Mia Couto (António Emílio Leite Couto) nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Mia foi-lhe atribuído pelo seu irmão, que não conseguia dizer "Emílio". Segundo o próprio autor a utilização deste nome tem a ver com a sua paixão pelos gatos e desde pequeno dizia à sua família que queria ser um deles.

Mia Couto  disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência da cidade da Beira, onde nasceu, por ser baixa e estar localizada junto ao Oceano Índico, sofrendo frequentemente de inundações.

Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e, mais tarde, tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora.

Mia Couto é considerado um dos nomes mais importantes da nova geração de escritores africanos de língua portuguesa. A escrita tem sido uma paixão constante, desde a poesia, na qual se estreou em 1983, com A Raiz de Orvalho, até à escrita jornalística e à prosa de ficção. Vencedor de vários prémios, tem a sua obra traduzida em várias línguas estrangeiras.

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