Organização Escolar e Desenvolvimento curricular

[Algumas perguntas e respostas]


Indice

Indice *

A Escola como Organização *

Noção de Organização *

Elementos da Organização *

Origens e Evolução da Escola *

Quatro razões fundamentais que levaram ao aparecimento da escola como instituição estatal *

A importância das variáveis organizacionais na educação *

O Movimento das Escolas Eficazes *

A Escola como Organização no Quadro da Investigação Educacional *

Evolução das Ideias sobre Educação *

O Estabelecimento de Ensino *

Imagens Organizacionais da Escola *

A Escola como Empresa *

Características principais da escola-empresa *

Pressupostos Teóricos *

Uma Escola Empresarial *

A Escola como Burocracia *

Características Gerais *

Fundamentação Teórica *

Características Burocráticas da Escola *

A Escola como Democracia *

Caracterização Geral da Escola como Democracia *

Características *

Fundamentação Teórica: A teoria das relações humanas *

Democracia na Escola *

Escola como Arena Política *

Escola como Anarquia *

Caracterização geral *

A Anarquia Organizada *

O Modelo de Decisão "Caixote do Lixo" *

A escola como "Sistema Debilmente Articulado" *

Escola como Cultura *

Características Gerais *

Manifestações de Cultura Organizacional *

Direcção e Gestão das Escolas Públicas Portuguesas *

Gestão Democrática das Escolas *

Reforma da Organização Escolar e Novas Perspectivas de Gestão *

Regime de autonomia, administração e gestão (97/98) *

Projecto Educativo da Escola *

Gestão pedagógica "intermédia" nas escolas *

A Administração dos Sistemas Educativos *

O Sistema Educativo Português *

Organização de todo o sistema *

Modalidades *

Administração do Sistema Educativo Português *

Princípios Gerais *

Princípios Orientadores *

Níveis de Administração *

Formação e Carreira Docentes *

Desenvolvimento Curricular *

O que inclui afinal, o currículo: *

Uniformidade *

Currículo e Processo de Ensino *

Teorias Curriculares *

Teoria Técnica *

Teoria Prática *

Teoria Crítica *

Processo de Desenvolvimento Curricular *

Teorias da Educação *

Organização do Currículo Nacional *

Componentes Curriculares *

Quatro Modelos de Centralização/Descentralização *

Noções básicas da descentralização *

A estrutura do ensino básico e secundário *

Organograma do Sistema Educativo *

1986 - Princípios Curriculares *

Problemas que se encontram no ensino básico *

Problemas encontrados para o ensino secundário *

Contradições e limites desta área *

Educação Especial *

Programa Educativo *

Avaliação dos Alunos e do Sistema Educativo *

Avaliação do desempenho dos professores *

Estatuto da Carreira Docente *


 

 

 

 

 

A Escola como Organização

Noção de Organização

As organizações são unidades sociais (ou agrupamentos humanos) intencionalmente construídos e reconstruídos, a fim de atingir objectivos específicos.

Elementos da Organização

Composição - Conjunto de pessoas que a compõem (heterogénea - professores, alunos, funcionários); Finalidades - Pretende atingir objectivos específicos e diferentes organizações têm objectivos diferentes; (finalidade comum) ocupam os elementos que a compõem, ocupam os filhos enquanto os pais trabalham, educar, transmitir conhecimentos; Diferenciação de Funções - Estão estruturadas internamente de modo a que os seus elementos tenham tarefas diferentes (há grupos diferentes e diferentes especializações em termos de trabalho); Coordenação Racional Intencional - É a coordenação do funcionamento da organização; É racional, porque não é aleatória, tem um conjunto mínimo de estruturas de coordenação e têm definidas intencionalmente diferentes estruturas; Continuidade através do tempo – Implica continuidade e perpetuação através do tempo; Algo que perdura que continua através do tempo; Fronteiras - Necessita de saber quem pertence ou não à organização; Na escola não é fácil definir as fronteiras geográficas da organização (com culturas próprias a cada elemento);

Mas as organizações tentam delimitar fronteiras para definir quem lhe pertence e quem não lhe pertence; O modelo que pertence à escola é idêntico a outras organizações (não no termo de "empresa").

Origens e Evolução da Escola

Origem: Nas sociedades primitivas praticamente não existiam "escolas". Aparecimento por duas razões à transmissão de uma linguagem escrita; formação de uma classe dominante (sacerdotal, profana - ambos os casos requerem ou "necessitam" de transmissão de conhecimentos, práticas, saberes) - escola ocidental. Primeiro tipo de escola, a familiar (instituição familiar), a família desempenha o papel de transmissão de ofícios, conhecimentos ou saberes e socialização da geração jovem; A partir do séc. VI até XVIII, a escola é basicamente, no ocidente, uma instituição religiosa; A partir do séc. XVIII, o estado assume a escola como fazendo parte de uma das suas instituições. Instituição: Escola, Igreja, Casamento, Família; Conjunto de valores, crenças, conhecimentos que perduram ao longo do tempo, enraizados na nossa cultura colectiva; A instituição normalmente está por trás de uma organização; - No Ocidente: A instituição família desempenhava as funções da (actual) instituição escola; A partir do séc. XVIII a escola passa a fazer parte do estado (igreja com monopólio da escola à escola estatal);

Na Grécia a escola não era uma instituição familiar (academia familiar); Séc. XII, com o desenvolvimento económico surge a necessidade de criar documentos comerciais, actividades económicas e artesãs; Séc. XVI, grandes inovações com os descobrimentos (escola de Sagres?), necessidade de criar escolas militares e da marinha; Embora a igreja ainda detivesse o monopólio da escola já havia indícios de mudança;

Quatro razões fundamentais que levaram ao aparecimento da escola como instituição estatal

1- Primeira reforma protestante (Lutero - "A bíblia deveria ser interpretada livremente"); maior desenvolvimento da escola (os países protestantes têm muito menos analfabetismo); 2- Iluminismo (idade moderna); Descartes - bom senso (Discurso do Método); Razão humana - importância da reflexão interior, do pensamento pessoal - vem dar importância à escolarização; Despotismo absoluto - os reis eram absolutos; 3- Revolução Francesa - Momento importante da afirmação da igualdade, fraternidade, formação igualitária, escola acessível a todos os cidadãos, oportunidades iguais; 4- Revolução Industrial - reconheceu-se que os operários, todos os indivíduos, tivessem uma formação mínima para o desempenho das suas funções; necessidade de ocupar os filhos enquanto os pais exercem as suas funções.

Surge a Escola Estatal, coordenada e dirigida pelo estado:

- escola obrigatória;

- escola gratuita;

- escola laica (independente das escolhas religiosas);

- escola universal.

Criam-se escolas em todas as localidades. No séc. XVIII não fazia sentido falar-se em escolas privadas.

A importância das variáveis organizacionais na educação

O Movimento das Escolas Eficazes

Ensinoà variáveis de tipo individual (psicologia), motivação das pessoas, seus interesses, capacidades intelectuais; Educaçãoà variáveis do tipo social (sociologia), situação sócio/económica, educação, cultura, ambiente, família; Sucesso/Insucesso à variáveis do tipo escolares/organizacionais (os problemas organizacionais são relativamente recentes). Anos 60: [EUA] 1966 Coleman, as escolas têm pouca influência sobre os resultados dos alunos, esses resultados dependem essencialmente das condições sócio/económicas dos alunos (classe social), "As escolas não fazem distinção".

Movimento das Escolas Eficazes - movimento contrário ao anterior. Num mesmo bairro, com iguais condições sócio/económicas/culturais, escolas diferentes obtêm resultados diferentes nos alunos. Estes resultados dependem da organização da escola. Havia escolas com pouco/menor sucesso (por parte dos alunos) e escolas com maiores graus de sucesso - eficazes. Características básicas: Liderança forte e esclarecida, do director em relação aos professores, funcionários; Clima de expectativas positivas dos professores relativamente aos alunos (os professores acreditam que os alunos são capazes de obter bons resultados), expectativas de que os alunos teriam sucesso; Atmosfera ordenada e tranquila, ambiente com ordem e tranquilidade, sem ser um ambiente rígido ou opressivo; Ênfase/enfoque nos aspectos instrucionais, estas escolas dão muita importância às disciplinas clássicas (língua materna e matemática - ler, escrever e contar); Orientação e avaliação regular (frequente e sistemática) dos alunos, os professores vão regularmente acompanhando os alunos (tutores) e ajudando-os. Vantagens: reconhecer que há escolas melhores do que outras em determinados aspectos. Críticas: conservadorismo, i.e., acomodação a um modelo óptimo; excessivo culto da eficácia (razões económicas sobrepõem-se às pedagógicas); currículo inflexível e uniforme para todos; pouca inovação; valorização das disciplinas tradicionais.

Variáveis organizacionais - organização da escola (anos 60)

Edmons - chegou à caracterização das escolas eficazes. Ainda hoje, vários autores se debruçam sobre as características das escolas eficazes. Movimento com muitos seguidores e muitos críticos. Reconhecer a importância de vários aspectos e tentar transferi-las para outras escolas - melhor sucesso.

Criticas ao modelo das Escolas Eficazes:

- Conservadorismo; tradicionalismo (é fácil mantê-las sem alteração);

- Currículo: não há inovação/alteração aos currículos;

- Há um culto da eficácia: as razões económicas/administrativas e de racionalização sobrepõem-se às pedagógicas;

- Currículo igual/ideal para todos: estabelece-se um currículo igual a nível do país, das regiões, é rígido, pouco flexível;

- Escolas que privilegiam a tradição, pouco a mudança, esquecem os valores, solidariedade, capacidades de nível diferente de saber ler, escrever, contar.

A Escola como Organização no Quadro da Investigação Educacional

Evolução das Ideias sobre Educação

Nóvoa 1992:

Ênfase Período Nível de Análise

Indivíduo-aluno (1) até anos 50 micro

Sala de aula (2) anos 50/60 micro

Sistema-educativo (3) anos 60/70 macro

Turma-sala de aula (4) anos 70/80 micro

Escola-organização (5) anos 80/90 meso

(1) O que é o jovem, aluno, adolescente; como evolui o conhecimento, o desenvolvimento cognitivo - Psicologia da Educação;

(2) Relações na sala de aula, dos grupos, entre alunos, entre alunos-professor, a liderança, dinâmica de grupos, o que os professores fazem para motivar os alunos - Psicologia e alguma Sociologia;

(3) Deixam a sala de aula e o aluno e vão estudar o sistema, a escola e a sociedade. As investigações são globais, sistémicas, macro e para elas a sociologia é muito importante. Relações entre a educação e a sociedade;

(4) Papéis dos Directores de Turma; estudo da turma, a orientação dos alunos, apoio, relacionamento entre alunos, adaptação, adaptação dos currículos;

(5) Investigações na área da Escola como Organização, gestão, auditoria, avaliação, liderança - meso (nível intermédio) – preocupações a nível da escola.

O Estabelecimento de Ensino

Por Nóvoa,

- "Descoberta";

- "Emergência" - emergiram problemas e emergiram soluções para os resolver;

- "Caixa-negra";

- "Entre dois" - entre ministério e sala de aula;

- O estabelecimento de ensino deixa de ser a "estação de bombagem" da "conduta" ministério - sala de aula (Berger). O ME adoptava manuais únicos e a Escola funcionava como "estação de bombagem" e não alterava nada. Assim, fazia o fluxo do ME para a sala de aula.

- Com Nóvoa, as informações, decisões, alterações, não vão directamente para a sala de aula, mas passam pela Escola que funciona como "estação de transformação de informação".

- A importância das variáveis organizacionais, "as escolas fazem a diferença". A organização é importante mas os valores sociais/culturais e económicos assim como os interesses e problemas individuais são importantíssimos.

 

Imagens Organizacionais da Escola

(Modelos)

Imagens = modelos de organizar as escolas.

Escola como:

- empresa* (teoria clássica de administração);

- burocracia (anos 40)*;

- democracia (anos 30)* - teoria das relações humanas;

- arena política **;

- anarquia (anos 70/80)**;

- cultura (anos 80)**.

*Teorias criadas para as empresas - tecido empresarial;

**Teorias/Imagens que têm muitos aspectos construídos e investigados nas escolas - adaptadas pelas empresas.

- são imagens com percurso histórico - progressão, sequência, cronologia.

A Escola como Empresa

- Pressupostos Teóricos;

- A escola-empresa educativa.

