biliões, número que se mantém até à idade adulta.”


“(…) As células cerebrais competem entre si… Aquelas que não estabelecem qualquer conexão morrem… Um fenómeno semelhante acontece com as sinapses após o nascimento. Elas existem em quantidade suficiente para garantir que o recém nascido possa receber os estímulos do meio em que nasceu… O mundo exterior molda a arquitectura cerebral. As conexões que não entram nessa estrutura acabam por morrer.”
 



A Estimulação do Cérebro


“ O mundo exterior, através dos sentidos – visão, audição. Olfacto, tacto, gosto – ensina ao cérebro aquilo em que ele se deve tornar.”

“ Harry Chugani, através de técnicas de PET, que permite seguir, ao vivo, a química dos pensamentos no cérebro, descobriu que o cérebro humano é superactivo entre os 4 e os 10 anos, altura em que as células nervosas aprendem vigorosamente quais as conexões a estabelecer e quais as conexões a desligar. Estes são os anos maravilhosos da aprendizagem…”


“ A espantosa descoberta da plasticidade cerebral – a sua habilidade para se auto –renovar fisicamente, para se tornar mais esperto – torna a estimulação mental, a longo prazo, mais importante para o corpo do que os alimentos…”


“ O alimento do cérebro é a educação. Da mesma forma que os alimentos que comemos dão ao nosso sistema imunitário os elementos de combate às infecções, a educação protege-nos contra as más escolhas. Na verdade, a educação actua como uma vacina que incrementa os nossos poderes mentais, tornando-se mais resistentes à doença e ao envelhecimento precoce.”


Ronald Kotulak, “Chicago Tribune”, 13 de Junho de 1996

 

 


Funções especializadas do córtex cerebral



     No córtex cerebral podem ser distinguidas diversas áreas, com limites e funções relativamente definidos. A diferença entre elas reside nas espessura e composição das camadas celulares e na quantidade de fibras nervosas que chegam ou partem de cada uma. Embora o sistema nervoso seja um todo único, determinadas áreas cerebrais estão mais directamente ligadas a certas funções. Assim, podem ser distinguidas a área motora principal, a área sensitiva principal, centros encarregados da visão, audição, tacto, olfacto, gostação e assim por diante.

 

    Actividade Viagem ao Cérebro


O que se aprende

- 10% do que se LÊ
- 20% do que se LÊ e OUVE
- 30% do que se VÊ
- 50% do que se VÊ e OUVE
- 70% do que se DIZ
- 90% do que se DIZ e APLICA
- 95% do que ENSINA a outros

Adaptado de Alcorn, Kinder, & Schunert, 1970
 

 

 

 

 
   

 

 

 


® Última modificação: Junho, 2002  ®
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