Caixa de texto:  
Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo

 

 

 

 

 

Projecto

Educativo

 

 

 

 

 

 

 

 

Triénio 2007-2010

 

 

 

 

 

 

 

 

ÍNDICE

 

 

INTRODUÇÃO

                                                                                                    Pág.

1-       Quem somos?............................................................................... 4

1.1-  Um olhar sobre o Concelho.............................................................. 4

1.1.1- Caracterização histórico – geográfica............................................. 5

1.1.2- Caracterização sócio – económica................................................. 7

1.1.3- Uma perspectiva cultural e recreativa.............................................. 11

1.2-    Um olhar sobre o Agrupamento........................................................ 11

1.2.1- Agrupamento de escolas do Concelho............................................ 11

1.2.2- Comunidade Educativa.................................................................. 15

 

2-       O que sentimos?........................................................................... 16

2.1- Os Alunos...................................................................................... 17

2.2- Os Professores............................................................................... 17

2.3- Os Pais / Encarregados de Educação............................................... 18

2.4- Pessoal não docente....................................................................... 18

2.5- Autarquias...................................................................................... 19

 

3-       O que pretendemos?..................................................................... 19

3.1- Princípios orientadores.................................................................... 19

3.2- Objectivos...................................................................................... 20

 

4-  De que meios dispomos?................................................................. 22

 

5-  Como vamos conseguir?................................................................. 29

 

6- Será que conseguimos?.................................................................. 30

 

Notas Finais

 

 

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

O Projecto Educativo (P.E.) é “um contrato que compromete e vincula todos os membros da comunidade educativa numa finalidade comum sendo o resultado de um consenso a que se chega depois de uma análise de dados, de necessidades e de expectativas (...)”

( S. Antúnez et al. , 1991 : 20-21)

 

 

 

 

As mudanças sociais e políticas que têm vindo a ganhar forma introduziram também uma nova concepção de escola. A mudança impôs-se como um desafio permanente e o papel educativo da escola é sistematicamente questionado. Que responsabilidades acrescidas cabem agora à escola? Que condições existem para que eventuais respostas sejam colocadas em acção? Qual o papel do Estado nesta nova conjuntura?

O princípio da democratização e a preocupação da promoção da qualidade da educação conduziram à tomada de um conjunto de atitudes e decisões que impõem o desenvolvimento de uma postura inovadora por parte de todos aqueles que detêm responsabilidades nesta matéria.

Formar “cidadãos capazes de julgarem com espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transformação progressiva” é um desafio que a escola procura vencer. E é neste sentido que a concepção de um quadro legal de suporte define os princípios gerais pelos quais a escola se deverá orientar, assumindo contudo, que a criação de um modelo “pronto a vestir” é desajustado, pelo que se reconhece que cada escola possui realidades perfeitamente distintas e que o direito à diferença é uma forma de respeitar e valorizar diferentes saberes e culturas.

 

 

 

A Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei nº 46/86) e a criação de um novo modelo de gestão constituem dois dos principais pilares de sustentação legal para a mudança na escola. Ao mesmo tempo que transfere para a escola um maior poder de decisão e intervenção, aumenta em simultâneo as suas responsabilidades. Pretende-se, entre outras coisas, “favorecer um percurso sequencial e articulado dos alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória...”, “superar situações de isolamento e prevenir a exclusão social” e “reforçar a capacidade pedagógica...”, a partir da concepção de um projecto educativo comum (Dec.-Lei nº 115-A/98).

É, pois, nesta linha de orientação que o presente projecto se apresenta como uma proposta de desenvolvimento e mudança ao conjunto de escolas do Pré-Escolar, 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico que compõem o Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo. Ao longo de nove anos de existência, este Agrupamento foi desenvolvendo um conjunto de acções, muitas das quais estão ainda em curso, que se integram nesta proposta de trabalho conjunta. Este documento é, assim, de natureza geral e de planificação estratégica a longo prazo, definindo para os próximos três anos as suas principais linhas orientadoras. A concepção deste projecto teve em conta várias circunstâncias e procurou envolver toda a comunidade educativa, dando-lhe voz através de contactos informais e de questionários elaborados para o efeito. Os principais objectivos passam pela aspiração de criar uma verdadeira comunidade educativa, onde todos se revejam, se sintam implicados e se tornem elementos activos e interventivos. Neste sentido procurámos conhecer os principais anseios, dificuldades e expectativas dos intervenientes, dando uma perspectiva do meio físico envolvente, a partir dos quais se procurou definir um quadro de referência comum. Cada escola, grupo, professor e comunidade mover-se-ão neste enquadramento prosseguindo vias diferentes, dos quais o seu próprio projecto curricular dará a devida conta.

            Definimos também a forma de acompanhar o andamento de todo o processo, para que em conjunto possamos reflectir, partilhar e reajustar os aspectos considerados necessários, a fim de poderem ser alcançados os fins a que nos propomos.

 

 

1 – QUEM SOMOS?

 

1.1 - Um olhar sobre o Concelho

O concelho de Penalva do Castelo, com sede em Penalva do Castelo (vila que até 1957 se denominava Castendo), tem uma área aproximada de 130 Km2 e está inserido numa vasta área planáltica de natureza granítica, moldada por vários cursos de água, onde se destacam os rios Dão e Côja.

O concelho é formado por 13 freguesias de diferente dimensão, sendo a maior Castelo de Penalva, com uma área aproximada de 27km2, seguindo-se Sezures, com cerca de 23km2. A de menor dimensão é Lusinde, com cerca de 2km2, seguindo-se Mareco, com uma área de 4km2.Tem por limites a Sul e Sudeste os concelhos de Mangualde e Fornos de Algodres, a Nordeste e Norte os de Aguiar da Beira e Sátão, e a Oeste o de Viseu, como se pode observar no mapa 1 e 2.

 

 

                                                                                                                                                               MAPA 2

 

 

 

1.1.1 - Caracterização histórico - geográfica

Embora polémico, associa-se o nome do concelho a um castelo, construído na margem esquerda do rio Dão sobre uma penha - “peña alva” (elevação formada por pedra branca), junto da antiga Vila de Castelo de Penalva. Desse castelo não existem vestígios. No entanto, há historiadores que acreditam na sua existência, reconhecendo a sua importância estratégico – defensiva para os cristãos antes de novas conquistas para o sul do país, aquando da Reconquista Cristã.

Se a existência ou não de um castelo tem levantado algumas interrogações, os vestígios arqueológicos e a toponímia são testemunhos da antiguidade do povoamento nesta terra da Beira.

            Datados da pré - história podemos encontrar em Esmolfe a Anta do Penedo do Com - Neolítico, o Castro da Paramuna e sepulturas antropomórficas, para além de vários objectos datados deste período: pontas de setas, cerâmica campaniforme, lâminas, machados..., encontrados neste concelho.

A passagem e fixação dos Romanos na Península Ibérica também deixou a sua marca em terras de Penalva do Castelo. Desta época podemos observar a estrada Romana da Quinta da Ponte - Sezures, a Ponte Romana e Estrada Romana de Castelo de Penalva. São ainda reconhecidas características romanas na“ Ponte das Porcas”, sobre a ribeira de Côja e numa calçada bem conservada que sobe à Ínsua. Inscrições romanas, vestígios de cerâmica, moedas e diversos objectos romanos que hoje fazem parte do espólio de alguns museus também aqui foram encontrados.