Características principais da escola-empresa

- Estrutura organizacional hierárquica, centralizada (com base na unidade comando) e devidamente formalizada (quando uma pessoa recebe ordens de uma só pessoa);

- Divisão do trabalho e especialização através da definição precisa dos cargos e das funções (cada funcionário tem uma só tarefa a cumprir - e durante toda a vida, especializando-se numa determinada tarefa);

- Ênfase na eficiência e na produtividade organizacional (máximo rendimento pelo menor custo);

- Planificação e identificação rigorosa e pormenorizada dos objectivos a alcançar (a planificação das aulas está hoje a ser contestada);

- Identificação da melhor maneira de executar cada tarefa e a sua consequente padronização (a melhor maneira de dividir uma aula é de 50 min.);

- Uniformização dos processos, métodos, tecnologias, espaços e tempos (o Ministério é que definiu que as aulas deveriam ser de 50 min.);

- Individualização do trabalho (a cada indivíduo deve ser dada uma determinada tarefa própria de actividade; o grupo é menos eficiente) - valorização do indivíduo e não do grupo.

Pressupostos Teóricos

Taylor e Fayol deram valor à organização (gestão das empresas).

Em 1911 Taylor publicou um livro "Principios da Administração Cientifica" - tornar as empresas dos EUA rentáveis - "Alguém que pense o trabalho" - de forma científica e racional - aparecem os especialistas em "administração científica do trabalho".

Como se deve pensar cientificamente sobre o trabalho

- Análise das tarefas, identificá-las, quanto tempo demora, a melhor forma de as executar;

- Procurar as soluções óptimas; depois de encontrada generalizá-la;

- Selecção dos trabalhadores para o desempenho das funções específicas;

- Treino dos trabalhadores para o melhor desempenho das suas tarefas;

- Incentivos salariais.

Funções da Empresa (Fayol): Importância da administração das empresas.

Princípios da Administração:

Funções administrativas; técnicas; financeiras; contáveis; segurança.

- Prever o futuro; antever o que vai acontecer; planear;

- Organizar os vários sectores;

- Comandar/Dirigir;

- Coordenar os vários sectores;

- Controlar/Verificar.

Uma Escola Empresarial

Escola Taylorista – Características de uma Organização Escolar Taylorista:

- Uniformidade curricular - as mesmas disciplinas, as mesmas horas, os mesmos programas, não interessa os interesses regionais, nem individuais;

- Agrupamentos rígidos dos alunos - alunos agrupados uniformemente (mesmo tipo de alunos numa turma; nível cognitivo);

- Posicionamento insular dos professores – especialização dos professores e isolamento dos professores, numa sala de aula não se admite pessoas estranhas (outro professor);

- Escassez de recursos materiais - contenção de despesas;

- Uniformidade na organização dos espaços - geral a muitas escolas;

- Uniformidade de horários;

- Avaliação descontínua - trabalhos, testes;

- Disciplina formal – os alunos têm que se comportar bem na sala de aula, forma de estar;

- Direcção unipessoal - unidade de comando – director;

- Insuficientes relações com a comunidade.

A Escola como Burocracia

- Característica geral;

- Fundamentação teórica;

- Características burocráticas da escola.

Taylor – Maior necessidade de dar uma maior produtividade ao tecido empresarial - transpostas estas ideias para a escola. Imagem empresarial/fabril da escola ainda hoje visível. O modelo foi feito exteriormente à escola.

Características Gerais

- Centralização das decisões nos órgãos de cúpula dos ministérios da educação, traduzido na ausência de autonomia das escolas e no desenvolvimento de cadeias administrativas hierárquicas (centralismo do poder - ministério da educação e falta de autonomia das escolas na tomada de decisões);

- Regulamentação pormenorizada de todas as actividades a partir de uma rigorosa e compartimentada divisão do trabalho (tudo tem normas, tudo é regulamentado, tudo é previsto);

- Previsibilidade do funcionamento com base numa planificação minuciosa da organização (as coisas podem-se prever, em termos de futuro, acreditando que as coisas vão decorrer de certa maneira, sem alterações ou com poucas alterações);

- Formalização, hierarquização e centralização da estrutura organizacional dos estabelecimentos de ensino (modelo piramidal); a liderança que alguém pode fazer na prática, está escrita no papel - liderança formal (legislada, formalizada por alguém), a burocracia autoriza a liderança formal;

- Obsessão pelos documentos escritos (duplicação, certificação, arquivomania); (só obedece a documentos escritos) importância da legislação para a tomada de decisões, pormenores de certificação, inventário das escolas;

- Actuação rotineira (comportamentos estandardizados) com base no cumprimento de normas escritas e estáveis (os próprios professores estão contidos na rotina - a mudança de manuais não é feita por decisão dos professores);

- Uniformidade e impessoalidade nas relações humanas (não há excepções nos atendimentos e há austeridade dos funcionários);

- Pedagogia uniforme: a mesma organização pedagógica, os mesmos conteúdos disciplinares, as mesmas metodologias para todas as situações;

- Concepção burocrática da função docente (os directores de turma têm essencialmente uma função burocrática);

Fundamentação Teórica

Max Weber: O modelo burocrático deve ser o modelo das organizações modernas/sociedades modernas.

Há três formas de autoridade que correspondem a três formas de sociedade:

Sociedade/Autoridade

Autoridade Tradicional: por costume (reis - filho mais velho) hoje em dia não se deve aplicar ao estado;

Autoridade Carismática: características especificas de um líder, partidos políticos;

Autoridade Legal/Racional: o grande suporte da burocracia são as normas/as leis, verdadeira autoridade para Weber.

 

Características Burocráticas da Escola

- Legalismo - exagero na quantidade de leis na escola - Conselho Directivo (deve ter conhecimento) - suporte legislativo das escolas - organização, regulamentação;

- Uniformismo - currículo uniforme, uniformidade geral; não contemplam as diferenças regionais;

- Impessoalidade - a relação pessoal entre professor e alunos deve ser indispensável - o que não se verifica;

- Formalismo;

- Centralismo;

- Hierarquia.

A Escola como Democracia

- Característica Geral;

- Fundamentação Teórica: a teoria das relações humanas;

- Democracia nas Escolas.

Caracterização Geral da Escola como Democracia

- democracia implica participação e esta pode ser directa, representativa, entre outras;

- participação dos vários membros da associação na tomada de decisões, i e, as decisões são partilhadas/participadas por todos - não restrito a um grupo ou a uma pessoa (os modelos anteriores eram hierárquicos/centralizados).

Características

- decisão colegial e procura de consensos partilhados: colegial opõe-se a unipessoal (quando a responsabilidade é só de uma pessoa); representantes de vários grupos - com o mesmo valor de voto para todos, procura o consenso, não há imposição de ideias sobre outras, tenta-se chegar a acordo;

- valorização dos comportamentos, aspectos, estruturas informais relativamente às estruturas formais: Informal (não vem escrito nos regulamentos); lideres informais com maior influência; Estrutura Formal é o que está escrito no regulamento, é pré-definido, legislado, está no organograma; a Estrutura Informal é mais importante, na organização, que a estrutura formal;

- investigações sobre o comportamento humano (necessidades, motivação, satisfação, liderança): necessidades dos alunos na sala de aula; como se sentem motivados, o que fazer para isso;

- necessidade de técnicos para a "correcção" dos desvios (psicólogos, assistentes sociais, terapeutas comportamentais): aspectos psicologicos, comportamentais, atitudes das pessoas, emocionais (criação de creches, como dar um melhor ambiente nas empresas – com interesses na produção);

- visão harmoniosa e consensual da organização: entre director e dirigido, patrão e empregado;

- desenvolvimento de uma pedagogia personalizada.

Fundamentação Teórica: A teoria das relações humanas

Anos 30, teoria das organizações, "Movimento das relações humanas" - Elton Mayo. Trata-se de um prof. univer., EUA; estudo numa fábrica de Chicago "Hawthorne". Experiência numa fábrica de componentes electrónicos. Partiu do pressuposto de Taylor – Estudo:

- Haveria relação entre a iluminação dos funcionários e a sua produtividade?

Maior intensidade de luz à maior produção;

Trabalharam mais porque estavam a ser investigados;

Maior produção não por factores físicos mas por factores psicológicos; Começou a haver preocupações em termos psicológicos, grupais, liderança - questões das relações humanas.

Conclusões:

1.O nível de produção não depende da capacidade fisiológica do trabalhador, mas é estabelecido por normas sociais, relacionais, humanas do grupo onde estão inseridas;

2.As recompensas e sanções não económicas (em particular as de tipo simbólico, como por exemplo, o respeito e a afeição dos colegas) influenciam significativamente o comportamento dos trabalhadores;

3.Os trabalhadores não agem ou reagem de forma isolada (como indivíduos) mas como membros de grupos (por exemplo, é difícil que um indivíduo estabeleça por si mesmo a sua quota de produção); o grupo tenta encontrar o meio-termo de produção (auto-controlo);

4.O reconhecimento do fenómeno da liderança, formal ou informal é visto como pressuposto básico para o estabelecimento e imposição das normas do grupo;

5.A comunicação entre as diversas posições hierárquicas, a participação nas decisões e a liderança democrática passaram a ser salientadas como processos essenciais de actuação no contexto organizacional.

Teoria com muitos seguidores "desenvolvimento organizacional" ou "teoria comportamental".

McGregor: Teoria X e Y, "Teoria sobre o comportamento das pessoas"

X: Parte do principio que o trabalhador é preguiçoso, indolente e só trabalha por necessidade. Tem de ser controlado, espicaçado senão não faz nada. Não se deve dar autonomia - teoria pessimista da natureza humana. Taylorismo;

Y: O homem é trabalhador por natureza, gosta de trabalhar, é responsável. Deve-se dar-lhe autonomia – teoria optimista da natureza humana. Eltonismo.

- As teorias das relações humanas vão influenciar a organização das escolas.

Democracia na Escola

Características a nível da escola:

Escola Democrática: John Dewey e António Sérgio, defendiam uma escola democrática, onde os alunos participavam nas decisões.

Educação Personalizada: (seguidores em Espanha, até há pouco tempo). Na educação deve ter-se em atenção o indivíduo como "pessoa", com atenção aos seus interesses/gostos/meio sócio-cultural;

Escola como comunidade educativa: as escolas são pequenas comunidades (escola municipal) - António Sérgio; a comunidade educativa é diferente da comunidade escolar, esta engloba as pessoas dentro da escola, enquanto que a comunidade educativa sai fora das fronteiras da escola;

Gestão Democrática das Escolas: (consenso, partilha, participação) modelo de gestão (que existe desde o 25 de Abril) – conselho directivo e pedagógico - modelo de participação significativa para os professores.

Escola como Arena Política

- caracterização geral:

Todos os membros da organização devem participar nas decisões políticas.

As relações humanas são fundamentais nas negociações.

Relações humanas, preocupações psicológicas, noção de grupo – preocupações novas que anteriormente não eram tidas em conta.

John Dewey: a escola deveria preparar os alunos para a participação social/vida em sociedade.

António Sérgio: as escolas deveriam ser como "municípios"; comunidade escolar ¹ comunidade educativa (dentro da escola; professores, alunos, funcionários) ¹ (educação que se processa fora da escola).

Principio do século à empresa;

Anos 40 à burocracia;

Anos 30 - 70 à democracia;

- A escola é um sistema político em miniatura cujo funcionamento é análogo ao das situações políticas existentes nos contextos macro-sociais;

- Os estabelecimentos de ensino são compostos por pluralidade e heterogeneidade de indivíduos e de grupos que dispõem os objectivos próprios, poderes e influências diversas e posicionamentos hierárquicos diferenciados. As diferenças entre os alunos é cada vez maior, pluralidade de etnias/raças com interesses e objectivos próprios que vão tentar impor, a harmonia é algo irreal;

- A vida escolar desenrola-se com base na conflitualidade de interesses e na consequente luta pelo poder;

- Os interesses (de origem individual ou grupal) situam-se quer no interior da própria escola, quer no seu exterior e influenciam toda a actividade organizacional. Interesses políticos por trás da escolha de horários, entre professores, ou os próprios professores na luta do poder da escola;

- As decisões escolares, tendo na base a capacidade de poder e de influência dos diversos indivíduos e grupos, desenrolam-se e obtêm-se, basicamente, a partir de processos de negociação, ao obter o poder, as decisões fazem parte de interesses próprios ou de negociações entre grupos/membros;

- Interesses, conflito, poder e negociação são palavras-chave no discurso utilizado por esta abordagem organizacional;

- Interesses:

Políticos que surgem do mesmo modo nas organizações (na base destes aspectos/perspectiva de análise está a sociologia); Há interesses na escola, dos indivíduos ou dos grupos, utilizam a escola para atingir os seus objectivos; As coligações são forma de atingir os objectivos que individualmente são mais difíceis de atingir.

