Alcino Simões  V. 0.6 Set 98 

TEXTOS DE APOIO AO ACOMPANHANTE
COMISSÃO   DE   ACOMPANHAMENTO   LOCAL  

DOS NOVOS PROGRAMAS DE MATEMÁTICA DO ENSINO SECUNDÁRIO  
Ano Lectivo de 1998/99

    Apresentação

Introdução 

Orientações 

Objectivos 

Estratégias

Actividades 

Orçamento 

Ideias soltas 

Questões

CAL                       Depois   

  Apresentação

 

       Os textos seguintes foram redigidos para possibilitar um melhor desempenho e clareza do trabalho de acompanhante. Não é um texto oficial, nem normativo, nem explicito e nem sequer pretende ser conclusivo.

       Foi escrito porque considero que é estritamente necessário estarem redigidas as orientações para o exercício das funções de Acompanhante, pois permitem uma forma de organização que proporciona a reflexão e maximiza a execução.

       Estas informações provêm da minha experiência, de contactos profissionais, de directrizes orais ou escritas do DES, da Comissão de Nacional de Acompanhamento do Programa de Matemática do Ensino Secundário(CNA) ou ainda dos contactos com a equipa constituída pelos professores Jaime Silva, Arsélio Martins e Graziela Fonseca (JAG).

       Tentarei construir os textos com as seguintes directrizes:
                                                        Orientações <---> Objectivos <---> Estratégias <---> Actividades

       A versão definitiva destes textos de apoio não existe e talvez nunca existirá.

       Antes de mais é preciso reflectir sobre tudo o que foi dito, feito ou escrito. Para isso conto com a colaboração de quem quiser. Obrigado.

  CAL Antes   Posterior 

  Introdução  

 

      A CNA é constituída por e foi constituída em 199? para que
 

      O Acompanhamento existe porque a experimentação (desde 1989) e a generalização (desde 1993) dos novos programas de Matemática mostrou que existem muitas dificuldades práticas.
 

      Já Sebastião e Silva proponha actividades e materiais que só agora se começam a utilizar.

 
      Ver "Tendencias innovadoras en educación matemática" de Miguel de Guzman
 

      Passámos de uma versão autoritária do programa para uma versão democrática.
 

      Os Acompanhantes promovem encontros de professores de escolas vizinhas para efeito exclusivo da aplicação do programa. Pretende-se conhecer a realidade do país, sentir as suas dificuldades, aplicar rapidamente decisões na gestão do programa, criação de autonomia e hábitos de trabalho em conjunto dentro e fora da escola.

CAL  Antes  Posterior 

Orientações

 

PROGRAMA

O programa é para ser lido

O programa é ambicioso quando pretende ser exequível.

O programa prevê o exame.

O programa exige do professor do secundário uma cadência, atenção e persistência.

Programa é constituída por um conjunto de entradas de enciclopédia.

Todos os temas gerais terão que ser abordados com suficiente grau de profundidade. Mas é dado liberdade para os professores aprofundarem os temas conforme considerem convenientes.

Os objectivos deste programa são os mesmos que os dos anteriores. A prática é que "deu cabo" dos programas.

Os objectivos específicos dos novos programas não estão explícitos enquanto tal, mas estão por debaixo dos verbos utilizados.

É essencial cumprir os novos programas. E para isso tem de ser feita uma boa gestão do tempo.

A gestão curricular do programa de matemática depende de escola para escola. É da responsabilidade de um grupo de docência e/ou dos órgãos de gestão local (CP, CD, Grupo, ...).

Só há trinta e sete páginas no programa. Muitas fotocópias fazem esquecer o programa. Este precisa de ser lido e estudado.

Para uma boa gestão do programa do 10º ano poderá ser leccionado sensivelmente um tema por cada período lectivo.

 

ENSINO

Não há unanimidade no ponto de vista sobre o que é o ensino da matemática.

Temos a ideia de que um conceito não é aprendido apenas por ser leccionado. Assim, os conceitos deverão ser abordados diversas vezes ao longo do secundário para reforçar a aprendizagem. Os alunos compreendem melhor quando o professor insiste na escrita, na conversa e no diálogo.

