Oficina de Formação
Geometria Dinâmica com o Cinderella

CF de Escolas de Ílhavo

Prof2000/2005

 

Entidade Formadora: Centro de Formação de Escolas de Ílhavo
Duração: 25 + 25 horas
N.º Acreditação
:
CCPFC/ACC-37351/04
N.º de Créditos: 1.0 a 2.0
Destinatários:
Professores de Matemática do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário.
Formador:
José Miguel Sousa
 

   

 
 

RAZÕES JUSTIFICATIVAS DO CÍRCULO DE ESTUDOS: PROBLEMA/NECESSIDADE DE FORMAÇÃO IDENTIFICADO
                              

     A geometria dedica-se ao estudo de relações espaciais e de formas de corpos. Esta é sobretudo um  dos mais notáveis produtos do intelecto Humano e desempenha um papel de destaque na nossa civilização, sendo uma das disciplinas mais antigas, havendo registo de considerações para determinação de áreas desde a Babilónia. Da roda à agrimensura, da cartografia à própria concepção físico-matemática do espaço, das construções arquitectónicas às artes visuais, a geometria estuda abstracta e idealmente os espaços e as formas. No entanto, foram os matemáticos Gregos que deram à geometria uma contribuição fundamental ao introduzir justificações cuidadas, a partir de postulados, das propriedades geométricas que estabeleceram. Estas propriedades referiam-se a relações entre ângulos e proporcionalidade de lados de figuras geométricas, à construção destas figuras e à expressão de áreas e volumes.

      É reconhecida a dificuldade que os alunos têm na aprendizagem de conceitos geométricos. Por que será assim? A utilização de um software de geometria dinâmica na sala de aula não poderá ajudar num mais eficaz ensino/aprendizagem da geometria? De facto, a utilização de programas de geometria dinâmica é essencial, sendo reconhecido internacionalmente que a introdução na sala de aula deste tipo de tecnologia tem sido muito profícua na aprendizagem da geometria.

      Cinderella é um programa de geometria dinâmica cuja versão 1.2 (portuguesa), da responsabilidade do Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais da Universidade de Lisboa com o apoio do Ministério da Educação, foi distribuída gratuitamente por várias escolas do país.

      Nesta oficina de formação, solicitada por professores das escolas associadas ao Centro de Formação, será utilizado o software de geometria dinâmica Cinderella para elaborar materiais que possibilitem uma melhor aprendizagem de múltiplos conceitos geométricos, a par de uma maior consciencialização das potencialidades do trabalho colaborativo.

 

EFEITOS A PRODUZIR: MUDANÇA DE PRÁTICAS, PROCEDIMENTOS OU MATERIAIS DIDÁCTICOS

 
      Ao nível das mudanças das práticas profissionais esta oficina tem como objectivo estratégico promover mudanças ao nível da tomada de consciência da importância da utilização de software de geometria dinâmica na sala de aula. Pretendemos, ainda, criar nos professores autonomia para o aprofundamento da utilização deste tipo de tecnologia.

     Ao nível das práticas pedagógicas, pretende-se uma maior planificação interdisciplinar e que os professores apreendam os prós e os contras e as condições para a utilização deste tipo de software.

     Ao nível dos materiais didácticos os formandos deverão:

·         Planificar actividades que recorram ao uso do software Cinderella;

·         Desenvolver estratégias de utilização do software Cinderella na sala de aula;

·         Desenvolver metodologias de exploração do software Cinderella na sala de aula;

·         Criar exercícios/tarefas/guiões de apoio à utilização do software Cinderella na sala de aula.

 

CONTEÚDOS DA ACÇÃO

1.      Usar software de geometria dinâmica na sala de aula: porquê?

2.      Visão global sobre o programa de geometria dinâmica Cinderella:

a)    Instalação;

b)    Descrição geral e instruções básicas.

3.      As componentes do software Cinderella:

a)   Ferramentas Genéricas;

b)   Ferramentas Geométricas:

                                                                 i.   O Modo Mover;

                                                                ii.   O Modo Seleccionar;

                                                              iii.   Modos Interactivos;

                                                              iv.   Modos de Definição;

                                                               v.   Medições;

                                                              vi.   Modos Especiais.

c)   As Geometrias.

d)   As Vistas.

e)   O Editor de Aspecto.

f)     Criando Páginas Interactivas.

 

  1. Trabalhando com o Cinderella (resolução de actividades):

a)      Apresentação de actividades iniciais;

b)      Desenvolvimento de tarefas e exercícios;

c)      Construção de materiais para utilização em sala de aula;

d)      Apresentação e discussão dos materiais construídos e da sua implementação em sala de aula (se for o caso).

 

  1. Conclusão:

a)      Balanço final e avaliação da oficina de formação;

b)      Exibição” publica dos materiais produzidos, bem como das conclusão sobre a sua implementação nas práticas lectivas.

 

 METODOLOGIAS DE REALIZAÇÃO DA ACÇÃO

Todas as actividades serão concretizadas em dinâmica de grupo, valorizando atitudes participativas, empenhadas e intelectualmente activas, através da partilha de saberes e experiências, análise/resolução de propostas e produção de materiais.
      Num primeiro momento (itens 1 e 2, do ponto 5 – conteúdos da acção) pretende-se fornecer aos formandos alguns elementos fundamentais que lhes permitam consciencializar da importância da utilização de software de geometria dinâmica na sala de aula, em especial o Cinderella.
     Num segundo momento (item 3, do ponto 5 – conteúdos da acção) pretende-se habilitar os formandos com conhecimentos que lhes permitam trabalhar com o software cinderella, bem com fomentar a auto aprendizagem neste tipo de software. O Cinderella (que foi oferecido pelo Ministério da Educação a várias escolas do pais e poderá ser adquirido pelo Centro de Formação) está em português e é acompanhado do Livro Interactivo de Geometria, muito útil para a aprendizagem do programa. O software será instalado no computador de todos os formandos e o formador colocará à disposição fichas de apoio com actividades a serem elaboradas pelos formandos, tanto nas sessões presencias conjuntas como em sessões de trabalho autónomo (individual ou em grupo).

