Sessões de
Chat / Novembro 05 / Materiais B
2ª Parte- Ficha de leitura
sobre simetria
IIB.
Porquê?
O grupo de simetria do cubo é o mesmo do do
tetraedro, pois estes sólidos são duais um do outro. Como consequência, o nº de
faces do cubo é igual ao número de vértices do octaedro; o número de vértices
do cubo é igual ao número de faces do octaedro e o número de arestas do cubo é
igual ao número de arestas do octaedro.
IIC. PROPOSTAS:
a)
CUBO :
|
Eixo de rotação |
Amplitude de rotação |
|
HB |
120º (grau 3) |
|
MN, sendo M e N
os centros de duas faces opostas |
90º (grau 4) |
|
PQ, sendo P e Q
os pontos médios de duas arestas paralelas não complanares |
180º (grau 2) |
OCTAEDRO:
|
Eixo de rotação |
Amplitude de rotação |
|
EF |
90º (grau 4) |
|
MN, sendo M e N
os pontos médios das arestas opostas [EA] e [FC], por exemplo |
180º (grau 2) |
|
PQ, sendo P e Q
os centros das faces opostas [EDC] e [ABF], por exemplo |
120º (grau 3) |
DODECAEDRO:
|
Eixo de rotação |
Amplitude de rotação |
|
MF |
120º (grau 3) |
|
A´B´, sendo A´ e
B´ os centros das faces [DCHMI] e
[FOPQK], por exemplo |
72º (grau 5) |
|
M´N´, sendo M´ e
N´ os pontos médios das arestas [MS]
e [AF]. |
180º (grau 2) |
ICOSAEDRO:
|
Eixo de rotação |
Amplitude de rotação |
|
IB |
72º (grau 5) |
|
MN, sendo M e N
os pontos médios das arestas [EI] e [BG], por exemplo |
180º (grau 2) |
|
PQ, sendo P e Q
os centros das faces [ABC] e [IJL], por exemplo |
120º (grau 3) |
b)
CUBO :
|
Plano de reflexão |
|
EGC ou HDB |
|
EFC , EHB, HGB e FBA |
|
MNP, sendo M ,
N e P os pontos médios das arestas EA, FB e GC, respectivamente |
OCTAEDRO:
|
Plano de reflexão |
|
FBE |
|
FCE |
|
ABC |
DODECAEDRO:
|
Plano de reflexão |
|
HMF |
|
GQT |
|
MLF |
ICOSAEDRO:
|
Plano de reflexão |
|
AGL |
|
DKF |
|
EJG |
IIF. INVERSÕES
CENTRAIS
Existe um centro no tetraedro?
Não, porque no
tetraedro não encontramos nenhum ponto relativamente ao qual, efectuando uma
rotação de 180º, o tetraedro se mantém invariante.
Como podem ser definidos os centros nos sólidos platónicos?
No CUBO, o centro é o ponto
de intersecção das diagonais espaciais.
No OCTAEDRO, o centro é o
ponto de intersecção das diagonais espaciais.
No DODECAEDRO, o centro é o
ponto de intersecção dos segmentos de recta que unem os centros de duas faces
paralelas.
No ICOSAEDRO, o centro é o
ponto de intersecção dos segmentos de recta que unem os centros de duas faces
paralelas.
De um modo geral, o centro de um sólido platónico é
o ponto de intersecção dos segmentos de recta que unem os centros de duas faces
paralelas. Como no tetraedro não existem faces paralelas, pensamos que este é o
motivo pelo qual não existe centro neste sólido.
Proposta A:
Como poderá dizer de uma maneira simples o
que é uma figura limitada?
Quando as suas simetrias são
reflexões ou rotações.
Grupo cíclico ou diedral; simetrias das
figuras apresentadas:
Figura (A):
§ 7 rotações de centro no
centro da figura e amplitude 360º / 7;
§ 7 reflexões segundo os eixos
que passam no "meio" / centro dos "laços";
§ É um d7.
Figura (B):
§ 6 rotações de centro no
centro da figura e amplitude 60º;
§ Não tem reflexões;
§ É um C6.
Figura (C):
§ Uma rotação (Identidade)
cujo centro é o ponto médio da base da moldura da figura e amplitude 360º;
§ Uma reflexão segundo o eixo
que passa no centro da boca do atleta, perpendicular à base da moldura da figura;
§ É um d1.
Figura (D):
§ 6 rotações de centro no
centro da flor e amplitude 60º;
§ 6 reflexões segundo os eixos
que passam pelo "meio" das pétalas;
§ É um d6.
Figura (E):
§ 4 rotações de centro no
centro da figura e amplitude 90º;
§ 4 reflexões segundo os eixos
que passam pelo eixo de simetria de cada flor interior;
§ É um d8.
Figura (F):
§ 1 rotação de centro no
centro da figura e amplitude 360º (Identidade);
§ 1 reflexão segundo um eixo
horizontal que "corta a figura a meio";
§ É um d1.
Proposta B:
d1: papagaio
que não seja losango;
d2: losango
que não seja um quadrado;
C1: triângulo escaleno;
C2: não encontrámos nenhum polígono que seja um C2. No entanto, apresentamos a seguinte figura que, apesar de não ser um polígono, é um C2:
![]() |
IV. Padrões
(A)
. Rotação de centro no centro do padrão e de grau 4;
. Rotação de centro no centro da flor e de grau 4.
