Reflexão Individual

 

 

     A minha actividade profissional nem sempre foi a de professora, mas  mesmo antes de sonhar sê-lo já me preocupava, por gosto, com a matemática e a sua história.

     Já leccionei até ao 9º. ano de escolaridade mas presentemente estou no 2º. ciclo e não vejo mudança para essa situação. Refiro este facto, porque como é óbvio, as condições de introdução da História da Matemática neste ciclo são muito diferentes dos restantes níveis de escolaridade ,pela idade e pelos conhecimentos matemáticos dos alunos.

    O que tenho feito até agora tem sido o mais elementar porque também não sabia bem o que e como fazer algo diferente.

 

     Assim, tenho-me limitado a “contar histórias” a propósito dos termos ou conceitos introduzidos:

 

     Costumo também usar dois livros do Malba Tahan que trazem histórias que se enquadram dentro de alguns assuntos tratados nas aulas. como complemento, motivação ou curiosidade são “A matemática na lenda e na história”de Bloch Editores e “O homem que sabia contar” da Presença.

      Peço também aos alunos pequenos trabalhos biográficos sobre matemáticos portugueses ou pesquisa sobre determinados assuntos na Internet ou livros.

 

      Por vezes os alunos perguntam : “mas como é que isso apareceu” e nem sempre sou capaz de concretizar de modo simples para eles porque não sei o suficiente.

 

      Reconhecida a minha falta de formação em história da matemática e o desejo de mudar acolhi este Círculo de Estudos com muita curiosidade , porque apesar da minha procura só tenho encontrado acções de formação sobre calculadoras gráficas, sobre resolução de problemas e pouco mais.

 

     Assim, o objectivo estratégico do Círculo de “promover mudanças ao nível da tomada de consciência da importância de concretizar episódios da HM na sala de aula”julgo que foi amplamente alcançado.

 

Quanto ao objectivo ao nível das práticas pedagógicas, de maior planificação interdisciplinar e de melhor compreensão dos “erros e dificuldades sistematicamente apresentados pelos alunos” acho que foi igualmente conseguido. Nunca tinha pensado muito sobre o assunto e, não tenho agora dúvidas acerca da contribuição que o conhecimento da história da matemática pode dar para  entendimento dos erros sistemáticos dos alunos. Não quero dizer que esteja já a ver tudo mas tenho uma nova via para procurar e tenho as ideias mais claras de como fazê-lo, além de dispôr do apoio dos colegas deste Círculo em alguma dificuldade que possa encontrar.Pois penso que se criou uma certa ligação e dinâmica entre os formandos e entre os formandos e o formador que não se esgotará nesta acção.

 

Em resumo o meu grande problema  que é um dos objectivos ao nível da produção deste círculo :” elaboração de guiões metodológicos de concretização de episódios de HM em contextos  educativos” está agora mais facilitado pelas seguintes razões:

 

 

 

 

 

Quanto à minha participção talvez pudesse ter sido melhor. Penso sempre que se pode fazer mais, mas à partida sentia-me limitada por dois aspectos difíceis de  esquecer, por um lado, as minhas limitações no uso da Internet,nomeadamente no chat, por outro estar a leccionar níveis de escolaridade muito baixos, o que me colocava num certo grau de “inferioridade” face aos outros colegas, ao nível de conhecimentos.  Este factos reflectiram-se no chat e nos meus trabalhos,agravado pelo facto de não dispor de instrumentos, programas apropriados para a geometria. Mas talvez estes factos sejam falsas questões e que, para minha  primeira experiência no género e pelo entusiasmo com que  tentei cumprir valeu a pena para mim.