Aquando da Reconquista Cristã e formação de Portugal, tal como já foi referido, as terras de Penalva, mais extensas que na actualidade, tinham grande importância estratégica e organizativa, estabelecendo-se aqui a Ordem do Santo Sepulcro. Estes construíram, sobranceiro ao rio Dão e apoiado por uma ponte medieval que hoje ainda se pode admirar na freguesia de Trancoselos, o primeiro Mosteiro desta Ordem Religiosa em Portugal. Desse templo resta uma capela – a Capela do Santo Sepulcro, de estilo românico, votada ao abandono e pertença da Quinta do Mosteiro. Podemos ainda encontrar cruzes da Ordem de Malta em Sezures, testemunho do domínio da Ordem do Santo Sepulcro nestas terras.

            Segundo alguns historiadores, o primeiro foral do concelho foi recebido de D. Sancho II em 1240, sendo este mais tarde renovado por D. Manuel I – Foral Novo ou Manuelino de Penalva, que o concede ao concelho em 10 de Fevereiro de 1514, renovando os anteriores direitos e privilégios.

            O concelho, de cariz vincadamente senhorial, é no séc. XV doado ao Infante D. Henrique e depois ao futuro rei D. Manuel. No reinado de D.João V forma-se o Marquesado de Penalva, sendo o 1º Marquês de Penalva D. Estevão de Meneses, então o 5º Conde de Tarouca.

            Podemos encontrar no concelho de Penalva algumas casas senhoriais, marcos históricos de uma outra época:

             Casa da Ínsua – É uma das mais belas casas senhoriais da Beira, construída provavelmente na segunda metade do séc. XVIII, com magníficas linhas arquitectónicas, enaltecidas com o Brasão dos Albuquerques. A embelezar este solar encontra-se no seu interior um belíssimo jardim com buxos, roseiras e enorme variedade de espécies florais e arbóreas. A ornamentar este espaço podemos ainda observar magníficos portões, destacando-se o Portão da Sereia. A Quinta da Ínsua, antes da electrificação do concelho, possuía um gerador hidroeléctrico que abastecia a localidade de Ínsua, sendo esta das primeiras do país a ter electricidade. Na quinta existiu a única fábrica de gelo da região, encontrando-se aqui ainda outras unidades da indústria agrícola.

             Casa de Real – É uma das construções solarengas mais graciosas do concelho, abrasonada, onde a cantaria em granito embeleza todo o conjunto. Embora na sua majestosa chaminé pareça estar escrita a data de 1506, não se sabe ao certo quando foi a sua edificação.

             Casa da Moita – Esta casa, de linhas mais suaves, está associada à antiga nobreza, cujo apelido remonta ao tempo de D.Sancho I.

 

            Casa dos Magalhães Coutinho – Esta casa senhorial, de sóbreo traçado, enobrece a via principal da vila.

 

            Refira-se ainda, como ponto de interesse, a Casa Meneses e a Casa de Gôje.

            Na sede de concelho podemos admirar o Pelourinho, supostamente levantado depois da concessão do Foral dado por D. Manuel I. Dotado ao abandono durante vários anos, foi restaurado em 1940. Ergue-se de uma plataforma de quatro degraus, donde emerge o fuste ou coluna. Tem por remate uma peça semelhante a uma gaiola ou guarita, encimada por uma cúpula piramidal com uma esfera.

A Igreja da Misericórdia apresenta linhas arquitectónicas sóbrias e simplicidade na frontaria. Destacam-se duas torres que lhe imprimem um porte majestoso. É de referir também a Igreja Matriz de Castelo de Penalva, com retábulos da Escola de Grão Vasco e a Igreja Matriz de Antas.

 

 

1.1.2 – Caracterização sócio-económica

Penalva do Castelo é um dos mais pobres Concelhos do país de acordo com os indicadores de Desenvolvimento Social das Nações Unidas (OCDE, 2005). Penalva tem cerca de 130 km2 e perto de 9 000 habitantes. É constituído por 13 freguesias e 75 lugares. Neste concelho verifica-se uma baixa taxa de natalidade e uma elevada taxa de mortalidade. Contraditoriamente a população tem crescido, ainda que de forma ligeira, nos últimos anos. Isto é devido ao regresso de emigrantes e de reformados. O que contribui ainda mais para o envelhecimento progressivo da população (o índice de envelhecimento é de 155%). Segundo os dados do último censo, cerca de 18% da população é analfabeta, o que representa quase o dobro da média nacional. Não é pois de estranhar que 20,8% não tenha completado nenhum grau de ensino. Que mais de 70% possua o ensino básico, dos quais 47% tem apenas o 1º ciclo. Que só 5% detenha um nível médio ou superior. No mesmo ano, a distribuição da população revelava que 16% trabalhava no sector primário, 47% no secundário e 37% no comércio e serviços. O maior número de empresas concentra-se no comércio e na construção civil. Mas a sua dimensão é muito reduzida – a esmagadora maioria tem menos de 5 trabalhadores. A distribuição do emprego e dos estabelecimentos evidencia que em Penalva se destacam os sectores da construção e da indústria extractiva, apresentando valores claramente superiores aos outros sectores de actividade. A maçã Bravo Esmolfe, os vinhos do Dão e o queijo da Serra são os três produtos que têm contribuído para a criação de uma «imagem de marca» do concelho. É a chamada «trilogia de excelência produtiva». A Maçã Bravo Esmolfe é um produto com Denominação de Origem Protegida, cuja produção extravasa em muito o concelho. Neste momento abrange 7.900 hectares, cerca de três mil produtores (apenas 3%, [95], estão certificados), e estende-se por 31 concelhos. Relativamente à produção de vinhos o concelho está integrado na área geográfica de Origem Controlada Dão, sub-região de Castendo. Existem cerca de 400 produtores. Penalva do Castelo pertence à área demarcada do Queijo da Serra e faz parte da Associação de Pastores e Produtores de Queijo da Serra da Estrela. Existem menos de 80 produtores. Nestas actividades calcula-se que mais de 70% das mais-valias geradas sejam retidas pelo sector da distribuição. Sector onde estão, de facto, concentrados os maiores lucros.

 

Embora actualmente o fluxo migratório tenha quase estagnado, outro factor que tem influenciado a evolução da população é o comportamento da taxa de crescimento natural. Esta tem vindo a ser negativa a partir da década de noventa, como se pode observar no quadro 1. De facto, embora se tenha vindo a verificar uma diminuição da taxa de mortalidade, consequência da melhoria das condições de vida da população e melhor assistência médica, a taxa de natalidade também tem vindo a diminuir, sendo nos últimos anos inferior à taxa de mortalidade, o que contribuiu para a diminuição da população que se registou na última década. 

Quadro 1

               Evolução da taxa de crescimento natural entre 1970 e 2001

Anos

Taxa de natalidade

(%0)

Taxa de mortalidade(%0)

Taxa de crescimento natural (%0)

1970

16.2

12.6

3.6

1981

14.8

13.0

1.8

1991

9.7

12.7

-3

2001

6.4

8.6

- 2.2

     Fonte: Estatísticas Demográficas 1970, 1981, 1991, 2001

 

Consequência da diminuição da natalidade e aumento da esperança média de vida, a população apresenta uma estrutura etária envelhecida, que se tem vindo a acentuar nas últimas décadas, aumentando o grupo etário dos idosos e diminuindo o grupo dos jovens, como se pode observar no gráfico1.

