Os Adolescentes

 

Introdução

 Este trabalho tem como objectivo dar a conhecer as diferenças de comportamentos entre os sexos na procura dos seus parceiros amorosos.

Para desenvolvermos este trabalho, colocamo-nos a seguinte questão: “O que é que os indivíduos procuram nos seus parceiros amorosos?”. Partindo de afirmações do senso comum, procedemos então, ao levantamento e pesquisa de toda a documentação e informação inerente a este tema. Terminada esta fase, passamos à elaboração de um inquérito que seria colocado a 60 estudantes, 10 rapazes e 10 raparigas de cada ano de escolaridade do secundário e, simultaneamente, uma entrevista a dois adolescentes cada um de ambos os sexos.

Após termos explicado de uma forma sucinta o processo de investigação por nós percorrido, iremos através deste trabalho procurar de uma forma mais minuciosa explicar este mesmo processo, bem como os resultados a que chegamos.

 A Pergunta de Partida

 Para desenvolvermos este trabalho de investigação, colocamo-nos a seguinte questão: “O que é que os adolescentes procuram nos seus parceiros amorosos?”. Realmente, será  a partir desta questão que avaliaremos toda esta temática.

 A exploração

     Para desenvolver o processo de investigação a que nos propúnhamos, vamos encontrar como matéria-prima, afirmações do senso comum que os rapazes durante a sua adolescência procuram relações supérfluas, passageiras, dando uma grande importância ao sexo. Por outro lado estas afirmações dizem-nos que as raparigas desta mesma faixa etária, procuram relações bastante mais profundas e românticas, lançando o sexo para um plano secundário.

       Foi a partir desta destas afirmações do senso comum que começamos a nossa pesquisa documental. Foram consultadas inúmeras revistas cujo publico alvo são os jovens, manuais, jornais e folhetos médicos. Seguem-se dois artigos considerados como representativos de toda a informação acumulada.

      

 

Tal como nestes dois artigo, as leituras exploratórias por nós realizadas apontam

para uma alteração  progressiva dos comportamentos de ambos os sexos: eles estão mais "expressivos" enquanto elas se mostram mais "instrumentais".

A Problemática e a Construção

 Toda a informação por nós consultada aponta para o mesmo sentido: os rapazes e as raparigas tendem cada vez mais a Ter os mesmos comportamentos, embora esta evolução não seja radical. No entanto, esta teoria explicativa opõem-se claramente a que é enunciada pelas afirmações do senso comum.

  A Observação

     Como a questão de partida a que nos colocamos incide sobre os adolescentes, faz todo o sentido que o nosso campo de observação incida sobre um grupo de adolescentes. Irem analisar os adolescentes que frequentam o ensino secundário na escola B+S Padre Manuel Álvares. Para os analisar usaremos duas técnicas de investigação distintas: o inquérito por questionário e simultaneamente a entrevista.

 Inquérito por Questionário: será colocado a 60 estudantes, 10 rapazes e 10 raparigas de cada ano de escolaridade do secundário.

         Entrevista: incidirá sobre dois adolescente, um do sexo feminino e outro do sexo masculino.

         A Análise das Informações

 Após termos analisado de forma intensa os resultados das técnicas de investigação acima enunciadas, chegamos as seguintes conclusões:

   Os adolescentes: ambos os sexos esperam a mesma coisa?

Na adolescência as raparigas procuram protecção, carinho, mimos, ao passo que os rapazes já se sentem preparados para uma relação mais intima ( nomeadamente relações sexuais ).

Verificamos que ambos os sexos preferem estar com o seu parceiro/a e com os amigos do que estarem sozinhos.

Continuamos a verificar uma igualdade nos comportamentos de ambos os sexos na medida em que por exemplo preferem contar os seus problemas aos seus/suas parceiros/as do que ouvir os seus triunfos.

Denotamos que ambos os sexos preferem “aprender a fazer coisas juntos” a “ensinar-lhe coisas”.

Os rapazes bem como as raparigas preferem dormir juntos depois de fazerem amor do que se separarem após a relação sexual.