É mais fácil dar definições e pedir exercícios do que justificar e conversar sobre conceitos matemáticos.

A aptidão matemática não é determinada pela profundidade de um ou outro conceito, mas pela experiência e pela prática. Um conceito matemático pode ser por si muito importante, pode não necessitar de uma "artilharia" algébrica.

A tecnologia permite determinar resultados muito rapidamente.

A situação do ensino da matemática em Portugal só se deteriorará se cruzarmos os braços. A matemática tem de viver com a sociedade e tem de a conquistar.

Os matemáticos de uma região são os responsáveis pela matemática na sua região; pelo que se sabe e como se faz matemática nessa região. Por outro lado, para o ensino da matemática não é bom que haja regiões que leccionem contrariados. O DES não impõe às escola. Mas é responsável pela política educativa nacional.

O aluno também pode ser responsável pela sua aprendizagem.

Um princípio pedagógico pressupõe a continuidade dos professores com os alunos.

O Exame Nacional será feito de acordo com o programa e tendo em conta aquilo que CNA disserem que foi feito em Portugal (pela experiência dos acompanhantes.

 

COMISSÃO JAG

Este programa foi discutido e "negociado" entre todas as entidades e pessoas, definindo os conteúdos essenciais necessários para o ensino Secundário. Por isso se pode dizer que é um programa aberto.

Trabalharam fora dos interesses políticos ou institucionais.

É o melhor por agora, mas é também um ponto de partida. E é o melhor porque vamos "negociar" as tarefas e as práticas.

Esta experiência de implementação e acompanhamento do programa de matemática nasce, avalia-se, vive-se, avalia-se, renasce, avalia-se, etc.

Sabemos do que se passa através das IDEIAS que se transmitem uns aos outros.

O programa foi feito para ser aplicado nas condições reais deste país.

Os JAG pretendem esclarecer cada conceito do programa. Pretende-se dar liberdade para os professores escolherem, reflectirem e decidirem de acordo com as turmas que têm. Mas respeitam-se algumas determinações, tais como o programa, o número de aulas por semana, as condições da escola...

 

COMISSÕES DE ACOMPANHAMENTO

Os acompanhantes não mandam em nada, não decidem sobre nada, não impõem.

Não é por estarmos no DES que os acompanhantes têm poder de mandar ou decidir. Não temos tarefas inspectoras. O melhor papel timbrado é assinar os documentos apenas com "o acompanhante".

Ser acompanhante não é tarefa fácil. Por vezes pode ser difícil gerir os interesses e as participações dos colegas. Poderão aparecer problemas mais complexos (de ensino, de materiais, da sala de aula, de gestão escolar, de relações, ...) em que os acompanhantes deverão participar activamente, tentando resolvê-los. No caso de o acompanhante não conseguirá resolver ou esclarecer certos problemas deverá informar-se e transmitir depois as informações aos professores.

Vamos ter de "negociar" (no bom sentido) com todos. Os professores que acompanhamos têm diferentes ritmos. Há aqueles que sabem mais do que nós. Além disto os acompanhantes irão ser bombardeados com ideias contraditórias. E irão argumentar. Mas não nos devemos esquecer que há mais coisas do que aquelas que achamos que existem. Há mais matemática sem ser aquela que ensinamos. Há outros livros que falam e/ou têm matemática.

O acompanhamento vem sugerir formas de estar na vida. Muda atitudes de acanhamento e fachada.

O acompanhante é o "mensageiro da paz". Temos de deixar "raízes no terreno". Tentar mudar um pouco a predisposição dos alunos para a aprendizagem e sabedoria matemática.

As Comissões de Acompanhamento Local formam uma rede nacional. Nós somos um grupo de pessoas.

Temos que fazer a luta a favor da cultura matemática. Os acompanhantes são os primeiros adeptos da Nova Cultura Matemática.

Os acompanhantes são o barómetro das necessidades de formação. E vão comunicar as dificuldades sentidas no terreno. A formação contínua dos professores é uma realidade dos professores.