            Actualmente cerca de 24% da população tem mais de 65 anos, enquanto que a população dos 0 aos 14 anos corresponde só a 15% da população do concelho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GRÁFICO 1 – Evolução da estrutura etária da população do concelho

 

Relativamente ao nível de instrução a percentagem da população alfabetizada tem vindo a aumentar. A taxa de analfabetismo em 1981 era de 28.3%. Em 2001 a população que não tinha nenhum nível de ensino correspondia a 21% do total da população; no entanto este valor é superior à média nacional (14%). A percentagem da população feminina sem nenhum nível de ensino é superior à percentagem da população masculina ( da população sem nenhum nível de ensino, 60 % são do sexo feminino e 40% do sexo masculino).

            Se analisarmos a distribuição da população por níveis de escolaridade (gráfico 2) constatamos que em 2001, cerca de 45% da população do concelho tem o 1º ciclo do ensino básico, 13.4 % o 2º ciclo, representando tanto o 3º ciclo como o ensino secundário cerca de 8% da população. A população com ensino médio é pouco significativa e cerca de 4% da população tem o ensino superior.

Presentemente, aproximadamente 18.6% da população do concelho está a frequentar o ensino, sendo ligeiramente superior a população feminina em relação à masculina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GRÁFICO 2 – População segundo o nível de instrução

 

A actividade agrícola, como já foi referido, é um dos sectores mais importantes da região. Predomina uma agricultura tradicional, por vezes praticada a tempo parcial, representando um complemento para a economia familiar. Verificam - se, contudo, algumas inovações, principalmente no sector vinícola,  actividade que já se reveste de carácter empresarial.   

            Com um solo de natureza granítica e um clima com características mediterrâneas, estas terras têm boas aptidões para o cultivo da vinha, tornando famoso o vinho do Dão. De facto, este produto agrícola é um dos mais importantes para a economia do concelho, estando os seus produtores organizados em cooperativa ou em empresas individuais, que levam o nome de Penalva do Castelo para além fronteira.

            A produção de fruta também é importante, destacando-se a suculenta maçã de “ Bravo de Esmolfe”, com qualidades únicas. Todos os anos, próximo do Outono, se realiza a “Feira da Maçã Bravo de Esmolfe”, em Esmolfe.

            Destaca-se ainda a produção de azeite, batata e outros produtos, que, embora produzidos em menor quantidade, são importantes para a economia local.

A pastorícia é outra actividade com alguma importância no concelho, destacando-se a produção artesanal de queijo. O concelho pertence à Região Demarcada do Queijo da Serra da Estrela, formando os pastores e produtores a Associação de Pastores e Produtores do Queijo da Serra da Estrela, que todos os anos dinamiza a “Feira do Pastor e do Queijo da Serra da Estrela” no mês de Fevereiro, contribuindo assim para uma maior divulgação deste produto de excelente qualidade.

            Existe alguma diversidade industrial, ligada a empresas de pequena dimensão e pouco significativas na estrutura económica da região. Estas estão ligadas à extracção dos recursos naturais: granito, feldspatos, madeira e resina ou transformação de matérias - primas, realçando-se as actividades associadas ao processamento de vinhos ou azeite, de carácter mais sazonal. A indústria têxtil, pouco significativa, também está representada, empregando alguma mão-de-obra feminina. A construção civil ou actividades relacionadas – carpintaria, serralharia, marcenaria, disseminadas pelo concelho, são as que criam mais postos de trabalho, embora também de reduzida dimensão.

            A actividade artesanal, arte milenar que traduz a criatividade do homem ao transformar os recursos naturais em seu proveito ou em construir os objectos simples de que necessitava, levou e ainda leva o nome de Penalva por essas feiras da Beira.

            Em Vila Cova do Covelo encontramos esteiros, feitos de junça colhida nas margens dos rios e ribeiras. No concelho desenvolveu-se também a cestaria, com verga de castanho, de carvalho ou de vime. Os latoeiros de Pindo e da Matela constroem francelas e acinchos, lampiões e candeias, potes de azeite e baldes de zinco; os tanoeiros de Penalva do Castelo, tonéis, pipas, dornas e selhas para a colheita e armazenamento do vinho do Dão. A cantaria desenvolveu-se em Esmolfe, onde mãos de mestre moldavam blocos de granito. Associados a festas e romarias, os fogueteiros de Lusinde animam os festejos populares e de Cantos surgem os estalinhos de Carnaval.

O comércio e os serviços do concelho também se caracterizam por alguma diversidade, embora constituídos por unidades de pequena dimensão.

Neste sector ganha maior expressividade o comércio ligado a mercearias e cafés, que se distribuem pelo concelho. Os restantes subsectores comerciais estão concentrados, tendo a população de se deslocar à sede de concelho para adquirir bens essenciais. Assim, a vila de Penalva do Castelo ganha mais vida às sextas – feiras, dia de feira municipal.

A vila tem um conjunto de organismos públicos e privados que prestam serviços à população em várias áreas: saúde, educação, administração central e local, assistência social, consumo privado.

Os serviços de saúde são prestados pelo Centro de Saúde, alguns espaços de medicina privada, duas farmácias e dois postos de recolha de sangue para análises a funcionar duas vezes por semana.

As instituições escolares vão desde o pré – escolar até ao ensino secundário, estando as escolas que abrangem os níveis de escolaridade mais elevado localizadas na sede do concelho: a Escola Básica Integrada de Ínsua e a Escola Básica 2,3/S de Penalva do Castelo.

Os serviços administrativos são prestados pelas Juntas de Freguesia, Câmara Municipal, Finanças, Notário, Conservatória e Correios.

Existem ainda três agências bancárias.

Relativamente à rede social, existem três Lares de Terceira Idade, localizados na sede do Concelho, Castelo e em Germil, bem como vários Centros de Dia a funcionar em algumas sedes de freguesia (Antas, Ínsua, Sezures, Pindo, Germil, Vila Cova do Covelo e Matela). Todos eles prestam um serviço de extrema importância para a população mais idosa, incluindo o apoio domiciliário. Algumas destas estruturas possuem também serviços de apoio à infância, quer na componente de apoio à família quer na oferta de espaços de ocupação de tempos livres. Estão também formalmente constituídas e a funcionar o Conselho Local de Acção Social de Penalva do Castelo e a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco.

O comércio e serviços mais especializados praticamente não existem no concelho, tendo a população de se deslocar aos centros urbanos limítrofes ou outros centros de nível hierárquico superior.

 

1.1.3 - Uma perspectiva económico/cultural e recreativa

A actividade cultural e recreativa é desenvolvida por um conjunto de associações que estão distribuídas por todo o concelho. 

A maioria dessas associações estão ligadas ao desporto, principalmente futebol, ou à preservação da cultura popular, tais como Banda de Música de Penalva do Castelo, Associação Cultural e Recreativa Castro de Pena Alba (freguesia de Castelo de Penalva), Rancho Folclórico de Sezures, Grupo de Cantares Vozes da Terra, Associação Cultural e Recreativa Rancho Folclórico de Penalva do Castelo, Tuna de São Martinho de Pindo, Grupo de Cantares de Pindo e Rancho Folclórico da Matela.

Destaca-se ainda a A.D.D. (Associação de Desenvolvimento do Dão) e a Associação de Bombeiros Voluntários e Santa Casa da Misericórdia de Penalva do Castelo, que prestam apoio à população em várias áreas. Os pastores criaram a Associação de Pastores e Produtores do Queijo Serra da Estrela já referida anteriormente. Existe uma Associação de Bonecos Nossa Senhora da Consolação, em Casal das Donas. Na Ínsua também está fixado o Corpo Nacional de Escutas, que envolve as camadas mais jovens da população. É de referir ainda as Associações de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica 2,3/S e da Escola Básica Integrada de Ínsua.

