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Sinalética
Para a descrição gráfica do local onde se encontram as balizas são utilizados sinais que dão ao orientador a informação precisa do acidente que se encontra assinalado no mapa. Estes sinais conhecidos por sinalética estão regulamentados pela IOF e vêm junto com o mapa podendo também ser entregue uma sinalética suplementar. Um exemplo de sinalética apresenta-se a seguir:
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A sinalética informa qual o escalão a que pertence (H21A), a distância em metros (10000)e o desnível em metros da prova (300).
A primeira coluna indica a ordem dos pontos de controle (neste caso 7);
A segunda coluna indica o código do ponto de controle (afixado na baliza);
A terceira coluna indica a localização do ponto característico;
A quarta coluna indica a característica geográfica do ponto;
A quinta coluna dá pormenores sobre o ponto característico;
A sexta coluna dá as dimensões e outras indicações das características do ponto;
A sétima coluna dá a localização da baliza em relação ao ponto característico;
A oitava coluna indica outras informações úteis;
A linha final dá a informação entre o último ponto e a linha de chegada.
No exemplo teríamos:
Ponto 1 - código 30, é um cruzamento de um caminho com uma linha de água e a baliza a este;
Ponto 2 - código 33, é uma saliência do terreno (esporão) arenosa, a baliza fica na parte inferior e neste ponto há reabastecimento de água;
Ponto 3 - código 40, na falésia (parede) de cima, com 4 metros de comprimento e a baliza fica no interior do canto SW. Tem assistência da organização;
Ponto 4 - código 42, pedra a NE com 0,5x1,0 m e a baliza fica a Sul;
Ponto 5 - código 50, entre dois cabeços (cumes) e há assistência sanitária;
Ponto 6 - código 60, no meio de um buraco com 1x3 m e há meios de comunicação;
Ponto 7 - código 61, cova (depressão) funda com 4x2 m e a baliza fica no bordo Este.
Do último
ponto para a chegada o percurso está balizado e é obrigatório,sendo a distância
de 200 metros.
Sinalética
Coluna 3
Sul
Nordeste
Superior
Inferior
No
meio
Coluna 4
Terreno
Aberto
Terreno
Semi-Aberto
Ângulo
de Floresta
Clareira
Mata
Densa
Zona
Abate Árvores
Limite
Vegetação
Pequeno
Bosque
Sebe
Mata
Alinhada
Posto
de Observação
Mangedoura
Agulha
Rochosa
Árvore
Isolada
Salina
Tronco
Caído
Marco
Forno
de Carvão
Formigueiro
Terreno
Acidentado
Objecto
Particular
Objecto
Particular
Lagoa,
Lago
Charco
Buraco
com Água
Curso
de Água
Fosso
com Água
Zona
Alagadiça
Pequeno
Pântano
Terreno
Firme
Fonte,
Poço
Nascente
Pântano
Estreito
Curso
de Água Sazonal
Estrada,
Caminho
Carreiro
Aceiro
Muro
Cerca
Ponte
Edifício
Ruínas
Torre
Linhas
Alta Tensão
Postes
Alta Tensão
Escarpado
Pedreira
Paredão
de Terra
Terraço
Esporão
Espinhaço,
Aresta
Reentrância
Ravina,
Barranco
Fosso
Seco
Colina
Cabeço,
Cume
Colo,
Passagem
Depressão
Pequena
Depressão
Buraco
Falésia
Afloramento
Rochoso
Caverna
Rocha
Zona
Rochosa
Zona
Pedreguosa
Monte
de Pedras
Passagem
Estreita
Combinação de Elementos
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Cruzamento
de Carreiros ![]()
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Cruzamento
de Carreiro com Aceiro
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Junção
de Caminhos ![]()
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Junção
de Curso de Água e Fosso
Coluna 5
Baixo,
Pouco Profundo
Profundo
Coberto
de Vegetação
Aberto,
Sem Dificuldade
Penhascos,
Rochedos
Pantanoso
Arenoso
Árvore
Copa Pontiaguda
Árvore
de Copa Redonda
Ruínas,
Desmoronamento
Coluna 6
Dimensão
Vertical em metros
Dimensão
Horizontal em metros
Dimensão
de um Objecto em Declive
Altura
de 2 Objectos na Coluna 4
Coluna 8
Lado
Norte
Bordo
Noroeste
Ângulo
(curva) Este (reentrante)
Ângulo
(curva) Sudoeste (saliente)
Ponta
Sul
Parte
Oeste
Parte
Superior
Parte
Inferior
Sobre,
Por Cima, no Topo
Pé
Sul
No
Pé (sopé), em direcção não indicada
Na
Extremidade Sudoeste
Entre,
no Intervalo
Curva
Coluna 9
Água,
Bebida