- Conflito:

É algo de "natural", benéfico e algo saudável; É um processo normal; Burocraticamente, o conflito é algo disfuncional; Nas relações humanas, o conflito é uma doença.

- Poder:

Muitas vezes as disciplinas não são feitas pelos interesses dos alunos mas sim dos professores, assim como os currículos; Poderes de vária ordem: autoridade (conferida pela lei/normaà poder legitimado); Influência (estratégias informais).

- Negociações:

As estratégias informais têm elevado poder de negociação; As decisões na Escola são por negociação; Quem ganha são os grupos com maior poder (ninguém perde).

Escola como Anarquia

Caracterização geral

Início em 1972; Modelo muito ligado ao interior da escola - construído.

Modelos de incerteza:

- A escola é complexa, heterogénea, problemática e ambígua; Não é uma organização simples (várias pessoas, funções diferenciadas);

- A escola dispõe de intenções e objectivos vagos, tecnologias pouco claras e participação fluída; Não há objectivos bem definidos/pouco claros - não dizem objectivamente o que a escola quer; Aqui as tecnologias são as metodologias/processos que o professor utiliza (modos/mecanismos) à cada professor utiliza a sua metodologia; Não há uma uniformidade de metodologias usadas; a participação nos vários conselhos varia de pessoas;

- A tomada de decisões surge de forma desordenada, imprevisível e improvisada; As coisas/assuntos não são tratados com ordem de importância crescente;

- Um estabelecimento de ensino é constituído por uma sobreposição de diversos órgãos, estruturas, processos ou indivíduos frouxamente unidos e fragmentados; Não há uma relação causa/efeito entre os órgãos;

- As organizações escolares são vulneráveis relativamente ao seu ambiente externo que, sendo turbulento e incerto, aumenta a incerteza e a ambiguidade organizacional; Dependendo a estabilidade da escola (gestão e fundos) de factores externos;

- Diversos processos desenvolvidos pela escola assumem um caracter essencialmente simbólico; A avaliação e certificação, os projectos da escola - são procedimentos simbólicos, "rituais fachada".

A Anarquia Organizada

Uma das teorias que está por detrás deste modelo é a teoria "anarquia organizada", surgiu a partir dos anos 70 (Cohen, March, Olsen) é uma anarquia minimamente organizada, senão não era organização; As principais características são: objectivos vagos, tecnologias pouco claras, participação fluída; As escolas vivem de forma ambígua quanto a objectivos, projectos, liderança.

O Modelo de Decisão "Caixote do Lixo"

Trata como é feita uma decisão; Primeiro procura-se os objectivos, estratégias, metodologias, recursos, negociação (problema) e solução; Não há uma coerência lógica entre pensamento e acção; A maior parte das pessoas age sem ter previamente pensado sobre os assuntos; Hoje a ideia de loucura de gestão/de jogo/de irracional de gestão está muito em voga.

A escola como "Sistema Debilmente Articulado"

Não há uma coerência/ligação forte entre os vários órgãos da escola, entre os indivíduos da escola, entre os conselhos, entre os professores; O que faz com que cada grupo/professor tenha autonomia própria;

"rituais de fachada", i.e., horas de atendimento, reuniões... para mostrar aos pais; Há maior preocupação em relação à avaliação do que ao ensino em si; Avaliar é certificar - dá-se importância porque a sociedade quer e exige; O conselho pedagógico pode ser um órgão de fachada.

"Rituais desarticulados", embora haja limites - há uma mínima organização.

Escola como Cultura

A escola como cultura tem muita aceitação a nível organizacional, empresas.

Características Gerais

As organizações são diferentes, cada escola é diferente de qualquer outra escola (heterogeneidade entre escolas);

A especificidade própria de cada escola constitui a sua cultura que se traduz em diversas manifestações simbólicas tais como valores, crenças, linguagem, heróis, rituais, cerimónias;

A qualidade de cada organização escolar depende do seu tipo de cultura: as escolas bem sucedidas são as que têm uma cultura forte;

Em termos de investigação, estuda-se o "interior" da cultura escolar, designadamente as dimensões simbólicas, mágicas e subjectivas do funcionamento da escola; O que os membros escrevem nos jornais, festas da escola, etc.;

As preocupações principais dos gestores deverão ser canalizadas para os aspectos simbólicos (gestão do simbólico) já que a cultura pode (e deve) ser não só utilizada como também alterada; O gestor deve andar na organização, falar com os membros, símbolos e rituais (não trabalhar fechado no gabinete).

Antecedentes:

Esta teoria surge nos anos 80: são perspectivas mais recentes na organização das escolas. São as empresas japonesas (e o seu sucesso) que fizeram desplotar esta teoria. Empresas com cultura forte. A cultura forte está por detrás do sucesso, há um conjunto de valores, heróis, mitos, símbolos partilhados pelos membros da empresa.

As empresas excelentes revelam:

- Flexibilidade para mudar, inovar, modificar facilmente à inovação/mudança;

- Firmeza muito grande relativamente aos valores, mantendo valores partilhados, dedicação à empresa/à marca.

Estas ideias orientais têm vindo a ser transpostas para o ocidente.

Manifestações de Cultura Organizacional

 

 

Direcção e Gestão das Escolas Públicas Portuguesas

Gestão Democrática das Escolas

Modelo em vigor desde 25 de Abril de 1974

Administração do Sistema Educativo (anterior ao 25 de Abril de 1974):

- Centralismo: direcções gerais em Lisboa (Ministério da Educação), tudo dependia dos órgãos centrais;

- Nomeação dos reitores e directores das escolas: nomeados pelo ministro da educação – director (esc. industriais e comerciais), reitores (liceus);

- Havia um controlo político/ideológico nas escolas: controlo político em relação aos professores; compêndio oficial, programas únicos;

- Inexistência de grupos de participação nas escolas;

- Estilos de liderança autocráticos: governo próprio - estilo próprio de quem manda;

- Práticas docentes repressivas;

- Modelo de gestão dependente do Ministério da Educação.

Com o 25 de Abril:

Primeiras instituições a ir para a rua festejar a revolução; Os reitores e os directores são saneados (e muitos professores); Recusa de nomeações por parte do Ministério da Educação; Constituição de órgãos "democraticamente" eleitos; Órgãos constituídos por professores, alunos, funcionários.

1974 -1976 - Modelo de Auto Gestão das Escolas

Tudo era decidido em reuniões gerais (RGA e RGP). O ministério deixa de ter poder sobre as escolas, as próprias escolas decidiam as festas, os programas, etc., em assembleias gerais. Democracia Directa.

1976 à ... - Modelo de Normalização

A partir desta altura o Ministério da Educação voltou a ter controlo das escolas (leis, regulamentos) voltou a centralização do poder.

Publicação do Decreto Lei 769-A/76 - acabou-se com a auto-gestão.

Passou-se de uma democracia directa para uma democracia representativa:

Quando toda a gente decide sobre o que é necessário decidir (em assembleias), as pessoas elegem um representante que decida e defenda os interesses deles.

D. L. 769-A/76 - Modelo de Gestão Democrática das escolas (é legal, órgãos com competências distintas e autónomas), características:

Organograma das escolas do 2º e 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário

Conselho Directivo(decide funcionamento da escola)

Presidente

Vice presidente

Secretário

Vogais

Representante dos alunos

Pessoal não docente

Conselho Pedagógico Conselho Administrativo

Presidente (pres. C. Dir.) Presidente (pres. C. Dir.)

Delegados de grupo Vice pres. (secr. C. Dir.)

Orientador de estágios Secretário(chefe S Adm.)

Coord. Dir. turma (questões financeiras)

Delegados Alunos

Rep. assoc. pais

Rep. cons. Consultivo

(problemas pedagógicos)

Cons. Grupo

Cons. Turma

Cons. Consultivo

Pais; Comunidade local; Professores; Alunos; Pessoal não docente.

É um modelo filho da revolução (não partiu do ministério) é filho da realidade vivida. Três órgãos da escola - colegiais e sua composição.

A administração é centralizada - não há autonomia das escolas - é regulamentado pelo estado (Ministério) até ao pormenor. O presidente do conselho directivo tem de conhecer e cumprir as leis - o conselho directivo e os seus membros são meros executores da lei.

A gestão da escola é dominada pelos professores, a classe docente domina os diferentes órgãos, não há cooperativismo.

A gestão feita nas escolas é amadora – nunca foi exigida experiência ou formação especializada em gestão. O presidente do conselho directivo apenas tem de ser profissionalizado e os restantes órgãos até podem nem o ser.

Não há um órgão que disponha de todo o poder.

Não favorece, não desenvolve a participação comunitária na escola.

Este modelo não permite que haja uma liderança forte. Há consenso, participação colectiva nas decisões a tomar (harmoniosamente). A lógica burocrática é muito comum na escola.

Vantagens:

- Trouxe "democracia" para a escola (excluindo ainda assim os pais, a comunidade);

- Clima saudável de relações humanas.

Havia pontos a alterar neste modelo, apontando para:

- maior autonomia a vários níveis (1);

- maior relação escola - comunidade (2);

- maior participação da comunidade nas escolas (3).

(1)Aos níveis curricular; pedagógico; financeiro (gestão mais autónoma).

(2)A comunidade não sabia o que se passava na escola. Até o uso de pavilhões/salas por vezes deve ser posto ao uso da comunidade. A comunidade deve disponibilizar técnicos à escola. A articulação dos currículos à própria comunidade (deve haver articulação entre o programa e a região).

(3)A participação deve ser nas decisões e não só para a consulta (em algumas decisões).

Novo Modelo de Direcção e Gestão

(D.L. n.º172/91 de 10 de Maio)

Há uma clara participação da comunidade na gestão e direcção da escola - modelos que dêem maior autonomia à escola.

Reforma da Organização Escolar e Novas Perspectivas de Gestão

Gestão democrática com os novos modelos de gestão:

1986 - Lei de bases do sistema educativo (reforma)

autonomia;

participação;

relações escola/comunidade.

Descentralização da administração

1989 - Lei da autonomia das escolas (D.L. 43/89)

autonomia:

cultural;

pedagógica;

administrativa;

financeira (não autónoma)

1991 - "Novo" modelo de gestão (D.L. 172/91)

experimentação em mais ou menos 50 escolas.

1998 - Projecto de autonomia das escolas (D.L. ?)

Novo modelo de direcção e gestão 172/91

Conselho de escola:

Órgão de direcção; participado pela comunidade e pelos vários intervenientes na escola (órgão de direcção). Decide sobre os aspectos mais importantes da escola (projecto educativo, desenvolvimento curricular).

Director executivo: Órgão de gestão e administração da escola.

Conselho pedagógico: Órgão de coordenação e orientação educativa; Chefe do departamento curricular; Cria departamentos curriculares (línguas, ciências, ciências sociais e humanas, expressões).

Conselho administrativo: Órgão de gestão administrativa e financeira

Regime de autonomia, administração e gestão (97/98)

Direcção (política):

Assembleia de escola ou agrupamento - órgão máximo de direcção, participado pela comunidade, com a presença dos pais, metade dos membros são professores.

Coordenador da escola:

Gestão - Conselho Executivo, executor ou director, o que a direcção decide - competência técnica, já não se exige uma formação especializada mas sim experiência profissional - a escola elege-o (professores), no resto da Europa é eleito por concurso público.

Cons. Pedagógico Cons. Administrativo

Cons. de docentes Cons. de Turma

Dep. Curricular Dir. de turma

Coord. do ano Serviços espec.

Pedag. e cient. Apoio educativo

Projecto Educativo da Escola

"Gestão Democrática" - D.L. 769 - A/76 - Desp.8/89

- Conselho directivo;

- Conselho pedagógico;

- Conselho administrativo;

- Conselho de escola;

- Director executivo;

- Colégio corporativo; (D.L. 553/80)

Estas seriam as características das escolas actuais (organização legislativa).

Nacional - documentos do regulamento interno - normas da escola - próprio da escola (funcionamento da biblioteca).

Plano anual de actividades:

Componente curricular:

- visitas de estudo;

- acções de formação.

Programas das disciplinas:

- planificar ao longo do ano, período, mês,...

