WebSurf Pitágoras

WebSurf
PITÁGORAS

 

  Introdução 

 
 
 
WebSurf Pitágoras
 
Público alvo e duração
Os instrumentos de ajuda
Websurf ao serviço dos professores
 
Outros sites sobre webquest
Bibliografia

 

 

Webquest Vs Websurf:

O risco de inovar é um direito a que só alguns têm acesso. No âmbito do Mestrado que estamos a realizar e no qual este trabalho se enquadra, somos muitas vezes confrontados com limitações ao nosso espírito criativo. Poderá ser um problema intrínseco às "inovações" ou, então, da norma instituída ou assumida.

No entanto resolvemos assumir o risco.

Recusamos Webquest! Propomos Websurf.

A expressão Webquest, talvez pela sua etimologia, induz em nós, uma ideia de questionário, talvez " questionário da / na Web". Traduz, por isso, uma ideia menos correcta, na nossa opinião, do que é uma webquest.

Websurf: liberdade, ainda que orientada, de navegação na web.

Ao associar web a surf quisemos induzir a ideia de navegação, mas ao mesmo tempo pensamos na característica primeira deste desporto: o sucesso só acontece se se escolher a melhor onda. Ora, qual é a função de uma Webquest? Indicar as melhores ondas! Mas... há mais! Além de indicarmos a melhor onda, queremos também permitir aos surfistas que escolham as suas próprias ondas.

Estaremos, talvez, a falar de um desafio educativo orientado, usando basicamente a Web, para pesquisa de informação. Esta busca, orientada, não deverá restringir-se aos sites sugeridos. Deverá permitir que os utilizadores "surfem outras ondas": textos, imagens, animações, eventualmente, contactos com outras pessoas.

A expressão "Websurf" será, porventura, também uma expressão mais significativa para os nossos alunos.

Nas pesquisas que fomos fazendo, encontramos outras formulações para este tipo de instrumento, tais como "Aventuras na Web", "Desafios na Web". Mas, uma vez que estávamos a recusar a denominação instituída, optamos por criar...

 

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A Nossa WebSurf

A construção da nossa Websurf, começou a ser pensada partindo da proposta de Dodge (2001) "através do acrónimo FOCUS, apresenta cinco conselhos para quem desenvolve WebQuests:

(1) Find great sites - procurar sites interessantes e relevantes para a temática a abordar;

(2) Orchestrate your learners and resources -organizar os recursos encontrados e as etapas a serem desenvolvidas em grupo;

(3) Challenge your learners to think - desafiar os alunos a pensar;

(4) Use the medium - utilizar convenientemente a web de tal modo que uma WebQuest bem concebida não poderia ser facilmente realizada em papel. Por exemplo:

- tirar partido da possibilidade de contactar peritos, geralmente através do correio electrónico;

- disponibilizar um fórum para os alunos colocarem as suas opiniões;

- apresentar um pequeno vídeo, música ou som ambiente para contextualizar a temática, tendo o cuidado de não terem um efeito de distracção.

(5) Scaffold high expectations - sugere tarefas que não estejam nas expectativas dos alunos, isto é que sejam arrojadas, mas devendo também ter apoio em como as realizar tal como grelhas de análise ou modelos pré-definidos, entre outros, até os alunos se sentirem autónomos e conseguirem analisar a informação por si ou conceber o produto final sem qualquer apoio." (in http://www.iep.uminho.pt/aac/diversos/webquest/index.htm)

Assim, procuramos perseguir exaustivamente as sugestões, nomeadamente a sugestão "Use the medium", razão pela qual fornecemos endereços de correio electrónico de pessoas que poderão ajudar os alunos, bem como um fórum para uso dos alunos.

 

 

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Introdução

Seguindo o exemplo de Ana Carvalho, recorremos a uma introdução (...) "motivadora e desafiante para os alunos, levando-os a empenharem-se na webquest. (...) A motivação deve ser temática e cognitiva. A motivação temática desperta o aluno para o assunto a abordar, enquanto que a motivação cognitiva atenta nos conhecimentos prévios do sujeito e sugere aspectos que vão ser focados."