. Não tem
. 8 translações segundo vectores que fazem entre si ângulos de 45º e cujo medida de comprimento é igual à distância entre o centro de duas flores.
. Não tem
(B)
. Não tem
. Não tem
. 4 translações segundo vectores paralelos aos eixos coordenados (consideramos aqui o r.o.n. na posição habitual) e de medida de comprimentos igual à distância entre as tiras centrais dos padrões;
. 2 translações segundo vectores oblíquos (paralelos às tiras centrais) e de medida de comprimentos igual à distância entre duas “pétalas”;
. 2 translações segundo vectores oblíquos (paralelos às tiras centrais) e de medida de comprimentos igual à distância entre duas “pétalas”;
. Não tem
(C)
. Rotação de centro no ponto central de cada trio de folhas e de grau 3;
. Rotação de centro no ponto isolado e de grau 3.
. Não tem
. 4 translações segundo vectores paralelos aos eixos coordenados e cuja medida de comprimento é igual à distância entre dois pontos isolados;
. 4 translações segundo vectores que fazem ângulos de 45º em relação aos anteriores e cuja medida de comprimento é igual à distância entre os pontos centrais de dois trios de folhas consecutivos;
. Não tem
(D)
. Rotação de centro no ponto central de cada flor e grau 6;
. Rotação de centro no circuncentro do triângulos cujos vértices são os centros de três flores consecutivas e de grau 3.
. Não tem
. 2 translações segundo vectores paralelos aos eixo das abcissas e cuja medida de comprimento é igual à distância entre os centro de duas flores consecutivas;
. 2 translações segundo vectores paralelos aos eixo das ordenadas e cuja medida de comprimento é igual ao dobro do comprimento referido anteriormente;
. 4 translações segundo vectores que fazem ângulos de 45º em relação aos anteriores e cuja medida de comprimento é igual à distância entre os centro de duas flores consecutivas.
. Não tem
(E)
. Rotação de centro no ponto central de cada flor e grau 6;
. Rotação de centro no circuncentro do triângulos cujos vértices são os centros de três flores consecutivas e de grau 3.
. 1 reflexão segundo o eixo horizontal que divide ao quadrado ao meio.
. 1 reflexão segundo o eixo horizontal que contêm um dos lados do quadrado.
. 4 translações segundo vectores paralelos aos eixos coordenados e cuja medida de comprimento é igual ao comprimento do lado do quadrado;
. 4 translações segundo vectores que fazem ângulos de 45º em relação aos anteriores e cuja medida de comprimento é igual ao comprimento da diagonal do quadrado.
. 16 reflexões que são triviais pelas composições anteriores.
(F)
. Rotação de centro no ponto centro de cada “S” e de grau 2;
. Rotação de centro no centro na circunferência que passa pelos vértices dos “s” e de grau 4.
. Não tem.
. 8 translações que fazem entre si ângulos de 45º e comprimento obvio.
. Não tem.
(G)
. Rotação de centro no ponto centro de cada “S” e de grau 2;
. Rotação de centro no centro na circunferência que passa pelos vértices dos “s” e de grau 4.
. 1 reflexão segundo o eixo que contém o eixo (horizontal) de simetria de uma “árvore”
. 8 translações que fazem entre si ângulos de 45º e comprimento obvio.
. 8 reflexões que são triviais pelas composições anteriores.
(H)
. Não tem
. 1 reflexão segundo o eixo horizontal que divide a flor em duas partes iguais.
. 4 translações segundo vectores paralelos aos eixos coordenados e cuja medida de comprimento é igual à distância entre os centros de duas flores consecutivas;
. 4 translações segundo vectores que fazem ângulos de 45º em relação aos anteriores e cuja medida de comprimento à distância entre os centros de duas flores alternadas na diagonal.
. 8 reflexões que são triviais pelas composições anteriores.
(I)
. Rotação de centro no “jarrão” (padrão) e de grau 2
. 1 reflexão segundo o eixo vertical que divide o “jarrão” verticalmente ao meio.
. 1 reflexão segundo o eixo horizontal que divide o “jarrão” horizontalmente ao meio.
. 2 translações segundo vectores paralelos aos eixo das abcissas e cuja medida de comprimento é igual à distância entre os centros de dois “jarrões” na horizontal;
. 2 translações segundo vectores paralelos aos eixo das ordenadas e cuja medida de comprimento é igual à distância entre os centros de dois “jarrões” na verticais;
. 4 translações segundo vectores oblíquos paralelos aos segmentos que unem os centros de dois “jarrões” consecutivos na diagonal.
. 16 reflexões que são triviais pelas composições anteriores.
(J)
. Não tem
. 1 reflexão segundo o eixo horizontal que divide o friso ao meio.
. 2 translações segundo vectores horizontais, mas de sentidos opostos, cujo medida de comprimento é igual à distância entre os centros de duas “flores” consecutivas;
. Não tem
(K)
. Não tem
. Não tem
. 2 translações segundo vectores horizontais, mas de sentidos opostos, cujo medida de comprimento é igual à distância entre os centros de duas “caracóis” consecutivas;
. Não tem
Notas:
1) Não consideramos as
translações quando o vector associado resulta da soma de dois vectores já
considerados anteriormente.
2) Existiu alguma dificuldade em
“descrever” as isometrias pela linguagem corrente. Como poderemos fazer esta “descrição” de modo a ser mais
perceptível por outros leitores ?
Trabalho
realizado pelo grupo de Mangualde: Conceição Armas; Carla Cunha e José
Miguel