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O líder Martin Luther
King, Jr
Biografia Breve
Martin Luther King nasceu em Atlanta
Georgia, em 15 de janeiro de 1929 em uma família de negros americanos de
classe média. Seu pai era pastor batista e sua mãe era professora. Aos
19 anos King foi ordenado pastor batista. Mais tarde, formou-se no Seminário
Teológico de Crozer e então cursou seus estudos de pós-graduação na
Universidade de Boston.
Seus estudos o levaram a explorar as idéias do nacionalista indu Mohandas
K. Gandhi, que se tornaram o centro de sua filosofia de protesto não
violento. Enquanto esteve em Boston casou-se e, em 1954, tornou-se pastor
da igreja batista de Montgomery, Alabama. Como presidente da Associação
de Melhoramento de Montgomery, organizou um boicote contra a segregação
no transporte público. Durante este boicote, que durou um ano, King teve
sua casa bombardeada. Muitos atentados foram feitos contra a sua vida e
ele foi preso diversas vezes. Apesar disso, o boicote obteve sucesso e
terminou com um mandato da suprema corte proibindo toda e qualquer segregação
no transporte público da cidade. Obtendo o respeito de todos, King
tornou-se um líder dos negros americanos na sua luta por seus direitos
civis.
Em 1963 liderou um movimento massivo pelos direitos civis no Alabama,
organizando campanhas por eleitores negros, dessegregação, melhores
condições de moradia e educação por todo o sul. A não-violência
tornou-se sua maneira de demonstrar resistência. Foi novamente preso
diversas vezes. Neste mesmo ano liderou a histórica passeata em
Washington onde proferiu seu famoso discurso "I have a dream"("Eu
tenho um sonho"). Em 1964 foi premiado com o Nobel da Paz.
Em 1967 King uniu-se ao Movimento pela Paz no Vietnam, o que causou um
impacto negativo entre os negros. Outros líderes negros não concordaram
com esta mudança de prioridades dos direitos civis para o movimento pela
paz.
Em 4 de abril de 1968 King foi baleado e morto em Memphis, Tenessee, por
um branco que foi preso e condenado a 99 anos de prisão.
Em 1983, a terceira segunda-feira do mês de janeiro foi decretada feriado
nacional em homenagem ao aniversário de Martin Luther King Jr.'s.

Biografia Longa
Nome: Martin Luther King Jr
Local e ano do nascimento: Atlanta-EUA, 1929
Local e ano do falecimento: Memphis-EUA, 1968
Martin Luther King Jr. era o segundo de três filhos do
reverendo Martin e de Alberta Williams King
Em 1948, aos 19 anos, formou-se bacharel em Sociologia
na Morehouse College. Continuando seus estudos formou-se
em Teologia, em 1951, no Crozer Theological Seminary.
Martin Luther King assumiu em 1954, na cidade de
Montgomery, a posição de pastor na Igreja Batista. No
ano seguinte, doutorou-se em Filosofia na Boston
University e liderou um boicote, de duração de 381
dias, contra a segregação racial no ônibus,
conseguindo a revogação da proibição através da
Corte Suprema.
Com base nos princípios cristãos e em Gandhi, Martin
Luther King defendia a ação não-violenta como forma
de atingir seus objetivos.
Em 1960, conseguiu a liberdade, para os negros, do uso
de bibliotecas, parques e lanchonetes. Em 28 de agosto
de 1963 realizou com mais de 200 mil pessoas a famosa
"Marcha para Washington", onde proferiu seu
mais famoso discurso, "I have a dream",
pedindo uma sociedade com igualdade racial. Sua luta
pelos direitos civis dos negros teve continuidade com a
aprovação da lei que garantia a igualdade racial de
direitos (Lei dos Direitos Civis) em 1964 e no ano
seguinte com a aprovação da Lei dos Direitos de Voto
para os negros.
No início de 1964 foi o primeiro negro a ser
considerado o "Homem do Ano" pela revista
Time. No mesmo ano foi agraciado com o Prêmio Nobel da
Paz, se transformando no mais jovem a conquistá-lo.
Em 1968, foi assassinado por James Earl Ray.
A história está repleta de casos de violações dos
direitos humanos. Contra tais injustiças, lutaram
homens e mulheres que, em comum, tiveram a disposição
de combater destemidamente a desigualdade. Martin Luther
King Jr. era uma dessas pessoas. A exemplo do pai da
independência da Índia, Mahatma Gandhi, Luther King
tornou-se defensor da filosofia da não-violência e
liderou, a partir de 1955, uma campanha pacífica pela
justiça para o povo negro americano.
