é
um cálculo formal, independentemente da matéria sobre a qual incide
o raciocínio
diz
respeito à verdade de uma conclusão a partir das premissas com que
necessariamente se relaciona
a
prova demonstrativa é impessoal
a sua validade depende das deduções efectuadas
um
sistema dedutivo apresenta-se isolado de todo o contexto
é independente de qualquer sujeito, mesmo do orador
utiliza
uma linguagem artificial
a
sua linguagem formal não conduz a equívocos
como
a verdade é uma propriedade da proposição, daí que não haja variação
de intensidade
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argumentar é
fornecer argumentos
utiliza a
retórica, a
dialéctica e a tópica
é pessoal,
dirige-se a indivíduos para obter a sua adesão cuja intensidade é
variável
é necessariamente
situada, no sentido em que o orador depende do auditório para a
sua construção
persuadir um
auditório exige: reconhecê-lo como interlocutor, agir sobre ele
intelectualmente e não pela força; tem que ter em conta as
reacções para a adaptação do discurso
não é monologar,
mas sim comunicar/dialogar/discutir
em
como efeito incitar a uma acção imediata ou pelo menos predispor a
uma acção eventual
o meio de
comunicação é uma língua natural
devido às suas
características, os equívocos são possíveis
porque visa a
adesão a uma tese por parte de um auditório, é variável, e daí que
a intensidade da adesão possa ser sempre utilmente acrescida
o valor e a
quantidade de uma argumentação não pode medir-se unicamente pelo
efeito obtido, pois depende também, e essencialmente, da qualidade
do auditório que se consegue ganhar através do discurso
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(AMORIM, Carlos;
AGUIAR, OUTROS -
Introdução à Filosofia 11. Porto: Areal Editores, 1998,
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