O professor acompanhante também aprende mais com a esta actividade, pois contacta com mais experiências e partilha um maior leque de informação.

O DES incentiva as "Oficinas de formação".

O acompanhante não utiliza sistematicamente instrumentos de recolha de dados ou de opinião. E muito menos inicialmente. Pode ser que a prática venha recomendar aos professores que trabalham juntos algumas recolhas sistemáticas de dados em folhas apropriadas bem como a colecção de materiais. Mas não cabe ao acompanhante qualquer trabalho de inquérito sistemático. Pessoas que se encontram falam sempre sobre o problema que as juntou, trocam informações, dão opiniões e tentam ajudar-se umas às outras ...

Esta ideia não é contraditória com a existência de relatos de trabalho de acompanhamento. O trabalho de acompanhamento deve ser suportado em reflexão continuada do acompanhante e dos seus colegas, particularmente para ser possível interajuda e para procurar soluções para os problemas que surjam. O estudo e reflexão do acompanhante e dos seus colegas deve responder a necessidades sentidas com a aplicação local do programa. O estudo e reflexão produzidas a esse nível enriquecem tanto mais o trabalho geral de acompanhamento quanto consigam identificar problemas reais existentes nas diversas regiões.

As memórias e os relatos dos acompanhantes (os seus diários de bordo) devem ser tão localizados quanto possível, mas devem também reflectir algumas preocupações que todos têm a nível nacional.

Não há receitas para o acompanhamento.

 

ACOMPANHAMENTO NO ANO 97 / 98

Iniciou-se tarde.

Os acompanhantes agruparam escolas para reunir entre elas.

Foi difícil coordenar horários das Comissão de Acompanhamento Local e entre a Comissão de Acompanhamento Local e os professores.

As escolas disseram que gostaram mais da troca de materiais.

Os professores têm dificuldades com as novas metodologias.

A resolução de problemas deve começar logo que possível, mesmo que haja algum insucesso.

1/3 dos professores cumpriram os programas; 1/3 não cumpriram muito do programa

Principal questão levantada: O que está realmente no programa?

Principais dificuldades encontradas no programa do 10º ano:

- o início da Geometria - referir o programa;

- o papel do cálculo(radicais...) - referir o programa;

- o papel da Lógica - ver p. 36 para ser feito em três anos;

- a avaliação - referir o que vem no texto do programa como momentos possíveis; nunca se diz que precisam de ser testamentos; não precisam de ser trabalhos de história da matemática, aplicações ou investigações; numa página com a explicação de um problema já é importante...As dificuldades iniciais do aluno não devem ser obstáculos, é preciso insistir e mandar rescrever um texto do aluno uma ou duas vezes se for o caso disso.

- uso da tecnologia - as calculadoras gráficas mais baratas são suficientes; a escola deve pressionar as DREs para equipar a escola, o SASE tem de fornecer a calculadora tal como fornece um manual.

Principais reflexões do trabalho do ano 97/98:

- o exame nacional será (terá de ser) nos moldes do actual, isto é, avaliando o que o programa define; Observar que o exame exige a interpretação de enunciados e requer explicação de situações;

- a hora de desdobramento é importante; sempre que possível deve ser aproveitada para por os alunos a trabalhar de uma forma mais acompanhada;

- o investimento de cada professor e a entreajuda na escola são fundamentais.

  CAL  Antes  Posterior 

Objectivos
 

PARA O ACOMPANHANTE

Conhecer muito bem o programa;

Citar sempre o programa;

Experimentar algumas das propostas do anexo do programa;

Experimentar algumas das propostas dos livros de apoio do ME/DES;

Experimentar algumas das propostas dos manuais escolares adoptados;

Cumprir o programa (não é de esgotar todas as referências e todas as propostas do manual escolar, mas é dar todos os temas do ano lectivo);

Transmitir a sua experiência e relatos das reuniões à CNA;

 

JUNTOS DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA

Incentivar a leitura e estudo do programa de matemática (37 páginas);

Apoiar o trabalho dos professores de matemática do 10º e 11º anos nas vertentes curricular, pedagógico e didáctica;

Sugerir procedimentos de gestão curricular;