Ambos os sexos desejam um/a parceiro/a amoroso que nunca os/as traia.

As raparigas preferem passar uma “noite super romântica” com os seus companheiros ao passo que os rapazes preferem “noites bem selvagens”.

As adolescentes gostam que o seu parceiro amoroso lhes ofereça flores enquanto que os adolescentes preferem que as suas parceiras lhes façam um “strip-tease”.

Ambos os sexos preferem sair com os seus parceiros amorosos do que apenas namorar.

Prioridades: Sexo ou Amor?

Os rapazes nas suas relações amorosas têm como primeira prioridade o sexo, surgindo assim o amor num segundo plano.

As raparigas preferem o amor não atribuindo grande importância ao sexo.

Tendência Sexual: Heterossexual ou não?

Verificamos que 13 dos rapazes inquiridos declararam-se heterossexuais, 8 homossexuais e 4 bissexuais. Por outro lado, 27 das raparigas inquiridas declararam-se heterossexuais e 3 bissexuais.

Virgindade: antes ou depois do casamento?

A esmagadora maioria dos inquiridos defendem que a virgindade se deve perder antes do casamento, situando-se as idades apontadas pelos entrevistados, para a perda da virgindade entre os 12 e os 20 anos.

Curso e Casamento: Incompatíveis ou não?

Quanto aos rapazes entrevistados, 12 destes afirmam que pretendem “tirar um curso e só depois casar”. Por outro lado, outros 12 rapazes afirmam que não pretendem casar.

As adolescentes apresentam resultados bem menos controversos, em que a maioria dos inquiridos afirmam que têm como primeira prioridade o curso, relegando o casamento para um plano secundário.

Conclusão

     Neste trabalho, foi possível desvendar uma crescente unificação (apesar de lenta) de comportamentos dos rapazes e das raparigas. Cada vez mais as raparigas procuram um relacionamento mais efémero ao mesmo tempo que os rapazes procuram aprofundar os seus relacionamentos.

Apesar disso os rapazes continuam a ter como principal objectivo nos relacionamentos o sexo, enquanto as raparigas procuram essencialmente o amor. Noutro sentido, as adolescentes consideram que a virgindade deve perder-se antes do casamento entre os 12 e os 21 anos.

Quanto a perspectivas para o futuro, os jovens procuram primeiro tirar um curso e só depois casar.

            Estas conclusões vem assim ao encontro da informação por nós acumulada nas leituras exploratórias, negando o que nos é dito pelas afirmações do senso comum.

Ficha técnica

Escola Básica e Secundária padre Manuel Álvares

Ano Lectivo 2001/2002.

Ano/Turma: 12º E

Título: “Os Adolescente”

Investigadores responsáveis: Ricardo Garcês e Helena Silva.

Referência: 12º E / Professor António Pereira.

Data de Início: 1 de Novembro de 2001.

Duração: 4 semanas.

Área disciplinar principal: Sociologia.

Nota: Este projecto teve por objectivo facultar uma efectiva ligação de teoria à prática, através da análise e exploração de textos diversos relativos ao real social.

Bibliografia

LUZ, Maria

PAIS, Maria João

CABRITO, Belmiro Gil Dossier de sociologia - 12º ANO

Texto Editora, 2001, Pags: 35 até 36

 MARCELINO, Isabel

GOMES, Isabel

FRANKLIN, Agostinho Sentido(s) do Viver

Porto Editora, 1998, Pags: 333 até 354

ALVES, Fátima

ARÊDES, José

CARVALHO, José A Chave do Saber - Introdução à Filosofia 11º Ano

Texto Editora, 1998, Pags: 251 até 254

RODRIGUES, Maria da Gloria Historia do Homem 9

Areal Editores, 1996, Pags: 238 até 251

 MAIO, 2002Revista "Ragazza"

N.º de edição 103, Pags: 96 até 108 

NOVEMBRO, 2001   Revista "Ragazza"

N.º de edição 97, Pags: 62 até 66