A idéia era derrubar os preconceitos que a abolição
da escravatura conseguida por Abraham Lincoln em 1863,
durante a Guerra Civil Americana, não havia sido capaz
de destruir. A liberdade obtida pela nova Constituição
não livrou os negros da discriminação, especialmente
nos estados do sul dos EUA, onde a divisão racial era
amparada pela lei. Naquela época, nenhum negro podia
freqüentar um restaurante reservado a brancos ou sentar
em lugares reservados a eles. Após a Guerra Civil
americana, a situação piorou. Todas as terras eram de
propriedade dos brancos e, na prática, embora livre, a
população negra manteve-se pobre e perseguida. Seis décadas
depois, nascia Martin Luther King (15 de janeiro de
1929, em Atlanta, no estado da Geórgia, cidade do
extremo sul dos EUA). O pai era pastor da Igreja Batista
Ebenezer. Por isso, Luther King passou a infância
memorizando versículos da Bíblia e cantando gospels
para a congregação. E, como toda criança negra,
cresceu marcado pelo preconceito racial. Ainda assim,
freqüentou umas das melhores faculdades da comunidade
negra do país, a Morehouse College, onde eram
incentivadas as discussões sobre problemas sociais. Lá,
por influência do presidente da faculdade, que
acreditava que a Igreja teria um papel decisivo a
desempenhar na sociedade americana, Martin deixou de
lado a idéia de ser médico ou advogado. Assim, aos 17
anos, foi ordenado e tornou-se pastor assistente da
igreja de seu pai. Mas não parou de estudar. Dois anos
depois, graduou-se em Sociologia na Morehouse College e
ingressou no Seminário de Crozer, na Pensilvânia, no
norte dos EUA, onde leu trabalhos de famosos teólogos e
filósofos, entre eles Henry Thoreau, um abolicionista.
Formou-se em Teologia como o melhor aluno de sua classe
e, depois, iniciou o doutorado na Universidade de
Boston.
O início da luta
Foi nessa época que conheceu Coretta Scott, uma
estudante de Música, com quem se casou em 18 de junho
de 1953. No ano seguinte, aceitou o convite para
pastorear a Igreja Batista da avenida Dexter, em
Montgomery, no Alabama, estado situado no Sul, foco dos
maiores conflitos raciais do país. Em 1955, já doutor
em Teologia (quando passou a ser conhecido como o
"reverendo" King), Martin via a comunidade
negra totalmente submissa, com medo de lutar contra as
injustiças raciais. Os ônibus da cidade eram guiados
somente por motoristas brancos, e só os últimos bancos
eram permitidos aos negros. No dia 1º- de dezembro de
1955, uma garota negra chamada Rosa Parks embarcou num
ônibus e se recusou a dar lugar para um passageiro
branco. A prisão de Rosa levou Luther King e seus
seguidores a iniciar, no dia 5 de dezembro, um boicote
contra os serviços rodoviários de Montgomery. Com a
manutenção do boicote por quase um ano, as autoridades
racistas usaram uma velha lei antiboicote para acabar
com o movimento e prender 89 pessoas, incluindo Martin
Luther King. Inspirados pelo sucesso do boicote em
Montgomery, outros movimentos começaram a se espalhar,
protestando contra a discriminação racial no Sul, e
tornaram-se o ponto de partida da cruzada de Luther King,
que usava o amor, a oração e o discurso como uma ação
direta contra a violência física. No lançamento de
seu livro A Caminho da Liberdade, sofreu um atentado
durante uma sessão de autógrafos. Uma mulher negra, de
meia-idade, com passagens em vários hospitais psiquiátricos,
cravou um abridor de cartas em seu peito. Levado às
pressas para o hospital, King sofreu uma cirurgia
extremamente delicada e sobreviveu. Participou de várias
marchas de protesto e, como resultado, aos poucos foi
somando conquistas.
Ajudou a acabar com a segregação racial nas
escolas, restaurantes, bares e outros locais, e sua ação
foi fundamental na decisão do governo dos EUA de tornar
prioritária a questão dos direitos civis. Em 28 de
agosto de 1963, King reuniu 250 mil pessoas na Marcha
sobre Washington. Deixando de lado suas anotações,
fez, das escadarias do Lincoln Memorial, aquele que foi
tido como o maior discurso do movimento pelos direitos
civis: "I had a dream" ("Eu tive um
sonho"). Orador apaixonado e persuasivo,
considerado por muitos como o melhor dos Estados Unidos,
Luther King tornou-se capa da revista Time de 3 de
janeiro de 1964, recebendo o título de Homem do Ano de
1963. Os atentados a bomba, as execuções de negros e
outros atos de violência continuaram, mas a história
tomou um rumo sem volta. No dia 2 de julho de 1964, o
presidente americano Lyndon Johnson assinou o Ato dos
Direitos Civis e foi à televisão. "Aqueles que
antes eram iguais perante Deus serão agora iguais nas
seções eleitorais, nas salas de aula, nas fábricas e
nos hotéis, nos restaurantes, cinemas e outros lugares
que prestem serviços ao público", disse Johnson.
