GALILEU
GALILEI (Pisa, 1564-Arcetri, 1642)
Matemático,
físico e astrónomo italiano. Fundador da dinâmica, foi o
primeiro experimentador verdadeiro. Descobriu as leis do
movimento pendular. Reagiu contra a teoria de Aristóteles
relativa à queda dos corpos no vácuo; enunciou o princípio
da inércia, a lei da composição das velocidades...
Defendendo as ideias de Copérnico,
foi condenado pelo tribunal da Inquisição que o obrigou a
retratar-se em relação à teoria de que a Terra girava sobre
si mesma. Segundo a tradição, teria gritado a seguir:
"E pur si muove!" (e contudo ela move-se!) -- frase
que serve (ainda) hoje para exprimir a persistência duma
convicção, mesmo que se seja obrigado a dizer o contrário.
GEDEÃO,
António (1906-1997)
Pseudónimo literário do professor português Rómulo Vasco
da Gama de Carvalho, licenciado em Ciências Físico-Químicas.
Tendo aparecido ao grande público como poeta na década de
50, os "seus poemas abordam problemas atinentes a todas
as ocupações humanas, transformam em imagens fenómenos
científicos (da física, química, biologia, mineralogia),
manipulam a arte, penetram nos laboratórios, nas praças, nos
transportes, nas oficinas e outros locais de trabalho. Não
ficam alheios às vivências existenciais da solidão humana.
Mostram irradiante simpatia pelos que executam trabalhos árduos
e pelos que sofrem. E, às vezes, que fino humor e ironia cáustioca
se não desprendem de alguns desses poemas"... (António
José BARREIROS - História
da Literatura Portuguesa, 2º vol., 584).
GÉNERO
Género é uma classe que tem maior extensão
e, portanto, menor compreensão
que outra, chamada espécie.
Ex.: a classe dos animais é um género em relação à classe
dos homens, a qual é uma espécie do género animal. "O
ser em geral é um género supremo" (ver Ser).
Na definição,
vulgarmente usa-se o género próximo (o imediatamente
anterior a uma espécie. Ex.: o ser sensitivo tem como
género próximo ser vivo e como género remoto, ser)
e a diferença específica; é o que acontece na definição
"o Homem é um animal (género próximo) racional (espécie)".
GNOSIOLOGIA
(Em redacção).
GÓRGIAS
1. Título de um diálogo
platónico (sobre a retórica).
2. Nome de um filósofo (sofista)
grego (487-380 a. C.). Nascido em Leontium (Sicília), foi
embaixador em Atenas, onde se estabeleceu e fundou a primeira
escola de retórica e filosofia. Expressão desconcertante e
crua do cepticismo
(sofista) são as suas três famosas afirmações: "o ser
não existe; ainda que existisse alguma coisa, não
se poderia conhecer; ainda que o ser fosse
conhecido, o conhecimento seria incomunicável pela
linguagem". Este pensamento "anuncia uma ruptura
radical com a filosofia grega anterior. Para esta, e
posteriormente para Platão e Aristóteles, a realidade é
racional, pelo que o pensamento e a linguagem (...) são
capazes de a exprimir adequadamente. A desvinculação da
linguagem em relação à realidade constitui na sofística
um pilar importante da sua interpretação do homem e da
realidade. Com efeito, se se renuncia à linguagem como
expressão manifestadora do real, a linguagem acaba por se
converter em instrumento de manipulação, numa arma
para convencer e impressionar as massas, num meio eficaz de
imposição aos outros, desde que se dominem as técnicas
apropriadas. 'A palavra é um poderoso tirano, capaz --
escreve Górgias -- de realizar as obras mais divinas, apesar
de ser o mais pequeno e invisível dos corpos. Com efeito, é
capaz de apaziguar o medo e eliminar a dor, de produzir a
alegria e despertar a compaixão' (Elogio de Helena,
8)." (CORDON
- Historia de la filosofía, p. 48).
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Sobre o filósofo, consulte, por exemplo, The
Internet Encyclopedia of Philosophy, onde a filosofia de Górgias
é vista sob uma perspectiva niilista.