FLORENCE NIGHTINGALE - Uma vida dedicada aos outros

 

COMO FOI A VIDA DE FLORENCE NIGHTINGALE?

 

Compreendeu qual poderia ser o objectivo da sua vida. Ela acompanhava a mãe nas visitas aos aldeões doentes que serviam nas grandes propriedades da família. A penúria dos remédios, a falta de recursos para o tratamento e a impossibilidade de hospitais e meios de assistência aos pobres impressionava-a.

Pensou que poderia consagrar inteiramente à missão de forma enfermeiras competentes que assistissem os doentes, não só fisicamente mas também moralmente.

Até meados do século XIX, era praticamente nula a assistência aos enfermos nos hospitais de campanha, onde a insalubridade aumentava ainda mais o número de mortos. Com seu trabalho, Florence Nightingale lançou as bases dos modernos serviços de enfermagem.

Florence Nightingale nasceu em 12 de maio de 1820 na cidade italiana de Florence, onde sua família, de origem inglesa, residia temporariamente. Educada pelo pai, aprendeu grego, latim, francês, alemão e italiano, história, filosofia e matamática. Em 7 de fevereiro de 1837, acreditou ter ouvido a voz de Deus conclamá-la a uma missão. Interessou-se então pela enfermagem, e após formar-se por uma instituição protestante de Kaiserweth, Alemanha, transferiu-se para Londres, onde passou a trabalhar como superintendente de um hospital de caridade.

Durante a guerra da Crimeia, entre 1854 e 1856, integrou o corpo de enfermagem britânico em Scutari, Turquia. Seu trabalho de assistência aos enfermos e de organização da infra-estrutura hospitalar a tornou conhecida em toda a frente de batalha. Publicou Notes on Matters Affecting the Health, Efficiency and Hospital Administration of the British Army (1858; Notes sobre a saúde, a eficiência e a administração hospitalar no exército britânico). Fundou em1860 a primeira escola de enfermagem do mundo. Em 1901, completamente cega, parou de trabalhar. Morreu em Londres, em 13 de agosto de 1910

Como enfermeira-chefe do exercito britânico durante a guerra da Criméia (1854 a 1856) constatou que a falta de higiene e as doenças matavam grande numero de soldados hospitalizados por ferimentos. 

Suas reformas reduziram a taxa de mortalidade em seu hospital militar de 42,7% para 2,2%; ela voltou famosa da guerra e logo passou a batalhar, com considerável sucesso, pela reforma do sistema militar de saúde.


Uma das principais armas que Florence Nightìngale utilizou em seus esforços foram os dados - e ela os tinha, pois além de se preocupar com a melhora do atendimento médico ela também se preocupou com a sua obtenção e organização. 

Foi pioneira na utilização de gráficos, para apresentar dados em uma forma clara que mesmo os generais e membros do parlamento pudessem compreender. 

Seus gráficos criativos constituem um marco no crescimento da nova ciência da estatística. 

Ela considerava a estatística essencial para entender qualquer problema social e procurou introduzir o estudo da estatística na educação superior.

Florence Nightìngale utilizava a análise dos dados e os gráficos como uma porta para o bom entendimento; fazia resumos numéricos e calculava taxas de mortalidade detalhadas. 

Para ela, os dados não eram impessoais e abstractos, porque mostravam-lhe, e ajudavam-na a mostrar aos outros, como salvar vidas. 

Isto é verdadeiro ainda hoje