Spine Shank
A Força Mecânica

Agora que se anda na onda de Deftones, Korn e Tool, torna-se cada vez mais frequente haver bandas que as seguem. Spine Shank não é um grupo que os tenha imitado, mas são visíveis as semelhanças que este tem com os grupos referidos.

Trata-se de uma banda recente e pouco conhecida, sendo caracterizada com sons mecânicos e artificiais. A fusão de metal com sons computorizados não é novidade mas são raras as bandas que conseguem coordenar as duas coisas de forma a serem perceptíveis aos ouvidos dos mortais.

"Strickly Diesel" é o álbum de estreia do grupo... É de pequena duração - apesar de conter 14 faixas - músicas na onda dos três minutos e que fazem do álbum um género de uma viagem. Complementam-se umas às outras, sem haver grandes divergências de ritmo. O começo de quase todas as faixas é bastante similar, sempre com o mesmo tipo de sonoridade. A particularidade de ter dois tipos de voz, uma num tom grave e outra mais aguda, impede que o álbum se torne cansativo e monótono.

Deste trabalho destacam-se as faixas: "Intake", "Stovebolt", "Shinebox", "Where We Fall", "40 Below", " Grey" e a faixa que dá nome ao álbum- "Stickly Diesel".

O álbum inclui uma versão de "While My Guitar Gently Weeps", dos já extintos The Beatles. A versão, sem sair muito do original, é talvez a música mais calminha do trabalho. "Strickly Diesel" e " Stovebolt" são as melhores músicas do álbum debutante dos Spine Shank.

Devido ao facto do pessoal nos Estados Unidos estar muito mais habituado a este tipo de bandas, é natural que esta venda muito mais lá do que cá, mas é certo que, quando se tornar mais conhecida, comecará a vender na nossa pátria. Todas as músicas são excelentes, está um óptimo trabalho... Acautelem-se bandas porque eles andam aí...




Opinião: Ana Luísa


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