 

1.2 - UM OLHAR SOBRE O AGRUPAMENTO

1.2.1 – Agrupamento de Escolas do Concelho

 

&                Escola sede

A Escola Básica Integrada de Ínsua é a Escola sede do Agrupamento de Escolas do concelho de Penalva do Castelo. Situa-se na Rua do Repouso, na vila de Penalva do Castelo, sede do concelho.

É uma Escola de construção recente, cujas instalações foram utilizadas, pela primeira vez, em 1999. Trata-se de uma construção de tipologia 18T, constituída por três blocos independentes, um pavilhão gimnodesportivo e um balneário/vestiário exterior.

 

 

 

 

 

            O Bloco A, possui dois pisos:

 

                                   Salas de aula nº 1 e 13

                                   Salas de E.V., E.V.T. e E.T.

n 1º Piso          Sala de convívio do pessoal não docente

                                   Instalações sanitárias e arrecadações

 

 

                                     Salas de aula nº 2 a nº 12

                                   Sala TIC (14 computadores)

n 2º Piso          Sala de Informática (12 computadores)

                          Zona de convívio para alunos do 1º CEB

                                   Arrecadações

 

O Bloco B, possui dois pisos:

 

                        Sala de convívio e bufete dos alunos

                                   Papelaria

                                   Arquivo

                                   Gabinetes do Conselho Executivo

                                   Gabinete de Assessoria

                                   Serviços Administrativos

n 1º Piso          PBX 

                         Reprografia

                                      Gabinete Médico

                                     Gabinete de Directores de Turma / Enc. de Educação

                                     Instalações sanitárias e arrecadações

 

 

 

                       

                                   Biblioteca

                                   Sala Multimédia

                                   Laboratório de Ciências Físico-Químicas

                                   Laboratório de Ciências da Natureza

n 2º Piso          Sala de Educação Musical

                                   Sala de convívio e bufete do pessoal docente e não docente

                                   Arrecadações

 

O Bloco D é constituído pelo refeitório (cozinha / sala de refeições), arrecadações, casa das máquinas, instalações sanitárias e oficina de manutenção.

O Pavilhão Gimnodesportivo, é constituído por dois ginásios, balneários, sala de trabalho, arrecadações e instalações sanitárias.

Por fim, o edifício junto ao espaço de jogo exterior alberga os balneários/vestiários exteriores, masculino e feminino e respectivas instalações sanitárias.

A Escola encontra-se bem apetrechada no que diz respeito a materiais e equipamentos.

A Escola Básica Integrada de Ínsua nasceu, por diploma legal, em 26 de Agosto de 1999. Assumiu esta designação em virtude de leccionar os três níveis do ensino básico.

Associado à criação da nova escola, nasceu também um projecto, que consistiu na constituição de um Agrupamento formado por todos os estabelecimentos de ensino do Pré-Escolar (10) e do 1º CEB (10) do concelho, sediado na E.B.I. de Ínsua. O mesmo teve como principais objectivos diminuir o isolamento geográfico e social das Escolas disseminadas pelo concelho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por força da Reorganização da Rede Escolar do 1º CEB a Administração Central prevê que mais algumas EB1 do concelho venham a encerrar, sendo os alunos e profissionais deslocados para os Centros Educativos a construir e/ou em recuperação.

A previsão da população escolar no decurso da próxima década culmina numa proposta de reordenamento da rede educativa, que tem como princípio orientador uma escola de proximidade, que, dentro do possível, respeite a existência de um estabelecimento escolar por freguesia. As tendências da população escolar permitem apontar, para além de estabelecimentos escolares dispersos, para a estabilização em cinco centros educativos: Penalva do Castelo, Castelo de Penalva, Roriz, Sezures e Pindo de Baixo. (Carta Educativa, 2007).

 

&                Escolas disseminadas pelo concelho

As escolas do 1º C.E.B. do Agrupamento são na generalidade edifícios de Plano Centenário.       As escolas no geral têm razoáveis condições físicas.

Todas as escolas do 1.º CEB possuem telefone, televisão, vídeo e computadores com Internet. A nível dos jardins-de-infância está em fase de alargamento o processo de ligação à Internet.

Alguns Jardins-de-infância funcionam em edifícios que albergaram anteriormente o 1º ciclo do Ensino Básico (Antas, Vila Cova do Covelo, Penalva do Castelo, Roriz, Trancozelinhos, Vila Mendo, Corga e Pindo de Baixo).

Ao nível da componente de apoio à família, actualmente todos os Jardins-de-infância garantem o serviço de almoço e só alguns o prolongamento de horário.

 

 

1.2.2 – COMUNIDADE EDUCATIVA 

ALUNOS

 

EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR

            Na quase totalidade destes estabelecimentos de ensino predomina a existência de uma só sala /educador. No entanto, para além da sala de actividades também existem salas polivalentes onde funciona a CAF (Componente de apoio à Família). Constata-se ainda uma diferença significativa entre o número de alunos que frequentam os vários Jardins-de-infância.

 

 1º CEB

A quase totalidade das Escolas Básicas do 1.ºCiclo funciona como Lugar Único, isto é, um só professor lecciona, dentro da mesma sala, os vários anos deste ciclo de ensino. Verifica-se também a existência de disparidade entre o número de alunos que frequenta estes estabelecimentos de ensino, em alguns dos quais o numero de alunos matriculados é mesmo muito reduzido. É na Escola sede que se encontra o maior número de alunos a frequentar o 1º CEB.

 

 

 ESCOLA SEDE

A E.B.I. de Ínsua serve alunos distribuídos pelos três ciclos do Ensino Básico. A sua área de influência abrange os alunos residentes na vila, bem como na totalidade da freguesia de Ínsua e ainda, no que concerne ao 2º e ao 3º CEB, as freguesias de Ínsua, Esmolfe, Lusinde, Castelo de Penalva, Germil, Real e Vila Cova do Covelo. A mesma já atingiu a sua lotação máxima em termos de nº de turmas (18).

O corpo discente da Escola sede apresenta uma grande heterogeneidade a diversos níveis, nomeadamente sócio-económico e cultural do agregado familiar.

 

PESSOAL DOCENTE

                  O corpo docente em exercício no Agrupamento é constituído por 88 professores, distribuídos pelos vários sectores de ensino:

                  Do conjunto de professores que lecciona no Agrupamento, a grande maioria pertence ao seu quadro, repartindo-se os restantes pelas situações de colocação na Escola ao abrigo da aproximação à residência.          

 

PESSOAL NÃO DOCENTE

 

            A maioria dos Auxiliares da Acção Educativa e Assistentes da Administração Escolar que exerce funções na Sede do Agrupamento encontra-se em regime de contrato individual de trabalho.

            Os Auxiliares da Acção Educativa que prestam serviço nos estabelecimentos disseminados pelo concelho pertencem na sua maioria aos quadros do Ministério da Educação. No entanto as necessidades básicas em termos de recursos humanos são supridas por pessoal da Autarquia que afectou à educação pessoal dos seus quadros, quer se trate de Assistentes Educativos ou Animadores Culturais. De referir ainda a existência de tarefeiras e pessoal contratado, a termo certo, pelo Município para enriquecer a qualidade do acompanhamento prestado aos nossos alunos, nas EB1 e Jardins-de-Infância do concelho.

           

 

2 - O QUE SENTIMOS?

O Projecto Educativo deve ser participativo e ir de encontro à realidade escolar. Dessa realidade faz parte uma componente humana que sente e vive a Escola de forma diferente. Através de inquéritos procurámos saber as principais preocupações dos vários intervenientes.

