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Bibliografia
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E
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ECLETISMO
Significado
comum: abordagem filosófica que consiste na apropriação das
melhores teses ou elementos dos diversos sistemas quando são
conciliáveis, em vez de edificar um sistema novo. Significado
particular: Escola de Victor Cousin (1792-1867); o objectivo
desta filosofia é, segundo o seu autor, 'discernir entre o
verdadeiro e o falso nas diversas doutrinas e, após um processo
de depuração e separação através da análise e da dialéctica,
reuni-las num todo legítimo, com vista à obtenção de uma
doutrina melhor e mais vasta'.
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EMPÍRICO
É empírico o que tem origem na experiência (por oposição ao
conhecimento racional). O adjectivo aplica-se ainda para
qualificar um conhecimento ou uma pessoa não sistemática,
apoiada na experiência imediata. [Ver empirismo.
Não se podem identificar os dois conceitos: pode admitir-se o carácter
empírico de alguns dos nossos conhecimentos sem por isso defender
a experiência como o único fundamento do conhecimento.]
"a ciência não se serve dos dados empíricos -- que sempre
são singulares -- como tais; estes são mudos enquanto não se
manipulam e convertem em peças de estrutura teóricas" (O
conhecimento científico).
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EMPIRISMO
(Em redacção).
Corrente filosófica que considera a experiência sensível
externa (as sensações) e interna (os nossos sentimentos tal como
são vividos) como fonte única, directa ou indirecta, do
conhecimento.
David
Hume é notável representante da corrente empirista
Na rubrica Alguns modelos explicativos do conhecimento da
unidade O Conhecer e o Ser do
programa do 11º ano de
Introdução à Filosofia são considerados
o racionalismo,
o empirismo e o apriorismo [
O texto
Alguns
modelos explicativos do conhecimento apresenta as ideias-chave
do racionalismo, do empirismo, do apriorismo e do construtivismo.
O Ensaio sobre o Entendimento Humano de Locke
é uma obra de referência do empirismo.
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EPISTEMOLOGIA
Estudo do conhecimento científico. A palavra designa pesquisas de
natureza diversa, tentando, no entanto, todas responder à questão
"O que é a ciência?",
colocando particularmente a questão das relações entre a ciência
e as formas não científicas do saber.
Ver Obstáculo
Epistemológico.
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ESPÉCIE
Espécie
é uma classe que tem maior compreensão
e, portanto, menor extensão
que outra, chamada género.
Ex.: a classe dos homens é uma espécie em relação à classe
dos animais.
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ESPINOSA,
Baruch (1632-1677)
(Em redacção).
Filósofo filho de uma família de judeus portugueses emigrados na
Holanda.
|||
A formação religiosa
de Espinosa: (...) judeu de origem portuguesa (de família marrana),
Espinosa viveu sempre na Holanda. Teve em primeiro lugar uma formação
judaica tradicional na sinagoga portuguesa de Amesterdão
(1639-50); aprendeu hebreu, a Tora, um pouco do Talmud (embora não
tenham sido encontrados vestígios da sua inscrição nas grandes
aulas da sinagoga). Sabemos que nessa altura reina em
Amesterdão um clima de tolerância excepcional e que os Judeus
estão aí bem integrados. Mas existem, evidentemente, figuras
dissidentes de destino trágico: Uriel da Costa, excluído em 1633
por se ter orientado para a religião natural, suicida-se em 1640.
Espinosa é objecto de uma expulsão definitiva (Herem) a 27 de
Julho de 1656. Em 1661, sentindo-se ameaçado, deixa Amesterdão e
parte para Rijnsburg onde frequenta os meios colegiais. Em 1666, o
seu médico e amigo Louis Meyer publica um livro que fará escândalo:
La Philosophie interprète de l'Écriture Sainte. Em 1670,
é publicado anonimamente o Tratado Teológico-Político;
em 1677, Espinosa morre e os seus amigos publicam as suas Opera
Posthuma
||| Ver
Panteísmo
(há quem considere que encontramos em Espinosa a forma mais
elaborada de Panteísmo).
||| Ler ainda
Essência
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ESPÍRITO
(Em redacção).
Das três
metamorfoses (do espírito: em camelo, em leão e em criança)
é um extracto do livro Assim
Falava Zaratustra, de Nietzsche.
O
livro Conferências
de Filosofia tem um capítulo intitulado A
liberdade
do espírito: uma dissidência originária, onde a própria
existência do espírito é definida como liberdade.
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ÉSQUILO
(Elêusis, c. 525-426 a. C.)
Dramaturgo grego, autor de 90 obras (tragédias
e dramas) -- por ex., Prometeu
agrilhoado.
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ESSÊNCIA
(Em redacção).
|||
A filosofia de Espinosa
é, por excelência, uma filosofia da essência. O existencialismo
ateu (de Sartre, por ex.) contesta a prioridade da essência em
relação à existência: "a existência precede a essência",
o Homem cria-se a si próprio, pelos seus actos e escolhas.
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ESTOICISMO
(Em redacção).
Com origem numa escola filosófica greco-romana, que vai do ano
300 a..C. até ao ano 200 d.C. -- atitude daquele que suporta com
coragem e firmeza a dor e a infelicidade.
Ver também Amor, Ataraxia,
Destino, Montaigne
e Panteísmo.
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EUCLIDES
Matemático grego do século III a.C.. Fundador da escola de Matemática
de Alexandria, a sua primeira obra, Elementos (composta por
13 livros), estabeleceu as bases da geometria clássica que leva o
seu nome (geometria euclidiana!), tendo ficado até ao último século
como autoridade nas matemáticas elementares.
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EUGENISMO
(Em redacção).
Ver o texto Os
Bebés-Proveta e a filosofia, onde se distinguem eugenismo
positivo e eugenismo negativo.
