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ESPÉCIES ARBÓREAS

  

Eucalipto de Jardim

 

    As árvores são plantas vivazes de caules e ramos lenhosos. Em geral, a maioria apresenta um tronco lenhoso único e ramos formando uma copa. Podemos encontrar as seguintes no  Jardim desta Escola.

 

 

1 - FREIXO

 

FAMÍLIA - Oleaceae

ESPÉCIE – Fraxinus excelsior Lineu

NOME COMUM – Freixo comum

ORIGEM – Sul da Europa

REGIME DA FOLHA - Caduca

TIPO DE COPA- Arredondada, alta mas aberta.

FLOR- Flores de cor purpúrea e nuas.

FLORAÇÃO – Entre Abril e Maio.

FRUTIFICAÇÃO – Frutos secos e alados - sâmaras

CRESCIMENTO – Rápido.
LONGEVIDADE – Média.
DIMENSÕES-
Podem atingir alturas (h) de 40m
UTILIZAÇÃO –
Ornamental, florestal, com propriedades terapêuticas (adstrigentes, diuréticas, laxantes febrífugas e anti-reumáticas) e a madeira é muito usada em carpintaria e marcenaria pelas suas propriedades mecânicas resistência e flexibilidade.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Prefere locais de pleno sol, é sensível à poluição e requer solos frescos, bem drenados, ligeiramente calcários.

OBSERVAÇÕES – A denominação comum, freixo, procede da designação  científica Fraxinus, e esta por sua vez tem origem provavelmente na palavra grega “phraxis” que significa separação, tendo em conta a facilidade com que se racha a sua madeira. O nome cientifico do Freixo refere-se à estatura desta  árvore que em latim significa “mais alto”

Esta árvore é muito citada nas lendas e poesia dos Romanos e dos Vikings. À sua espontaneidade em Portugal e sua utilização se deve o nome da terra portuguesa – Freixo de Espada à Cinta.

 

2 - TÍLIA

 

FAMÍLIA - Tiliaceae

ESPÉCIE – Tilia  platiphyllos Scop

NOME COMUM – Tília da Holanda.

ORIGEM –Ásia Ocidental e Europa Central e Sul.

REGIME DA FOLHA – Caduca.

TIPO DE COPA- Ampla,alta, ramosa de folhagem densa.

FLOR- Flores pequenas de cor branca creme ou amarelada.

FLORAÇÃO – Maio.

FRUTIFICAÇÂO- Frutos secos indeiscentes e ovóides.

CRESCIMENTO – Lento.
LONGEVIDADE – Longa.
DIMENSÕES- Pode ultrapassar os 30 m de altura.
UTILIZAÇÃO – Ornamental e de sombra em parques, jardins e avenidas. È muito utilizada pelas suas qualidades terapêuticas ( calmantes, coleréticas e vasodilatadoras), assim, como a sua madeira macia leve e de textura fina a torna muito procurada pelos escultores e para  o fabrico de utensílios domésticos.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Climas húmidos, locais de pleno sol, resistente ao frio mas secando ao calor, às geadas e à poluição. Prefere solos frescos e profundos.

OBSERVAÇÕES – Árvore já conhecida e utilizada pelo gregos e romanos. A palavra tília pensa-se derivar da  palavra grega “ptilon” que significa ala, pela bráctea que acompanha as flores. O nome próprio Otília deriva da palavra Tília e significa pessoa serena e calma.

 

3 - ACÁCIA BASTARDA

 

FAMÍLIA - Leguminosae

ESPÉCIE – Robinia pseudoacacia L.

NOME COMUM –Acácia Branca, Falsa acácia.

ORIGEM –Oriunda da região Central e Oriental dos Estados Unidos da  América.

REGIME DA FOLHA – Caducas.

TIPO DE COPA-Aberta,  irregular  com ramos fortes e um pouco tortuosos.

FLOR- Flores brancas dispostas em cachos axilares e pendentes.

FLORAÇÃO – Final da Primavera.

FRUTIFICAÇÃO- Vagem fortemente comprimida.

CRESCIMENTO –Rápido.
LONGEVIDADE – Longa
DIMENSÕES- Altura de 25 a 30 m
UTILIZAÇÃO – Ornamental e  de sombra em parque, jardins e avenidas.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Muito resistente ao frio e às geadas e sensível ao vento. Requer locais de pleno sol ,dando-se bem em solos arenosos.