Posto
de Rádio
Entrega
de Carta e Cartão de Controle, Controlador
Posto
de Socorros
Percursos Balizados
Percurso balizado a partir do último posto de controle
Percurso
balizado começando a 250m da chegada
Percurso
não balizado entre o último posto de controle e a chegada
Percurso
balizado à distância de 250m do controle
Percurso
balizado a 250m para a mudança de mapas
Cartão de Controle
Na realização de provas cada concorrente recebe além do mapa um cartão de controle. Este cartão contêm todas as informações sobre o concorrente (nome, escalão, dorsal, equipa) bem como a hora de partida. Além disso têm posições numeradas, onde o atleta deverá, ao passar pelas balizas (contêm um agrafador com um picotado), picotar o cartão. À chegada deverá entregar o cartão (se o não fizer ou perdê-lo é desclassificado). Se desistir deverá dirigir-se à chegada ou à recepção e entregá-lo para se dar baixa do atleta. O mesmo cartão tem também 3 posições R1, R2 e R3 que são posições de reserva e onde o atleta em caso de engano, numa das outras posições, deverá picotar.
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A Orientação é uma das actividades desportivas que, nos últimos anos, se tem desenvolvido de forma muito acentuada, como resultado de tendências sociais actuais, em que o indivíduo procura cada vez mais actividades de lazer ligadas aos grandes espaços e de cariz ecológico.
A Orientação é actualmente uma modalidade com larga aceitação no meio escolar e já faz parte do currículo de muitas escolas, de tal forma que actualmente quando nos referimos a "Orientação" já os nossos interlocutores a associam a uma actividade realizada com um mapa na qual pretendemos realizar um percurso durante o qual devemos interpretar a informação contida neste.
Nada melhor do que proporcionar aos alunos actividades fora do vulgar leque da cultura física, onde é possível desenvolver as várias finalidades e objectivos da Educação Física, nomeadamente no domínio da autonomia, sociabilidade, cooperação, desenvolvimento de capacidades de raciocínio, e das próprias qualidades físicas (resistência). Estas valências justificam claramente a existência da Orientação nos programas de Educação Física.
No entanto continua a existir uma grande lacuna ao nível da formação inicial dos professores, que regra geral não tiveram qualquer tipo de formação a este nível, ou quando ela ocorreu teve apenas um carácter de experimentação .
Pretendemos com esta acção aprofundar um pouco os conhecimentos e competências ao nível das técnicas das Orientação de forma a dotar os professores de capacidades para abordarem de uma forma mais consistente o ensino da Orientação.
O documento de apoio que aqui apresentamos serve como meio complementar de informação aos participantes nas acções de formação. A sua consulta não dispensa a participação nas sessões teóricas e práticas da acção de formação, constituindo um reforço aos conteúdos nela tratados.
Podemos considerar que todas as actividades em que se recorre à utilização de um mapa, ou em que pretendemos fazer uma opção sobre o melhor trajecto a realizar entre dois locais são Orientação.
No entanto, como modalidade desportiva definimos a Orientação como sendo uma actividade em que o praticante tenta realizar no menor tempo possível um percurso, previamente definido e marcado num mapa, sendo obrigado a visitar pela ordem definida no mapa um conjunto variável de postos de controlo que estão materializados no terreno por uma "baliza" e um pequeno alicate de plástico que o praticante usa para comprovar que esteve nos postos de controlo, através do preenchimento de um cartão de controlo que recebe na partida.
A Orientação é uma modalidade desportiva com mais de 100 anos que teve origem na Escandinávia (Suécia e Noruega), região onde é muito popular e de onde são os melhores praticantes.
Em Portugal a modalidade é muito mais recente tendo aparecido inicialmente no meio militar e só depois passou para a sociedade civil.