Em outubro de 1964, King recebeu o Prêmio Nobel da Paz
e iniciou uma nova luta: uma campanha de registro nas
juntas eleitorais. Para garantir o direito, o governo
federal interveio e presidente Lyndon Johnson assinou,
em 1965, a Carta dos Direitos do Voto. Em abril de 1968,
em meio a diversas manifestações violentas do
movimento Black Power (Poder Negro) em cidades como
Chicago, Boston, Los Angeles e Filadélfia, Martin
Luther King foi a Memphis para dar apoio a trabalhadores
negros que lutavam pela igualdade salarial.
No dia 3 de abril, na véspera do protesto, ele
proferiu seu último discurso, profético - "I see
the promise land" ("Eu vejo a terra
prometida") - na sede da Igreja de Deus em Cristo,
a maior denominação pentecostal americana africana dos
EUA. No dia 4, à noite, King estava no terraço do
hotel, quando foi atingido no pescoço por um tiro
disparado do telhado de um prédio vizinho. Gravemente
ferido e levado às pressas para o hospital, Martin
Luther King, aos 39 anos, morreu uma hora depois. Seu
funeral, realizado no dia 8 de abril, foi acompanhado
por sua mulher e seus quatro filhos, e assistido pela TV
por 120 milhões de americanos. Sobre a sepultura,
gravadas na lápide de mármore, as palavras de uma
velha canção de escravos: "Free at last, free at
last/Thank God Almighty/I´m free at last"
("Finalmente livre, finalmente livre/Obrigado Deus
Todo-Poderoso/Finalmente sou livre).
Amilcar
Tavares
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"O dia 15 de janeiro marca o aniversário
de Martin Luther King Jr., grande líder negro americano que lutou pelos
direitos civis dos cidadãos, principalmente contra a discriminação
racial."
Eu Tenho Um Sonho
Martin Luther King, Jr.
28 de agosto de 1963 Washington, D.C.
Quando os arquitectos de nossa república
escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Independência,
estavam assinando uma nota promissória de que todo norte americano seria
herdeiro. Esta nota foi a promessa de que todos os homens, sim, homens
negros assim como homens brancos, teriam garantidos os inalienáveis
direitos à vida, liberdade e busca de felicidade.
Mas existe algo que preciso dizer à minha
gente, que se encontra no cálido limiar que leva ao templo da Justiça.
No processo de consecução de nosso legítimo lugar, precisamos não ser
culpados de actos errados. Não procuremos satisfazer a nossa sede de
liberdade bebendo na taça da amargura e do ódio. Precisamos conduzir
nossa luta, para sempre, no alto plano da dignidade e da disciplina.
Precisamos não permitir que nosso protesto criativo gere violência físicas.
Muitas vezes, precisamos elevar-nos às majestosas alturas do encontro da
força física com a força da alma; e a maravilhosa e nova combatividade
que engolfou a comunidade negra não deve levar-nos à desconfiança de
todas as pessoas brancas. Isto porque muitos de nossos irmãos brancos,
como está evidenciado em sua presença hoje aqui, vieram a compreender
que seu destino está ligado a nosso destino. E vieram a compreender que
sua liberdade está inexplicavelmente unida a nossa liberdade. Não
podemos caminhar sozinhos. E quando caminhamos, precisamos assumir o
compromisso de que sempre iremos adiante. Não podemos voltar.
Digo-lhes hoje, meus amigos, embora nos
defrontemos com as dificuldades de hoje e de amanhã, que eu ainda tenho
um sonho. E um sonho profundamente enraizado no sonho norte americano.
Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação
se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios:
"Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos
os homens são criados iguais".
Eu tenho um sonho de que, um dia, nas
rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de
antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da
fraternidade.
Eu tenho um sonho de que, um dia, até
mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça,
será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho de que meus quatro
filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela
cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu carácter.
Quando deixarmos soar a liberdade, quando
a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e
em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os
filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos,
protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as
palavras do antigo espiritual negro: " Livres, enfim. Livres, enfim.
Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim.
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