OBSERVAÇÕES –Flores de odor forte e sabor agradável são comestíveis e tem em infusão propriedades anti-histéricas. A madeira dura e firme  é utilizada para o fabrico de postes , em carretaria e apeiria. Segundo alguns estudiosos , a madeira desta árvore foi a matéria prima na construção dos edifícios de Boston no século XVIII .O nome científico, genérico, utilizado para designar esta árvore, é dedicado ao jardineiro Robin, que foi o primeiro  a cultivar esta  espécie na Europa  no Jardim Real de Paris.

 

4 -  AMEIXOEIRA DE JARDIM

 

FAMÍLIA - Rosaceae

ESPÉCIE – Prunus cerasifera Ehrh. Var.pissardii ( Carrr. ) Koehne.

NOME COMUM – Ameixoeira bastarda

ORIGEM – Oriunda do Sudoeste Asiático ( Balcãs e Cáucaso)

REGIME DA FOLHA – Caduca e avermelhadas..

TIPO DE COPA- Arredondada, irregular e densa com ramos por vezes espinhosos.

FLOR-  Flores solitárias rosadas.

FLORAÇÃO – Final do Inverno / começo da Primavera.

FRUTIFICAÇÃO – Fruto do tipo drupa globoso, liso, vermelho arroxeado.

CRESCIMENTO – Rápido.
LONGEVIDADE – Curta / média.
DIMENSÕES- Altura na ordem dos 8 m.
UTILIZAÇÃO – Ornamental.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS –Locais de pleno sol, é sensível à poluição, requer solos frescos, bem drenados e ligeiramente calcários.

OBSERVAÇÕES – Frutos comestíveis de elevado valor energético, tónicos, depurativos e laxantes. O nome genérico deve-se à palavra romana que designava ameixoeira e o nome da variedade é uma homenagem ao jardineiro persa Pissard que a   introduziu em França.

 

5 – PlÁTANO

 

FAMÍLIA – Platanaceae

ESPÉCIE –  Platanus x hispanica Mill. Ex Munch

NOME COMUM –  Pradeiro

ORIGEM – Oriunda da hibridação natural entre o plátano Americano e o Europeu, sendo muito abundante na Península Ibérica.

REGIME DA FOLHA – Caduca.

TIPO DE COPA-  Vigorosa e frondosa.

FLOR- Inflorescências esféricas( capítulos), pedunculadas e unissexuais.

FLORAÇÃO – Abril ou Maio

FRUTIFICAÇÃO – Frutos globosos do tipo aquénios.

CRESCIMENTO – Rápido.
LONGEVIDADE – Longa
DIMENSÕES-
Atinge  alturas de cerca de 30m.
UTILIZAÇÃO – Ornamental cuja madeira é utilizada em carpintaria e marcenaria.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Árvore de climas temperados, prefere  solos mais ou menos frescos, ligeiros, e húmidos em sítios abertos e bem iluminados.

OBSERVAÇÕES – O nome latino “Platanus” designava a espécie europeia , que por sua vez derivava da palavra  grega “ Platys” que significa largo, possível alusão à ampla copa. A sua resistência à  poluição incrementou, há décadas, a sua plantação nas cidades como Londres e Barcelona, porém tem sido recentemente contra indicada pelo facto dos seus frutos e folhas provocarem alergias nos olhos e vias respiratórias.

 

6 – ROSA DA SÍRIA

 

FAMÍLIA - Malvaceae

ESPÉCIE –Hibisicus syriacus L.

NOMES COMUNS–  Hibisco da Síria , Cardeal Roxo.

ORIGEM – Oriunda doa zona oriental da Ásia

REGIME DA FOLHA – Caduca .

TIPO DE COPA- Pequena arredondada e aberta irregular e densa.

FLOR- Flores multicolores brancas com manchas purpúreas na base.

FLORAÇÃO –  Junho a Outubro.

FRUTIFICAÇÃO- Cápsulas ovóides não lobadas.

CRESCIMENTO – Rápido.
LONGEVIDADE –Média.
DIMENSÕES-
Atingem a altura de 2 a 3 m
UTILIZAÇÃO - 
Ornamental em jardins e arruamentos e algumas espécies têm fins    

medicinais.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Climas temperados.

OBSERVAÇÕES –A variedade de tons florais  tornam-na muito utilizada em jardins.

