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O Capuchinho Azul Marinho
O Capuchinho Azul Marinho, assim chamado por causa de um casaco com capucho que a mãe lhe tinha comprado no supermercado, sempre tinha invejado a reputação da avó, cujas façanhas toda a gente conhece porque são contadas pelo mundo inteiro.
- Porque não me hei-de tornar célebre também eu? - pensava frequentemente.
Um dia, aproveitando uma distracção do guarda do Jardim Zoológico, entrou e pôs-se à procura da morada do lobo.
Quando a encontrou, encostou-se às grades e chamou:
- Psst!... Bom dia, Lobo! Sou eu, o Capuchinho Azul Marinho. Adivinha onde vou?
O lobo levantou uma orelha, bastante surpreendido porque alguém lhe dirigia a palavra.
- Vou a casa da avózinha levar-lhe este embrulho que vês no meu saco. Sabes o que há no embrulho?
- E que tenho eu a ver com isso? - respondeu o lobo, que era neto do que comeu a avózinha da história e também descendente do que, na fábula, faz gato-sapato do cordeiro. A importância feita lobo! - Deixa-me em paz. Estou à espera que me tragam o chá das cinco.
Este lobo tinha lido muitos livros e era muito inteligente. Essa já era velha! Mas estava enfastiado e queria divertir-se.
E então teve uma ideia luminosa! 
Philippe Dumas
Conte à l'envers
(Fábula)