 

O projecto educativo da escola (do género dos anteriores, mas diferente) - não está definido pelo ministério, a escola é que tem vindo a construí-lo nos últimos anos.

Condição "Autonomia"

- Necessidade das escolas fazerem projectos educativos, quando?

Década de 80, final 89 - 90: para que as escolas tenham maior autonomia, definir objectivos, projectos, com alguma margem de manobra.

Em 1980 já as escolas/colégios particulares queriam elaborar um projecto destes.

Projecto Educativo da Escola - Noção:

- Documento de carácter pedagógico;

- Elaborado/aprovado com a participação da comunidade educativa (pais, alunos,...aceitação destes,... e de toda a escola) envolver a escola na discussão (associação de pais);

- Estabelece a identidade própria de cada escola. O P.E.E. deve ser o seu B.I. que a identifica. Trazer a escola para o exterior;

- Expressão formal de autonomia do estabelecimento de ensino, "a nossa autonomia materializa-se nestes aspectos...";

- Constitui ponto de referência na coerência e unidade da acção educativa.

Estrutura (do documento)

- quem somos? - onde estamos? - como nos organizamos? - que pretendemos? - como vamos actuar?

- Definição da escola - qual é a escola, historial da escola;

- Caracterização contextual - ideia de futuro, que tipo de professores e alunos é que existem, a comunidade como é ... funcionários (o que são?);

- Estrutura organizacional - Conselhos dir., ped., adm., estão definidos; o que está à frente de quê; pessoal...;

- Objectivos gerais - pode estar incluída a construção de edifícios, piscinas, ...;

- Estratégias de desenvolvimento - modos de proceder para atingir os objectivos gerais.

Durante muito tempo não se soube quanto tempo deveria durar o projecto, mas agora a proposta é de três anos. Os projectos existentes são essencialmente sobre a estrutura da escola. O mais importante são os objectivos gerais e estratégias - o que na realidade as escolas dão menos importância ou ênfase nos seus projectos, deve apontar estratégias no qual o plano de actividades deve especificar quais são (jantares de confraternização, Natal,...).

T.E.I.P. - Territórios de Educação Interventiva Prioritária

O P.E. tem as seguintes funções organizacionais

- negociação: a escola deve negociar com direcções regionais, para conseguir dinheiro é necessário apresentar projectos;

- visibilidade: forma de se darem a conhecer perante o exterior;

- auto-formação: dos professores (que ao "o" elaborarem adquirem outras competências e conhecem melhor a escola);

- avaliação institucional (critério): não há critérios de avaliação da escola - se foi cumprido o projecto / os objectivos que se pretendeu alcançar;

- planificação;

- identidade: elemento que caracteriza a especificidade/características da escola.

Gestão pedagógica "intermédia" nas escolas

 

 

 

(1)

(2)

Profess.

 

 

(1)organização dos alunos (turmas e directores de turma).

(2)organização dos professores (delegados de grupo disciplinares).

Porque surgiram:

- os alunos necessitam de ser orientados - Directores de Turma;

- os professores necessitam de ser coordenados - Delegados Disciplinares (de grupo).

A escola é obrigatória até ao 9º ano, o secundário é obrigatório socialmente - com o aumento do n.º de alunos/complexidade/heterogeneidade surgiu a necessidade de criar os Directores de Turma.

Com a falta de preparação de alguns professores, o aumento do número destes fez a necessidade de criar os Delegados de Grupo disciplinares (departamentos curriculares).

Caso de Portugal:

1968 - C.P.E.S. - Ciclo Preparatório do Ensino Secundário: Cria-se o director de turma; Se quisessem poderiam ter delegados de grupo (não obrigatório);

1973 - é obrigatório ter um director de turma e delegado de grupo.

Até este momento tem-se valorizado os Delegados de Disciplina.

Director de Turma relaciona-se com:

- Pais; - Alunos; - Professores.

É uma função essencialmente burocrática, eles não dirigem (não são verdadeiros lideres), são coordenadores. Não é necessário ter habilitações próprias, ter profissionalização ou experiência.

Delegado de Grupo:

Coordena mais os aspectos científicos do que os pedagógicos. Hoje exige-se que estes dois cargos tenham de ter cursos de preparação próprios.

A Administração dos Sistemas Educativos

Sistemas Educativos - maior organização em qualquer país; n.º de pessoas; financiamento (orçamento). Há necessidade de planificar, ordenar, coordenar, avaliar, organizar,...;

Área Financeira – construção e manutenção das escolas e equipamento; salários de professores e funcionários; outras despesas (projectos diversos, acção social escolar, ...);

Objectivos - metas do ensino, quem os estabelece, para que serve, definição;

Avaliação das escolas/inspecção - é necessário que haja organismos de controlo sobre a escola;

Currículos (conteúdo) - estabelecido pelo ministério da educação ou pela administração; é necessário saber quem o define;

Contratação - de professores e funcionários;

Área de recursos humanos - É a administração? É a autarquia?

Que modelos de administração podemos ter?

Centralizados – o poder de tomada de decisões encontra-se no topo dos órgãos de cúpula da hierarquia do sistema educativo (o M.E.):

Concentrado (existe um único centro a tomar decisões); as escolas teriam de comunicar todas as decisões com a direcção geral de educação; com a complexificação do sistema educativo - é um modelo cada vez mais ineficiente;

Desconcentrado (não tem autonomia total, as decisões podem ser revogadas pelo M.E.).

Descentralizados - as decisões estão situadas em órgãos territorialmente distribuídos. As decisões não podem ser revogadas pelo M.E., são autónomas:

Descentralizado (tem autonomia) ß à Desconcentrado (não tem autonomia)

M.E.: DREN; DREC; DRET; DRAlentejo; DRAlgarve.

Para cada um destes órgãos ser descentralizado - as suas decisões não poderiam ser revogadas pelo M.E.

Em Portugal é centrado-desconcentrado, o M.E. pode revogar decisões das Direcções Regionais de Educação (excepto na Madeira e Açores).

Tendências de reformas (situação):

Inglaterra - tradição de descentralização (poder: autarquias, escola;

Mediterrâneo - centralização (modelo Napoleónico) - países latinos.

Em países centralizados tem havido uma tendência à descentralização, para as autarquias, regiões locais e escolas. Nos outros países nórdicos a tendência é oposta.

O Sistema Educativo Português

Estrutura; Organização; Objectivos Gerais

Organização de todo o sistema

De acordo com a L.B.S.E. 46/86, 14-10 alterações na 115/97, 19-9 - lei muito importante do sistema educativo português: lei de bases (estabilidade); lei interessante, avançada (apoio e consenso geral).

Tipos de educação: pré-escolar; escolar; extra-escolar.

Modalidades

- Educação Pré-escolar:

Dos 3 aos 6 anos (idade de ingresso na escolaridade obrigatória), creche (0-3 anos, não está englobado neste tipo de educação), jardim de infância (3-6 anos) [público e privado] - facultativo;

- Educação Escolar:

ensino básico - [1º ciclo, 2º ciclo, 3º ciclo (escolas profissionais/ensino recorrente -4-2-3 anos resp.);

ensino secundário - [3 anos] cursos de caracter geral, cursos tecnológicos, escolas profissionais);

ensino superior - [ens. Universitário/politécnico]

modalidades especiais de educação escolar - educ. especial, form. profissional, ens. recor. de adultos, ens. de adultos, ens. à distância, ens. português no estrangeiro.

- Educação Extra Escolar:

Cursos; congressos.

Ensino básico:

1º ciclo - ensino globalizante à um só professor a leccionar;

2º ciclo - deve-se organizar por áreas interdisciplinares - existe um professor por disciplina, deveria haver um professor por área disciplinar;

3º ciclo - um professor por disciplina ou por grupo.

Obrigatório, gratuito e universal (globalizante) - o aluno é obrigado a frequentar até aos 15 anos.

4 anos 12 anos 2 anos (folga)

6 anos

1986 9 anos 15 anos 0 anos

Não se dá actualmente anos de "folga" - os 9 anos coincidem com os 15 anos de idade.

Um aluno pode ter cumprido 9 anos de escola e não ter sequer cumprido o 9º ano de escolaridade.

Cursos de carácter geral: para prosseguimento de estudos;

Cursos tecnológicos: mais encaminhados para a vida activa;

(ambos estes cursos têm acesso ao ensino superior)

Cursos das escolas profissionais (estes e os cursos tecnológicos dão diploma de conclusão mais diploma profissional - nível III)

Ensino Superior:

Bacharelato, Licenciatura, Mestrado, Doutoramento

(máx. 3 anos) (4-5-6 anos) (3 - 5 anos)

Os institutos superiores só atribuem bacharelatos e licenciaturas. Bacharelato (2-2,5-3 anos), bacharelato em ensino (4º), DESE (equivalência à licenciatura).

A tendência na Europa é para as licenciaturas terem 4 anos.

Modalidades especiais de educação escolar

Educação Especial - apoio a alunos com necessidades educativas especiais – integração no ensino normal (regime normal);

Formação Profissional - preparação para a vida activa - escolas especiais; ensino recorrente de adultos fora da idade normal, completar habilitações (noite); ensino à distância feito através dos meios de comunicação social (televisão e dois professores - letras e ciências); ensino do português no estrangeiro

(criar escolas portuguesas no meio dos emigrantes/escolha do português nas escolas normais).

JI - Jardim de infância;

EB123 - Escola Básica (1º, 2º e 3º ciclos);

ES - Escola Secundária;

EBI - Escola Básica Integrada (educação pré-escolar, 1º, 2º e 3º ciclos);

TEIP - Territórios Educativos Intervenção Prioritária.

Administração do Sistema Educativo Português

LBSE 43º, 44º, 45º

Princípios Gerais

- Democratização/participação (professores, alunos, pais, autarquias, funcionários, interesses - sociais, económicos, culturais e científicos);

- Integração comunitária (escola em sintonia com a comunidade, resposta às necessidades);

- Descentralização/desconcentração dos serviços (administração a nível local e regional - o poder central continua com poder mas com menos);

- Princípio da autonomia do ensino superior (científica, pedagógica, administrativa (contratos) e financeira (universidades), os politécnicos não devem ter autonomia financeira);

- Reconhecimento/dignificação do ensino particular;

- Prevalecimento de critérios pedagógicos sobre critérios administrativos;

Princípios Orientadores

- democratização/participação;

- interligação/integração comunitária;

- descentralização e desconcentração dos serviços;

- princípio da autonomia do ensino superior – autonomia financeira: para gerir o orçamento que vem do estado, há receitas próprias;

- reconhecimento/dignificação do ensino particular e cooperativo, a lei de bases reconhece o ensino privado;

- prevalência de critérios pedagógicos sobre critérios administrativos, as universidades e os cursos vão ser avaliados.

Níveis de Administração

(de acordo com a LBSE)

- central (Nacional);

- regional autónomo (*não se esclarece na LB bem o que é);

- regional (direcções regionais de educação);

- local (*) (autarquias locais, alguns incluem as escolas).

Central

Ministério da Educação

Ministro da Educação

Secretários de Estado (3)

Departamentos - ens. superior (DESup); ens. sec. (DES); ens. básico (DEB).

Deve: conceber, planear, avaliar todo o sistema educativo.

Regional/Regional Autónomo

Direcção Regional de Educação: Porto; Coimbra; Lisboa; Évora; Faro.

CAE - Centro de Área Educativa.

Local

Autarquias locais; Rede de transportes dos alunos para as escolas; associação social local; edifícios da rede escolar.

Ensino Particular e Cooperativo

Estado Novo (anos 70):

- ensino sem autonomia (estado novo à 25/4) teria que ter o mesmo currículo do ensino estatal (disciplinas, plano de estudos) e mesmos manuais. Os professores eram responsabilizados pelo ME e os alunos tinham que fazer exames no ens. estatal;

-Financiamento/subsídios(*) (que o estado começou a dar ao ensino privado);

-1976 - reconhecido pela constituição da republica portuguesa como supletivo.

Estatuto do ensino particular e cooperativo (anos 80):

- Publicado nos "Estatutos do EPC" DL 553/80, 21-11 - aprovados estes estatutos;

- Contratos de associação (1);

- Possibilidade destes estabelecimentos poderem ter Projecto Educativo próprio (1ª vez que surgiu) (2);

- Poderem estar em regime de autonomia ou paralelismo pedagógico (3);

- Entidade titular (donos que têm a propriedade) à Direcção Pedagógica (4).

