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Bibliografia
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BACHELARD,
Gaston (1884-1962)
Filósofo francês, funcionário dos correios e professor de física e
química antes de obter uma cátedra na universidade. Exerceu profunda
influência sobre os pensadores contemporâneos.
O
texto A
evolução da ciência: continuidade ou ruptura? situa Bachelard
entre os defensores do descontinuísmo.
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BEBÉS-PROVETA
Nome popular dado às crianças nascidas mediante o processo de
fecundação in vitro.
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O que
têm os Bebés-Proveta que ver com a filosofia?
Ver o texto Os
"Bebés-Proveta" e a filosofia.
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BERKELEY,
George (Dysert,
1685-Oxford, 1753)
(Em redacção).
Teólogo e filósofo irlandês de origem inglesa.
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BIOÉTICA
ETIM.: bios (vida) e ethos (costumes, hábito)
1. Significado lato: conjunto de interrogações, investigações
e debates suscitados pelos progressos das técnicas biomédicas.
2. Significado restrito: estudo dos problemas
éticos colocados perante as intervenções da
medicina; estudo sistemático das dimensões morais
-- incluindo visão moral, decisões, conduta e políticas -- das ciências
da vida e atenção à saúde, utilizando uma variedade de
metodologias éticas num cenário interdisciplinar. A
Bioética é um campo interdisciplinar da Ética Aplicada contemporânea
que se vem consolidando, desde os anos 70, como uma das principais
configurações da moralidade leiga. No aspecto sociocultural, nasce
da sensibilidade moral crítica dos movimentos sociais dos anos 60,
que questionam as normas e valores absolutos, herdados da tradição,
em nome de princípios prima
facie, dependentes do contexto da vida concreta e adaptados ao
pluralismo das sociedades secularizadas. No aspecto epistemológico-metodológico,
constitui-se como "diálogo" entre várias competências
disciplinares, capaz de enfrentar criticamente (e resolver
pragmaticamente) os conflitos que surgem, nas sociedades secularizadas
contemporâneas, entre os processos do saber-fazer tecnocientífico
(em particular o biomédico) e a sensibilidade ética. Neste contexto
prático-teórico reconfiguram-se (analiticamente) antigas questões
sanitárias, ou de "bioética quotidiana", e outras novas, ou de
"bioética de fronteira". Em particular, as questões, por um lado, das
iniquidades, do aborto, da eutanásia, etc., e, por outro, das
biotecnologias, dos direitos das gerações futuras, do meio ambiente,
etc.
O aborto é um domínio tipicamente bioético, onde se levantam
questões como a de saber se o embrião é ou não um indivíduo e estão em
jogo, antagónico, o direito à vida e o direito de autodeterminação
sobre o próprio corpo. E os problemas da equidade, resultantes
da existência de diferenças de tratamento na distribuição das
patologias; por exemplo, as diferenças genéticas que dependem da
combinação casual entre os caracteres hereditários paternos e maternos
não podem ser considerados injustos, mas podem tornar-se, se, havendo
meios para evitar essas diferenças, eles não forem utilizados --
paralelo semelhante se pode fazer entre os riscos assumidos por um
alpinista e os decorrentes de uma deficiente segurança no trabalho.
Subjacente está, em todos os casos, a escolha entre o
bem e o mal (as implicações morais) na
aplicação das descobertas e das técnicas biomédicas, com vista a
melhorar/piorar as condições em que se nasce ou se morre -- e se vive.
Questões
como a do aborto levantam o problema da relação entre a (Bio)ética
e o Direito.
As opiniões dividem-se entre a defesa do carácter ético do Estado
(e, como tal, ordenador dos comportamentos morais dos cidadãos) e a
distinção entre princípios de convivência social (da competência
do Estado) e princípios morais (onde a diversidade de opções é
possível). A eutanásia
parece ser apoiada por um dos princípios fundamentais da bioética: o
princípio da autonomia (a vontade do doente é a lei
suprema); que princípio(s) legitima(m) a sua proibição por via
legal e a sua identificação com o homicídio?
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BOOLE,
George (Lincoln,
1815-Cork, 1864)
Lógico
e matemático inglês, criador da lógica simbólica moderna. Reduziu
a lógica a um tipo de álgebra simples e prática (álgebra
booliana), preparando a unificação da lógica com a matemática.
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BRUNO,
Giordano (Nola,
reino de Nápoles, 1548-Roma, 1600)
Filósofo italiano.
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