Algumas datas significativas
1850 – A Orientação aparece como actividade desportiva na Escandinávia
1897 – 1ª Prova de Orientação – Noruega
1932 – 1º Encontro Internacional (Suécia/Noruega)
1961 – Criação da IOF (Federação Internacional de Orientação)
1966 – 1º Campeonato do Mundo (Finlândia)
1973 – 1º Campeonato das Forças Armadas Portuguesas
1985 – Execução do 1º mapa de Orientação em Portugal
1991 – 1ª participação de Portugal num Campeonato do Mundo
1993 – 1º Campeonato Nacional
As diferentes formas de prática de Orientação relacionam-se com os meios de locomoção utilizados ou ainda com o meio em que se desenvolve a actividade, sendo no entanto a capacidade de leitura do mapa e de decisão na escolha de itinerários o factor essencial para a prática da actividade.
A Federação Internacional de Orientação (IOF) reconhece e desenvolve quadros competitivos em 4 disciplinas, Orientação Pedestre, Orientação em Ski, Orientação em BTT e "Trail Orienteering"
Orientação Pedestre
Forma original da prática da Orientação, em que o meio de locomoção é a corrida (ou andar), existindo 3 tipos de competições, relacionadas com o tipo de percurso a realizar.
Prova Clássica - Com duração de 75 a 90 minutos, para Homens e 60 a 70 minutos para Mulheres, em que o skill predominante deverá ser a escolha do melhor itinerário para realizar os percursos intermédios entre 2 pontos (route choise).
Prova Curta - Com duração de 25 minutos , para Homens e Mulheres, em que os pontos de controlo estão situados mais próximos, são muito técnicos e o skill predominante deverá ser a leitura detalhada (fina) do mapa e uma elevada concentração ao longo do percurso.
Prova Longa - Com duração superior a 2 horas, sendo uma forma de competição pouco usada.
Prova de Estafetas - Provas para 2 ou mais participantes por equipa que participam consecutivamente na prova, sendo a partida de todos os primeiros concorrentes feita em simultâneo. Em Portugal as equipas concorrentes ao Campeonato Nacional são formadas por 3 concorrentes e no Campeonato do Mundo por 4 concorrentes. Os percursos têm, normalmente, entre 45 e 65 minutos para Homens e 30 e 50 minutos para Mulheres.
Orientação em Ski
Forma bastante divulgada nos países do Norte da Europa, sendo inclusive modalidade do programa das próximas Olimpíadas de Inverno. No terreno são abertos trilhos para facilitar a locomoção, sendo estes assinalados no mapa a cor verde e classificados quanto à sua transitabilidade.
Orientação em BTT
Forma de prática da Orientação com grande número de adeptos, principalmente em França, Espanha e República Checa. Podem realizar-se actividades com os Mapas normais de Orientação, no entanto existem normas específicas quanto à elaboração dos mapas, onde os caminhos são classificados quanto à sua transitabilidade e largura. A escala utilizada é normalmente 1/20.000.
"Trail Orienteering"
Forma de prática da Orientação vocacionada para deficientes motores, com percursos específicos em que a competição não se realiza cronometrando a duração do percurso, mas pela quantidade de pontos de controlo marcados correctamente. Para cada ponto de controlo existem várias balizas no elemento característico ou próximo dele, devendo o concorrente indicar qual delas está correctamente colocada.
Orientação a Cavalo
Forma de prática pouco divulgada, com características similares à Orientação em BTT.
Orientação em Canoa/Vela
A forma mais comum é em canoa, normalmente em albufeiras e lagos com margens muito recortadas por enseadas e braços de rio.
Orientação Sub-Aquática
Uma forma muito particular de Orientação que recorre a mapas específicos com a representação do relevo do fundo do mar ou de lagos.
Orientação em Viaturas TT
Esta forma de prática de Orientação não é reconhecida pela IOF, uma vez que tutela apenas as variantes da Orientação que se realizam sem recurso a meios motorizados. Em Portugal ainda não foram realizadas actividades específicas desta forma de prática de Orientação, mas ela é utilizada nos Passeios todo-o-terreno e também em algumas competições de TT. A este nível está um pouco em desuso nas competições mais importantes, talvez devido ao facto de que o factor potência das viaturas utilizadas é relegado para segundo plano, visto que a qualidade da navegação se torna o factor preponderante.
Orientação em Montanha
Actividade associada à prática do Montanhismo, na realização de marchas em áreas montanhosas em que a leitura e interpretação de mapas, nomeadamente do relevo é factor determinante na sua realização.