Assim fazemos referências a expressões próximas dos nossos jovens: "onda do conhecimento", "surfar". Escolhemos também personagens da cultural juvenil actual, que sejam, também elas, uma forma de motivação..

Também procuramos referir os aspectos sobre os quais incidirá a Websurf: "ficar a saber mais sobre Pitágoras: a sua história, o seu pensamento...o Teorema de Pitágoras."

Uma outra inovação: concebendo a Educação numa perspectiva construtivista, pensamos que deveríamos disponibilizar as ferramentas que permitam aos alunos (todos) alcançar o sucesso! Entendemos por isso que seria interessante criar uma Fórum onde os alunos possam partilhar experiências, dúvidas ou certezas com os seus colegas e com o docente.

 

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Tarefas

Matemática e insucesso escolar são, muitas vezes, duas faces de uma mesma moeda. A investigação vai apontando caminhos para soluções possíveis. Uma delas será certamente aquela que coloca um prisma, necessariamente multifacetado, em qualquer olhar sobre a "cousa matemática".

Pensamos nesse prisma e começamos por definir de que perspectivas (faces do prisma) queríamos que os alunos vissem Pitágoras. Depois procuramos associar personagens que os jovens identificam com cada uma dessas visões:

- Indiana Jones: Aplicações do Teorema de Pitágoras através da corda de treze nós;

- E.T.: Pensamentos de Pitágoras;

- Harry Potter: O teorema de Pitágoras.

Cada um dos grupos terá que escolher uma destas personagens. Poderá ser uma opção com base na personagem ou com base no assunto associado.

Só por si, o facto de os elementos do grupo terem que decidir sobre o percurso a fazer, implica uma partilha de opiniões e de decisões. É ao grupo e, por isso, a cada um dos seus elementos, que cabe a responsabilidade por todo o processo, desde o seu início. É também a cada um dos alunos que cabe, no seio do grupo, construir cada uma das faces do prisma: o seu prisma pitagórico!

 

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Processo e Recursos

As etapas previstas para uma Webquest, incluem uma separação entre processo e recursos. No entanto, e no caso do instrumento que agora apresentamos, pensamos que faria mais sentido fundir numa só estas duas etapas. Isto é, explicitamos de forma pormenorizada as fases ou etapas a seguir, indicando para cada uma delas os recursos (sites) necessários.

As propostas de trabalho são, ou pretendem ser, motivadoras e diversificadas. Incluem, em todos os casos o recurso a trabalho digital: seja o preenchimento do Bilhete de Identidade do Pitágoras, seja a elaboração de uma receita de Magia ou a elaboração de um relatório.

Ainda a este nível (trabalho digital) recorremos essencialmente, à navegação na Web, ao trabalho com correio electrónico e ao Microsoft Word.

 

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Avaliação

Entendemos a avaliação como parte integrante de todo o processo educativo. Não a vemos como uma meta a que os alunos deverão chegar - será, antes, uma parte da corrida.

Assim a avaliação dos alunos vai incidir sobre o produto do trabalho dos alunos, mas também sobre todo o trabalho desenvolvido, nomeadamente a participação no trabalho de grupo. Em síntese, cada uma destas 3 partes terá pesos iguais na avaliação

Os alunos terão que fazer um documento com a informação sobre a sua face do Prisma Pitagórico e terão que apresentar o seu trabalho à turma.

 

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Grafo de Conteúdo

O teorema de Pitágoras foi abordado nos três sub-temas "História", "Teorema" e Pensamento", associadas a cada personagem. Cada uma destas abordagens foi estudada em alguns campos.

Grafo de Conteúdo do WebSurf Pitágoras

 

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Grafo de Navegação

O grafo da navegação de um aluno utilizador desta WebSurf depende da personalidade e dos seus interesses., contudo poderemos identificar alguns padrões de navegação:

Padrão de Navegação

Descrição

Atitudes / comportamentos

Linear

- o utilizador segue o caminho sequencial previsto pela estrutura;

Neste site, será algo do tipo, introdução-tarefas-processo-recurso-avaliação-avaliação-conclusão.