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EVOLUCIONISMO
Teoria biológica segundo a qual todas as espécies vivas derivam
umas das outras por transformação natural.
Segundo Aristóteles
as espécies têm uma forma fixa, imutável. Esta ideia irá
dominar até ao século XVIII, quando Lamarck,
rompendo com uma visão finalista da natureza, afirma a ideia de
uma evolução das espécies. A sua teoria é baseada num
pressuposto igualmente contestável cientificamente: a da
hereditariedade dos caracteres adquiridos.
Para explicar a evolução dos seres vivos, Darwin
avança o princípio da "selecção natural".
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EXISTENCIALISMO
Movimento filosófico nascido na Alemanha, que teve como
precursores Kierkegaard
e Heidegger
e onde se podem incluir o romancista russo F. Dostoievsky,
o escritor checo Franz Kafka, bem como os filósofos espanhóis Unamuno
e José Ortega y Gasset. O existencialismo coloca no centro da sua
reflexão a existência humana na sua dimensão concreta e
individual. Apesar dos temas comuns aos filósofos que é costume
designar por existencialistas, há diferenças entre eles: é possível,
assim, distinguir entre o existencialismo cristão (um importante
grupo inspirado pelo pensamento de Kierkegaard: Paul Tillich,
Martin Buber, Karl Barth e Gabriel
Marcel) e o existencialismo ateu (representado por Nietzsche,
Sartre
e Camus).
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"Sartre
não é o fundador do existencialismo porque este
movimento de pensamento confunde-se com a História do
pensamento filosófico, e é preciso, sem dúvida,
remontar das origens até Sócrates
que, perante a explicação do mundo pelos físicos
gregos, recorda o imperativo interior da consciência
pessoal. É ainda a mensagem de S.
Agostinho, que, diante da ruína da civilização
romana, recorda através da sua existência o sentido
profundo da experiência pessoal e humana. É ainda Pascal
que reconduz à inquietação existencial diante do
optimismo do pensamento cartesiano: é sem dúvida possível
dizer, com Mounier, que Pascal 'traçou todos os caminhos
que conduzem a cada tema do existencialismo de hoje'. A
filosofia da existência enraíza-se pois numa longínqua
descendência de pensadores. Parece no entanto deverem
procurar-se as origens imediatas dessa filosofia em
Kierkegaard e Nietzsche, que, um cristão e o outro ateu,
darão os temas essenciais dum existencialismo ateu
representado por Sartre e dum existencialismo cristão
exprimido por Gabriel Marcel. O existencialismo e o
personalismo estão muito próximos porque invocam ambos o
facto irredutível da pessoa
e do existente. O acto de liberdade
que engendra a decisão humana ergue o homem contra uma
solidão trágica, mas afirma-o sempre como anterior ao determinismo"
(Michel Richard - As grandes correntes do pensamento
contemporâneo, p. 113-14.
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Ver Essência
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EXOBIOLOGIA
Ramo da ciência que investiga a possibilidade da existência de
vida fora do nosso planeta. Agrupa hoje campos de pesquisa
variados que associam várias disciplinas: química, bioquímica,
biologia molecular, paleontologia, astronomia, geologia...
Termo criado pelo geneticista
Joshua
Lederberg, em 1961, acreditando que a exploração espacial,
então em "explosão", permitiria meios de pesquisa
suficientes para estudar de modo sério e rigoroso a questão da
vida extraterrestre.
A exobiologia
contribuiu para pôr em questão as próprias noções
de vida e de inteligência e para afirmar uma visão do Universo
segundo a qual o homem
já não é a ponta de lança da organização da matéria.
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EXPERIÊNCIA
O termo
'experiência' usa-se em vários sentidos:
A apreensão por um sujeito de uma realidade, uma forma de ser, um
modo de fazer, uma maneira de viver, etc. A experiência é, então,
um modo de conhecer algo imediatamente antes da formulação de
qualquer juízo formulado sobre o que é apreendido.
A apreensão sensível da realidade externa. Diz-se, então, que
tal realidade se dá por meio da experiência e também (...)
antes de toda a reflexão (...).
O saber
adquirido com a prática. Fala-se, neste caso, da experiência
numa profissão e, em geral, da experiência da vida.
A confirmação dos juízos sobre a realidade por meio de uma
verificação, normalmente sensível, desta realidade. Diz-se, então,
que um juízo sobre a realidade é confirmável, ou verificável,
através da experiência.
O facto de suportar ou "sofrer" algo, como quando se diz
que se experimenta uma dor, uma alegria, etc. Neste último caso a
experiência aparece como um facto interno.
A
multiplicidade de sentidos do termo "experiência" torna
difícil examinar o seu conceito a não ser que nos enredemos em
fastidiosas precisões. Por outro lado, embora haja algo de comum
a todos os sentidos do nosso vocábulo -- o facto de que se trata
sempre de uma apreensão imediata por um sujeito de algo que se
supõe "dado" --, isso é demasiado vago para servir de
ponto de partida de uma análise.
[FERRATER
MORA - Diccionario de Filosofía, Tomo I, p. 618
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EXTENSÃO
A extensão (ou denotação) de um conceito
é o conjunto de seres ou objectos que o conceito abrange e aos
quais se aplica. Por ex., a extensão do conceito de ser humano:
o conjunto dos indivíduos de que se pode dizer que são homens.
A extensão e a compreensão de um conceito variam na razão
inversa (ver o desenvolvimento no verbete compreensão).
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O conceito de extensão é uma das noções básicas de lógica
incluídas no programa de Introdução à Filosofia do
11º ano (unidade
lógico-argumentativa)
||| Segundo a extensão do sujeito de uma proposição, esta pode
ser universal, particular ou singular
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dicionário |
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