 

2.1 - Os alunos

A Escola é, para a grande maioria dos alunos do Agrupamento, um excelente local de convívio onde se encontram os amigos e onde têm acesso a equipamentos que, de outro modo, não conseguiriam. Os alunos da Escola sede valorizam os espaços que lhe são dedicados, mais especificamente as Salas de Informática, com computadores ligados à Internet, a Sala de convívio e a Biblioteca. Gostariam, no entanto, que houvesse uma outra Sala de convívio, a fim de que fosse possível separá-los por ciclos, isto é, uma seria para o 1º CEB e a outra para os 2º e 3º CEB, em virtude da heterogeneidade da faixa etária e dos interesses dos mesmos. Mais entendem que estes espaços deveriam ser apetrechados com revistas, jornais, computadores e jogos de entretenimento.

A nível relacional manifestam, de um modo geral, uma opinião positiva.

Alguns alunos reclamam mais participação no Plano Anual de Actividades da Escola bem como mais espaços cobertos no recreio

 

2.2 - Os professores

Uma das necessidades sentidas pelos docentes do 1º CEB que leccionam fora da Escola sede é a escassez de recursos materiais, o que dificulta a utilização de métodos mais activos na sala de aula. Ainda no mesmo ciclo, a necessidade de leccionar níveis diferentes dentro da mesma sala de aula torna o professor menos disponível para atender às necessidades dos alunos. A situação é agravada quando nos deparamos com turmas mais numerosas, embora se encontrem de acordo com a legislação.

A falta de espaços exteriores e respectiva humanização são nalguns casos factores de insatisfação no Agrupamento.

No contexto humano, na opinião de alguns professores faz-se sentir a falta de técnicos especializados em determinadas áreas, nomeadamente de um psicólogo a tempo inteiro no Agrupamento e um terapeuta da fala. Aqueles afirmam ainda sentir necessidade de uma maior capacidade de iniciativa e de mudança por parte de alguns profissionais da Educação.

No domínio relacional são apontadas algumas lacunas, nomeadamente a falta de cooperação entre colegas e o isolamento que se faz sentir em algumas escolas do Agrupamento.

Constata-se a necessidade de uma maior articulação entre os diferentes níveis de ensino.

Alguns casos de insucesso escolar, de indisciplina, a divergência de interesses dos alunos em relação à escola e o pouco acompanhamento de alguns pais na sua função educativa são aspectos da vida escolar que preocupam o professor.

 

De um modo geral, sente-se a necessidade de um maior reforço da transversalidade da língua materna e da educação para os valores e para a cidadania.

            Analisando os aspectos mais relevantes focados por todos os inquiridos, verifica-se alguma convergência de opiniões em determinados factores de insatisfação, nomeadamente:

a)       Escassez de recursos materiais em alguns estabelecimentos de ensino do concelho

b)       Condições físicas exteriores dos mesmos, consideradas deficitárias.

c)       Falta de espaços adequados ao desenvolvimento das Actividades de Enriquecimento Curricular no 1º CEB.

d)       Deficiente rede de transportes escolares ao serviço  do projecto “Escola a Tempo Inteiro” no 1º CEB, que inclui também as A E C.

 

2.3 – Os Pais / Encarregados de Educação

As perspectivas educativas e os aspectos que mais agradam e desagradam em relação à Escola constituíram o cerne das questões colocadas aos encarregados de educação.

Na sua maioria, aqueles perspectivam para os seus educandos o ingresso no ensino superior ou a obtenção de um bom emprego. Contudo, “Aprender a ler e a escrever” é ainda um dos objectivos de alguns pais.

Formar cidadãos responsáveis e úteis à sociedade é uma das principais funções da Escola, segundo a maioria dos pais; no entanto, a escola também aparece associada a preparar o aluno para uma profissão ou, num sentido mais restrito, ensinar a ler e a escrever.

            O principal factor de desagrado destes elementos da comunidade educativa está relacionado com a articulação entre o horário de funcionamento da Escola sede e o horário dos transportes, bem como a carência de qualidade e no modo de funcionamento dos mesmos. A falta de acompanhamento dos educandos fora da sala de aula é também um factor de insatisfação. Alguns aspectos físicos da escola, nomeadamente acessos e mau estado de alguns edifícios (1º ciclo) e falta de espaços são outros factores menos positivos. São ainda focadas as relações entre alunos/ professores e alunos/ auxiliares como aspectos a melhorar.

 

2.4 - Pessoal não docente

De um modo geral, estes elementos sentem-se participantes na comunidade escolar e manifestam-se agradados quanto ao nível de qualidade e bem-estar dos estabelecimentos de ensino do Agrupamento.

 

2.5 – Autarquias

            Existe preocupação dos autarcas em colaborar, no entanto a escassez de verbas impede-os de ter uma intervenção mais activa.

 

 

 

3 - O QUE PRETENDEMOS?

 

As acções que pretendemos levar a cabo inscrevem-se num conjunto de princípios definidos no quadro legal (Lei de Bases do Sistema Educativo). Às mesmas será, contudo, incutido um carisma de identidade próprio da nossa realidade local. Enunciamos, por isso, alguns princípios organizativos do sistema educativo, nomeadamente aqueles que se ligam mais directamente à formação das crianças e jovens, acrescentando depois as nossas próprias linhas gerais de orientação, enquanto instituição.

 

3.1 – Princípios orientadores

a)       “Contribuir para a defesa da identidade nacional e para o reforço da fidelidade à matriz histórica de Portugal, através da consciencialização relativamente ao património do povo português, no quadro da tradição universalista europeia e da crescente interdependência e necessária solidariedade entre todos os povos do mundo;

 

b)      Contribuir para a realização do educando, através do pleno desenvolvimento da personalidade, da formação do carácter e da cidadania, preparando-o para uma reflexão consciente sobre os valores espirituais, estéticos, morais e cívicos e proporcionando-lhe um equilibrado desenvolvimento físico;

 

c)       Assegurar a formação cívica e moral dos jovens;

 

d)       Assegurar o direito à diferença, mercê do respeito pelas personalidades e pelos projectos individuais da existência, bem como da consideração e valorização dos diferentes saberes e culturas;

 

e)       Desenvolver a capacidade para o trabalho e proporcionar, com base numa sólida formação geral, uma formação específica para a ocupação de um justo lugar na vida activa, que permita ao indivíduo prestar o seu contributo ao progresso da sociedade em consonância com os seus interesses, capacidades e vocação;

 

f)        Contribuir para a realização pessoal e comunitária dos indivíduos, não só pela formação para o sistema de ocupações socialmente úteis, mas ainda pela prática e aprendizagem da utilização criativa de tempos livres”...

 

(Lei de Bases do Sistema Educativo, Lei nº 46/86, de 14 de Outubro)

 

 

3.2 – OBJECTIVOS

Depois de identificadas as principais necessidades apresentamos aqueles que consideramos os principais objectivos a atingir ao longo dos próximos três anos lectivos, precedidos de um princípio que, de forma sintetizada e global, enuncia as principais expectativas e desejos de toda a nossa comunidade educativa:

 

Construir uma escola onde todos os seus membros se sintam pertencentes a um todo, contribuindo todos de forma esforçada e empenhada para a formação equilibrada das crianças e jovens, articulando saberes e experiências, fazendo um uso criativo dos recursos existentes e accionando todos os mecanismos necessários à mobilização de outros, considerados importantes para a concretização dos objectivos que conjuntamente nos propomos alcançar.