(*) Deve ser aberta uma escola privada onde (só) não houver escola estatal - onde aquela não fosse competir com o ensino estatal. Nos seminários religiosos tinham que fazer exames cá fora (para que fossem reconhecidos). Apenas serve para complementar o ensino/preencher os espaços onde o ensino estatal não chega. O ensino privado tem funcionado como a face oculta do ensino estatal.

O DL 553/80 ainda está em vigor para o EPC.

(1)Contratos que uma escola particular pode fazer com o estado - podendo ter alguns alunos gratuitidade na frequência;

(2)Poderão ter características próprias - muitas vezes as escolas privadas não o têm feito, nem o ministério tem deixado haver mudanças (nível das disciplinas);

(3)Só autonomia ou só paralelismo pedagógico (tem só um ou outro aspecto de autonomia). Escolher manuais, orientações metodológicas, definir conteúdos programáticos, fazer matrículas/passar certificados, dispensar alunos dos exames à maior autonomia;

(4)Definem a organização (própria). Há um dono do colégio, associação ou igreja que designa uma direcção pedagógica (têm director pedagógico) para a escola.

LBSE relativamente ao EPC

- É a tradução da liberdade de "ensinar e aprender" (é a dignificação do ensino particular);

- É parte integrante / deve ser da rede escolar (mesmo pé de igualdade do ensino público);

- Sempre que o estado queira implementar uma escola tem de saber se já lá existe uma EPC

- Pode ter planos e programas curriculares próprios;

- As habilitações dos professores devem ser as mesmas dos professores do ensino público;

- Fiscalização, financiamento. O estado deve apoiar/avaliar/financiar/fiscalizar o ensino público Cooperativo.

Formação e Carreira Docentes

LBSE art.º 30à 38

- Formação inicial de nível superior - Licenciatura:

Ed. Infância, Prof. Ens. Básico (Univ. e Esc. Sup.); Ens. Secundário (Univ.);

Qualificação para outras funções educacionais, cursos especiais: cursos de ed. especial; administ. Escolar; inspecção; sócio cultural; ed. base de adultos;

- Formação contínua - os profs têm direito a esta, de modos diversificados - anos sabáticos (mestrados, cursos, especializações);

- Formação integrada - ter nos seus cursos, formação científica/pedagógica (2) ; Teoria/prática;

- Progressão na carreira e avaliação do desempenho - vários escalões, e passagem nestes (formação contínua (créditos)), esta progressão está sujeita a avaliação (topo 10º escalão).

 

Desenvolvimento Curricular

Do latim " Currere".

A ideia de currículo surge no início do século. Currículo significa trajectória – sequência ordenada e uma totalidade de estudos.

A didáctica geral abrange decisões que conduzem à aprendizagem (materiais, métodos). A didáctica especifica concentra-se nas áreas especificas de aprendizagem.

O currículo e a didáctica abrangem assuntos semelhantes, o currículo abrange de forma mais abrangente áreas de estudo, a didáctica é mais especifica sobre ensino/aprendizagem de conteúdos (Bobbitt, Tyler, Taba).

O currículo está sujeito a condicionantes culturais, políticas, sociais, ....

O que se entende por currículo (várias definições de vários autores)

Com mais frequência:

- Lista de disciplinas/matérias de ensino (e respectivos tempos lectivos atribuídos);

- Lista e/ou esquema de conteúdos programáticos;

- Sequência organizada de conteúdos de ensino (o que se ensina);

Com menos frequência:

- Série de objectivos de ensino (para que se ensina);

- Manuais e materiais didácticos (para o professor e/ou aluno – com que se ensina);

- Métodos e processos de ensino (como se ensina);

- Conjunto de processos/actividades na escola.

O que inclui afinal, o currículo:

Diferentes combinações das componentes anteriores, ou até, esse conjunto de componentes.

Funções do currículo: 1.elenco de disciplinas 2.conjunto de actividades educativas 3.tudo o que é aprendido na escola;

Finalidades/funções: 1.finalidades 2.finalidades 3.funções;

Componentes: 1.instrucção 2.instrucção, socialização, estimulação (motivação) 3.instrucção, socialização, estimulação (motivação);

Tecnologia: 1.centrado no ensino 2.centrado no ensino 3.centrado na aprendizagem.

Uniformidade

1.Igual para todo o país;

2.Varia de escola para escola;

3.Varia de aluno para aluno.

A organização escola-rigidez influencia os alunos. Os alunos não aprendem só o que é formalmente/rigidamente ensinado. O currículo é tudo isto (há autores que só incluem as disciplinas).

Currículo escolar – só na escola.

Currículos Paralelos ou Aprendizagens Paralelas – que se desenvolvem em todos os meios fora da escola (anterior e paralelamente à escola). Paralelos = Colaterais. As aprendizagens são distorcidas nos meios fora da escola. Dewey.

Devemos partir dos saberes dos alunos / partir das suas experiências e desenvolver as matérias a ensinar – há interacção entre os dois – deste modo desperta o interesse - ver o que é útil no dia a dia de outra forma.

Currículo oculto – tudo o que é aprendido na escola deriva:

- da organização que a escola tem;

- do tipo de alunos que a escola tem;

- do tipo de professores.

O que se aprende implicitamente , não é consciente. No mesmo contexto vários alunos podem aprender de forma diferente (depende do currículo paralelo que o aluno já possui – feitio, disciplina, organização, socialização ... do aluno).

Currículo Nulo – Eisner:

O que não se ensina, conteúdos disciplinares que não se ensinam. E há o que se ensina e que os alunos não aprendem.

Currículo e Processo de Ensino

Currículo Formal: oficialmente aprovado pelas entidades responsáveis pelo sistema educativo;

Currículo Percepcionado: o que os professores transmitem, de acordo com a interpretação acerca do oficialmente definido;

Currículo Experienciado: traduz o que os alunos recebem e aprendem, em resposta ao planeado e ao transmitido;

Currículo Observado (Operacional): representa a perspectiva externa daquelas que o descrevem tal como acontece na situação do ensino escolar, independentemente das perspectivas de entidades oficiais, professores e alunos.

Os professores ensinam coisas – e os alunos vão relacioná-las com o que já sabem. Há muito mais para ensinar para além do programa. Os alunos não aprendem tudo ( processamento de informação).

Didáctica – ensinar este ou aquele conteúdo;

Currículo – perspectiva do todo, ao longo dos anos (inicio – fim do percurso).

Teorias Curriculares

Teoria Técnica

- legitimidade normativa;

- racionalidade técnica;

- ideologia burocrática;

- interesse técnico.

1. Currículo como produto. Conteúdos organizados em disciplinas:

Racionalismo académico.

Taylorismo: Currículo organizado em disciplinas. Objectivos, conteúdos, finalidades. A matéria a leccionar está legitimada pelo organismo central – está previamente planeado, tecnicamente elaborado. O professor tem de cumprir o programa. O Taylorismo achava que com organização se atingia o sucesso.

2. Currículo como auto-realização dos (centrado) alunos. Auto-realização como experiência consumatória;

3. Currículo como meio tecnológico de eficiência social: plano para a aprendizagem. Tecnologia.

Tyler (1960): Pedagogia por Objectivos:1111

Os professores nos seus planos de aula não organizam (com esta organização) objectivos, actividades – há imprevistos, é na prática imprevisto/impossível obedecer a uma sequência rígida pré-estabelecida. Ignora a prática.

Bloom: taxonomia; detalha os objectivos a nível afectivo, cognitivo ... (teoria muito definida).

Teoria Prática

- legitimidade processual;

- racionalidade prática;

- interesse prático

- ideologia pragmática.

Currículo como texto, projecto, hipótese:

Desenvolvimento dos processos cognitivos.

Os serviços centrais definiriam apenas os conteúdos mínimos, os professores e alunos desenvolveriam o resto (a maioria) – Descentralização Curricular (mais problemática) que a descentralização administrativa.

O professor já não é só um implementador do currículo (definido pela administração central) ele é o administrador. A sala de aula é o local onde o professor recolhe informação, pensa sobre ela, e aplica uma nova forma de currículo adequada aos alunos que tem. É flexível – o currículo é um texto que é lido pelo professor.

Recontextualização: conjuga o que pode ser feito pela escola e o que deve ser feito pela administração central. Articular. Pré-adaptado: o professor não pode inovar muito, pois tem de dar resposta nacional.

Teoria Crítica

- legitimidade discursiva;

- racionalidade comunicativa;

- ideologia crítica;

- interesse emancipatório.

Currículo como Praxis:

Acção argumentativa. Emancipação duma comunidade (uma turma).

Currículo construído pelos professores e alunos (tema dado por estes).

Deriva da discussão. Os argumentos são legitimados pelo discurso, é a dialogar que se entendem.

É motivante organizar os currículos conforme as necessidades da escola.

Currículo ideal (confluir os três)

-parte definida pela administração central (técnica) 50%;

-administração regional (prática) 40%;

-sala de aula (crítica) 10%.

Há valores nacionais que têm de existir na escolaridade básica, objectivos nacionais e competências mínimas a desenvolver (muito menos das existentes).

Desp. 4848/97, 30/7

Gestão Curricular flexível para o ensino básico-

-"As escolas podem elaborar um projecto curricular especifico para aquela escola (só ... com autorização).

O discurso é descentralista mas o estado assume uma prática centralista.

Processo de Desenvolvimento Curricular

Teoria à Intenção

Prática à Realidade

O Currículo pode ser:

a) Noção de currículo; b) Teoria Curricular; c) Desenvolvimento curricular; d) Professor.

(1) (2) (3)

a)Plano Projecto Emancipatório

b)Técnica Prática Crítica

c)Implementação Interactivo Decisório na escola (processo autónomo)

d)Implementador Implem./decisor Decisor

(1)Conceptualização - feita pelo ministério; Implementação - feita pelo professor. (dois processos separados).

(3)O ministério deveria definir só as "competências mínimas" - os professores deveriam elaborar ou decidir o resto - participar a dois níveis - os professores participam.

Actualmente existem os (1) e (2) (este menos), Nível Nacional para Nível Local.

Elaborar Currículos:

1º Justificação: Para quem, que idades?

Necessidades dos alunos

Necessidades da sociedade (competitiva) o que se quer manter ou o que se quer mudar - Aluno/Sociedade/Cultura

2º Concepção/Elaboração

3º Implementação

4º Avaliação

Acetato- O currículo no processo do seu desenvolvimento

Currículo prescrito(*):

O currículo que sai do M.E. elaborado pelos especialistas.

Currículo apresentado aos professores(*):

Apresentado nos manuais (Editoras - interpretam o currículo prescrito), nas acções de formação, ... (tem algum poder político); Há professores que nem consultam os programas, jornais, revistas.

(*) programas exteriores à escola.

Currículo moldado pelos professores:

Mais uma vez o currículo é alterado: cada um molda-o ao nível da escola, ou da turma. Ele interpreta - há interacção - há toques especiais de cada professor.

Ensino interactivo

Currículo em acção:

O professor pode levar uma planificação e há sempre imprevistos por parte dos alunos - nos quais o professor muda ou altera o que tinha planeado.

Currículo realizado:

O que é retido pelos alunos - o que passou do professor para os alunos e dos alunos para o professor.

Currículo avaliado:

Incide mais nos dois primeiros aspectos e menos nos últimos (o currículo realizado é lesado) -Acetato.

O desenvolvimento curricular é sempre um processo interpessoal, porque os diversos actores não são menos participantes - têm capacidade decisória (professores e alunos);

É um processo político - conforme a ideologia dos diversos governos vão variando (ideologia, objectivos da Lei de Bases) [no tempo de Salazar a escolaridade obrigatória era de 3 anos, para as pessoas não se tornarem revolucionárias, agora apela-se a uma participação dos pais, comunidade,...].

É um empreendimento social porque se relaciona com a socialização dos alunos (a escola é um micro-treino

da sociedade). Treina-se a relação entre iguais, com a autoridade, afectivas, pessoais, o mundo de trabalho e a casa, o aluno tem um ofício: de estudante.

É um processo interactivo; envolve colaboração, cooperação (grupos disciplinares, diferentes níveis de ensino) entre alunos, entre professores, entre professores e alunos, entre professores e pais, com papéis diferentes. Relaciona os vários papéis.

É um processo de tomada de decisões; estas são sempre desarticuladas; as decisões vindas do ME não são aplicadas na prática tal e qual, e de formas diferentes nas diferentes escolas, ou locais.

O professor em interacção acaba por ter um poder informal e pessoal de transmitir aos alunos valores e ideologias.

