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Alguns alunos dirigem-se para o espaço de tempos livres para aí ocuparem o seu tempo de feriado. Aliás, é para isso mesmo que serve este espaço.. "Foi criado para que os alunos ocupassem os seus tempos livres. Nas horas em que têm feriados vêm para aqui "ocuparem o seu tempo com actividades mais interessantes", diz Maria José Rodrigues, uma das professoras colaboradoras do projecto. Aqui, os alunos têm muito por onde escolher: desde jogos didácticos, cd-rom's, passando pelos filmes e cassetes de música. Uma vasta biblioteca de consulta que inclui literatura científica, pedagógica, de acção e muitos outros géneros. Embora sejam variadíssimas as actividades que se podem encontrar, os alunos deparam-se, contudo, com algumas dificuldades. "É um espaço muito reduzido e não é possível encaixá-los todos cá dentro. Cabem 25 a 30 alunos no máximo", explica Maria José Rodrigues. "É um espaço muito pequeno relativamente às actividades desenvolvidas" diz Cátia Moreira, aluna do 9º ano. "Só nos resta esperar pela biblioteca para ver-mos se aí já temos mais variedade para nos entreter-mos". Para além disso, Tânia Pimpão, aluna do mesmo ano, refere que "devia ter mais computadores, muitas são as vezes que os alunos querem jogar e não podem por já estarem lá outros". Reportagem: Eduardo Pinto
A rádio escolar é uma actividade extra-curricular que foi criada, segundo o coordenador, com " o objectivo de falar das actividades da escola e, principalmente, colocar os alunos perante uma nova experiência que é fazer rádio e que alguns estão a gostar" . Aliás, a rádio está a trazer benefícios para a escola porque proporciona aos alunos durante o intervalo, um momento de convívio e descontracção. Houve uma grande aderência dos alunos do curso de comunicação ao projecto da rádio. Um desses alunos foi André Martins. "Podia fazer alguma coisa gira, achei interessante trabalhar num meio de comunicação ainda que a nível escolar, mas a experiência é sempre bem-vinda", explica. Falta de Condições O professor Luís Bonixe salienta que ao fazer rádio " os alunos têm a possibilidade de contactar com um meio de comunicação que eles bem conhecem, ainda que sob a condição de ouvintes". Quanto ao fazer uma sessão de rádio, André Martins diz que "há falta de condições para se fazer uma melhor sessão radiofónica e, devido a isso, não trouxe benefícios para os alunos e não se pode assumir como uma rádio a sério", lamenta. É uma realidade que há falta de material essencial na rádio, mas para justificar isso, Luís Bonixe diz que "é preciso ter em conta, a disponibilidade financeira para adquirir material. Aquilo que existe dá para remediar, já que permite aproximar este projecto a uma rádio a sério". Fazer rádio pode ser muito gratificante, segundo André Martins. "A rádio escolar não é nenhum mar de oportunidades, mas adquire-se experiência", concorda. Para o professor Luís Bonixe a rádio não vai abrir novos horizontes para os participantes "mas sim proporcionar-lhes uma outra perspectiva dentro da comunicação social, que eles poderão ou não optar na sua vida futura". Reportagem: Marina Moreira | |||||||||||