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REFLEXÃO FINAL

TRABALHOS



Não é todos os dias que somos completamente surpreendidos.

Este Círculo de Estudos, em que tive o privilégio de participar, é uma verdadeira caixinha de agradáveis surpresas.

Episódios da Matemática, mais ou menos históricos, creio que todos já tínhamos visto em compêndios da disciplina, umas vezes inseridos com acerto e fundamento, outras vezes completamente desgarrados do contexto.

Episódios da Matemática, verdadeiramente integrados na História da disciplina, melhor, realmente encadeados na histórica evolução do conhecimento matemático, foi nesta acção de formação que eu contactei pela primeira vez, confesso.

Emocionalmente não podia ser melhor. Trata-se de uma construção de conceitos muito bela, num dos períodos mais bonitos da civilização grega, talvez, de todas as civilizações.

Outra surpresa, reside no método usado pelo formador. Simplesmente irrepreensível.

Informação e espaço para quem quiser poder crescer!

De facto, os interessados (formandos ou alunos) são aqueles que têm capacidade para activar todos os mecanismos postos à sua disposição, para crescer dentro da escala que o talento lhes confere, para, inclusivamente, se ultrapassarem alargando as fronteiras da sua consciência, da sua razão de vida.

Pena, nem sempre podermos aplicar este método nas nossas aulas.

Temos o machado implacável do tempo, mais a extensão dos programas, mais o grupo dos desinteressados, mais a massificação do ensino, mais o estigma do exame, mais a cultura do Grande Irmão, mais a negação do conceito de família, mais a insensibilidade de uma sociedade sem valores nem princípios, mais... o baixar dos braços perante tarefa imensa de mover montanhas sem alma... (mea culpa, mea culpa, mea culpa!).

Aqui, o apelo do formador à atitude positiva, construtiva foi constante. Assim como, a sua disponibilidade para minimizar os efeitos de tanto ânimo.

A acção não se poderá considerar fácil para quem se colocar na defensiva da simples leitura de uns quantos papéis...

Também não será fácil para quem não dominar minimamente os meios de comunicação da internet e de produção para a internet, mas poderá constituir uma excelente oportunidade para iniciar ou para reciclar.

Quanto à sua fábula e respectiva metáfora, devo concluir, depois de experimentar de algumas maneiras, que "não há estradas reais para a concretização..." mas que "... só entra (concretiza), quem souber geometria (ousar desafiar o perfeito e o belo)".

Deixo-lhe(s) estes modestos trabalhos (o formador e a acção mereciam um pouco mais...) como prova da minha tosca interpretação do perfeito e do belo e, sobretudo, como prova da minha participação interessada, reflexo e proveito do excelente intercâmbio entre todos os participantes (formandos e formador), a quem, sinceramente, agradeço a oportunidade.





ANTÓNIO N. R. MOURA   -   DEZEMBRO/2003