 

META:

 

Construção de Projectos Pessoais consolidados que permitam uma cidadania integral.

 

OBJECTIVOS DO AGRUPAMENTO:

1- Promover um maior nível de assiduidade/pontualidade no Jardim-de-infância, sensibilizando as famílias para o carácter pedagógico da educação pré-escolar como um importante contributo para o futuro sucesso educativo das crianças.

2- Aumentar os níveis de assiduidade às aulas dos alunos que indiciam níveis de desmotivação em algumas áreas do saber, sendo uma referência a estabelecer nos Projectos Curriculares de Turma.

3- Diminuir tendencialmente para zero o nível de abandono escolar no fim dos diferentes ciclos de escolaridade.

4- Colaborar com os vários parceiros na sinalização e orientação de crianças e jovens em risco.

5- Aumentar o nível de participação dos encarregados de educação na sugestão/concretização de actividades inerentes ao Projecto Curricular do Agrupamento.

6- Aumentar os níveis de sucesso nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Língua Inglesa, em 5% no 2.º Ciclo e 10% no 3.º Ciclo, até ao ano lectivo 2008/2009.

7- Reduzir a taxa de insucesso escolar no fim do 2º ciclo em 2% e no fim do 3º ciclo em 3% até ao final do ano lectivo 2008/2009, considerando como valor base a média dos três últimos anos lectivos.

8- Reduzir o insucesso escolar nos anos intermédios de ciclo.

9- Reduzir a taxa de insucesso escolar no 1º ciclo em 1% até ao final do ano lectivo 2008/2009, considerando como valor base a média dos três últimos anos lectivos.

10- Colaborar com diversos parceiros na construção de percursos escolares diferenciados de forma a ir ao encontro das características da população escolar.

11- Promover a articulação efectiva entre a educação pré-escolar e o 1ºCEB, valorizando o papel da educação pré-escolar como a primeira etapa da educação básica.

 

PARA A CONSECUÇÃO DESTES OBJECTIVOS VAMOS:

a)       Promover acções conjuntas que incentivem o desenvolvimento e aprofundamento das relações interpessoais, com vista à criação de um clima de confiança, partilha e salutar convívio;

b)       Criar condições favoráveis à necessária articulação entre os diferentes níveis de ensino e escolas do Agrupamento;

c)       Valorizar, explorar e enriquecer o domínio da língua materna, com vista ao desenvolvimento de comportamentos, atitudes e hábitos culturais (leitura e escrita) que contribuam para melhorar e dignificar os cidadãos e a sociedade em geral;

d)       Envolver mais directamente as crianças e jovens na planificação das suas aprendizagens, na definição de objectivos e na concretização de acções de índole cultural e recreativa;

e)       Garantir condições para o sucesso educativo de todos os alunos, incentivando práticas de investigação e pesquisa, envolvimento pessoal, responsabilidade, autonomia e espírito crítico;

f)         Abrir canais de comunicação com os Pais e a comunidade exterior à Escola, colocando esta como principal agente de articulação, com vista a uma maior aproximação entre as aprendizagens e a realidade do meio social envolvente;

g)       Humanizar e personalizar os espaços interiores e exteriores da Escola, de forma a criar-se um ambiente acolhedor, de identidade individual e de grupo que contribuam para aumentar o sentimento de pertença;

h)       Conhecer e valorizar o património cultural local, como forma de estabelecer uma maior ligação entre passado e presente, escola e meio envolvente;

i)         Promover atitudes construtivas com vista à aquisição de hábitos de higiene, de saúde pessoal e ambiental.

j)         Promover nos alunos comportamentos, atitudes e valores que contribuam para a formação de cidadãos conscientes e participantes numa sociedade democrática.

k)       Promover a utilização das T.I.C. no processo ensino-aprendizagem, generalizando o acesso a todo o equipamento disponível em espaços monitorizados pelo pessoal docente.

l)         Promover o uso das línguas estrangeiras, diversificando os espaços específicos e dinamizando contactos com alunos de outras escolas e de outros países.

 

 

4 – DE QUE MEIOS DISPOMOS?        

 

 ESCOLA A TEMPO INTEIRO – ACTIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR (1º CEB)

A Autarquia em parceria com o Agrupamento de Escolas está a desenvolver o projecto – Escola a Tempo Inteiro – proporcionando a todos os alunos do 1º CEB a frequência de actividades no âmbito da Língua Inglesa, da actividade artística e da actividade física/desportiva no período pós – lectivo. De salientar que as piscinas municipais foram afectas ao projecto, enriquecendo deste modo a qualidade da oferta disponibilizada.

Complementando esta oferta, o Agrupamento continua a proporcionar actividades relacionadas com a área da expressão plástica, línguas estrangeiras e a língua materna.

 Tem como principais objectivos:

a)       Combater a exclusão social e escolar;

b)       Promover estratégias de diferenciação pedagógica;

c)       Promover o desenvolvimento global e harmonioso de todas as crianças;

d)       Diminuir o isolamento de professores e alunos das escolas disseminadas;

e)       Valorizar as aprendizagens realizadas no 1º CEB e na educação pré-escolar.

f)         Fazer uma articulação horizontal e vertical entre os diferentes ciclos de escolaridade;

g)       Criar espaços novos de aprendizagem.

 

 

PROJECTO COMENIUS

O projecto Comenius insere-se no Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida e tem como principal objectivo contribuir para o desenvolvimento da Comunidade Europeia enquanto sociedade baseada no conhecimento, caracterizada por um crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos assim como com uma maior coesão social, actuando em paralelo para uma adequada protecção do ambiente, considerando as gerações futuras.

O Programa destina-se a promover essencialmente os intercâmbios e a cooperação, assim como a mobilidade entre sistemas de ensino e formação, a nível europeu, no sentido de estes se estabelecerem enquanto referência mundial de qualidade.

O Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida tem os seguintes objectivos específicos:

a)       Contribuir para o desenvolvimento de uma aprendizagem de qualidade ao longo da vida e promover elevados níveis de desempenho;

b)       Apoiar a criação de um espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida;

c)       Contribuir para melhorar a qualidade das possibilidades de aprendizagem ao longo da vida existentes nos Estados-Membros;

d)       Reforçar o contributo da aprendizagem ao longo da vida para a coesão social, a cidadania activa, o diálogo intercultural, a igualdade entre homens e mulheres e a realização pessoal;

e)       Contribuir para a promoção da criatividade, da competitividade e da empregabilidade, bem como para o desenvolvimento do espírito empreendedor;

f)         Contribuir para aumentar a participação na aprendizagem ao longo da vida de pessoas de todas as idades, incluindo as pessoas com necessidades especiais e grupos desfavorecidos;

g)       Promover a aprendizagem de línguas e a diversidade linguística;

h)       Apoiar o desenvolvimento de conteúdos, serviços, pedagogias e práticas inovadoras, baseado nas TIC, no domínio da aprendizagem ao longo da vida;

i)         Reforçar o papel da aprendizagem ao longo da vida na criação de um sentido de cidadania europeia baseada na compreensão e no respeito dos direitos humanos;

j)         Promover a cooperação em matéria de garantia de qualidade em todos os sectores da educação e da formação na Europa;

k)       Incentivar a melhor utilização possível dos resultados e dos produtos e processos inovadores e assegurar o intercâmbio de boas práticas nos domínios abrangidos pelo Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, no intuito de melhorar a qualidade nos sectores da educação e da formação.

 

Tendo em vista a consecução dos objectivos do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, serão implementados quatro sub-programas sectoriais – Comenius, Erasmus, Leonardo da Vinci e Grundtvig – e um sub-programa Transversal.

