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as lendas

 

A Grécia Antiga foi uma terra de lendas. Elas manifestavam a sabedoria do povo grego e o seu gosto pela poesia, que tinha um importante papel na sua vida quotidiana.

Inicialmente as lendas foram transmitidas oralmente de geração em geração. Passaram depois a ser escritas quando os gregos desenvolveram a mais avançada forma de escrita, baseando-se no alfabeto criado pelos Fenícios.

Muitas vezes, acontecimentos reais como a Guerra de Tróia originaram narrativas maravilhosas em quês e misturam a história verídica e a fantasia.

Nos tempos mais antigos, depois dos banquetes, contavam-se as façanhas dos heróis. Cada narrador podia sempre acrescentar pormenores, ao sabor da sua imaginação, tornando os acontecimentos mais fabulosos e extraordinários. A lenda misturava-se, portanto, com a realidade histórica. Era aos Aedos, poetas profissionais, a quem cabia divulgar oralmente as lendas. Depois do desenvolvimento da escrita, alguns poetas decidiram escrevê-las. Homero foi um desses escritores.

Os heróis destas lendas têm um valor simbólico, transmitindo qualidades exemplares como a força, a coragem, a astúcia, a paciência… As crianças aprendiam a ler pelas obras dos poetas, como Homero. Muitas recitavam os poemas homéricos de cor, o que era uma grande proeza porque recitá-los em voz alta levaria cerca de vinte e quatro horas.

As aventuras de Ulisses e de outros heróis gregos foram inúmeras vezes reproduzidas em peças de cerâmica: jarros de vinho, taças, recipientes de todos os géneros. As lendas (ou mitos) estavam constantemente presentes nas casas gregas e nos actos da vida quotidiana.

 

     

Ao longo do tempo, muitos autores se têm inspirado nos heróis gregos. Uma das ciências modernas, a psicanálise, estudou profundamente as lendas gregas e os comportamentos dos heróis da mitologia com o objectivo de compreender melhor os seres humanos reais, através do grande saber que contêm essas histórias antigas.

 

 

 

  

 

 
   

Última actualização: sexta-feira, 17 de Junho de 2005