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Bibliografia
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DARWIN,
Charles Robert (Shrewsbury,
1809-Down, Kent, 1882)
Naturalista inglês. Geólogo, biólogo, psicólogo, Darwin,
influenciado por Lamarck,
foi sobretudo um dos principais teóricos do evolucionismo,
teoria que expôs na sua obra Origem das Espécies.
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DEDUÇÃO
Considera-se
que um raciocínio é dedutivo quando, de uma ou mais premissas,
se conclui uma proposição que é conclusão lógica da(s)
premissa(s). A dedução é um raciocínio de tipo mediato,
sendo o silogismo
uma das suas formas clássicas. Veja-se o exemplo (de raciocínio
dedutivo/silogismo):
a) Todos os mamíferos são animais;
b) Todos os gatos são mamíferos;
c) Todos os gatos são animais.
A proposição c) conclui-se logicamente das duas anteriores, em
que estava implícita.
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Raciocínio: analogia, indução e dedução é o título
de uma das rubricas da unidade
lógico-argumentativa do programa de Introdução à Filosofia do 11º ano.
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"A ciência deduz as proposições relativas aos factos
singulares a partir de leis gerais, e deduz as leis a partir de
enunciados nomológicos ainda mais gerais (princípios)" (O
conhecimento científico).
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DEFINIÇÃO
Definir um conceito
é manifestar a sua compreensão.
Deste modo, definir é delimitar (delimitar as fronteiras -- os
limites! -- de um conceito relativamente a outros). Geralmente a
definição faz-se pelo género
próximo e pela diferença
específica.
||| A definição: tipos e regras é o título de uma das
rubricas da unidade
lógico-argumentativa do programa de Introdução à Filosofia do 11º ano.
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DEMOCRACIA
(Em redacção).
A
contribuição primordial da democracia é a
"invenção política do indivíduo"; a democracia
(grega) nasceu "como primeira generalização política da autonomia
individual", retirando-lhe o carácter divino que os
primeiros indivíduos tinham.
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DETERMINISMO
Em
epistemologia designa uma relação
necessária entre uma causa e o seu efeito, a causalidade que liga
cada acontecimento a um outro (é esta causalidade que o cientista
pretende conhecer estabelecendo leis).
Aplica-se antes de mais aos acontecimentos da natureza e, enquanto
necessidade cognoscível, opõe-se ao destino, uma lei cega que
escapa ao homem.
Teoria
segundo a qual todos e cada um dos acontecimentos do universo estão
submetidos a um sistema de causas e efeitos necessários -- mesmo
aqueles factos que parecem, de algum modo ilusório, serem
resultado da liberdade e da vontade. Entre os defensores do
determinismo, há quem aplique a teoria apenas a uma parte da
realidade -- há quem a estenda a todos os acontecimentos,
incluindo as acções humanas.
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DEUS
(Em redacção).
Não
é pacífica a tese de que Deus pode ser pensado de acordo com as
vias do discurso filosófico, independentemente de qualquer revelação
ou acto de fé.
As
provas da existência de Deus, do ponto de vista da sua
estrutura fundamental, podem ser todas reduzidas a uma só: o
raciocínio parte do relativo (expresso dominantemente pela contingência
ou pela limitação) para o absoluto.
Ver Panteísmo
(doutrina filosófica que identifica Deus e o Mundo), Morte
de Deus.
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DIALÉCTICA
(Em redacção).
Originalmente,
o termo (que tem origem grega) significava discorrer com,
isto é, trocar impressões, conversar, debater... dialogar.
Evolui, entretanto, para um sentido mais preciso, designando
"uma discussão de algum modo institucionalizada,
organizando-se -- habitualmente em presença de um público que
acompanha o debate -- como uma espécie de concurso entre dois
interlocutores que defendem duas teses contraditórias. A dialéctica
eleva-se, então, ao nível de uma arte, a arte de triunfar sobre
o adversário, de refutar as suas afirmações ou de o
convencer" (BLANCHÉ, Robert - História da Lógica de
Aristóteles a Bertrand Russel. Lisboa: Edições 70, 1985).
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Ver o quadro Argumentação
e demonstração
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DILTHEY,
Wilhelm (Biebrich, 1833-Seis, Tirol, 1911)
(Em redacção).
Filósofo alemão. Propôs-se separar as ciências humanas da Metafísica,
fundando-as sobre a História. Ao método explicativo das ciências
da natureza, baseado no determinismo,
opôs o método compreensivo das ciências do homem, capaz de
captar a significação da experiência
vivida na sua especificidade.
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DIONISO
(Em redacção).
Segundo a mitologia grega, Deus da música e do vinho.
Nietzsche
distingue dois princípios, o apolíneo
e o dionisíaco, que correspondem aos deuses gregos Apolo e Dionísio.
Neste segundo encontra o filósofo o impulsivo, o excessivo, o
transbordante, a afirmação da vida,
o erotismo, a orgia como o cume deste afã de viver, de dizer
"sim!" à vida, apesar de todas as suas dores.
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DOGMA
/DOGMATISMO
Em teologia
o dogma designa o conjunto dos artigos da fé que por definição
(porque são da ordem da fé, apoiados na verdade revelada por um
livro sagrado: a Bíblia, o Corão...)
são indiscutíveis. Por extensão, o dogmatismo designa o facto
de afirmar qualquer coisa sem a demonstrar (nalguns casos é
expressão de uma atitude negativa: a atitude de quem avança um
certo número de "verdades" sem admitir discussão -- de
um modo autoritário e peremptório).
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DÚVIDA
(Em redacção).
A "filosofia duvida de (isto é, desautoriza) os
portadores do oráculo, os meros fabuladores, os visionários, os
pregadores de fé
e obediência, os que falam em nome do desconhecido e, do mesmo
modo, os que não conhecem maior argumento
do que a autoridade
academicamente avalizada, os possuidores de habilidades
instrumentais que aconselham a renúncia à teoria,
os especialistas que desacreditam a generalidade supra-específica
do saber (ou, pelo menos, da pergunta), os gestores de uma eficácia
entendida como única verdade"
(Fernando SAVATER - O
meu dicionário filosófico, p. 77).
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