 

PLANO/EQUIPA TIC

Esta equipa tem por finalidade principal fazer a gestão de todo o material informático do agrupamento, apoiar a comunidade educativa no acesso à formação à distância em todas as escolas do Agrupamento. Participam em parceria a Portugal Telecom / PT Inovação e o Ministério da Educação / Drec, a Fccn, Centro de formação de Penalva e Azurara e ESEV.

A equipa disponibiliza os seus serviços a professores, projectos de escola, pais, funcionários e alunos.

 

Objectivos:

a)       Promover a formação contínua de professores, contribuindo com formas inovadoras para o seu desenvolvimento profissional;

b)       Favorecer a utilização das TIC na Educação;

c)       Desenvolver e identificar técnicas e modelos comunicacionais na formação contínua de professores à distância;

d)       Potenciar a troca de experiências entre diferentes escolas e o desenvolvimento de projectos inter - escolas;

e)       Acompanhar os seus colegas no desenvolvimento das actividades de formação;

f)         Facultar à comunidade escolar o acesso aos serviços multimédia e à informação disponível na Internet. 

g)       Dinamizar a comunidade escolar para a participação em iniciativas no âmbito do projecto;

h)       Assegurar o bom funcionamento dos equipamentos na escola;

i)         Melhorar as condições de funcionamento TIC na escola;

j)         Organizar os Recursos Humanos neste âmbito;

k)       Desenvolver o uso das TIC e envolver toda a comunidade;

l)         Rentabilizar o equipamento Tecnológico;

m)     Melhorar o nível de literacia digital dos vários actores da Comunidade Educativa;

n)       Divulgação imediata e permanente das actividades e realizadas pela comunidade escolar.

 

 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E DESENVOLVIMENTO HUMANO

O projecto visa promover nos alunos e na comunidade educativa atitudes relacionadas com a preservação e melhoria do meio ambiente e desenvolver o comportamento de eco cidadão, numa altura em que a utilização desregrada dos recursos naturais e a intervenção descontrolada no meio natural vêm provocando graves desequilíbrios ambientais, pondo em causa não só a saúde e qualidade de vida do Homem na terra assim como a sobrevivência do próprio planeta tal como o conhecemos actualmente. Este projecto tem como parceiro de referência a ADD (Associação de Desenvolvimento do Dão).

Objectivos:

a)       A realização de investigações que requeiram estratégias diversificadas para a sua implementação.

b)       O envolvimento das crianças na realização das suas próprias investigações dando-lhes a oportunidade de planearem a experimentação, aumentando a sua iniciativa, definirem a actividade a desenvolver, escolherem os recursos, recolherem os dados, interpretarem os resultados e, por fim fazerem a avaliação da mesma.

 

Dentro esta praxis procura-se proporcionar aprendizagens através da investigação e da descoberta estimulando nas crianças a promoção e o desenvolvimento das suas capacidades e dos seus conhecimentos levando-os mais facilmente a interpretar os fenómenos ecológicos.

 

 INTEGRAÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR NA RBE

Este projecto visa contribuir para a formação integral dos alunos, tornando-os mais activos no seu processo de aprendizagem.

Objectivos:

a)       Desenvolver as competências da literacia da informação de modo a que os alunos se tornem mais autónomos e utilizadores da informação de forma mais crítica e criativa;

b)       Valorizar, explorar e enriquecer o domínio da língua materna, com vista ao desenvolvimento de comportamentos,   atitudes e hábitos culturais (leitura e escrita) que contribuam para melhorar e dignificar os cidadãos e a sociedade em geral;

c)       Garantir condições para o sucesso educativo de todos os alunos, incentivando práticas de investigação e pesquisa, envolvimento pessoal, responsabilidade, autonomia e espírito crítico;

d)       Facilitar o acesso ao livro através da realização de feiras do livro usado e não usado;

e)       Facilitar o acesso a outras fontes de informação;

f)         Promover actividades de Animação/Formação em articulação com todos os elementos da comunidade educativa;

g)       Promover a cooperação com os professores, a direcção das escolas, as entidades responsáveis, os pais, outros bibliotecários e profissionais da informação e as associações locais.

h)       Desenvolver a interligação entre os docentes e a equipa dinamizadora da BE, nomeadamente a nível da planificação das suas actividades de ensino e diversificação das situações de aprendizagem com vista a uma maior rentabilização dos recursos, integrando a biblioteca como um espaço de ensino.

i)         Usar os recursos da BE de modo a desenvolver nos alunos o prazer de ler e as competências de leitura, envolvendo diferentes suportes, promovendo-se uma integração curricular dos recursos educativos da BE;

j)         Proporcionar situações de aprendizagem que permitam desenvolver competências em contexto de aprendizagem (nomeadamente ao nível da promoção da leitura na articulação entre a BE e as actividades sugeridas pelo PNL);

k)       Desenvolver um trabalho de interacção efectiva e transversal entre os departamentos curriculares, áreas curriculares não disciplinares, directores de turma, serviços especializados de apoio educativo e demais agentes da comunidade escolar.

 

 QUADROS INTERACTIVOS

Com este projecto o agrupamento tem como objectivos fulcrais estimular o gosto pela matemática e consequentemente reduzir as taxas de insucesso que se verificam nesta área do conhecimento.

O projecto nasceu de uma parceria estabelecida com a areal editores, através do centro de formação de Penalva e Azurara e da implementação do programa Nacional para a redução do insucesso na disciplina de matemática, estando previsto o seu alargamento a outras áreas curriculares nomeadamente no âmbito das Línguas. O uso dos quadros interactivos e as novas tecnologias da informação e comunicação tem-se revelado um meio extremamente motivador para os alunos, elevando assim os seus níveis de concentração nas actividades desenvolvidas nas aulas.

 

 

PAM

Na sequência do Plano de Acção para a Matemática definido pelo Ministério da Educação, o Agrupamento apresentou a sua candidatura a este projecto com o objectivo de melhorar os resultados e as competências dos alunos do 2.º e 3.º ciclos nesta disciplina.

            Assim, depois de efectuado o diagnóstico da situação, com base nas classificações do ano anterior, definiram-se os objectivos a atingir, as estratégias de intervenção, os recursos necessários, os custos e a avaliação interna do projecto.

            As estratégias de acção consistem em atribuir as aulas de Estudo Acompanhado a professores de Matemática e Língua Portuguesa com o objectivo de desenvolver um trabalho conjunto no sentido de melhorar as competências de resolução de problemas e estabelecer na componente não lectiva do horário dos professores de Matemática 45m semanais para a realização de jogos didácticos com os alunos e 90m para a planificação conjunta do trabalho a desenvolver com os alunos do projecto.

            Os recursos identificados consistem no equipamento necessário para o apetrechamento do Laboratório de Matemática, tendo sido o ponto de referência para os custos apresentados. O Centro de Formação Penalva e Azurara é parceiro deste Projecto.

Objectivos:

a)       Melhorar o desempenho da competência de resolução de problemas possíveis de ser aplicados a novas situações;

b)       Promover a aplicação dos conhecimentos matemáticos a situações do dia-a-dia;

c)       Aumentar as situações de comunicação levando os alunos a justificar e argumentar as suas decisões;

d)       Estimular o raciocínio espacial;

e)       Facultar aos alunos o desenvolvimento de tarefas em contexto de investigação;

f)         Reforçar a Interdisciplinaridade entre as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática;

g)       Orientar, em parceria com a Língua Portuguesa, as actividades realizadas na área curricular não disciplinar de Estudo Acompanhado das turmas abrangidas para trabalho de apoio a Matemática.