Favorecer a autonomia, a livre iniciativa e a auto-formação de professores;

Incentivar a participação dos professores nas reuniões para que forem convidados;

Impulsionar estudos/reflexões e debates sobre o ensino da matemática;

Divulgar as opiniões, materiais e experiências pedagógicas que tenha conhecimento;

Fomentar a troca de opiniões, planificações, materiais e experiências pedagógicas entre professores;

Sensibilizar os professores para novas práticas pedagógicas em diversos domínios (metodologia da avaliação, instrumentos de avaliação, estratégias, materiais, linguagem, objectivos, finalidades do programa, ...);

Esclarecer, sempre que possível, procedimentos legais (avaliação, reuniões, ...);

Responsabilizar os professores pela sabedoria matemática da sua região;

Recolher algumas informações sobre as dificuldades dos professores;

 

NAS REUNIÕES CAL, JAG OU ACÇÕES DE FORMAÇÃO

Participar activamente nas acções de formação e reuniões;

Reflectir sobre as aprendizagens para posterior implementação na
actividade de acompanhante.

InformarFormarDivulgarDinamizarSensibilizarPromoverResponsabilizarInformaFormar 
sensibilizarPromoverResponsabilizarInformarFormarInformarFormarDivulgarDinamizar
 
DivulgarDinamizarSensibilizarPromoverResponsabilizarInformarFormarDivulgar 

  CAL  Antes  Posterior 

Estratégias
 

Os acompanhantes têm de tentar ganhar respeito pela sua actividade.

 

     As dificuldades do programa são alteradas pela discussão e troca de experiências entre os professores, entre os acompanhantes, entre o acompanhante e os professores.
     Quem decide é o professor e/ou o grupo de professores ou os professores.
 
     Um acompanhante exerce o magistério da influência. Segue a par com as dificuldades encontradas pelos seus colegas. Nem atrás nem à frente.
     Assim, utiliza a sua sensibilidade (...). Utiliza o seu bom senso. Comunica de forma plausível, razoável e adequada à comunidade para quem trabalha.

      Um acompanhante está "armado" de confiança, conhecimento e paciência.
      Os acompanhantes argumentam de forma plausível, razoável e adequado às comunidades. Têm humildade, são colegas, são companheiros daqueles que acompanham. Poderão "servir de exemplo" para a comunidade. Mas nunca impõem a sua forma de estar ou ser.

      Dar liberdade de acção ao professor, valorizando-o e respeitando-o.

      As reuniões dos acompanhantes tratam de assuntos inseridos na actividade docente dos colegas e ajudam a concretizar as planificações quotidianas dos professores. São os momentos adequados para trocar informações sobre qualquer assunto que se relacione com o ensino da matemática. O acompanhante favorece a troca de opiniões de forma livre, espontânea e sem recriminações. Aceita tudo o que lhes dão: experiências, situações, conhecimentos, ... Com sensibilidade, favorece-se a participação de todos para que todos fiquem mais ricos.

  CAL  Antes  Posterior 

Actividades
 

Contactar os acompanhantes do ano anterior para conhecer as suas experiências.
Consultar os relatórios do ano anterior.
 

Horários

Sensibilizar as comissões de horários para agruparem as duas turmas do acompanhante.

Sensibilizar as escolas para deixar 3 horas para permitir as reuniões com os acompanhantes, de acordo com circular 136/97 de 8/7/97 do DES.

Favorecer reuniões distritais (ou mais) de acompanhantes.

 

Constituição de grupos de escolas

Formar grupos de escolas de modo a: não ferir susceptibilidades; não agrupar muitos professores; agrupar escolas relativamente próximas; os professores têm de se deslocar por sua iniciativa e não por que são obrigados. Assim, ter em consideração a residência da maioria dos professores.
 

Actividade docente

Conhecer muito bem o programa.

Experimentar algumas das propostas do anexo do programa, dos livros de apoio do ME/DES e dos manuais escolares adoptados.

Cumprir o programa. Não é de esgotar todas as referências e todas as propostas do manual escolar, mas é preciso dar todos os temas do ano lectivo.
 