Orientação em parques (Park
Orienteering)
Forma recentes de prática de Orientação surgida da necessidade de promover a modalidade, tornando-a mais espectacular. São provas de curta duração realizadas em espaços pequenos em que as capacidades fundamentais são a velocidade de execução (decisão e picotagem do cartão) e a resistência de média duração.
Orientação em Zonas Edificadas (City
"O")
Surgiu com o mesmo objectivo da Orientação em parques, realiza-se em cidades utilizando mapas do tipo dos toponímicos (roteiros das cidades).
Orientação Nocturna
Forma de prática bastante remota que conta com muitos adeptos, coloca os concorrentes com a dificuldade acrescida de realizar a prova com visibilidade reduzida (é permitida a utilização de iluminação artificial).
Percurso Formal
Tipo de percurso normalmente
utilizado na Orientação Pedestre, em que o mapa é marcado previamente, sendo a
partida assinalada por um triângulo de 6 mm de lado, os pontos de controlo por
círculos numerados de 5 mm de diâmetro e a chegada por dois círculos
concêntricos de 5 e 7 mm. Os pontos de controlo são unidos, segundo a sua
ordem, por traços que não intersectam os círculos, sendo normalmente dispostos
de forma circular de modo a evitar que os concorrentes tenham vantagem em
alterar a ordem de realização dos pontos de controlo. Os pontos de controlo são
materializados no terreno por prismas triangulares de cor laranja e branca com
30 cm de lado (balizas) a que se associa um picotador que comprova a passagem
pelo ponto de controlo e um código de identificação formado por dois dígitos.
Percurso Permanente
A existência de percursos permanentes nas escolas e nos espaços verdes circundantes (parques, pequenos bosques, etc.) é de particular interesse para a abordagem da Orientação a nível curricular ou mesmo extracurricular.
Vantagens
Desvantagens
PONTUAÇÃO (SCORE 100)
|
Num |
Cod. |
Pontos |
|
1 |
31 |
10 |
|
2 |
45 |
10 |
|
3 |
55 |
15 |
|
4 |
70 |
10 |
|
5 |
69 |
5 |
|
6 |
40 |
15 |
|
7 |
33 |
10 |
|
8 |
48 |
5 |
|
9 |
50 |
5 |
|
10 |
51 |
10 |
Neste tipo de organização são
marcados mapas com a partida a chegada e vários pontos de controlo, não sendo
indicada a ordem de realização dos pontos de controlo e é associado a cada
ponto uma pontuação em função do grau de dificuldade. Normalmente é atribuído
um tempo máximo de realização da prova e o objectivo desta é realizar o maior
número de pontos no tempo determinado. Na variante Score 100 o objectivo é
realizar cem pontos.
Vantagens
Desvantagens
PERCURSO EM LINHA
No mapa, através de setas e linhas,
é indicado o percurso exacto que os alunos devem realizar, não sendo indicada a
localização dos pontos de controlo. No terreno são colocados os pontos de
controlo em elementos característicos por onde passa o percurso definido.
Durante a realização do percurso os alunos devem descobrir os pontos de
controlo e assinalar no mapa o local em que se encontram.
Vantagens
· Permite a definição de percursos adaptados ao nível técnico dos alunos, bem como as técnicas a utilizar;
· Maior controlo dos alunos uma vez que se define os locais por onde devem passar.
Desvantagens
ESTAFETAS
Combinação de 2 ou mais percursos realizados consecutivamente por equipas, sendo a partida de todos os primeiros concorrentes feita em simultâneo e a totalidade dos percursos igual para todas as equipas, mas os diferentes participantes realizam percursos diferentes.
Vantagens
Desvantagens
· A organização é mais complexa;
· A existência de muitos pontos de controlo no terreno, pode levar a maior número de erros na marcação dos cartões de controlo.
PERCURSOS DE IDA-E-VOLTA (ou vela de Moinho)
Situação de fácil organização, em que os alunos realizam o percurso a partir de um ponto central, onde regressão após a marcação de cada ponto de controlo. Pode também ser uma forma simplificada de marcação dos percursos de uma estafeta.
Em situações com alunos de diferentes níveis de prestação podemos marcar no mesmo percurso (ex. C) dois pontos fáceis (1 e 4) e dois mais difíceis (2 e 3), realizando os alunos de nível mais avançado a totalidade do percurso e os outros apenas uma parte.
Vantagens
Desvantagens
· Normalmente o regresso ao ponto de partida é uma opção que o aluno já conhece.