 

  

7 - BORDO

 

FAMÍLIA - Aceraceae

ESPÉCIE –  Acer negundo L

NOME COMUM –  Negundo, Pau de ferro.

ORIGEM – Originário do Centro e Norte da América.

REGIME DA FOLHA – Caduca

TIPO DE COPA- Irregular  mais ou menos arredondada e densa

FLOR- Flores unissexuadas, esverdeadas, apétalas, longamente pedunculadas e agrupadas em corimbos, desenvolvendo-se em árvores distintas.

FLORAÇÃO – Em Março ou Abril

FRUTIFICAÇÃO – Frutos do tipo dissâmara e provido de duas expansões

CRESCIMENTO – Rápido
LONGEVIDADE –
Curta
DIMENSÕES-
Atinge a altura de 20 m.
UTILIZAÇÃO - 
Ornamental e em marcenaria.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – É muito resistente e  tolera todo o tipo de solos, mesmo os mais arenosos e calcários.

OBSERVAÇÕES – A origem do epiteto específeco  - negundo- segundo alguns autores derivará da palavra sânscrita “nurgundi “, utilizada para designar um arvore de folhas semelhantes na Índia. O nome genérico, Acer,  é uma palavra romana que assim o designava pelo facto da  madeira ser dura, Admite-se que Acer derive da palavra celta ac, que significa espinha ou ponta, pois a sua madeira era usada para fazer pontas de lança.

 

8 - LIQUIDÂMBAR

 

FAMÍLIA -  Hamamelidaceae

ESPÉCIE –  Liquidambar styraciflua L.

NOME COMUM – Arvore do estoraquestarda

ORIGEM – Oriunda  da América do Norte e Central do Sudoeste Asiático ( Balcãs e Cáucaso)

REGIME DA FOLHA – Caduca

TIPO DE COPA-  Estreita   alongada 

FLOR-  As flores são unissexuais , apétalas em inflorescências globosas.

FLORAÇÃO - Maio

FRUTIFICAÇÃO – Cápsulas pequenas e numerosas deiscentes

CRESCIMENTO – Lento
LONGEVIDADE – Média
DIMENSÕES – Pode atingir a altura de 30m.
UTILIZAÇÃO -  Ornamental, a madeira  tem m grande aplicação na marcenaria, comercialmente conhecido por “ nogueira acetinada”   é utilizada para a produção de pasta de papel e desta árvore extrai-se um bálsamo utilizado nas indústrias químicas e farmacêuticas.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – É indiferente à natureza dos solos mas prefere os solos frescos, incluindo húmidos, onde adquire colorações outonais das suas folhas  mais decorativas  e duradouras

OBSERVAÇÕES – Foi introduzida na Europa provavelmente em 1681. O nome vulgar desta árvore deriva do nome científico do género. Porém , o seu nome transporta uma história remota. Tudo isto começa no Mediterrâneo oriental, onde existe uma árvore  que quando cortada exsuda um flúido resinoso que os árabes chamam incorrectamente âmbar e os gregos styrax. Quando Lineu  a classificou ,designou-a de Liquidambar orientalis com base  na palavra latina  “ liqueo” ou seja destilar, do árabe  âmbar e a situação geográfica no Oriente. Mais tarde,  a identificou esta árvore americana Liquidambar styraciflua coma base na palavra grega “styrax “e na palavra latina “fluere” que significa fluir. 

 

 

9 -  MAGNÓLIA DE FLOR VIOLÁCEA

 

FAMÍLIA – Magnoliaceae

ESPÉCIE – Magnolia x soulangiana Soul.- Bod

NOME COMUM –  Magnólia Chinesa

ORIGEM – Oriunda da China.

REGIME DA FOLHA – Caduca.

TIPO DE COPA- Árvore de pequeno porte e copa irregular e densa.

FLOR- Flores oblongo-ovadas de cor violácea.

FLORAÇÃO –Fevereiro.

FRUTIFICAÇÃO -  Frutos semelhantes a cones.

CRESCIMENTO –  Rápido.
LONGEVIDADE – Longa.
DIMENSÕES- Atinge 4 a 5 m d altura.
UTILIZAÇÃO –
De algumas espécies extrai- se alcalóides e os botões forais e a casca possuem tónicas e estimulantes.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Locais soalheiros e solos húmidos e siliciosos.

OBSERVAÇÕES – A  designação do género, Magnolia, é dedicado a Pierre Magnol médico e botânico francês que criou o actual conceito  de família em botânica e viveu entre 1638 e 1715.

