A Entrevista

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BS00865A.gif (2933 bytes)A entrevista é um dos espaços que despertam mais interesse nos meios informativos.


Trata-se de um técnica jornalística mediante a qual uma pessoa pergunta (entrevistador-jornalista) a outra que responde às suas perguntas (entrevistado).
O entrevistador pode ir tomando notas rápidas ou gravar a entrevista.
PE03258A.gif (3178 bytes)Posteriormente redige o conjunto de perguntas e respostas, quer dizer, a entrevista, incluindo uma breve descrição do lugar onde se realizou (domicílio, local de trabalho, etc.), a própria opinião que tem sobre a personagem e outros dados de interesse para o leitor (gestos, tom de voz, indumentária, etc.)..

Através das entrevistas podemos conhecer:

AG00037_.gif (6684 bytes)a vida, a obra... de personagens importantes ou que interessam ao grande público: escritores, cientistas, artistas, actores, desportistas, políticos, etc.;

PE03328A.gif (2743 bytes)o que estes pensam ou qual a sua opinião sobre temas e assuntos de interesse geral;
WB00959_.GIF (540 bytes)o modo de vida e os gostos pessoais daqueles que protagonizaram algum facto importante: tornar-se milionário pelo Totoloto, ter praticado um feito heróico, etc.

MOÇAMBIQUE

Manuel Tomé, Frelimo
«O português está de pedra e cal»

  manuel.jpg (8016 bytes) DURANTE o congresso da Internacional Socialista (IS), Manuel Tomé, secretário-geral da Frelimo, falou connosco sobre a situação em Moçambique. Eis alguns excertos:

EXPRESSO - A proposta do nome de Joaquim Chissano para uma das vice-presidências da IS foi defendida pelo PS português. Isso quer dizer que as relações entre a Frelimo e os socialistas portugueses estão boas?

MANUEL TOMÉ -Temos com o PS uma relação muito antiga, que tem sido reforçada ao longo dos anos. Somos partidos no poder que têm jogado um papel importante na aproximação entre os dois Estados.

EXP. - Estão ultrapassados os mal-entendidos a propósito da anglofonia e da adesão de Moçambique à Commonwealth?

M.T. -Nunca houve mal-entendidos entre nós. Houve foi uma certa manipulação, que confundiu alguns portugueses. A língua portuguesa está em Moçambique de pedra e cal, e orgulhamo-nos de, nestes 20 e poucos anos de independência, termos ensinado mais português aos moçambicanos do que os portugueses em 500 anos. Não aderimos à Commonwealth por causa da língua, mas sim por razões regionais, porque precisamos de diversificar a nossa cooperação. E também não vejo mal nenhum no facto de em Moçambique se falar outras línguas. Em Portugal acontece o mesmo.

EXP. - Moçambique está em campanha eleitoral, e a Renamo diz que não tem meios para fazer campanha, que não há condições de igualdade entre os dois partidos. Como comenta estas críticas?

M.T. -Penso que isso são pretextos para encobrir a sua fraqueza organizativa. Um partido não concorre a eleições à espera que lhe caia dinheiro na caixa...

EXP. - Mas a Renamo afirma que a Frelimo tem todos os meios e que não há igualdade...

M.T. -Em parte nenhuma do mundo existem partidos iguais. Nós organizámo-nos há muito tempo para estas eleições, efectuámos recolhas de fundos, introduzimos uma quota adicional para a campanha...

EXP. - Acha que a Renamo tem auxílio suficiente do Estado? Os seus dirigentes falam em ajudas de apenas 20 e tal mil dólares.

M.T. -A Frelimo não recebeu dinheiro do Estado para a campanha. Recebeu o mesmo que a Renamo em função do número de lugares de cada partido no Parlamento. Mas nós temos um sistema de gestão do nosso dinheiro, o que não acontece na Renamo, onde parece que há um saco do qual cada um tira o que quer.

EXP. - O Presidente Chissano disse que a maioria absoluta está garantida e que a meta é os dois terços. É essa a barra da Frelimo?

M.T. -Temos todas as condições para chegar aos dois terços. Hoje podemos fazer campanha em distritos onde em 1994 a Renamo nos impediu, porque estava lá armada e agredia os nossos militantes.

D.R.(Expresso 13/11/99)