PERCURSO NORUEGUÊS
Nesta forma de organização o percurso não está previamente marcado no mapa. Assim, ao realizar este tipo de percurso, na partida temos um mapa onde está marcado o triângulo da partida e o 1º ponto de controlo, que devemos copiar para o nosso mapa que nos foi entregue em branco. À medida que se realiza o percurso vamos sabendo para onde nos devemos dirigir.
Vantagens
Desvantagens
PERCURSO DE OPÇÃO MÚLTIPLA
Na marcação dos mapas assinalam-se dois ou mais círculos para cada ponto de controlo (1a, 1b ; 2a, 2b ; ... ) Em cada ponto de controlo é colocado um cartaz com uma questão, e várias respostas. Cada resposta à questão corresponde a um dos círculos assinalados no mapa, pelo que dependendo da resposta os alunos dirigem-se para um dos locais assinalados. Se responderem correctamente encontram o ponto de controlo seguinte, se não, terão de voltar ao ponto anterior e responder correctamente.
Pode-se simplificar a organização implementando esta situação em Percurso Norueguês.
Vantagens
Desvantagens
TÉCNICAS ELEMENTARES
LEITURA DO MAPA
ORIENTAÇÃO AO LONGO DE UMA REFERÊNCIA LINEAR
REALIZAÇÃO DE PEQUENOS ATALHOS
BÚSSOLA
TÉCNICAS AVANÇADAS
LEITURA DO RELEVO
BÚSSOLA
ESCOLHER UM PONTO DE ATAQUE
ORIENTAÇÃO DETALHADA
RELOCALIZAÇÃO
PLANEAR O ITINERÁRIO
A TÉCNICA NO PONTO DE ATAQUE
LEITURA DO MAPA
Noção de Planificação
Devemos transmitir ao aluno noções básicas sobre a forma como é construído um mapa (projecção vertical dos objectos), o que é possível através da representação de objectos simples e espaços reduzidos conhecidos pelos alunos, como por exemplo mesas, cadeiras, plintos ou mesmo da sala de aula e do ginásio.
A Legenda
A aprendizagem da simbologia inserida no mapa e a sua relação com o terreno revela-se importante para o sucesso na realização de percursos de Orientação, uma vez que permite uma fácil localização e Orientação do mapa, bem como facilita a opção pelo trajecto mais correcto.
As situações de aprendizagem devem ser organizadas de modo a que o aluno adquira os conhecimentos sobre a simbologia básica do mapa, através da consulta da legenda nele inserida.
Sempre que ocorra uma mudança no tipo de mapas utilizados devemos fazer uma recapitulação desta fase, chamando à atenção para as diferenças existentes na simbologia utilizada em cada mapa.
Localização
e Orientação do Mapa Através dos Pontos de Referência
Quando o aluno tem acesso a um mapa deverá em primeiro lugar saber que espaço este representa, após o que deverá tentar indicar no mapa a sua localização. Para tal o professor deverá dar indicações sobre os pontos de referência (elementos característicos) do local em que se encontra e a sua representação no mapa. Após localizar com precisão o local em que se encontra o aluno deverá orientar o mapa de acordo com a disposição no espaço dos pontos de referência. Deveremos procurar transmitir ao aluno a sensação de estar dentro do mapa no local indicado.
Dobrar o Mapa
A possibilidade de manuseamento do mapa ao longo de todo o percurso facilita a sua leitura.
Normalmente o percurso indicado no mapa é muito menor que o mapa, havendo áreas de informação marginal que não são determinantes para a correcta leitura do mapa.
Salvaguardando as situações iniciais de aprendizagem em que os alunos necessitam d recorrer permanentemente à legenda do mapa, devemos dobrar o mapa de forma a reduzir o seu tamanho à área útil com um tamanho aproximado de 15 cm.
Regra do Polegar
Quando agarramos o mapa o dedo polegar opõe-se aos restantes, pelo que ao ser colocado no local em que nos localizamos indica- nos a nossa localização.
Sempre que nos desloca-mos o dedo deve acompanhar no mapa os movimentos efectuados.
Esta regra quando bem executada permite indicar sempre com precisão e rapidez o local em que se encontra, uma vez que restringe a zona do mapa a consultar às imediações do local onde está colocado o dedo.