 

10 – MACIEIRA BRAVA

 

FAMÍLIA – Rosaceae

ESPÉCIE – Malus silvestris  

NOME COMUM –  Macieira silvestre

ORIGEM – Oriunda do Sudoeste Asiático e Europa. Há especialistas que aonsideram oriunda do Oriente e introduzida na Europa pela cultura

REGIME DA FOLHA – Caduca

TIPO DE COPA- Arredondada, densa com muitos ramos torcidos.

FLOR- Pequenas brancas raiadas de rosa

FLORAÇÃO - Maio

FRUTIFICAÇÃO – O fruto é uma maçã muito ácida, tipo pomo.

CRESCIMENTO – Médio
LONGEVIDADE – Média
DIMENSÕES - Pode atingir 10 metros de altura
UTILIZAÇÃO -  Usada na confecção de compotas e a madeira é usada na escultura.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Climas temperados

OBSERVAÇÕES – Desta espécie derivam as macieiras existentes nos pomares. O tipo de fruto está na origem da palavra  pomar. Coma maçãs fabrica-se uma bebida fermentada chamada cidra.

  

11- PEREIRA

 

FAMÍLIA – Rosaceae

ESPÉCIE – Pyrus communis  

NOME COMUM – Pereira

ORIGEM – Oriunda do Sudoeste Asiático da Europa

REGIME DA FOLHA – Caduca

TIPO DECOPA- Copa esguia com o cimo arredondado e os ramos ascendentes.

FLOR- Flores brancas de 5 pétalas dispostas em corimbos densos.

FLORAÇÃO –Em Abril  e Maio

FRUTIFICAÇÃO-  A pêra , fruto carnudo e indeiscente.

CRESCIMENTO – Médio
LONGEVIDADE –Média
DIMENSÕES-
Pode atingir a altura de 20m
UTILIZAÇÃO – Na alimentação. A madeira é usada na gravura na marcenaria e na fabricação de instrumentos. Da casca  tanto da parte aérea como da raíz pode extrair-se um glicosido – florrizina -  e das flores um alcalóide volátil - trimetilamina

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Climas temperados

OBSERVAÇÕES –  Árvore conhecida no tempo de Homero e muitas variedades  da qual são anteriores à era cristã.Tem-se encontrado vestígios desta espécie nos depósitos lacústricos da Suíça, Lombardia e Sabóia. Desta espécie derivam todas as variedades cultivadas.

  

12 – EUCALIPTO DE JARDIM

 

FAMÍLIA – Myrtaceae

ESPÉCIE –  Eucaliptos ficifolia F. v Muell 

NOME COMUM –  Eucalipto de flor

ORIGEM – Oriunda da Austrália 

REGIME DA FOLHA – Perene

TIPO DE COPA- Alta, arredondada, irregular e densa

FLOR- Flores grandes vermelhas

FLORAÇÃO – Entre Agosto e Dezembro

FRUTIFICAÇÃO- Cápsulas grandes

CRESCIMENTO –Lento
LONGEVIDADE
Longa
DIMENSÕES- Atinge a altura de 6 a 15m
UTILIZAÇÃO - Ornamental

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Climas quentes e secos

OBSERVAÇÕES –De difícil reprodução

 

13 – CASUARINA

 

FAMÍLIA – Casuarinaceae

ESPÉCIE –Casuarina cuninghami,Miquel

NOME COMUM – Originária da Austrália

ORIGEM – Oriunda da Austrália

REGIME DA FOLHA – Persistente

TIPO DE COPA-  Cónica

FLOR- Flores unissexuais e pouco vistosas.

FLORAÇÃO – Maio a e Junho

FRUTIFICAÇÃO – Frutos agregados, samariformes.

CRESCIMENTO – Lento
LONGEVIDADE – Longa
DIMENSÕES – Pode atingir 8  a 10 m de altura

UTILIZAÇÃO -   Ornamental, as folhas tenras  podem servir de alimento aos animais  e a sua madeira  dura e   pesada  é  procurada para a construção

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Climas quentes, em zonas áridas e no litoral OBSERVAÇÕES - É resistente ao vento , dando-se bem  em terrenos salgados arenosos do litoral

 

14- LIGUSTRO

  

FAMÍLIA –  Oleaceae

ESPÉCIE – Ligustrum  lucidum Ait. F.