Acetato - Contextos e níveis de decisão curricular

Níveis Economia/Gestão Educação

Macro Planificação estratégica Político/administrativa

- O nível Macro pertence ao ME, define fins, objectivos gerais.

Meso Planificação táctica Gestão-escolar-objectivos-escola/regiões

- Pertence à gestão escolar. Onde os professores intervêm.

Micro Planificação operativa Sala de aula - objectivos

- Pertence à sala de aula; Nível de gestão curricular onde o professor intervém.

(1)- Contexto; (2)- Fases; (3)- Caso Português.

(1)- Político Administrativo;

- Gestão escolar (escola);

-Realização (sala de aula).

(2)- Currículo prescrito, Oficial, Formal, Intencional, Desenho curricular de base, Core curriculum;

- Currículo apresentado, Documento de trabalho dos professores, Mediadores curriculares (manuais, livros,...);

- Currículo moldado, Percebido, Currículo trabalhado pelos professores a nível da escola;

- Currículo em acção, Real, Operacional, Currículo realizado, Experiencial.

(3)- Prescrição de: planos, programas, objectivos, actividades, orientações;

- Programação/Planificação;

- Aula.

[Acetato - Conceptualização e Legitimação do Currículo]

Currículo Real (corresponde mais ao nível escolar)

Projecto Educativo - Plano Global de Formação

- deve ser definido de modo a poder fazer com que o projecto curricular seja posto em prática.

Currículo Programado - Projecto Curricular (mais específico)

Currículo Planificado - Projecto Didáctico

[Acetato - Quadro 1: Concepções de escola e seus pressupostos]

Serviço local de Estado:

- a pessoa chefe (que chefiava) deveria ser nomeada pelo ME para controlar/coordenar as planificações do ME.

Cliente: pais dos alunos

Papel democrático do professor: tem um papel decisor, não faz só o que o mandam fazer (burocrático).

Factores determinantes do currículo ou fontes curriculares: são factores que estão subjacentes a todos os modelos curriculares.

Factores económicos: aspectos que determinam o que a escola pode fazer.

Factores institucionais: factores administrativos e educativos - estão dependentes mas nem sempre são conciliáveis.

Factores sociais: factor financeiro atribuído à escola. Consumismo educativo. O público cada vez com mais informação e quer participar.

Factores demográficos: alunos a mais ou a menos? Professores a mais ou a menos?

Acesso à educação por vários níveis/classes sociais: diversificação curricular - acesso à educação por vários grupos.

Valor atribuído à educação individual e colectivo: a educação é cada vez mais valorizada.

Factores políticos: Orçamentos distribuídos. Interesses - Modelos de desenvolvimento e prioridades definidas pelo governo.

à óptica mais oficial ß mais cultural

Óptica mais académica: Contexto da Educação

Teorias da Educação

- recomendações dos organismos internacionais;

- opinião da comunidade científica (metodologias activas ...);

- opinião pública.

Finalidades Sociais da Educação à Leis à Currículo

Opção Regressiva: Regresso a práticas e valores anteriores que se retomam depois de deixados de lado algum tempo.

Opções Conservadoras: Deixar estar como está (embora dizendo que se quer alterar).

Opção Liberal: Opção de mudanças. A sociedade vai mudando e exige-se mudanças na educação - coordenar.

Opção Experimental: Criação de novos modelos educativos. TEIP - Territórios Educação Intervenção Prioritária (escolhidos em zonas carênciadas).

Opção Regeneradora: Adopção de novas abordagens para experiências de aprendizagem. Uma disciplina dada por vários professores. Metodologias novas.

Opção Eclética: Conforme as circunstâncias, opta-se pelo melhor modelo.

Organização do Currículo Nacional

Lógica Epistemológica: Baseada na natureza disciplinar do conhecimento - organização por disciplinas; permite articular os vários conhecimentos (o indivíduo deve relacionar as matérias) - as disciplinas de maior caracter no desenvolvimento - têm maior carga horária - mais importantes no desenvolvimento - hierarquia.

Lógica Psicológica: Tem-se em conta as aptidões, capacidades e grau de desenvolvimento do aluno - cada grau tem uma dificuldade própria para o nível cognitivo (etário) dos alunos. Diversidade do currículo que permita que diferentes alunos, com diferentes dificuldades, tenham currículos adaptados.

Lógica Corporativa: Conjunto de docentes. Composição global e actual do corpo docente - com um grupo de docentes o currículo é abordado de maneira diferente de outro grupo de docentes. Actualização dos professores...

Lógica Pedagógica ou Formativa: Responder às exigências da educação dos alunos.

Componentes Curriculares

Elementos formais que compõem o currículo - que o integram. As componentes são interdependentes, exigem coordenação - fazer articulação entre as diferentes disciplinas.

[Acetato - Componentes do currículo e finalidades da educação]

Estas componentes respondem à questão: "O que é que se ensina nas escolas?" - e isto constitui uma selecção da cultura dominante, pois o currículo é igual para todo o país.

Componentes da forma de conhecimento:

1)Ciências Sociais e Físicas;

2)O conhecimento mental ou pessoal (esquemas de pensamento cultural - temor de fazer os alunos saírem destes esquemas e irem mais além);

3)Conhecimento Matemático;

4)Estético;

5)Religioso;

6)Conhecimento Filosófico.

A partir daqui se retiram cinco disciplinas básicas:

- Matemática, Ciências Físicas/Biológicas, Humanidades e Ciências Sociais, Artes Expressivas e Criativas, Educação Moral.

- Acrescenta-se o trabalho interdisciplinar.

Acetato- Modelos de Organização Currícular

1-Modelo baseado em disciplinas:

As disciplinas científicas são a fonte de cada um dos conteúdos, determinando até os métodos de ensino.

Tendo os professores uma formação também disciplinar.

Multidisciplinaridade: justaposição de disciplinas diferentes.

Pluridisciplinaridade: justaposição de disciplinas mais ou menos próximas.

Interdisciplinaridade: interacção entre várias disciplinas mais ou menos próximas, pode ir da simples comunicação de ideias, ou integração de conceitos básicos de cada uma.

Transdisciplinaridade: implica disciplinas que se juntam e inventam um modo de abordar um tema em comum (desenvolvimento pessoal e social). Tem de ser assumida (não é como a língua materna).

2-Temas/unidades temáticas problemáticas que são ponto de partida para desenvolver a matéria-organização.

3-Modelo centrado na sociedade, atender prioridades sociais, garantir conhecimentos e aptidões relevantes, ou seja, aproximar os alunos de problemas quotidianos que têm de enfrentar. Formar o indivíduo pessoal e socialmente bem. Para resolver problemas.

4-Ou educação experiencial. Movimento da turma/classe aberta, relacionado com a educação informal. Assenta na ideia de que os currículos devem responder aos interesses imediatos dos alunos. Os alunos aprendem mais em interacção com o meio, de acordo com os seus interesses (o ver, o mexer, ... até à adolescência é muito eficaz), deve promover-se sempre que possível.

5-Processos Cognitivos: abordagem por problema, aprendizagem por descoberta, aprendizagem activa. Análise de tarefas hierarquizadas em termos de

funções e conhecimentos. Vão aprendendo cada processo por si.

Funções e Competências: Ir mais além do que a "zona de desenvolvimento actual", para "puxar" pelos alunos / evoluírem é a "zona de desenvolvimento potencial", pode também dar oportunidade ao aluno de regredir.

Acetato- Modelo da Reforma Currícular

Modelo centrado no aluno:

Na prática em Portugal é disciplinar.

O nosso currículo é centrado no iluminismo, feito por "esses iluminados", do M.E., que fazem e decidem (sabem tudo, fazem tudo). Os serviços centrais mandam executar. Centrado no enciclopedismo - há um pouco de tudo nas matérias, fragmentado - vários temas justapostos.

Uniforme para todos - perfil único; os alunos devem ser todos iguais sem ter em conta as diferenças.

Acetato- Caracterização das políticas educativas

Igualdade de acesso não implica igualdade de sucesso.

Temos populações heterogéneas em cada escola - a descentralização deveria propor projectos de acção (centralmente definem-se ideias globais, na escola devem-se definir estratégias para essas ideias globais). Só deveriam estar definidas ideias de base.

Interesses, capacidades e aptidões dos alunos - acompanhamento/regulação.

As escolas que querem autonomia devem estabelecer contratos com o ME sem se desviarem dos objectivos globais definidos por este.

As perspectivas/interesses dos pais, das autarquias, da comunidade, devem participar nos projectos das escolas.

A autonomia depende dos interesses de todos.

Relações nas Organizações: Formais; Informais; Agenda Secreta (questão política).

Quatro Modelos de Centralização/Descentralização

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ABà Legitima uma política centralista, o ME tem responsabilidade nas decisões e aplicações. A política curricular baseia-se num complexo quadro normativo;

DCà Modelo descentralista, o papel preponderante está na escola, o projecto curricular é local, a responsabilidade é do professor e do aluno. O papel do ME é garantir a igualdade de oportunidades, através da disponibilização de recursos. Os valores nacionais dão valores de identidade.

ADà Modelo misto, é mais centralista do que descentralista; é o nosso modelo actual onde prevalece a política normativa, há descentralização no discurso mas há centralização na prática. Há uma tutela administrativa - tutela burocrática.

BCà Modelo Misto, mais descentralista do que centralista, o estudo define referentes recontextualizados no local (redefinidos no local). A escola define/recontextualiza as definições do ME. Projecto curricular. Territorialização=Descentralização Os territórios educativos devem ter uma articulação curricular. Cada escola tem um projecto curricular, mas deve ter em conta uma abrangência global, para quando os alunos mudarem de escola não estarem desarticulados com outros / de outras escolas.

Noções básicas da descentralização

- O que interessa avaliar é se cada aluno se desenvolveu nas suas potencialidades;

- Projecto: com os referentes definidos pelo ME;

- Todas as pessoas são actores na construção deste projecto, todos activos;

- Há parcerias e redes;

-Contrato, regras de autonomia, todos têm de cumprir

Acetato- A continuidade curricular

No modelo centralista.

A forma de avaliar a qualidade dos resultados é igual à avaliação académica. Todos os alunos são tidos como iguais.

A estrutura do ensino básico e secundário

Organograma do Sistema Educativo

Acetato

Ed. Pré-escolar

Ed. Escolar

Modalidades especiais de educação

Ed. Extra escolar

Ensino Básico

1º ciclo

2º ciclo, professores por disciplinas e não por áreas disciplinares (embora a tendência seja essa)

3º ciclo, nível multidisciplinar

Ensino Secundário

Cursos Profissionais em escolas Profissionais

Cursos Artísticos

Aprendizagem de cursos no Instituto de Emprego e Formação Profissional

Desp. G. nº123/97 (27/10) 9ºano+1

Escolas Secundárias:

- cursos de caracter geral (prosseguimento de estudos), quatro agrupamentos;

- cursos tecnológicos (preparação para o mundo de trabalho ou prosseguimento de estudos);

Com um diploma, certificado nível 3.

Escolas Profissionais:

Também dão um diploma de acesso ao ensino superior.

1986 - Princípios Curriculares

- Fazer uma escolarização/formação mais eficaz e adequada à realidade social que havia;

- Assegurar a educação escolar como um ponto de partida para uma educação permanente. As finalidades deveriam ser:

- formativas;

- informativas.

Passou a dar-se ênfase à autonomia e flexibilização curricular;

Necessidade da expansão da Ed. Pré-Escolar (período importante da formação);

Valorização da língua Portuguesa;

Ensino das línguas estrangeiras no 1º e 3º ciclo;

Área de formação pessoal e social;

Área-escola;

Problemas que se encontram no ensino básico

-Questões curriculares:

-extensão e rigidez dos programas;

-insuficiência das aprendizagens essenciais (os indivíduos acabam o 9º ano sem capacidades pessoais/sociais de integração);

-insuficiente autonomia dada aos professores e às escolas;

- insuficiente interacção do currículo escolar com o meio (população escolar cada vez mais heterogénea, a escola deveria dar resposta a esta população).

- Horários intensos e programas grandes (não permitem que o aluno desenvolva as competências básicas/mínimas - não estão cumpridas).

Alterações propostas:

Encontrar perfis de competências gerais que os alunos devem cumprir no fim do ensino básico, é necessário: definir perfis/aquisições mínimas por ciclo, ano, por área disciplinar ou disciplina (socialização, independência - finalidades do programa) - preocupação em áreas transversais/mais genéricas. Objectivos mínimos.

