Curiosidades           

O que é um gasómetro? Como funciona? 

                    

GASÓMETROS são utensílios muito usados nos tempos que antecederam o aparecimento da energia eléctrica. Mesmo no princípio do século passado, nas habitações rurais onde a instalação da luz eléctrica foi mais tardia, era vulgar a utilização não só de candeeiros a petróleo como também a utilização de gasómetros, onde se produzia o acetileno por acção da carbite (nome vulgar do carboneto de cálcio) com água.   

Os gasómetros são constituídos por dois reservatórios.

 

No reservatório inferior introduzem-se algumas pedras de carbite. No reservatório superior coloca-se a água, que vai cair sobre a carbite, produzindo assim o acetileno (C2H2).

 

A chama produzida pela combustão do acetileno tem poderes iluminantes bastante superiores à chama produzida pelas candeias, quer de azeite, quer de petróleo.

 


Sabia que...

 


A invenção da primeira pilha eléctrica no século XVIII

A pilha de Volta resultou de uma acesa polémica entre o físico Alessandro Volta (1745-1827) e o anatomista Luigi Galvani (1737-1798). Galvani observou que as pernas de uma rã, dependuradas num arame, se contraíam, vivamente, de cada vez que se tocava. com um arco bimetálico e ao mesmo tempo, nos nervos de um músculo e de um nervo. Convenceu-se de que tal fenómeno mostrava a existência de "electricidade animal". Volta repetiu as experiências de Galvani também com pernas de rã e concluiu que a origem do fenómeno de contracção das pernas de rã nada a tinha a ver com as rãs, mas, sim, exclusivamente, com o "contacto" de dois metais diferentes. Tinham-se duas hipóteses. Estudos posteriores mostraram que nem uma nem outra hipótese estavam correctas. Para gerar corrente eléctrica, são necessários não só dois matais diferentes mas, também, uma solução condutora.

Volta explicando ao Imperador francês Napoleão Bonaparte o funcionamento da pilha eléctrica (quadro do século XIX)

Alessandro Volta

 


O que são as barrelas das lavadeiras?

Desde há muitos séculos, as lavadeiras usavam barrelas, para as nódoas de gordura das roupas. Tomavam as cinzas dos vegetais, ferviam-nas em muita água e deitavam-nas, logo, sobre a roupa. Algum tempo depois, a roupa podia ser metida na água e ali abandonava as cinzas insolúveis.
O que se passa é o seguinte:
- As cinzas contêm carbonato de potássio ou carbonato de sódio.
A água dissolve estas substâncias e, a temperatura elevada, produz-se, com a gordura das nódoas, um sabão, que é solúvel na água.

Porque é que o sabão não faz espuma na "água" dura? 

Uma "água" que diminui o poder espumante de um sabão é designada por  "água dura". A dureza da água depende da concentração desta em sais de cálcio e/ou magnésio. A água de abastecimento público deve ter, conforme as normas europeias, teor em cálcio entre 54 e 270 mg/L. As águas duras podem beber-se sem preocupação porque, ao contrário do que por vezes se diz, não têm perigo para a saúde, não provocam cálculos renais nem endurecimento das artérias. São desvantagens deste tipo de águas o danificar canalizações e recipientes. Gasta-se mais sabão na lavagem e a roupa fica áspera.

Quando se dissolve sabão em água, e se introduz nela um tecido sujo e se agita, a sujidade (gorduras e outras substâncias) passa para a água pois as suas partículas ficam rodeadas por partículas de sabão. A porção de sabão não usada para arrastar e dissolver a sujidade é responsável pela espuma que se observa à superfície da solução.

Se na água de lavagem existirem iões cálcio e/ou magnésio, ao adicionar o sabão vai-se formar um composto insolúvel em água (que se deposita no fundo do recipiente) e é preciso adicionar muito mais sabão para se obter espuma.

 O poder de lavagem de um sabão depende, portanto, da água em que é utilizado. Para evitar este inconveniente existem já detergentes sintéticos que não originam precipitados com sais de cálcio. Deste modo a sua utilização em  "águas duras" não traz qualquer inconveniente. Logo que uma pequena porção é adicionada, mesmo à água dura, obtém-se espuma. 


Trovoadas...

Uma trovoada não é mais que uma "tempestade eléctrica " no ar. As nuvens são constituídas por pequenas gotas de água líquida e por pequenos pedaços de gelo. Quer as gotas de água quer os pedaços de gelo podem electrizar-se por fricção, quando se movimentam com grande velocidade. Assim, uma parte da nuvem pode ficar electrizada negativamente e outra parte positivamente. se a diferença de potencial entre as diferentes partes da nuvem, entre duas nuvens ou entre as nuvens e o solo for suficientemente  grande (um valor típico desta diferença de potencial é 3 000 000 V!), pode originar-se uma corrente muito intensa (com um valor que pode atingir 30 000 A!), embora temporária,, através da própria nuvem, entre as nuvens, ou entre uma nuvem e a terra. Isto acontece apesar de tanto a água como o gelo e o ar serem maus condutores. É essa corrente muito intensa, mas de pequena duração, que constitui a descarga eléctrica ou faísca.

A corrente eléctrica produz um clarão muito intenso: vê-se o relâmpago. O ar aquecido expande-se e vibra provocando estrondos: ouvem-se os trovões.

Quando a descarga ocorre entre uma nuvem e o solo diz-se que "caiu um raio". Estes raios podem provocar incêndios, matar pessoas e animais, etc. Para evitar os efeitos de descarga dos raios, usam-se os pára-raios. Estes são constituídos por postes metálicos ligados ao solo, colocados acima das habitações e convenientemente isolados destas. Como os pára-raios são feitos de material condutor, se um raio atingir uma habitação, a carga eléctrica transportada pelo "raio" é captada pelo pára-raios e transferida para o solo.

Durante uma trovoada deve evitar-se ficar em locais altos (por exemplo. é perigoso ficar perto ou debaixo de uma árvore num monte). Esses locais são mais facilmente atingidos pelos "raios".

in:" Física 10º ano" / Didáctica Editora / Carlos Fiolhais e outros



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