NOME COMUM –Alfenheiroou alfeneiro

ORIGEM – Oriundo do Este Asiático

REGIME DA FOLHA – Perene

TIPO DE COPA- Arredondada, irregular e densa

FLOR- Flores pequenas branco ou cremosas, perfumadas e dispostas em panículas.

FLORAÇÃO – Em Maio

FRUTIFICAÇÃO – Frutos globosos e  azul escuros

CRESCIMENTO – Rápido
LONGEVIDADE - Média
DIMENSÕES-
Pode atingir altura de cerca de 15m.
UTILIZAÇÃO –São várias as aplicações do Ligustro: pela sua madeira no fabrico de objectos torneados, e pelas sua propriededes Adstringentes

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS –Relativamente ao  solo preferem solos um pouco frescos e fortes. São resistentes ao fumo.

OBSERVAÇÕES –  As suas folhas cortadas e  reduzidas, a um pó  fino  que constitui a

 Alfena . O nome genérico, Ligustrum, já era utilizado pelos romanos. Segundo alguns autores a palavra deriva   do vocabúlo latino “ ligare” que signica atar.

 

15 – PALMEIRA

 

FAMÍLIA – Palmae

ESPÉCIE – Washingtonia filifera ( L. Liden ) H. Wendl

NOME COMUM –Washingtónia.

ORIGEM – Oriunda do Sul da Califórnia, Arizona  Colorado e México

REGIME DA FOLHA – Marcescente

TIPO DE COPA-  Esférica

FLOR- Pequenas

FLORAÇÃO – Entre Julho e Agosto

FRUTIFICAÇÃO- Frutos (tâmaras) pequenos amarelo alaranjados.

CRESCIMENTO – Lento
LONGEVIDADE – Longa
DIMENSÕES – Atinge alturas de 10 a 20m
UTILIZAÇÃO – Ornamental

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS -  Climas Subtropicais ou Tropicais

OBSERVAÇÕES –A folha da Palmeira  tem sido sempre símbolo de  triunfo, ascensão regeneração e imortalidade.. Pertencem à Subclasse das Monocotiledóneas.

 

 

16 – Cedro do Atlas

 

FAMÍLIA –Pinaceae

ESPÉCIE –Cedrus atlantica Manetti,1844

NOME COMUM – Cedro do Atlântico

ORIGEM – Oriunda das montanhas  Atlas no Norte de África.

REGIME DA FOLHA – Perene

TIPO DE COPA- Cónica e larga. Os ramos crescem a partir do  Tronco e as extremidades encurvam-se para cima

PINHAS MASCULINAS – Cónicas de 3 a 5 cm de comprimento que aparecem no Outono

PINHAS FEMININAS  - Aparecem no Outono e têm a forma de barril e uma cavidade no topo, de cor purpúrea clara quando madura . O seu amadurecimento leva dois anos

CRESCIMENTO – Lento
LONGEVIDADE – Longa
DIMENSÕES - Atinge alturas de cerca de 40 m
UTILIZAÇÃO – Ornamental em parques e Jardins, embora também se plante  nas regiões meridionais  para extracção de madeira

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Clima de montanha. Prefere solo calcáreos mas vegeta bem nos de outras naturezas. Suporta bem o vento.

OBSERVAÇÕES – Foi introduzida na Europa em 1845.Ensaiada pelos Serviços Florestais , nas Serra do Marão, da Estrela, da Lousã e do Bussaco. É o símbolo do Clube do Ambiente da nossa Escola

 

17- Buganvílea

 

FAMÍLIA –Nyctaginaceae

ESPÉCIE – Bougainvillea ( hybridis )

NOME COMUM – Flor de papel

ORIGEM – Oriunda do Brasil

REGIME DA FOLHA – Perene

TIPO DE COPA- Arredondada com alguma inclinação e densa

FLOR- Brácteas violetas formando cachos de flores.

FLORAÇÃO – Quase todo o ano

FRUTIFICAÇÃO-  Fruto seco

CRESCIMENTO – Médio
LONGEVIDADE – Longa
DIMENSÕES –
Atinge altura de 2 a 10m
UTILIZAÇÃO -  Ornamental

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Climas quentes ou amenos e locais abrigados

OBSERVAÇÕES – Foi introduzida na Europa em 1833

 

 

 

18- LOURO CEREJO

 

FAMÍLIA –Rosaceae

ESPÉCIE – Prunus laurocerasus L.

