Espaço de tempos livres da Secundária do Viso
Feriados mais interessantes
Toca para o feriado e o que é que nós vamos fazer? Talvez... jogar! Talvez... brincar! No espaço de tempos livres da Escola Secundária do Viso.

Rádio escolar uma bomba no ar

É uma actividade de lazer e também traz benefícios para a comunidade escolar, junta-se o útil ao agradável e faz-se rádio na escola. É uma nova experiência e "uma agradável experiência" segundo os alunos.

Escola Secundária do Viso. Trinta e cinco minutos depois das quatro da tarde. Toca para o feriado. É agora que o espaço de tempos livres "entra em acção".

Alguns alunos dirigem-se para o espaço de tempos livres para aí ocuparem o seu tempo de feriado. Aliás, é para isso mesmo que serve este espaço.. "Foi criado para que os alunos ocupassem os seus tempos livres. Nas horas em que têm feriados vêm para aqui "ocuparem o seu tempo com actividades mais interessantes", diz Maria José Rodrigues, uma das professoras colaboradoras do projecto.

Aqui, os alunos têm muito por onde escolher: desde jogos didácticos, cd-rom's, passando pelos filmes e cassetes de música. Uma vasta biblioteca de consulta que inclui literatura científica, pedagógica, de acção e muitos outros géneros.

Embora sejam variadíssimas as actividades que se podem encontrar, os alunos deparam-se, contudo, com algumas dificuldades. "É um espaço muito reduzido e não é possível encaixá-los todos cá dentro. Cabem 25 a 30 alunos no máximo", explica Maria José Rodrigues. "É um espaço muito pequeno relativamente às actividades desenvolvidas" diz Cátia Moreira, aluna do 9º ano. "Só nos resta esperar pela biblioteca para ver-mos se aí já temos mais variedade para nos entreter-mos". Para além disso, Tânia Pimpão, aluna do mesmo ano, refere que "devia ter mais computadores, muitas são as vezes que os alunos querem jogar e não podem por já estarem lá outros".

Reportagem: Eduardo Pinto





Rádio escolar uma bomba no ar
A rádio escolar, que está presentemente no ar, é um projecto levado a cabo pelo professor de Comunicação, Luís Bonixe que é também o professor coordenador do projecto da rádio. Este docente refere: "este é o 1º ano que estou cá e ao que sei, em anos anteriores, não havia projecto de rádio. Como este é um meio muito procurado pelos alunos, decidi apresentar uma proposta para fazer rádio na escola", explica. "O Conselho Directivo decidiu - e bem quanto a mim - avançar com este projecto. Foram afixados alguns papéis de modo a incitar os alunos a participarem na rádio. Não houve tanta aderência como eu desejava, esperava que mais alunos, não só os de comunicação, aderissem ao projecto," comenta.

A rádio escolar é uma actividade extra-curricular que foi criada, segundo o coordenador, com " o objectivo de falar das actividades da escola e, principalmente, colocar os alunos perante uma nova experiência que é fazer rádio e que alguns estão a gostar" . Aliás, a rádio está a trazer benefícios para a escola porque proporciona aos alunos durante o intervalo, um momento de convívio e descontracção.

Houve uma grande aderência dos alunos do curso de comunicação ao projecto da rádio. Um desses alunos foi André Martins. "Podia fazer alguma coisa gira, achei interessante trabalhar num meio de comunicação ainda que a nível escolar, mas a experiência é sempre bem-vinda", explica.

Falta de Condições

O professor Luís Bonixe salienta que ao fazer rádio " os alunos têm a possibilidade de contactar com um meio de comunicação que eles bem conhecem, ainda que sob a condição de ouvintes".

Quanto ao fazer uma sessão de rádio, André Martins diz que "há falta de condições para se fazer uma melhor sessão radiofónica e, devido a isso, não trouxe benefícios para os alunos e não se pode assumir como uma rádio a sério", lamenta. É uma realidade que há falta de material essencial na rádio, mas para justificar isso, Luís Bonixe diz que "é preciso ter em conta, a disponibilidade financeira para adquirir material. Aquilo que existe dá para remediar, já que permite aproximar este projecto a uma rádio a sério". Fazer rádio pode ser muito gratificante, segundo André Martins. "A rádio escolar não é nenhum mar de oportunidades, mas adquire-se experiência", concorda.

Para o professor Luís Bonixe a rádio não vai abrir novos horizontes para os participantes "mas sim proporcionar-lhes uma outra perspectiva dentro da comunicação social, que eles poderão ou não optar na sua vida futura".



Reportagem: Marina Moreira


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