      Num terceiro momento (item 4, do ponto 5 – conteúdos da acção) a partir de actividades iniciais propostas pelo formador os formandos escolherão as tarefas/exercícios de modo a construir os materiais que se adequam aos conteúdos programáticos da disciplina de Matemática. O formador fará o acompanhamento, estimulando os
diferentes exercícios, resoluções e investigações produzidas pelos formandos. Os resultados das tarefas serão disponibilizados para discussão conjunta moderada pelo formador. Os formandos farão uma análise crítica das propostas de actividades e, se for caso disso, dos relatos das experiências equacionando a reformulação dos materiais elaborados para uma implementação posterior, obviamente já fora do âmbito desta oficina.
       Num quarto momento (item 5, do ponto 5 – conteúdos da acção) será feito o balanço da acção e a rectificação (pelo formador) do ambiente virtual da formação – Site e CD-ROM de divulgação.
      O formador disponibilizará conteúdos teórico-científicos (textos de apoio, referências, índices temáticos, exemplos, propostas de tarefas, etc.) em base on-line. Os formandos executarão tarefas de estudo, construção de materiais, descoberta e troca de informação relativamente aos temas propostos e o formador fará o acompanhamento, estimulando as
diferentes resoluções e investigações produzidas pelos formandos. O resultado das tarefas de pesquisa/reflexão e materiais produzidos serão disponibilizados para discussão conjunta moderada pelo formador. Os formandos farão uma análise crítica das propostas de actividades e, se for caso disso, dos relatos das experiências.
       
A acção decorrerá num modelo misto de formação presencial e a formação a distância (numa plataforma de e-learning, como por exemplo o Prof2000 - www.prof2000.pt). As duas primeiras sessões conjuntas (6 horas) serão presenciais, seguem-se 3 sessões conjuntas a distância (de 2,5 horas cada), depois duas sessões conjuntas (6 horas) presenciais, terminando com duas sessões conjuntas a distância, uma de 3 horas e outra de 2,5 horas.   

Sessões de Trabalho Autónomo (25 horas):
        Existirá sempre uma articulação entre as sessões presenciais conjuntas e as sessões de trabalho autónomo. Este estará distribuído, principalmente, ao longo do terceiro momento (item 4, do ponto 5 – conteúdos da acção), embora os formandos possam dedicar algum desse tempo ao longo do segundo momento (item 3, do ponto 5 – conteúdos da acção). O trabalho autónomo será dedicado ao aprofundamento da aprendizagem sobre o software, à conclusão dos materiais e sua implementação na sala de aula, avaliação dos efeitos produzidos e elaboração de relatórios.
 

REGIME DE AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS

o      Avaliação contínua baseada em aspectos como: interesse/participação; assiduidade; iniciativa; criatividade e domínio técnico na utilização do software Cinderella;

o        Participação nos debates e discussões.

o        Qualidade pedagógica e técnica (em termos do software Cinderella) dos materiais didácticos produzidos.

o        Relatório sobre a experimentação em sala de aula (se for o caso).

 

FORMA DE AVALIAÇÃO DA ACÇÃO

          Preenchimento de um questionário pelos formandos e formador, no final da acção, cujos dados serão tratados pela Entidade Formadora.
        Relatório do Especialista/Consultor de Formação.


 BIBLIOGRAFIA FUNDAMENTAL

Abrantes, P. et al. (1997) – MAT789: Inovação Curricular em Matemática, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.
Barron, A. et al.
(1997) – New Technologies for Education: A Beginner’s Guide, Third Edition, Library of Education, Washington.
Estrada, M. et al.
(2000) – História da Matemática, Universidade Aberta, Lisboa.
Kortenkamp U.
(1999) - Foundations of Dynamic Geometry, dissertation submitted to the Swiss Federal Institute of Technology Zurich for the degree of Doctor of Technical Sciences.
M.E.
(2001) – Currículo Nacional do Ensino Básico: Competências Essenciais, Ministério da Educação (ME), Departamento do Ensino Básico, Lisboa.
M.E.
(2003) – Novos Programas de Matemática Para o Ensino Secundário, Ministério da Educação (ME), Departamento do Ensino Secundário, Lisboa.
Matos, J. M. e L. Serrazina
(1996) – Didáctica da Matemática, Universidade Aberta, Lisboa.
Monge, G.
(1989) – Géométrie Descriptive, Éditions Jacques Gabay, Paris.
Richter, J. et Kortenkamp U.
(2000) - User Manual for the Interactive Geometry Software Cinderella, Springer Verlag.
Silva, Sebastião
(1950) – Transformações Geométricas, Associação de Estudantes da F.C., Lisboa.
SPM
(2001) – Livro Interactivo de Geometria Cinderella (em CD-ROM), versão 1.2., SPM, Lisboa.
Veloso, E.
(1998) – Geometria: Temas Actuais – Materiais para Professores, Instituto de Inovação Educacional, Lisboa.
Zabalza, M.
(1992) – Planificação e Desenvolvimento Curricular, Edições ASA, Porto.


José Miguel Sousa
Data da última actualização
: 19-01-2005