Extensões Laterais

– o utilizador segue um caminho sequencial previsto, com alguns desvios a outras pages, voltando sempre ao caminho inicial;

Pode ir às ajudas ou ao fórum.

Estrela

o utilizador parte de uma page central e percorre alguns percursos sequenciais, voltando sempre a essa page para seguir outras ligações oportunos;

Neste site a page central poderá ser a do “processo”.

Estrela Expandida

- Semelhante ao anterior, mas em que as ligações de uma page central vai originar percursos circulares (neste site é difícil, mas possível de concretizar);

Pode ir a sites da Internet e regressar ao site.

Caótico

– O utilizador tem um percurso variado e, aparentemente, de uma forma aleatória.

 

Parece que o padrão de navegação mais adequado a uma eficaz aprendizagem é o de “Extensões laterais”. Isto porque os outros padrões parecem revelar comportamentos que não propiciam uma aprendizagem eficaz e com concretização dos objectivos propostos.

Navegação

In Dias, Paulo (1998). Hipermédia e Educação. Braga: Edições Casa do Professor.

 

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Grafo de Estrutura

Os emails do alcino e do joão paulo, bem como hiperligações a outros sites da Internet estão disponíveis em todas as pages do WebSurf. Por este motivo não estão desenhadas as arestas de ligação a partir destes nós.

Grafo de Estrutura do WebSurf Pitágoras

 

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Público Alvo e Duração

O Websurf Pitágoras está pensado para uma turma de 8ºano e será, na classificação de Bernie Dodge, de curta duração: a nossa proposta é de implementação em 3 aulas de 45 minutos.

Sugerimos no entanto que esta implementação seja feita em três tempos.

O professor que queira implementá-la na aula pode utilizar a planificação que propomos aqui.

Mas esta proposta deve ser refeita e adoptada à experiência do professor de acordo com as suas competências nos seguintes domínios:


- utilização do computador e seus periféricos;
- utilização da Internet, e-mail, fórum e outras suas funcionalidades;
- coordenação do trabalho de grupo;
- coordenação da participação oral e apresentação de trabalhos.


Na implementação desta WebSurf, o professor deverá esclarecer aos alunos os objectivos previstos. Estes serão determinados de acordo com as características dos alunos, nomeadamente:


- utilização da Internet, e-mail, fórum e outras suas funcionalidades;
- comportamentos;
- desempenho na aprendizagem da matemática.

 

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Ajuda

Uma das indicações para a elaboração deste tipo de instrumento, passa pela criação de instrumentos de ajuda ao utilizador, neste caso aos alunos.

Muito se vai dizendo, nomeadamente no discurso docente, sobre a relação entre os nossos jovens e a Internet, nos seus mais diversos componente, nomeadamente correio electrónico, web ou chat.

Mas estudos vários vão indicando que a relação entre os nossos jovens e as novas tecnologias é ainda muito diversificada. Assim, foi nossa opção, criar um conjunto de instrumentos vários que possa auxiliar todos os alunos, designadamente os que terão uma relação menos próxima com a Internet.

No menu ajuda os alunos poderão encontrar informação sobre o funcionamento da própria WebSurf, bem como:

- Gerir o trabalho de grupo;

- Fazer uma apresentação na aula!

- Utilizar o Internet Explorer;

- Navegar na Web e pesquisar informação;

- Utilizar o correio electrónico;

- Traduzir páginas e ou textos;

- Como trabalhar imagens (pesquisar imagens na Web, guardar uma imagem, modificar uma imagem).

 

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Websurf ao Serviço dos Professores

Tem sido preocupação deste grupo de Mestrandos, encontrar em cada momento deste Mestrado, uma ponte entre a teoria e a prática, isto é, um link entre a reflexão teórica e prática docente em contexto de sala de aula.

Na elaboração deste websurf tivemos o cuidado de pensar permanentemente na sua aplicação real e concreta em sala de aula. Assim resultou que tivéssemos construído uma série de instrumentos - guiões- que resultou na criação de documentos que poderão ajudar os professores a utilizar esta (ou outras) websurf no seu trabalho:

- Planificação de aulas com esta Websurf;

- Guião para avaliação dos alunos.