Escolas

Carta de apresentação: informando sobre os grupos de escolas, disponibiliza-se, outras informações.

A primeira visita à escola começa pelo CD, agradecendo pela cedência de sala para efectuar a reunião.

Recolha de dados sobre: programa e livros de apoio (pedir por fax ao DES); cumprimento do programa; livro adoptado; ;calculadora gráfica; acrílicos; View-screen; outros materiais; ...

 

Reunião com os professores

Convocatória: não existe. Existe convite.

Local: uma das escolas do grupo, de preferência rotativamente.

Duração: duas horas.

Periodicidade: mensal.

Participantes: professores do 10&ordm; e 11&ordm; anos; delegado(a); orientador e estagiários; outros interessados.

Ordem de trabalhos: Informações; [ e o que for conveniente e necessário] .

Os professores são convidados a participar através de uma carta enviada ao CD ou OG solicitando uma sala para realizar uma reunião na escola com os colegas ("espero que me possa dispensar uma sala para realizar a reunião") para trocar ideias e opiniões sobre o ensino da matemática. Disponibiliza-se para o que for preciso.

Apresentar-se ao CD ou OG e informa-se sobre uma sala para realizar a reunião. Apresenta-se ao delegado(a) e convida-o(a) bem como a outros professores de matemática que estejam interessados.

Os professores assinam numa folha de presenças que será carimbada pela escola. A ida dos Acompanhantes às escolas terá de ser autenticada com uma declaração escrita do CEI, OG ou CD.

Os acompanhantes não podem faltar às actividades lectivas por causa das reuniões. Os professores convidados podem faltar, ao abrigo do 185 / 92.
 

Pasta de materiais

Sugerir aos colegas que enviem fotocópias das diversas fichas de avaliação e textos de apoio para os alunos que venham a utilizar. Esta pasta será livremente consultada pelos professores durante as reuniões.
 

Acções de formação DES

Local: a indicar;

Tema: a indicar, em torno das pedagogias e do ensino da matemática e conteúdos curriculares.

Duração: uma semana das 9H00 às 19H00.

Avaliação: (?); relatório final.

Presença obrigatória (?).
 

Reuniões JAG

Local: a indicar;

Tema: a indicar, em torno das pedagogias e do Acompanhamento.

Duração:  das 21H30 às 24H00 em dois dias, durante as semanas de formação.

Presença obrigatória (?).

 
Relatório de actividades

Periodicidade: por cada período lectivo;

Dimensões: livre.

Características: actividades desenvolvidas; reuniões efectuadas; estratégias de actuação; reacções encontradas; materiais divulgados; dificuldades encontradas; reflexões dos acompanhantes.
 

Relatório Final

Periodicidade: anual e a entregar até 20 de Setembro de 1999;

Dimensões: livre.

Características:

Comprovativos dos convites de reuniões e presenças respectivas.

Actividades desenvolvidas; reuniões efectuadas; estratégias de actuação; reacções encontradas; materiais divulgados; dificuldades encontradas; reflexões dos acompanhantes.

A) Gestão do programa (em geral e de cada tema)

- Da planificação à execução (tempos, conteúdos, estratégias, fichas, testes, actividades, curiosidades, experiências);

- implementação das orientações metodológicas;

- implementação das instruções sobre a diversificação dos instrumentos de avaliação (problemas e dificuldades, tentativas inovadoras, ...);

- abordagem ao tema geral e a sua localização nos conteúdos dos temas (exemplos de abordagens, ... dificuldades aos desvios.

B) Desdobramento

Que metodologias e estratégias se utilizam nestas aulas? Aulas normais? Trabalho prático? Trabalho de grupo? Como se organiza a sala? Como se faz? O que se faz?

Que grau de satisfação têm os professores e os alunos?

C) Recursos

Que recursos existem em cada escola? Como se utilizam? Em que medida? Que materiais se têm construído? Qual é a participação dos alunos e dos professores na elaboração dos materiais?

Que equipamentos existem? Quais são utilizados? Quem sabe utilizá-los? Para fazer o quê? O que é absolutamente preciso? O que se tem feito para se obter o que é preciso?