Manter o Mapa Permanentemente
Orientado
A aquisição desta etapa é de importância capital para o desenvolvimento das capacidades e conhecimentos dos alunos, pois dela depende a capacidade de realizar os percursos de forma correcta e com sucesso. Assim deveremos deixar bem clara a necessidade de manter o mapa permanentemente orientado, quer através das indicações dadas aos alunos quer através das situações de aprendizagem propostas.
Noção das Distâncias e Escalas
A noção do espaço percorrido ou a percorrer pelos alunos durante a realização do percurso‚ também é importante para o seu sucesso. Assim o aluno deverá saber relacionar o espaço representado no mapa e a sua correspondência no terreno. A noção dos espaços percorridos desenvolve-se com a prática e é possível de ser melhorada através da contagem de passos que estando aferidos dão uma informação sobre o espaço percorrido.
Percursos com Uma Única de Opção
Nas primeiras situações de realização de percursos em espaços mais amplos, que os alunos desconhecem, devemos marcar percursos que garantam o sucesso dos alunos.
Assim, os alunos são colocados em situações em que o percurso é realizado seguindo elementos característicos significativos (estradas, caminhos, vedações, linhas de alta tensão, etc.) designados por "corrimão". Começamos por marcar percursos em que os pontos de controlo são colocados nos locais onde os alunos devem realizar uma opção sobre o trajecto a realizar, como por exemplo em todos os cruzamentos de caminhos.
Percurso
com Várias Opções
Neste "passo" os percursos são marcados de forma que os alunos realizam várias opções entre dois pontos de controlo, sendo que se mantém a características de se utilizarem as referências "corrimão" para atingir os pontos de controlo.
Localizar objectos próximo de referências lineares
Os alunos devem "descobrir elementos característicos significativos (rochas, edifícios, árvores especiais, etc.), colocados próximo de caminhos ou outros elementos característicos "corrimão" e visíveis destes.
REALIZAÇÃO DE PEQUENOS ATALHOS
Cortar Cantos
Neste "passo" os alunos realizam pequenos atalhos (até 100m), atravessando áreas abertas ou com visibilidade, de um "corrimão" para outro.
Atalhos
em direcção a elementos que limitam o percurso.
A realização dos atalhos é feita em direcção a elementos característicos importantes (estradas, caminhos, áreas abertas, linhas de alta tensão, etc.), que estão colocados perpendicularmente à direcção do deslocamento, constituindo assim, como que barreiras que limitam o trajecto.
INTRODUÇÃO DA BÚSSOLA
A introdução da bússola acontece só nesta fase do processo de aprendizagem por considerarmos que apesar desta ser um objecto novo e aliciante para o aluno o seu uso no início do processo de aprendizagem poderá ser prejudicial. Na aprendizagem desta etapa deveremos descrever a bússola, os seus princípios de funcionamento.
Como
Auxiliar para Orientar o Mapa
A grande utilidade da Bússola centra-se na possibilidade de aumentarmos a velocidade de execução nomeadamente para orientar o mapa. Basta para tal fazer coincidir a direcção das meridianas do mapa com a agulha da bússola.
Processos Expeditos para Orientar o
Mapa
Podemos recorrer a outras formas de Orientação para localização das direcções Norte e Sul sem utilizar a bússola, fazemos nesta fase a sua abordagem.
As indicações recolhidas no terreno (disposição do musgo na parte voltada a norte das árvores e rochas) ou através dos astros (movimento do sol ao longo do dia e posição da estrela polar durante a noite) contribuem para esta aquisição
Também a utilização de mapa com meridianos e indicação do norte permite a aquisição de um sentido de Orientação mais elaborado, uma vez que estando o mapa correctamente orientado pelo terreno, indica-nos a direcção Norte.
LEITURA DO RELEVO
O conhecimento do relevo e a sua correcta leitura no mapa é importante quando se efectuam percursos de Orientação, uma vez que constitui um elemento característico de grande fidelidade que permite uma "navegação" com grande precisão e uma correcta dosagem do esforço a realizar através da opção pelos trajectos mais eficazes.
A aquisição dos conhecimentos da 3ª dimensão é fundamental para o sucesso na realização de percursos de Orientação técnicos em que os pontos de controlo estão colocados nos acidentes do terreno (reentrâncias, esporões, colinas, depressões, etc.).
Noção de Relevo e sua Planificação
Neste passo o professor deve
explicar o que são as curvas de nível, explicar o que representam e dar
exemplos da representação de diferentes formas do terreno.