NOME COMUM – Louro inglês, loureiro real

ORIGEM – Oriundo do Sudeste da Europa e Oeste da Ásia ( Pérsia)

REGIME DA FOLHA – Persistente

TIPO DE COPA- Arredondada, irregular e densa

FLOR- Branco-pérola e perfumadas, agrupadas em espigas erectas

FLORAÇÃO – Entre Março e Abril

FRUTIFICAÇÃO – Drupabaga negra avermelhada

CRESCIMENTO – Lento
LONGEVIDADE – Longa
DIMENSÕES- Pode atingir 14m de altura
UTILIZAÇÃO -
Ornamental

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS –Não muito exigente quanto ao terreno, prefere solos leves  e frescos.  Requere abrigo do vento. Suporta o calcáreo.

OBSERVAÇÕES –As folhas contem ácido prússico ( cianídrico ) pelo que os entomatologistas as esmagam para matar insectos.Com  as folhas é preparada a água de  de louro cerejo de emprego medicinal. É muito  abundante no Parque da Pena - Sintra

 

19 – CHOUPO BRANCO

 

FAMÍLIA –Salicaceae

ESPÉCIE –Populus alba L.

NOME COMUM –Faia branca, Amieiro branco ou àlamo branco

ORIGEM – Oriunda do Sul e Centro da Europa, Àsia Central e Ocidental e Norte de Africa.

REGIME DA FOLHA – Caduca

TIPO DE COPA- Ampla e algo irregular

FLOR- Flores unissexuadas, agrupadas em espigas ( amentilhos) pendentes.

FLORAÇÃO – Em Abril.

FRUTIFICAÇÃO – Cápsula, glabra, com numerosas sementes pequenas e com penachos de pêlos.

CRESCIMENTO – Rápido
LONGEVIDADE –Longa

DIMENSÕES- Atinge alturas de 30 m
UTILIZAÇÃO - 
Ornamental de jardins, parques e arruamentos. Tem propriedades medicinais: as folhas são febrífugas e a casca é adstringente contendo salicina e populina.

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS –Solos ligeiros, frescos e húmidos

OBSERVAÇÕES – Alameda designa rua ladeada de álamos, como é o caso da Avenida 25 de Abril , frente à Escola Secundária José Estêvão

 

20 -NESPEREIRA

 

FAMÍLIA –Rosaceae

ESPÉCIE – Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl

NOME COMUM – Nespereira do Japão, Magnólia Japonesa

ORIGEM – Originária do Japão

REGIME DA FOLHA – Perene

TIPO DE COPA- Ampla e baixa

FLOR- Flores sésseis de pétalas brancas

FLORAÇÃO – Entre Outubro e Dezembro

FRUTIFICAÇÃO-  Frutos do tipo drupa

CRESCIMENTO – Rápido
LONGEVIDADE – Média
DIMENSÕES- Pode  atingir 6 metros de altura

UTILIZAÇÃO – Os frutos são utilizados na alimentação. Os frutos  e a infusão das folhas têm propriedades medicinais nomeadamente anti-diarreicas.
CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Climas temperados

OBSERVAÇÕES – Os frutos são, também, conhecidos por magnórios ou magnólios.Es ta arbórea só foi introduzida na Europa pelos franceses em 1784

 

21 -AMEIXOEIRA

 

FAMÍLIA –Rosaceae

ESPÉCIE – Prunus domestica L.

NOME COMUM – Ameixeira, Abrunheiro manso

ORIGEM – Indígena das regiões que vão do mar Negro até Ocidente da China.

REGIME DA FOLHA – Caduca

TIPO DE COPA- Arredondada, irregular .

FLOR- Flores brancas pentâmeras

FLORAÇÃO - Entre Fevereiro e Abril

FRUTIFICAÇÃO- Fruto carnudo, tipo drupa

CRESCIMENTO – Rápido
LONGEVIDADE – Longa
DIMENSÕES- Pode atingir 4 a 6 m de altura
UTILIZAÇÃO -  Frutos comestíveis com propriedades laxantes, depurativas e diuréticas

CONDIÇÕES EDAFO- CLIMÁTICAS – Climas temperados e solos leves.

OBSERVAÇÕES –Actualmente as 2000 variedades de ameixoeiras  europeias são resultantes de possíveis cruzamentos entre Prunus spinosa e Prunus cerasifera

 

 

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