D) Referências a problemas e constrangimentos levantados pela reflexão teórica em geral sobre o programa nos seus diversos aspectos temas e conteúdos (profundidade e prazos), orientações metodológicas, avaliação, etc...

  CAL  Antes  Posterior 

Orçamento 

 

Comunicação

Solicitar à escola do acompanhante para disponibilizar, sempre que necessária, a utilização do telefone, correio e internet.

 
Circulação

Os acompanhantes preenchem os boletins itinerários mensais e enviar para o DES até dia 5 de cada mês. As viagens às escolas terão de ser autenticadas com uma declaração escrita do CEI, OG ou CD, que se envia fotocópia anexa ao boletim.

Os professores que se deslocam às reuniões de acompanhamento apresentam à sua escola o boletim itinerário.

 
Meios Técnicos

Solicitar à escola para disponibilizar, sempre que necessária, a utilização da fotocopiadora ou outros materiais, gratuitamente.

Materiais Pedagógicos

Solicitar à escola para disponibilizar, sempre que necessária, calculadoras, internet, jogos, ...

Materiais de Papelaria

Cada acompanhante paga as suas capas, papeis, material de escritório e material de informática, bem como as correspondentes manutenções.

 
O acompanhante paga também todas os custos com:
        comunicações que não efectue na escola,
                 deslocação que não possa comprovar,
                        revistas específicas,
                              livros de apoio,
                                     auto-formação,
                                             utilização da Internet em casa,
                                                      computador, impressora, impressões, artigos de papelaria.

  CAL  Antes  Posterior 

Ideias Soltas
 

Tentei casar a matemática com as ciências de educação e não consegui. Tentei casar a matemática com as associações e não consegui. Tentei casar a matemática com a Administração escolar e não consegui (esta é inimiga da matemática). (Arsélio)
 

O devastador efeito Domingos Fernandes (temos pouco tempo, demos o máximo).
O devastador efeito Jaime Carv. e Silva(estranho, persistente, prolongado). (Ars)
 

Para a matemática precisamos de pessoas felizes e militantes. Com espírito de missão. (Arsélio)
 

Os vossos inimigos são os melhores amigos, pois não escondem nada.(Arsélio)
 

Estamos aqui para influenciar e ser influenciados. São estas as regras do jogo. Mas também não se deve "deixar vender por dá aqui aquela palha". (Arsélio)
 

Há pessoas que não conversam. Passam fotocópias.
É um mito que veio das universidade e espalha-se.
Quem não tem ideias tapa-as com fotocópias.
Pretendo libertar o mundo de fotocópias. Deixem viver as árvores. (Arsélio)
 

Não é verdade que as melhores equipas são constituídas por pessoas que pensam igual. (Arsélio)

 

As escolas estão a ficar cheias de elefantes brancos [ computadores ultrapassados] . São tecnologias que não estão a fazer nada. (Arsélio)
 

O melhor são as ideias. (Arsélio)
 

A obediência trás consequências nefastas. (Arsélio)
 

A adopção de um manual influencia toda a comunidade: alunos; pais; livreiros; (Arsélio)

 
O caminho só se faz caminhando. (Arsélio)
 
 

Para compreender um pormenor, por vezes é mais fácil ver o geral. (Jaime C.S.)
 

A favor desta reflexão [do acompanhamento] sobre o que se faz no ensino da matemática temos as Associações e o aumento da percentagem de professores licenciados em matemática(Alcino).
 

Isto é um espírito de esquerda altruísta (Alcino).
 