Problemas encontrados para o ensino secundário

Os alunos do 12º ano apresentam resultados baixos nas disciplinas consideradas Básicas (português, filosofia, matemática).

Indícios de retenção e abandono muito elevados - principalmente no 10ºano e cursos tecnológicos (criam-se expectativas no 9ºano).

Corpo docente muito desmotivado e nem sempre preparado para os desafios pedagógicos que se lhes deparam.

Baixas expectativas no desempenho dos alunos (elevado n.º de disciplinas, carga horária elevada e programas extensos e exageradamente académicos).

1995/96 - proposta ("remedeio" a nível nacional).

OGP – Orientações de Gestão de Programas - para responder a problemas de gestão curriculares, cada escola deveria seleccionar os recursos da escola e o programa nacional (escola definir o que deveria ser dado do currículo nacional - mínimo). Permitia que as escolas dessem sugestões de actividades que justificassem que algumas matérias fossem reduzidas.

Acetato- Área-Escola - enquadramento legal

286/89 - agrupa todas as disciplinas

Acetato- Área-Escola - objectivos

Interdisciplinaridade: interligar as várias áreas de saber;

Educação permanente: despertar os alunos para aprenderem, adquirirem conhecimentos autonomamente.

Fazer a escola sair para o meio e vice-versa.

Ligação teórico-prática.

Desenvolver os alunos integralmente.

Novo conceito do saber à Interacção dos professores na escola (o habitual é trabalharem individualmente), colaboração de docentes com formações diferentes.

Relação diferente entre professores-alunos

Criatividade de cada um e relações que se estabelecem (tudo depende destes factores).

Área-Escola: obrigatória desde o 1º ciclo ao 12º ano.

- de quem parte a iniciativa?

- alguns professores, caso não aconteça o conselho de turma, têm de intervir ou em último caso o conselho pedagógico.

Acetato- Modelo Organizativo da Área-Escola-anexo3

Três competências:

- Conselho Pedagógico; - Conselho de Turma; - Professores + Alunos.

Deve ser incluído no plano anual de actividades.

Integração da área escola no horário lectivo (95-110 horas). Retiradas algumas horas às disciplinas. Horário próprio.

Avaliação da Área-Escola

Inicial: da responsabilidade do conselho pedagógico e dos professores; avalia a adequação do projecto às disciplinas; recursos materiais e humanos; adequação do projecto à comunidade; devem ponderar a exequabilidade.

Intermédia: cada professor deve avaliar as suas tarefas (como estão a ser executadas) o conselho de turma avalia o estado de avanço do projecto e a participação dos professores e alunos; o órgão de gestão deve receber esta informação e elaborar um relatório que envia ao conselho pedagógico até ao final de Fevereiro.

Final: o conselho de turma deve avaliar o contributo área-escola para o contributo do sucesso dos alunos; o conselho pedagógico deve fazer um balanço final do projecto.

A avaliação do aluno no projecto de ser reflectido nas notas das disciplinas envolvidas.

Acetato- Área-Escola: principais dificuldades - elaboração de um projecto

Área – Formação Pessoal e Social.

Disciplina DPS Desenvolvimento Pessoal e Social.

Foi implementada pela primeira vez em 91/92, embora já esteja programada não está disponível na maior parte das escolas.

D.L. 286/89; 29/8

Aponta quatro estratégias para a concretização desta área:

- disciplinar;

- transdisciplinar;

- multidisciplinar (surge englobada na área-escola) ou inserida como;

- componente curricular – tem mais objectivos formativos/atitudes, capacidades, do que formativa (conteúdos).

A L.B.S.E. indica como objectivo genérico: garantir a formação moral e cívica dos jovens.

Como objectivos específicos:

1º) Interiorização de valores morais e espirituais num contexto de desenvolvimento cognitivo e moral. Conteúdos: histórias do nosso património moral e cultural;

2º) Aquisição de competências devidas, relacionadas com áreas como a saúde, ecologia, família. Conteúdos: devem permitir a inserção responsável e satisfatória na comunidade; educação do consumidor; ed. familiar; ed. para a saúde; prevenção de acidentes; ed. para a participação em instituições e serviços cívicos;

3º) A concretização de tais valores e competências em comportamentos. Conteúdos: o cidadão interveniente – pôr os alunos em situação.

Metodologias (estratégias)

- Narrativas de histórias (simbólicas) – os alunos desenvolvem o raciocínio abstracto – utilizar as histórias como meio de desenvolvimento dos alunos;

- Clarificação de valores (partir dos valores dos alunos e clarificá-los);

- A discussão de dilemas morais (Kohlberg) – colocar dilemas aos alunos e discutir meios de os resolver;

- Problematização – reflexão sobre problemas que existam;

- Ensino directo.

 

Contradições e limites desta área

1- Discutir se esta é uma disciplina ou uma componente do currículo, sendo uma disciplina trás efeitos indesejáveis porque artificializa esta formação e outra é que diminui a importância que as outras disciplinas dão a estes aspectos. Impor valores (endoutrinar – não dar espaço de manobra);

2- Contradição formação e desenvolvimento (quando se dá formação espera-se que haja desenvolvimento; o desenvolvimento depende ...);

3- Currículo implícito/explicito. Esta disciplina confunde as duas coisas, quer explicitar conteúdos que normalmente estão ocultos (cidadania do professor – o professor deve ter determinados comportamentos);

4- Dicotomia entre a formação directa e mediatizada (é uma disciplina contraditória).

Educação Especial

Adaptação curricular, diversificação, níveis (novo; forma ideal).

Adaptação Curricular:

Envolvem uma ideia de contextualização do programa ao meio; territorialização; programa ligado aos alunos e à escola específica; contextualização; programa ligado ao meio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acetato- quadro 5x2; Fonte Mec, 1992

Para a turma; uma programação.

Para o aluno concreto; adaptação curricular. Tendo em conta um aluno ou mais com problemas (motores ou cognitivos).

A Diversidade Curricular:

Não é só para os alunos com dificuldade, os alunos muito bons deveriam ter currículos próprios/adaptados. A divisão deveria ser por grupos (por níveis) assim como esta é discriminatória.

Há alunos que devem estar integrados, há outros que não deviam ou deviam ter uma preparação prévia (anterior).

Acetato- Níveis de adaptações curriculares

Nacional Escola Turma Aluno

1) Sistema Educativo

D.L. 319/91 vários tipos de adaptações

- adaptações materiais;

- adaptações arquitectónicas;

- adaptações de avaliação (ter sistema de avaliação diferente);

- adaptações curriculares;

- medida de ensino especial (experimentando as quatro acima).

22 Set. 96 – permite a formação de turmas com currículo alternativo.

2) Escola

Acetato- Apoios Pedagógicos e Financeiros

Acetato- Adaptações curriculares no projecto educativo

Adaptações na avaliação; é das mais importantes que se possa fazer.

Critérios de comportamento diferenciado; devem ser definidas no Projecto Educativo. Regras que a escola deve definir (avaliação e comportamento comuns).

Acetato-

3) Turma (os alunos vão cooperando, vão-se ajudando)

- centros de aprendizagem: clubes de diferentes áreas;

- regras: não as impor, mas defini-las, negociá-las.

Estratégias informais; todas as pessoas podem fazê-las, para ajudar a levar a cabo o programa.

4) Aluno

Currículo Nacional é diferente do Currículo Alternativo

Currículo Funcional: tornar o programa útil para o dia-a-dia dos alunos (sua vida social), para o quotidiano, ou suas necessidades (prático).

PEI – Programa Educativo Individual; PE – Programa Educativo; EE – Ensino Especial; ER – Ensino Regular.

Acetato- Adaptações curriculares na programação das classes

Usar alunos como mediadores para um aluno ser aceite por todos/outros colegas.

Filosofia da EE:

Surge no nosso país com o decreto 319/91 – 23/8, pela 1ª vez.

É um contínuo de necessidades educativas dos alunos, os alunos em alguma da sua escolarização apresentam algum problema, este problema exige mais atenção e mais recursos educativos do que necessitam os outros colegas da sua idade.

Tanto falamos de alunos com menos dificuldades como com mais. Com problemas pontuais ou permanentes.

Deficiência psicológica ou motora.

Quando o problema é pontual, há que ter o cuidado de não deixar que esse problema se torne permanente (físico ou emocional).

Permanente: há que apostar nas capacidades/potencialidades desse aluno.

Doençaà Deficiênciaà Incapacidadeà Desvantagem

Deficiência: fisiológica (visuais, auditivas, cognitivas, emocionais, estéticas, motoras); os professores não podem agir só a nível médico;

Incapacidade: funções do ser humano (andar, ver, falar);

Desvantagem: eliminar/minorar as desvantagens que trás a nível social (de outras formas introduzir

desenvolver outras capacidades) – minorias sociais/culturais (investir nas capacidades destes alunos).

Integração:

Todos os alunos devem ir para a escola regular. Estes alunos interagindo com os colegas "normais", imitando modelos conseguem adquirir determinados hábitos.

A integração substitui a segregação e a exclusão e desenvolve as atitudes de aceitação.

Escola=Micro-meio – 1º passo para a integração social.

Acetato- Físico Funcional Social Societal

Inclusão (actual):

Tem um significado muito próximo da integração, a filosofia de base é a mesma.

A diferença é mais epistemológica – todos têm o direito a estar, a escola é para todos, todos têm um lugar na escola. Não, ao contrário da Ingressão.

Organização (319/91):

Logo que é identificado um aluno com NEE o professor deve desenvolver todos os esforços para tentar ultrapassar o problema. Se o prof. verificar que não consegue, deve tentar adaptações-curriculares, prof. de apoio, na avaliação. No caso destas não resultarem aplica-se a medida Ensino Especial a

Alunos com NEE complexas. Para estes alunos deve-se realizar um Plano Educativo Individual (PEI) ou um Programa Educativo (PE).

PEI – os elementos identificadores do aluno, a caracterização a nível sócio-familiar, a nível de desenvolvimento do aluno (pedagógico/educacional), e que problemas ele tem (comportamento, imaturidade, deficiências).

Quais são as medidas do regime Educativo Especial que se aplicam e que podem ser:

- o currículo escolar próprio;

- o currículo alternativo.

O sistema de avaliação que se vai adoptar e pedir a identificação dos intervenientes e o respectivo comprometimento. Deve existir a concordância dos pais e assinarem-na.

Programa Educativo

Deve ser elaborado pelo professor do EE em colaboração com os professores do ER, outros técnicos e os pais. Deve conter:

- áreas de intervenção;

- objectivos gerais;

- objectivos específicos;

- actividades;

- estratégias e recursos necessários.

Deve ter um horário e quem vai ser responsável pelo horário. Assinatura de quem o elaborou. Os aluno obtêm um certificado onde se específica as

As competências alcançadas e a frequência (hábitos de trabalho, de estudo, comportamento...).

Avaliação dos Alunos e do Sistema Educativo

Modalidades de Avaliação:

E. Básico – formativa; sumativa; aferida; especializada.

E. Secundário – formativa; sumativa; aferida.

No ensino secundário já não se tem em conta a avaliação especializada (só a nível de meios-invisuais/surdos).

A avaliação formativa é a principal forma de avaliar no EB (lei de bases do SE) – contínua, sistemática, qualitativa e descritiva, destrezas.

No ensino secundário ela deve ser tida em conta mas a principal forma de avaliar é a sumativa, devem existir ambas.

O director de turma deve ter um papel preponderante na avaliação formativa – informar os pais, os professores, sobre o estado de competência do programa (cumprimento).

Pode ainda levar a que se estabeleçam complementos de apoio aos alunos que necessitem.

A avaliação sumativa no 1º ciclo é descritiva (se o aluno cumpriu ou não); nos 2º e 3º ciclos é de 1 a 5, no ens. Secundário é de 1-20.

Os critérios da avaliação sumativa devem ser definidos pelo conselho escolar (1º ciclo), e pelo

Conselho pedagógico.

É um juízo globalizante sobre conhecimentos, competências, capacidades, atitudes, incide sobre os mesmos aspectos da avaliação formativa.

Até ao 9º ano (escol. obrigatória básica) a avaliação é menos selectiva. Desp. Normativo 98-A/92, Desp. Normativo 644-A/94, Desp. Normativo 338/93.

Os professores fazem a avaliação quando muito acompanhados por um técnico (psicólogo). Permite tomar decisões sobre a progressão ou retenção dos alunos, se há necessidades de apoio educativo, se o aluno obtém o diploma ou certificado de frequência. A avaliação sumativa faz-se no final de cada período, de cada ciclo ou do ano.

