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Bibliografia
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C
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CEPTICISMO
(Em redacção).
O cepticismo afirma, não que, tal como se diz por vezes, a
verdade
é inacessível, mas sim que não podemos ter a certeza de a alcançar
-- nega a capacidade da razão
para estabelecer verdades conclusivas. Filosofar deve então
consistir na prática da dúvida, em vista da suspensão da opinião. No
2º capítulo de As
Perguntas da Vida, Savater analisa as várias posições (e as
objecções contra as mesmas) sobre a verdade -- o cepticismo, o
relativismo,
os defensores da "revelação".
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CHAPLIN,
sir Charles Spencer
(conhecido por Charlie) (Londres, 1889 - Vevey, 1977)
(Em redacção).
Autor, actor e realizador americano, de origem inglesa.
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COMPREENSÃO
A compreensão (ou intensão) de um
conceito
é o conjunto das propriedades que são comuns a todos os sujeitos
ou objectos (que formam a sua extensão).
Por ex., a compreensão do conceito Homem: o conjunto das
qualidades que fazem de um ser vivo um homem (a animalidade e a
racionalidade), que são comuns a todos os homens.
A compreensão e a extensão variam na razão inversa uma da
outra: quanto maior é o número de seres a que o conceito se
aplica (extensão), menor é a quantidade de características que
possuem em comum (compreensão). Assim, português tem
menor extensão e maior compreensão que europeu: por um
lado, os portugueses são bastante menos! -- por outro, para ser
português é necessário, mas não basta, ser europeu! ("A
ideia de ser é, assim, uma ideia de
extensão
máxima e de compreensão
mínima":.)
|||
O conceito de compreensão é uma das noções básicas de lógica
incluídas no programa de Introdução à Filosofia do
11º ano (unidade
lógico-argumentativa)
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COMTE,
Augusto (Montpellier, 1798-Paris, 1857)
(Em redacção).
Filósofo francês, fundador do positivismo.
Ver texto Da
Filosofia à Ciência.
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O texto Filosofia
da Idade Contemporânea aponta a filosofia de
Hegel
(e as reacções contra ela -- nomeadamente, a de Comte e do
positivismo) como uma das linhas fundamentais da
filosofia
contemporânea.
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COMUNICAÇÃO,
Meios de
(Em redacção).
Ver também
Contemporaneidade
(os meios de comunicação no mundo contemporâneo).
A
instituição parlamentar
morreu? Foi substituída, no século XX, pelos meios de comunicação?
Ver Democracia.
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CONCEITO
Instrumento mental que nos serve para pensar as diversas
realidades, representando-as no nosso espírito. Por ele nós
pensamos um conjunto de propriedades (formando a sua
compreensão)
como realizadas num conjunto de objectos (constituindo a sua
extensão)
(M. Gex). O conceito reúne as características comuns ao conjunto
de seres da mesma espécie,
distinguindo-os dos seres constitutivos de outra(s) espécie(s).
Enquanto representação mental, o conceito distingue-se do
termo,
a sua expressão verbal. Assim, o conceito de ser humano
(animal racional) pode exprimir-se pelos termos homem, hombre,
homme...
||| Ver
Conhecimento.
||| O conceito e o termo é o título de uma das rubricas
da unidade
lógico-argumentativa do actual programa Introdução à Filosofia do 11º ano.
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CONCRETO
Por oposição ao
abstracto,
designa a realidade dos seres ou objectos tal como se apresentam
através da experiência; por oposição ao geral, refere-se às
qualidades características dos seres individuais.
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CONSTÂNCIA
PERCEPTIVA
"Quando um pedaço de papel preto é retirado dum canto
escuro duma sala e levado para a luz directa do sol à janela, a
intensidade da energia radiante reflectida à superfície aumenta
muitas vezes e, todavia, o papel continua a parecer
"preto". Esta não é senão uma das muitas formas de
constância -- de brilho, forma, tamanho e cor -- conhecidas dos
psicólogos durante várias gerações. Katz, resumindo o seu
trabalho em O Mundo da Cor -- The World of Color (1935),
foi o primeiro a salientar que são as cores superficiais,
percepcionadas
em ligação com o objecto, que mostram constância. (...) A constância
tem uma significação biológica fundamental: é aos objectos
particulares (alimentos, inimigos, utensílios, possessões) que o
organismo deve reagir, e não a qualidades momentâneas dos estímulos
e, na medida em que a constância se revela, são os objectos que
estão a ser percepcionados" (OSGOOD, Charles E. - Método
e teoria na psicologia experimental, p. 318.)
Designa-se
constância da grandeza à resistência à mudança no
tamanho de um objecto visualmente percebido, à medida que a
imagem retiniana muda em tamanho. Por ex., a imagem (na nossa
retina) de uma moeda situada a 30 cm de distância é 4 vezes
maior que a uma distância dupla -- e, no entanto, percebe-se a
sua grandeza como constante, independentemente da distância.
Constância
da forma - a forma do objecto familiar é percebida constante,
independentemente do facto de a imagem retiniana projectada por
ele variar muito segundo o ângulo por que é vista. Um prato, de
acordo com a linha de visão, pode projectar uma imagem oval, ou
muitíssimo alongada, por vezes perfeitamente circular; no
entanto, percebemos regularmente o prato como redondo.
(ver
KENDLER, H. - Introdução à Psicologia, p. 320. )
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Leia ainda o texto Percepções
e sensações.
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CONTINGÊNCIA
(Em redacção).
Num sentido metafísico,
é contingente o que não tem em si a sua razão de ser.
A
prova da existência de Deus pela contingência parte da contingência
do mundo para mostrar que é necessário chegar a Deus, causa do
mundo.
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CONTRADIÇÃO
(Em redacção).
Princípio de não contradição: princípio pelo qual duas
afirmações contraditórias não podem ser nem verdadeiras nem
falsas ao mesmo tempo.
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Tautologia e contradição é o título de uma das rubricas
da unidade
lógico-argumentativa do programa de Introdução à Filosofia do 11º ano.
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CORPO
(Em redacção).
"Tenho
uma palavra a dizer aos que desprezam o corpo. Não lhes peço
para mudar de opinião nem de doutrina, mas desfazerem-se do seu
próprio corpo -- o que os tornará mudos.
'Eu sou corpo e alma' -- assim fala a criança. E por que não
havemos de falar como as crianças?
Mas o homem desperto para a consaciência e para o conhecimento
diz: 'Todo eu sou corpo e nada mais; a alma é uma palavra que
designa uma parte do corpo.'
(...) Quero dizer uma coisa aos que desprezam o corpo. Aquilo
que desprezam é a substância a que devem respeito."(NIETZSCHE
- Assim
Falava Zaratustra, p. 31-32)
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CRENÇA
(Em redacção).
Distinguindo ideias
[que são "as nossas construções intelectuais -- por
exemplo, a função fanerogâmica de algumas plantas ou a teoria
da relatividade"] de crenças ["essas certezas que
damos por aceites até ao ponto de nem sequer pensar nelas"], Talvez a estranha
tarefa da filosofia
seja questionar de vez em quando as nossas crenças (daí o
desconforto que frequentemente nos causam as perguntas filosóficas!)
e procurar substituí-las por ideias sustentadas por
argumentos" Crença e
Conhecimento:
ver o Górgias
de Platão.
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