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Plano de Formação 2006

 

O presente plano de formação resultou de um diagnóstico dos interesses manifestados pelos formandos -  através da realização de um inquérito elaborado por nós - e das necessidades de formação decorrentes dos Projectos Educativos das Escolas mas, sobretudo, das linhas estratégicas  e dos condicionalismos definidos superiormente. Por isso, este é o plano possível não o que desejaríamos oferecer.

Ainda assim, o plano de formação que este Centro apresenta continua a ter subjacente a ideia de conciliar quer concepções de formação contínua e inicial, quer as necessidades manifestadas pelos diferentes actores educativos. Pretendemos promover o desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional, sempre visando uma acção mais autónoma, actualizada e eficaz. Só desta forma, na nossa modesta opinião, a formação adquire sentido. Mais importante do que acumular cursos, unidades de crédito, conhecimentos e técnicas é subordinar as práticas a um trabalho de permanente reflexidade crítica e de rigor.

Docente ou não docente, importará ao formando apropriar-se dos seus processos de formação e (re)contruir sistematicamente a sua identidade pessoal e profissional.

No que concerne ao pessoal docente, entendemos a formação contínua fundamentalmente como um espaço de desenvolvimento profissional. Por isso, falar de formação contínua é, neste sentido, falar de uma autonomia contextualizada da profissão docente. Importará sobretudo valorizar paradigmas de formação que promovam a preparação de professores reflexivos, que assumam a responsabilidade do seu próprio desenvolvimento profissional e que participem como protagonistas na implementação das políticas educativas e na autonomia das escolas.

A mudança educacional só se opera na eficácia das práticas e estas estarão indiscutivelmente sempre associadas à formação de que os professores são detentores. É da qualidade e da pertinência desta que dependerá a melhoria das escolas. Contudo, nenhuma inovação pode passar ao lado de uma mudança ao nível das organizações escolares e do seu funcionamento. Por isso falar em formação contínua é falar de um investimento educativo dos projectos de escola. Esta deve ser encarada como um processo permanente, integrado no dia-a-dia dos professores e das escolas, e não como uma função que intervem à margem dos projectos profissionais e organizacionais. Mais do que nunca, num momento em que a formação de professores volta a ser reequacionada, o investimento numa reflexão que abra um outro espaço de escola é uma aposta que os profissionais da escola não podem deixar cair.

Já no que diz respeito ao  pessoal não docente,  defendemos que este sector tem de acompanhar o progresso, actualizando-se, buscando novas realidades e pautando a sua acção com competência e profissionalismo.

Assim, também estes profissionais só terão a ganhar se implementarem na sua prática quotidiana dinâmicas novas, eficazes e inovadoras. E, nesta perspectiva, a formação contínua assume-se como um parceiro de primordial importância.

 

Que este seja um bom ano para todos e que o futuro nos reserve realidades mais estimulantes!

O Director do CFAE-Forseia

António João Borges Nunes

 

Não deixe de consultar o plano de formação para a Pessoal Docente e Pessoal Não Docente