História

Voltart

    Esta é a história da Ana mas, também podia ser a minha, não achas?

                                                      Lê e, depois me dirás !


 

" Ana é uma menina.

Ia na rua, de cabeça no ar, sem olhar para o chão.

Pisou uma uva!

O seu sapato escorregou a menina caiu e,  chorou!

Um menino correu e a menina levantou.

Se ela visse a uva no chão não caía ,não!

O menino não usa sapato; tem uma bota no pé. Pois é!

A menina , agora já tem um amigo

que lhe dá a mão e, os dois lá vão pela rua fora.

Ao chegar a casa  conta tudo à mãe:

-  Caiu e chorou porque a uva pisou e que um menino amigo  a levantou .

Depois abre a  janela porque tem calor  e até vai buscar o  leque da mãe.

Que bonito é o leque e, abana tão bem! Tira o calor...

Já não é preciso e, por isso, vai pô-lo na mala da mãe.

Bateram à porta.

-Quem será? Quem é?

É o limpa-chaminés.

Já subiu a escada e foi para o telhado.

Ficou todo enfarruscado do pó do carvão.

E, até o cão, ao vê-lo, ficou assustado e ladra zangado.

-Que fazer?

Fechá-lo à chave é a solução.

Mas, a galinha  da vizinha que estava na capoeira,

ao ouvir o cão bateu asas, partiu o ovo  e, 

a gema espalhou-se pelo chão.

Que arrelia teve a vizinha por causa da galinha, da gemada no chão,

por causa do cão e do limpa-chaminés.

E, a menina ria ao ver tanta confusão.

Mas, para tudo acalmar, a  mãe leva a Ana a passear ao jardim .

Ao jardim dos animais!

A Ana gostou de ver a girafa, a  zebra, o  peixe, os  macacos e muitos mais.

E ,até viu um rato a roer uma cenoura

que, uma senhora loura lhe pôs ,  junto ao buraquinho, onde tinha o seu ninho.

E, também viu  um palhaço que tocava cornetas e fazia piruetas.

Por cima da porta estava a bandeira nacional:

verde da cor do trigal e da árvore nossa amiga.

Na árvore, o lindo passarinho vai fazer  o seu ninho e,

aonde a cigarra  com amor  canta à hora do calor sua cantiga de Verão.

E, encarnada como o sangue como o lume da fogueira,

e a papoila flor do campo que entre o verde é bandeira.

   Tudo isto a Ana viu, aprendeu,      

             compreendeu,  não esqueceu

                           e,  neste quadro escreveu.


 
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