 

 

 PROMOÇÃO E EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE

A adesão a este programa surge no seguimento da identificação, no concelho, dos seguintes problemas:

a)       Falta de hábitos e cuidados de saúde oral;

b)       Falta de hábitos e cuidados de higiene diária (pediculose, …);

c)       Carências alimentares e consumo de álcool;

d)       Ausência de (in)formação sobre os temas do tabaco, do álcool e da droga.

Objectivos:

a)       Promover práticas de saúde oral;

b)       Promover hábitos de higiene diária;

c)       Implementar bons hábitos alimentares, corrigindo situações de carência alimentar;

d)       Sensibilizar/alertar para os malefícios do consumo de tabaco, álcool e drogas.

 

Projectos de Desenvolvimento Educativo – ocupação dos tempos livres

Foram criados na E.B.I, sob a forma de clubes, projectos de Desenvolvimento Educativo para ocupar os alunos do 2º e 3º ciclos nos tempos pós - lectivos, até às 17:30.

a)       Pintura

b)       Informática

c)       Inglês

d)       Artes Visuais

e)       Ambiente

f)         Sexualidade

g)       Dança

h)       Malabares

i)         Calculadoras gráficas

j)         Laboratório

k)       Desporto Escolar: Basquetebol Feminino/Masculino e Futebol Masculino.

 

Serviços de Psicologia, Orientação e Educação Especial

            O Agrupamento tem contado regularmente com os serviços de uma Psicóloga contratada e outra do quadro da Autarquia. Estas trabalham em articulação com os docentes da educação especial.

 

Jornal escolar

            O “Fórum” é o jornal escolar que existe para divulgar as actividades escolares, incentivar o gosto pela leitura e comunicar com o meio. É dinamizado por uma equipa de docentes do agrupamento.

 

Parcerias

O desenvolvimento da acção no Agrupamento só seria possível graças à conjugação de esforços de diversas instituições que connosco colaboram e das quais destacamos:

-          Centro de Saúde

-          CRSS

-          IPSS

-          IEFP

-          ADD

-          BVPC

-          GNR – Escola Segura

-          Autarquia

-          Associação de Pais

-          Centro de Formação Penalva e Azurara

-          Instituto de Ciências Educativas de Mangualde

-          Universidade Católica

-          Santa Casa da Misericórdia

-          Juntas de freguesia

 

Associação de Estudantes

A Associação de Estudantes tem a sua sede na Escola Básica Integrada de Ínsua foi criada por diploma legal em 21 de Junho de 2002.

 Objectivos:

a)       Representar os estudantes e defender os seus direitos;

b)       Promover a formação cívica, física, cultural e científica dos seus membros;

c)       Estabelecer a ligação da Escola e dos seus associados à realidade sócio-económica e política do país;

d)       Defender e promover os valores fundamentais do ser humano;

e)       Contribuir para a participação dos seus membros na discussão dos problemas educativos.

 

Associação de Pais / Encarregados de Educação

            A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas foi constituída formalmente no ano lectivo 2000/2001. A partir desta data para além da eleição dos respectivos corpos sociais a Associação passou a designar os elementos que integram as diferentes estruturas de orientação e coordenação pedagógica do Agrupamento, nomeadamente o Conselho Pedagógico e a Assembleia de Escola.

 

5 - COMO VAMOS CONSEGUIR?

                 As acções que aqui se propõem têm um carácter estratégico global, apontando vias possíveis que conduzam às metas traçadas. O Regulamento Interno, o Plano de Actividades e os Projectos Curriculares (de Agrupamento e de Turma/Grupo) definirão de forma mais precisa a sua concretização e calendarização.

 

E   ESTRATÉGIAS DE ACÇÃO

 

                 Assim, e tendo em conta os objectivos traçados, sugerimos um conjunto de estratégias que deverá ser enriquecido, ao longo dos próximos anos lectivos, com a participação de todos:

 

a)       Constituição de uma Comissão de Acompanhamento e Avaliação do P.E. que acompanhará a execução e implementação do mesmo, ouvindo os representantes dos diversos intervenientes no processo educativo, identificando obstáculos e êxitos, tomando iniciativas tendentes a realçar a participação e apresentar anualmente à comunidade um relatório de avaliação.

b)       Reforço do trabalho cooperativo entre professores de diferentes áreas disciplinares, de modo a viabilizar o Projecto Curricular de Agrupamento e de Turma/Grupo, de acordo com o Projecto Educativo, assegurando a sua articulação entre os vários níveis de ensino;

c)       Desenvolvimento de temas comuns em todos os níveis de ensino, dentro do espírito do Projecto com posterior exposição de trabalhos;

d)       Realização de acções conjuntas: exposições, festas, debates, celebração de dias festivos, concursos literários ou outros;

e)       Interacção entre as diferentes escolas, em que grupos de alunos poderão representar ou mostrar trabalhos realizados por si para outros grupos, utilizando técnicas das áreas das expressões;

f)         Intercâmbios entre turmas da escola sede e escolas ou jardins do Agrupamento.

g)       Utilização mais sistemática das Técnicas de Informação e Comunicação (TIC) nas áreas curriculares disciplinares e não disciplinares, como complemento de conhecimentos adquiridos no Clube de Informática;

h)       Realização de debates, e sessões de esclarecimento para alunos (orientação para opções vocacionais) professores, pais e pessoal não docente, separados e/ou em conjunto conforme o assunto em destaque;

i)         Reforço de parcerias com diversas instituições: Escola Básica 2,3 /S  de Penalva do Castelo, Centro de Saúde, Autarquias, Serviços de Psicologia e Orientação Profissional, Instituições da Terceira Idade, Associações Culturais e Recreativas, comércio e indústrias locais.

 

 

6 – Será que conseguimos?

A avaliação é uma das fases inerentes à construção, implementação e desenvolvimento do Projecto Educativo. Deverá ser um momento de reflexão e formação, permitindo uma retroacção contínua, no sentido de redefinir a análise das situações, reelaborar os objectivos, repensar a acção e escolha dos meios e analisar os resultados.

Assim, os vários órgãos de coordenação pedagógica, Equipa de Coordenação e Acompanhamento do Projecto Educativo, Conselho de docentes, Departamentos e Conselho Pedagógico (semestralmente) e a Assembleia de Escola deverão fazer uma avaliação das várias acções desenvolvidas, incidindo nos seguintes ítens:

a)       Contributo das acções propostas para a concretização dos objectivos gerais do Projecto Educativo do Agrupamento

b)       Grau de consecução dos objectivos específicos propostos

c)       Grau de participação dos dinamizadores e dos destinatários

d)       Propostas de reformulação

A par de uma avaliação intermédia deverá ser efectuada uma avaliação anual e uma avaliação global no final dos três anos. Os resultados desta avaliação deverão ser sintetizados em relatório elaborado pela equipa de Coordenação e Acompanhamento do Projecto, do qual se dará conhecimento à comunidade escolar. Deste modo se constrói uma Escola participativa, dinâmica e democrática.

 

NOTAS FINAIS

 

Deseja-se que este P.E. contribua para uniformizar os planos de acção, mobilizando a generalidade dos actores da comunidade escolar na procura sistemática das melhores estratégias, tendo em vista dar uma resposta de qualidade ao que é expectável por todos os membros da nossa comunidade educativa.

 

-          Ratificado em reunião de Assembleia de Agrupamento em 4 de Outubro de 2002.

-          Última actualização em Fevereiro de 2008.