- Guião para auto - avaliação dos alunos;

- Guião para um bom funcionamento do trabalho de grupo;

- Guião para a apresentação oral;

- Guião para construção do template

 

 

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Outros Sites Sobre Webquest

Links de webquest para o ensino de matemática

 

[Links sugeridos por Ana Amélia Carvalho]

À bolina, na Escola Superior de Setúbal - aventuras na web http://www.ese.ips.pt/abolina2000/cronicas/aventuras/index.html

Centro de Competência Nónio da Universidade de Évora - aventuras na web http://www.minerva.uevora.pt/aventuras/aventuras_na_web.htm

Instituto de Inovação Educacional -exemplos de webquests
http://www.iie.min-edu.pt/proj/actividades/webquests/webquests.htm

M.C. Escher ... pavimentações do plano - 9º ano - http://www.i
ep.uminho.pt/aac/sm/a2002/M_C_Escher/index.htm

Trigonometria - 11º ano
http://www.iep.uminho.pt/aac/hsi/a2002/trigo/webquest.htm

 

Para fazer uma WebQuest:

Reading & Training materials
http://webquest.sdsu.edu/materials.htm  

Webquest: task design worksheet
http://edweb.sdsu.edu/webquest/task-design-worksheet.html

 

 

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Bibliografia

Aventuras em Formação. (s/d/ 2000?, 12-jul-01).
http://www.minerva.uevora.pt/aventuras/aventuras-forma2.htm Acessível em 20-jun-03.

Carvalho, Ana
(1999). Os hipermédia em contexto educativo. Braga: Instituto de Educação e Psicologia, universidade do Minho.

Carvalho, Ana.
(2002). WebQuest.
www.iep.uminho.pt\aac\diversos\webquest Acessível em 20-Jun-03.

Carvalho, Ana.
(2002, Dezembro 2002). WebQuest: desafio colaborativo para professores e para alunos. Elo Revista do Centro de Formação Francisco de Holanda, pp. 142-150.

Carvalho, Ana
. (2002). WebQuest: um desafio para professores. Paper presented at the XII Colóquio da FIRSE/AIPELF, Lisboa.

Departamento da Educação Básica (2001). Currículo nacional do ensino básico Competências essenciais. Lisboa: Ministério da Educação / DEB.

Dias, Paulo; Gomes, Maria J. & Correia, Ana S. (1998). Hipermédia e Educação. Braga: Edições Casa do Professor.

Dodge, Bernie. (1995, 5-mai-1997). Some Thoughts About WebQuests. http://edweb.sdsu.edu/courses/edtec596/about_webquests.html Acessível em 20-jun-03.

Fernandes, Jorge & Godinho, Francisco. (2001). Acessibilidade aos sítios Web da AP - requisitos de visitabilidade.
http://www.acesso.mct.pt/abc/manualv1.htm Acessível em 20-jun-03.

Fernandes, José.
(1995). O design de ecrãs em software educativo. Braga: (Tese de Mestrado não publicada) Instituto de Educação e Psicologia / Universidade do Minho.
Informação, MISSÃO para a Sociedade da. (1997). Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal.
http://www.acesso.mct.pt/docs/lverde.htm Acessível em 20-jun-03.

Ludwig, Claudio. (1997). Autoria e navegação de hiperdocumentos educacionais e utilização de mapas conceptuais. Paper presented at the Taller Internacional de Software Educativo.

Nielsen, Jakob. (1995). Multimédia and hypertext The Internet and Beyond. Boston: Academic Press.

Papert, Seymour. (1996:trad.1997). A família em rede. Lisboa: Relógio d´Água.

WebQuests Aventuras na Web. (s/d/ 2000?).
http://www.iie.min-edu.pt/proj/actividades/webquests/webquests.htm Acessível em 20-jun-03.

 

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Este WebSurf foi construído por
Alcino Simões & João Paulo
Disciplina de Sistemas Multimédia l Mestrado em Educação l Tecnologia Educativa
IEP l Universidade do Minho
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