A avaliação sumativa extraordinária só ocorre: 2º, 3º, 5º, 7º, 8º, para saber se os alunos têm problemas – vai determinar que apoios os alunos precisam – progridem ou ficam retidos.

Na 1ª classe detectam-se problemas nos alunos até então desconhecidos.

No ensino básico – o conselho pedagógico é que decide se o aluno fica retido ou não.

A avaliação especializada é uma avaliação inter-disciplinar e multidisciplinar, é da responsabilidade dos pais, conselho pedagógico, professores em equipa vão decidir se o aluno fica sob educação de NEE, adaptações curriculares. É uma avaliação global do aluno, quando é necessária uma programação individual do aluno, ou existe uma retenção repetida.

Acetato- Progressão e Retenção

Acetato- Retenção Repetida

Quando o aluno fica retido mais do que uma vez. Está articulada com a avaliação especializada.

O relatório inclui: Os dados servem para o plano individual do aluno, se o aluno for para uma modalidade especial de ensino; Pode só ter necessidade de complementos educativos.

Acetato- Avaliação Aferida

Medir até que ponto se cumprem os objectivos mínimos com os alunos.

Todos os dados que possam avaliar a qualidade da escola.

Seria feita em regime experimental – nunca foi feita.

Projecto educativo – Plano anual de actividades – regulamento interno.

Avaliação do desempenho dos professores

Privilegia o envolvimento dos professores a avaliação dos professores, deve ter alguns princípios:

- a qualidade do processo ensino-aprendizagem;

- deve valorizar o exercício de cargos pedagógicos;

- valorizar o empenhamento dos professores em actividades na escola e na comunidade.

Está centrada. Na escola onde exerce o professor, deve ser contínua (créditos-acções de formação) deve ser qualitativa e formativa.

Estatuto da Carreira Docente

D.L.: 1/98 de 2/1

A ascensão na carreira faz-se por escalões – anos de serviço. Ingressamos no 3º.

3 4 5 6 7 8 9 10

5A 4A 4A 4A 3A 3A 6A

120 160 180 200 210 240 292 332

No estágio ganha-se pelo índice 80 = 117200

120 = 175800

Acetato- Avaliação do Desempenho

No ano de mudar de escalão, o professor apresenta um documento crítico sobre a sua estada nas suas actividades e desempenho e entrega-o no órgão de gestão na escola onde desempenha as suas funções que é analisado pelo conselho pedagógico: Satisfaz/Não Satisfaz (propor a uma comissão de avaliação – deve ter um elemento indicado pelo director RE e um elemento indicado pelo órgão de gestão da escola (mesmo ano – mesma área) e um docente de mérito nomeado pela pessoa que está a ser avaliada).

Não Satisfaz (*):

- insuficiente apoio aos alunos;

- recusa de exercer cargos pedagógicos sem justificação;

- não ter atingido os créditos suficientes (acções de formação).

(*)fica no mesmo escalão/permanece – não conta em tempo de serviço.

Pode-se propor a uma avaliação intercalar (após metade do tempo de estar nesse escalão)

Satisfaz:

Quem deseja ter bom: nova avaliação.

Membro do cons. Pedagógico, membro externo à escola, docente de reconhecido mérito indicado pela pessoa em avaliação. Se desejar ter muito bom só pode recorrer após 15 anos de serviço à nova comissão de avaliação.

Só pode ter muito bom após ter tido bom e não ter tido não satisfaz. Tem bonificação de dois anos de serviço (dois anos antes da reforma).

 

 

 

 

1) No quadro das diversas organizações que constituem a sociedade contemporânea, a escola apresenta-se detentora de algumas particularidades. Partindo de uma definição de organização, indique 3 características da escola enquanto organização que poderão (ou não ) validar a afirmação anterior.

R : a sociedade em que vivemos é uma sociedade de organização. Nascemos numa organização (hospital) e passamos muito tempo em organizações, a vida é cheia de organizações obrigatórias ou facultativas. Por exemplo desportivas etc. podemos definir organizações como sendo unidades sociais (ou agrupamentos humanos) intencionalmente construídos e reconstruídos, a fim de atingir objectivos específicos. Assim, estas não surgem por acaso mas sim intencionalmente, há um esforço, á uma construção de uma organização e estas existem para se atingirem objectivos e finalidades. 3 características que podem validar a afirmação anterior são:

1) finalidades 2) diferenciação de funções 3) composição

1) porque uma organização pretende atingir determinados objectivos que poderão diferir de umas para as outras, mas com uma finalidade comum. ocupar os elementos que a compõem, ocupar os filhos quando os pais trabalham, educar – transmitir conhecimentos.

2) pois as escolas estão estruturadas de modo a que os seus elementos tenham tarefas diferentes : haver grupos diferentes, especializados em termos de trabalho i.e. numa escola a função dos professores é diferente das dos funcionários. O mesmo se passa em outras organizações.

3) qualquer organização tem sempre uma composição i.e. há um conjunto de indivíduos ou grupos que se interrelacionam. No entanto, nem sempre que estamos perante indivíduos ou grupos, estamos face a uma organização : por exemplo uma multidão não é propriamente uma organização, pois não há inter-relações. Na escola há uma organização, pois há 3 grandes grupos que se interrelacionam (professores-alunos-funcionários)

2. Defina projecto educativo da Escola. Identifique e esclareça, sucintamente, três consequências que a construção de Projectos Educativos poderá introduzir nas práticas educativas das escolas (2 valores).

Projecto educativo da escola, é um documento de caracter pedagógico (não ideológico, filosófico, ou religioso), que deve ser elaborado e aprovado com a participação da comunidade educativa, isto é deve ser um documento (só) dos professores para a escola (a comunidade deve "dizer" que tipo de educação quer que a escola forneça.). e que estabelece uma identidade própria de cada escola (documento que mostra as características particulares de cada escola). É uma expressão formal de autonomia de estabelecimento de ensino e constitui um ponto de referência na coerência e unidade da acção educativa.

O projecto educativo poderá introduzir nas práticas educativas das escolas consequências, tais como:

- Planificação (em que é muito importante, pois no fundo o projecto é um documento de planificação da escola, logo deve ser o ponto de partida para a elaboração dos outros documentos, Ex. Plano de Actividades, Projectos de Área-Escola, Planificação da próprias disciplinas- ver se o programa é adaptável às funções e características da escola em questão.

- Auto-formação (momento que pode ser utilizado na própria formação dos professores à discutem-se ideias que ao elaborarem, adquirem outras competências e conhecem melhor a escola.

- Negociação – Quando o projecto é feito, as pessoas têm que discutir, negociar, nomeadamente com a direcção regional, para conseguir dinheiro.

3. Tendo presente a L.B.S.E., indique os principais níveis de administração do sistema educativo português bem como algumas das principais funções atribuídas aos serviços que dele fazem parte.

Segundo a LBSE há quatro níveis essenciais:

1 – Central Nacional

2 – Regional Autónomo

3 – Regional

4 – Local

1. Este engloba a concepção, define currículos; planeia a educação ou seja, o n.º de escolas a serem construídas e a avaliação das escolas, ou seja deve conceber, planear, avaliar todo o sistema educativo.

2. e 3. A nível regional o objectivo é de integrar, coordenar e acompanhar a actividade educativa, existido para isso em cada região um departamento regional de educação tais como: Porto, Coimbra, Lisboa, Évora, Faro, ou seja está relacionado com os Açores e a Madeira (autónomo) e com as regiões do continente (regional), de maneira a que exista a fixação de um local para os docentes.

4. è feita a nível das autarquias locais. Tem a função de efectuar a rede de transportes de alunos para as escolas, associação social local, e edifícios da rede escolar, manutenção e equipamento dos Jardins de Infância.

Isto quer dizer que o S. E. dever ser dotado de estruturas administrativas de Âmbito Nacional , regional, regional autónomo e local, que assegurem a sua interligação com a comunidade mediante adequados graus de participação dos professores, dos alunos, das famílias, das autarquias, de entidades representativas das actividades sociais, económicas, e culturais e ainda de instituições de carácter científico. Serão adaptadas orgânicas e formas de descentralização e de desconcentração dos Serviços, cabendo ao Estado, através do ministério responsável pela coordenação da política educativa, garantir a necessidade e unidade de acção.

4. Indique os princípios que regem a administração e gestão dos estabelecimentos de educação e ensino enunciados na LBSE.

O SE é o conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação, que se exprime pela garantia de uma permanente acção formativa orientada para favorecer o desenvolvimento global da personalidade, o progresso social e a democratização das sociedade. Os princípios gerais que gerem a administração são:

1 democraticidade/participação.

2 Integração comunitária (escola em sintonia com a comunidade, resposta às necessidades)

3 Descentralização/desconcentração dos serviços (administração a nível local, regional – o poder central continua com poder, mas com menos).

Estes três princípios anteriores englobam professores, alunos., pais, funcionários, autarcas, e têm interesses sócio-economicos, culturais e científicos.

4 Principio da Autonomia do Ensino Superior (cientifica, pedagógica, administrativa e financeira (apenas universidades))

5 Reconhecimento e dignificação do ensino particular.

6 Prevalecimento de critérios pedagógicos sobre critérios administrativos (nem sempre se consegue colocar em pratica).

5. Indique dois aspectos em que o professor tem como funcao a gestao curricular.

Como o professor é um elemento fundamental na escola, sendo este o principal transmissor de conhecimento aos alunos baseando-se muitas vezes no curriculo este será uma peça imprecindivel na gestão curricular. Um dos aspectos será a testagem das aquisições dos alunos, através dos seus desempenhos em geral (comportamento, atenção, motivação, aplicação dos conhecimentos, resultados de testes), só o professor poderá ter conhecimento das dificuldades dos alunos e propor alterações ao currículo de modo a que um conjunto de aprendizagens nucleares, por área e disciplina, comuns a todos os alunos que concluam cada ciclo de nível base e indispensável à entrada no ciclo seguinte, podendo assim diminuir o insucesso escolar. Através da observação o s professores podem analisar as actividades do programa (currículo). Isto é sobre que condições, ou em que situações os estudantes terão oportunidade de manifestar o comportamento desejado? Cabe ao professor a tarefa de seleccionar e construir os meios apropriados para obter dados comprovativos. Cabe ao professor questionar sobre o currículo e ser critico de modo a organizar autonomamente a globalidade das aprendizagens propostas nos programas no sentido de promover a desejável adequação às diferentes situações dos alunos e contextos da escolas.

6. Defina área-escola, indique os seus objectivos fundamentais e identifique duas das dificuldades na sua concretização.

A área-escola é um projecto que visa interligar as várias áreas do saber, criando interdisciplinaridade. Os seus objectivos são: fazer a escola sair para o meio e vice-versa; desenvolver os alunos integralmente; inter-acção dos professores na escola (institucionaliza a área-escola como sendo uma área curricular não disciplinar, tendo actividades e projectos multidisciplinares, articulação entre a escola e o meio e a formação social do aluno. Objectivos: Interdisciplinariedade – o saber não está compartimentado; educação permanente – despertarem o aluno para querer saber mais e aprender a aprender,. Ligação escola-meio forma da escola sair para a comunidade e esta entrar na escola. Ligação entre teoria e prática, formação integral do aluno, preservação dos valores nacionais no contexto da integração europeia.

Dificuldades: depende das relações que se conseguem estabelecer e da criatividade de cada um; elaboração de um projecto realmente aberto à comunidade.

Difícil articulação dos conteúdos disciplinares na concretização dos projectos.

Falta de espaços de trabalho, falta de tempo próprio: indefinição na avaliação, escolha de um sub-tema que

envolva a globalidade dos interesses da turma e falta de formação interdisciplinar dos professores

 

7 a) as experiências de vida do aluno determinam em grande parte aquilo que aprende na escola (F).

b) o currículo é construído a partir de factores explícitos (F).

c) Com a avaliação pretende-se seleccionar os alunos ( )

d) o currículo deve centrar-se nas necessidades do aluno individualmente (F).

e) As componentes curriculares estão ligadas às finalidades da educação (V).

f) O professor também é um planificador do currículo (V).

g) A gestão curricular tem como único objectivo prever e criar condições a uma correcta execução dos currículos (F).

h) A formação pessoal e social, está de alguma forma envolvida em todas as áreas curriculares (V).

i) O plano educativo individual e o programa educativo são instrumentos de trabalho complementares (V).

j) Inclusão e integração são conceitos radicalmente diferente (F).