Os golfinhos são animais
fantásticos.. mas pouco se sabe acerca
de como foi a sua evolução...
Supõe-se que á cerca de 50 milhões de anos, uma espécie de gato
pré-histórico (Mesonychidea), começou a passar mais tempo na água à
procura de alimento, e que eventualmente se transformou para melhor se adaptar
a esse novo meio ambiente.
O regresso à água, trouxe benefícios significastes para os carnívoros terrestres. Os animais marinhos eram uma nova fonte alimento inexplorada.
Mesmo assim, demorou ainda milhões de anos até que os primeiros cetáceos apareceram nos oceanos.
Os primeiros cetáceos foram provavelmente
os "Protocetidea", há cerca de 40-50 milhões de anos atrás.
Tudo o que sabemos acerca destes pioneiros cetáceos é que possuíam algumas
características reconhecíveis da sua espécie. O seu estilo de vida séria,
provavelmente anfíbio e não completamente
aquático.
Há cerca de 40 milhões de anos
atrás, surgiu o "Dorudontinae", que eram muito similares aos
golfinhos.
Entre 24 e 34 milhões de anos atrás,
surgiram dois grupos "Odontoceti" e "Mysticeti".
Entre os primitivos Odontoceti o "Suqalodontae" era o mais
parecido com os golfinhos modernos, e foi provavelmente deste grupo que
derivaram os golfinhos. Mas havia ainda um aspecto primitivo que os distinguia
bem dos actuais golfinhos: os dentes. Nos primitivos Odontoceti, os dentes eram
quase todos diferentes, enquanto que nos actuais golfinhos, os dentes são
praticamente iguais.
Há cerca de 24 milhões de anos
atrás, uma familia bastante diversa denominada de "Kentriodontidae"
aparece nos oceanos Atlântico e Pacifico. E é desta família que nasce a super-familia
"Delphinoidea", cerca de 10 milhões de anos depois.

Os
golfinhos são capazes de gerar um som sob a forma de clicks, dentro dos seus
sacos nasais, situados por detrás da nuca.
A
frequência dos clicks é mais alta que a dos sons usados para comunicações e
difere de espécie para espécie. A nuca toma a função de lente que foca o som
num feixe que é projectado para a frente do mamífero. Quando o som atinge um
objecto, alguma da energia da forma de onda e reflectida para o golfinho. Aparentemente
é o maxilar inferior que recebe o eco, e o tecido gorduroso que lhe precede,
que o transmite ao ouvido médio e posteriormente ao cérebro.
Recentemente foi sugerido que os dentes e os nervos dentários
transmitiam informações adicionais ao cérebro dos golfinhos. Assim que um eco é
recebido, o golfinho gera outro click. O lapso temporal entre os clicks permite
ao golfinho identificar a distância que o separa do objecto. Pela continuidade
deste processo, o golfinho consegue seguir objectos.
Ele é capaz de o fazer num ambiente com ruído, é capaz de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objectos simultaneamente - factores que fazem inveja a qualquer sonar humano.
Os mais
íntimos detalhes de acasalamento e nascimento de golfinhos, têm permanecido
escondidos da observação humana. Muitos investigadores possuem apenas uma vaga
ideia dos hábitos reprodutivos dos golfinhos.
Pensa-se
que o acasalamento será sazonal. Observando golfinhos em cativeiro, os
cientistas determinaram o tempo de gravidez exacto para algumas espécies. Por
exemplo, para as orcas e de 17 meses e meio. Mas o período de gestação continua
desconhecido para a maior parte das espécies de golfinhos. Os cientistas crêem
também que quase todas as espécies são promiscuas (partilham as fêmeas).
O
acasalamento é realizado de barriga para barriga como as baleias e muitas
fêmeas não reproduzem todos os anos. Geralmente os bébés começam por sair de
cauda para fora. Por vezes existe uma fêmea a ajudar no processo.
O pai do
golfinho bebé não participa na vida activa e tratamento do seu filho, porém
nalgumas espécies, há fêmeas cuja função é a de baby-sitters.