Os alunos deverão diferenciar entre vários montes qual é o mais alto, a inclinação das suas vertentes, etc.
Verificar a Estrutura do Terreno
Quando pretendemos tomar uma opção sobre o melhor itinerário a realizar a noção da estrutura do terreno possibilita-nos realizar opções mais correctas. Assim, numa leitura "grosseira" devemos visualizar as formas principais do terreno, ficando a leitura detalha restrita à zona dos pontos de controlo.
BÚSSOLA
Só quando os alunos adquiriram um conhecimento aprofundado sobre a Orientação mapa/terreno‚ é que deveremos introduzir a técnica de navegação por azimutes como meio auxiliar que possibilita mais segurança e melhor prestação na realização de percursos.
Realização de percursos a azimute em
direcção a referências lineares
Na aprendizagem desta etapa deveremos descrever o funcionamento da bússola, a técnica de determinar e seguir a direcção determinada pelos azimutes (técnica 1-2-3), bem como os riscos desta técnica de Orientação e a forma de prevenir enganos (Aiming-off).
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ESCOLHER UM PONTO DE ATAQUE
Ao pretendermos realizar um posto de controlo situado num elemento afastado de referências lineares devemos optar por escolher primeiro um elemento mais fácil para qual nos dirigimos e só depois procuramos o ponto propriamente dito.
Procurar Primeiro os Elementos de
Maior Dimensão
Os elementos de maior dimensão são mais evidentes e muito mais fáceis de localizar. Primeiro procuramos os elementos de maior dimensão e depois os menores.
Utilizar pontos de referência óbvios
na proximidade do itinerário.
Muitas vezes os pontos de controlo estão situados afastados do itinerário que seguimos e não nos é possível encontrar um ponto de ataque na sua proximidade. Nesta situação devemos procurar também os pontos de ataque situados no lado oposto ao pontos.
ORIENTAÇÃO DETALHADA
Áreas com Pouco Detalhe ou Vários
Elementos Idênticos
Nestas situações devemos optar por realizar uma progressão cuidada recorrendo à bússola para progredir em azimute, realizar uma leitura detalhada do mapa e eventualmente contar passos para uma correcta determinação da distância percorrida.
Áreas com Relevo Muito Detalhado
As zonas de relevo muito detalhado e pouco evidente exigem uma deslocação mais lenta, uma leitura cuidada do mapa e a contagem de passos.
Pontos em Encostas
Nos pontos de controlo situados em encostas devemos optar por fazer o ataque por cima onde é possível visualizar melhor o ponto de controlo e também possibilita que o praticante chegue mais "descansado" ao ponto, para que seja mais fácil realizar uma nova opção.
RELOCALIZAÇÃO
Quando nos "perdemos" temos necessidade de voltar a encontrar nosso "caminho" ou seja alguma informação que nos permita localizarmo-nos no mapa. Nesta situação uma memorização do itinerário já realizado permite-nos encontrar uma referência que ajuda-nos a relocalizarmo-nos. Caso não seja possível a relocalização na zona em que nos apercebemos que estamos enganados, devemos regressar para trás até conseguirmos encontrar uma referência que no permita a relocalização.
PLANEAR O ITINERÁRIO
Para Onde Vou?
Planear os pontos de controlo de forma inversa. Ver primeiro qual a melhor aproximação ao ponto de controlo, depois escolher um ponto de ataque.
Por Onde Vou?
O objectivo é escolher um bom itinerário para o ponto de ataque que segue boas referências lineares ou outros elementos evidentes para que seja possível realizar uma deslocação segura e rápida. Evitar opções em "zig-zag" que aumentam muito a distância a percorrer.
Como Vou?
Após escolher o itinerário posso então escolher a técnica a utilizar em cada zona do itinerário, Orientação "grosseira", ou detalhada, a azimute ou contar passos, etc.
A TÉCNICA NO PONTO DE ATAQUE
Desde o ponto de ataque até ao posto de controlo deve-se progredir devagar a ler o detalhe do terreno e tendo em atenção a descrição do posto de controlo. Se não encontrar o ponto de controlo à primeira tentativa evitar os deslocamentos desordenados e procurar outras referências que sirvam como 2º ponto de ataque.
Ao avistar o posto de controlo e antes de "picar" o cartão preparar o postos de controlo seguinte determinando a direcção de saída e se possível também a escolha do itinerário.