M
MAIÊUTICA
Em grego, "arte de dar à luz". Sócrates, filho de
uma parteira, declara ter a qualidade de ajudar a "dar à
luz" ("alumiar") os espíritos -- isto é, de
contribuir para que cada qual encontre a verdade através das suas
próprias forças, sem que ela lhe seja ensinada ou transmitida.
MAO
TSÉ-TUNG / MAO ZEDONG (1893 - 1976)
Estadista e revolucionário chinês.
MAOMÉ
(c. 570-632)
Fundador do Islamismo.
MAQUIAVEL,
Nicolau (Florença, 1469-1527)
Político e filósofo italiano (Nicollo Machiavelli).
MARCEL,
Gabriel (1889-1973)
Filósofo francês, representante do existencialismo
cristão.
MARX,
Karl (1818-1883)
Pensador e economista alemão, autor de uma filosofia
profundamente empenhada na política.
Dele ganha nome o marxismo.
O texto Filosofia
da Idade Contemporânea aponta a filosofia de Hegel
(e as reacções contra ela -- sendo a de Marx considerada "a
mais notável e radical") como uma das linhas fundamentais da
filosofia
contemporânea
MARXISMO
1. Sentido amplo: a doutrina de Karl Marx.
Abarca o materialismo histórico e o dialéctico e a aplicação
de ambos à vida social.
2. Sentido restrito: crítica do capitalismo que tem como
fundamento uma cosmovisão elaborada pelo materialismo dialéctico
e histórico.
MATEMÁTICA
O
texto Características
do conhecimento científico explica o significado do conceito
de positividade (de conhecimento positivo) quando aplicado à
Matemática.
Bento Jesus Caraça realça o facto de este matemático
português apresentar naquela obra "uma Matemática de face
humana", feita de hesitações e erros, demonstrando que ela
"se desenvolve em íntima relação com as sociedades de cada
época" -- e exemplifica com as sociedades/matemáticas
grega, medieval, renascentista... Essa relação permite explicar,
por exemplo, porque é que a Matemática e a Física andam há
muito mais tempo juntas que a Matemática e a Biologia.
MATERIALISMO
Enquanto mundividência, o materialismo professa a redutibilidade
total do real à matéria ou a forças
inteiramente sujeitas às condições da matéria.
|||
O iluminismo está associado a uma concepção materialista dos
seres (ver iluminismo)
||| A tese do materialismo dialéctico, formulada por
Marx
e Engels,
combina a concepção do real como pura matéria
com a dialéctica de Hegel.
É, assim, uma concepção dinâmica da realidade e das suas inter-relações.
||| O materialismo dialéctico
aplicado aos fenómenos sociais converte-se em materialismo
histórico
MECÂNICA
QUÂNTICA
Ver Quântica,
Mecânica
MECANICISMO
(Em redacção).
Teoria segundo a qual a realidade tem uma estrutura comparável à
de uma máquina, que os fenómenos (incluindo os seres vivos) são
susceptíveis de serem reduzidos a um sistema de determinismos mecânicos.
Opõe-se, assim, ao finalismo
e ao vitalismo.
MEGÁRICOS
Filósofos gregos da Escola de Mégara fundada por Euclides,
"o Socrático", cuja filosofia nega o movimento como a
dos Eleatas.
METAÉTICA
1) estudo dos aspectos lógicos de um discurso ou tratado moral.
Estudo do significado dos termos
usados no discurso ético;
2) tipo de reflexão que analisa o discurso moral
constituindo uma metalinguagem de carácter pretendidamente neutro
ou não-normativo.
(MAINETTI, J.A.- Bioetica Sistematica. La Plata: Quirón,
1991)
METAFÍSICA
Trata-se de um termo equívoco. Enquanto não são desenvolvidos
os seus diversos sentidos, fica aqui uma "definição"
provisória e num sentido muito vasto: Metafísica ou filosofia
primeira é o conhecimento/estudo, pela razão e não por revelação
de tipo religioso, de realidades imateriais, "situadas"
"além" das realidades físicas materiais (ex.: Deus, a
alma...).
MITO
(Em redacção).
Ver
também Tempo.
MONTAIGNE,
Michel de (1533-1592)
Filósofo francês, influenciado pelos cépticos
e estóicos
(por via, nomeadamente, da sua amizade profunda com Étienne
de La Boétie) e pela literatura cristã.
MORAL
Há
autores que distinguem Moral, Ética
e Metaética (ver verbete Ética).
O texto Os
"Bebés-Proveta" e a filosofia situa a Bioética
entre o "rigor glacial" da ciência
e o "rigor rígido" da moral, tendo, simultaneamente, como
aliados, o "calor da vida" e a "profundidade da
reflexão".
MORTE
DE DEUS
"Ao pronunciar a morte de Deus e o crepúsculo dos ídolos, Nietzsche
alveja o Deus fundador das morais e das religiões. O seu ateísmo
releva da consciência trágica e explicita que a vida basta-se
a si mesma e não tem qualquer necessidade de ser explicada ou
fundada num além dela mesma. É preciso afirmar a morte de Deus
porque essa ideia de Deus sempre negou e desvalorizou os valores
da vida, em particular o Deus cristão para quem viver é pecar,
ser moral é ser culpado. Contudo, esta morte testemunha a
transcendência do homem
porque a afirmação da morte prepara
a vinda do sobre-homem que só é possível no momento em
que o homem enfrenta a morte de Deus e se reconhece responsável
dela. É preciso pois ultrapassar o niilismo
porque se nos estabelecermos nessa verificação trágica de que
"Deus está morto", ficamos fechados nela e somos
incapazes de compreender que essa morte de Deus é um ponto de
partida para o impulso criador. Alcançar a compreensão de
que não há Deus é também alcançar uma mutação dos valores,
é querer que nenhum deles seja intangível: o niilismo
deve ser ultrapassado numa afirmação." (Michel RICHARD - As
grandes correntes do pensamento contemporâneo, p. 93)