Localização do Senhor da Serra Origem da povoação do Senhor da Serra Origem do Santo Cristo da Serra
O Santuário do Divino Senhor da Serra
A Capela
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Esta página foi actualizada em 30-03-2007 |
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LOCALIZAÇÃO DO SENHOR DA SERRA
O Senhor da
Serra é uma pequena povoação que dista 12 km da cidade de
Coimbra e pertence ao concelho de Miranda
do Corvo. Tem mais de 300 anos de existência tendo como pedra
basilar o Santo Cristo da Serra, cuja história nos leva a uma
das romarias mais concorridas da Região Centro - A Romaria
ao Divino Senhor da Serra - , que decorre de 15 a 22 de Agosto.
Indo de Coimbra sobe-se uma
estrada turtuosa ao cimo da qual se encontra o Senhor da Serra.
Daqui a poente avistam-se a cidade de Coimbra, os campos do
Mondego até à Figueira da Foz e Serra da Boa Viagem, a Bairrada
e até as areias e o mar da praia de Mira, a nascente a Serra da
Lousã, os Penedos de Góis e a Serra da Estrela, a norte o Roxo
e o Caramulo e a sul avista-se até Penela e Alvaiázere.
O fascínio do Senhor da Serra
agarra-se aos visitantes e peregrinos e nunca mais os larga. Quem
lá vai uma vez e se extasia na contemplação daqueles
horizontes, tem sempre vontade de lá voltar. Aquela paisagem de
pinheiros, eucaliptos (denotando abundância de água), tojos,
rosmaninhos, oliveiras entra pelos olhos dentro e o ar puríssimo
que se respira entra às golfadas nos pulmões e os tonifica e
não quer mais sair.
ORIGEM DA POVOAÇÃO DO SENHOR DA SERRA
O nome da povoação foi tirado da ermida que existiu antes do povoado e que se supõe datar de 1663. É dado como data de início da povoação o ano de 1678 com uma casa junto à ermida onde vivia um ermitão ou Capelão e uma taberna junto à estrada de Coimbra.
A ORIGEM DO SANTO CRISTO DA SERRA
A imagem do
Santo Cristo da Serra foi obra de um artista secundário, é uma
imagem em pedra, sem estilo. Na base estão inscritas duas datas
1704 e 1862 que se supõem ser a primeira a de uma
presumível ampliação da capela primitiva e a segunda a de
reparos e pinturas na capela.
Supõe-se que o Santo Cristo
deve ter mais meio século do que a ermida.
Parece ainda que o Santo Cristo da Serra foi
propriedade de uma família residente em Ceira que em cumprimento
de algum voto, devidos às invasões francesas ( medo do roubo)
ou qualquer outro motivo, mandaram fazer um nicho, abrigado, no
antigo local denominado Cruz de Longe e hoje conhecido por Cruz
da Serra para instalar a imagem.
A fama dos milagres
começou a correr pela região e por essa altura os criados do
Convento de Semide numa das suas viagens para os lados de Coimbra
levaram a imagem para Semide, para as freiras venerarem. As
freiras mandaram então fazer um nicho no Senhor da Serra, no
sítio do Cruzeiro, mas vendo que aquele nicho não era
condizente com a imagem e que o número de devotos cada dia ia
aumentando mandaram construir uma capela, no sítio da actual,
para onde foi levada a imagem em 1653.
O SANTUÁRIO DO SENHOR DA SERRA
O
crescimento dos peregrinos foi notável a partir de 1793. A
região centro do país teve no Senhor da Serra, desde o século
XVII, até que Fátima se impôs pelas aparições da Virgem Mãe
de Deus, o seu maior Santuário. Desde o Vouga ao Mondego, ao
Liz; no interior, numa região transbordando para além das
serras da Lousã e do Buçaco, atingindo os concelhos de
Pampilhosa da Serra e Oliveira do Hospital e da Mealhada, não
há aldeia ou vila, donde em Agosto (14-21), não tenham vindo
peregrinos ao Senhor da Serra, para agradecer um pedido feito em
horas de aflição: o salvamento de um pescador, a cura de uma
pessoa de família de uma doença grave, livrar um rapaz da
tropa etc.
Os peregrinos vinham em grupos
ou em ranchos, facilmente identificáveis pelos trajes e
costumes. Os da Beira Mar contrastando com os da Beira Interior,
os da estremadura com as gentes da Gafanha. Muitos vinham a pé
desde as suas terras. E depois era vê-los subir como carreiros
de formigas pelos lados de Ceira, de Miranda, da Trémoa, de
Semide e outras partes, subindo sempre, porque o Senhor da Serra
ficava lá no alto e era necessário lá chegar para cumprir a
promessa.
Em finais do século XVII já havia
peregrinos que se demoravam no Santuário do Senhor da Serra
alguns dias, foi por isso necessário proceder a ampliações da
capela original e construir as hospedarias.
A capela
actual é um edifício que não se pode classificar de um só
estilo, mas de vários, segundo o autor da planta, já que a
torre dá a impressão de um gótico flamejante, mas os capitéis
e outros elementos são do estilo românico.
Lá dentro podemos apreciar o
altar mor dourado que foi executado pelos alunos da antiga Escola
Industrial Brotero em Coimbra sob orientação de João Machado,
tal como os belíssimos vitrais, estes sob a direcção do prof.
Lapierre, e os azulejos que revestem as paredes e que representam
cenas da vida de Jesus, e que foram executados sob orientação
do prof. António Augusto Gonçalves.
Os altares laterais que vieram
da Capela da Misericórdia de Coimbra.
A pintura do Tecto que é obra
do pintor Eliseu de Coimbra.
O púlpito de pau preto,
artisticamente trabalhado, obra do séc. XVII e que veio da Sé
Velha de Coimbra.
A torre, para a qual se sobe
por uma escada em caracol que vai desde a porta da entrada
principal passando pelo coro até ao ponto mais alto, de
onde se podem disfrutar excelentes vistas sobre a povoação e
região envolvente.
Cá fora existe uma capelinha com uma imagem do Senhor Crucificado, da autoria de António Augusto Gonçalves e um Lavabo da autoria de João Machado que são também dignos de atenção.
Actualmente é
capelão do Santuário do Senhor da Serra, o Padre António Pedro
dos Santos, que tem vindo a enveredar esforços para que o
Santuário do Senhor da Serra retome a fama que teve em tempos
não muito remotos, de Santuário de grande piedade e
manifestação pública de fé.
As romarias dos últimos anos são a prova
de que se está a caminhar para esse objectivo.
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