Isto é uma revolução. Estamos a pedir que de forma espontânea os professores colaborem, participem, dediquem-se, relacionem-se, comuniquem, discutem, promovam, ...Isto é uma utopia. O sistema está cheio de grupos que trabalham de alguma forma sob coacção. Os alunos estudam para poderem passar; os professores trabalham para poderem ganhar dinheiro; os alunos cumprem para estarem bem com os professores e/ou com os pais e/ou com a comunidade; os funcionários estão porque precisam; a direcção manda para não ter problemas com as auditorias e inspecções; etc. (Alcino)

 

O vazio no poder não existe. É logo ocupado por algo ou pelo ócio.(outros e Alci)

 
O ensino da matemática pode ser um instrumento da política de governo. Os exercícios rotineiros de matemática impõem ao aluno uma forma de fazer mesmo que não conheça os porquês. Assim satisfaz-se a ditadura e/ou a necessidade que o estado tem que os seus cidadãos obedeçam. Por outro lado, a matemática questiona os conceito e desenvolve o espírito crítico através de problemas diversos. Assim satisfaz-se a democracia e/ou a necessidade da criatividade e da livre iniciativa. (Alcino)
 

Pede-se que os acompanhantes trabalhem sem que apareça quase nada escrito que indique a acção. Que estranho!!! Quase tudo o que se faz na sociedade tem por base um texto mais ou menos bem definido. Sobre as funções do Acompanhante pouco há escrito. (Alcino)

 
Poderes diferentes têm diferentes ordens. Assim cada acompanhante transmite uma informação diferente aos professores. (Alcino)

  CAL  Antes 

Questões

 

Q1 Quem foram as maravilhosas almas que permitiram a existência do acompanhamento na disciplina de matemática? Como foi possível pôr quase todos professores de matemática a discutir o ensino da disciplina? Que fenomenal cenário!

Parabéns!! Continuem.

 
 

Q2 Qual é a verdadeira missão dos acompanhantes? Qual é a mais profunda razão da existência dos acompanhantes? Quais vão ser as mais fortes modificações na sociedade da presença dos acompanhantes?

 
 

Q3 O programa obriga. Dá orientações. Mas permite gestões diferentes. Pretende-se fazer a regionalização da matemática.
Cada um ou cada grupo de professores responsabiliza-se pelas suas práticas. Mas que necessidade há em fazer com que muitos andem a cometer os mesmos erros? E que diferenças há entre os santarenos e os transmontanos que justifiquem ensinos de matemática diferentes?

 

 

Q4 Porque é que o programa tem frases quase incompreensíveis?
Porque não se apresentam explicitamente todos os conteúdos a leccionar? E todos os objectivos específicos? E mais estratégias?
As sugestões metodológicas misturam limites temáticos, estratégias, objectivos específicos, objectivos gerais curriculares, objectivos gerais comportamentais, conteúdos, currículo, ...
É preciso ler muitas vezes para compreender o que não está escrito. Porquê?
O que faz com que os professores tenham interpretações distintas e/ou "agarradas" a um manual.

 

 

Q5 Sabia-se com muita antecedência que as escolas iriam precisar de materiais didácticos para a implementação deste programa. Porque não foi fornecido atempadamente o que se precisava?
Mais uma vez vem por em desigualdade o litoral do interior ou as escolas mais bem informadas das outras ou ainda as que têm dinheiro das que não têm.
Parte-se do principio de que o professor tem tempo e dinheiro para fazer tudo. Até para contactar empresas, escrever cartas, transportar materiais, aprender e aplicar os materiais didácticos na sala de aula. Isto tudo sem quase nenhum gasto do M.E.

 

 

Q6 A avaliação de alunos não se consegue cumprir página treze do "Matemática Programas" em que o professor "deve diversificar as formas de avaliação de modo a que cerca de metade seja feita usando outros instrumentos que não testes clássicos".
Este texto é impreciso sob a forma como é implementa, podendo favorecer a existência de diferentes avaliações entre disciplinas e/ou entre escolas.
 

 

Q7 Os quatro documentos "Matemática 10º ano" publicados pelo D.E.S., deveriam ter sido distribuídos gratuitamente no início do mês de Setembro a todos os professores para que a planificação anual da disciplina de matemática fosse mais adequada ao programa.

 

 

Q8 O professor acompanhante tem tempo para pensar na sua actividade, informar-se e formar-se. Mas o mesmo não acontece com os restantes professores. Os professores acompanhantes poupam muito tempo aos outros professores quando lhes transmitem as informações.
O que acontecerá ao desempenho dos professores depois de acabar estas comissões de acompanhamento. Irá provocar um vazio "devastador"?