Lutas de animais

 

"Os animais lutam desde o tempo dos reis. Antes ainda era mais ou menos compreensível pois não se tinha a mentalidade de hoje. Mas nós no século XXI ainda fazemos os animais sofrer com a mentalidade que temos? É incompreensível. O que eu penso é que as pessoas que fazem os animais lutar são uns autênticos anormais, pois não devem saber que fazem os mesmos sofrer."

Ana Isa

 

O Pit Bull é o cachorro mais polémico da actualidade pois esteve recentemente envolvido em muitos escândalos. Sendo muitas vezes notícias dos jornais que noticiavam as tragédias onde estavam envolvidos. São10 mil no nosso país e têm fama de serem assassinos.

Os Pit Bulls são cães agressivos sendo por isso utilizados para lutas com outros animais, por exemplo: com os touros ou outros cães. Os Pit Bulls atacam normalmente em matilhas mas não é trabalho fácil para um cão.

A maior parte dos ataques ocorre entre machos e estes tipos de agressões são mais frequentes em animais do mesmo sexo e tamanho. Os combates entre cães estão a ser realizados em Portugal. As pessoas apostam com valores muito altos.

O Pit Bull é a raça mais usada nessas lutas clandestinas por causa da força. Esta raça aumenta no Verão porque é nessa época que eles são mais usados em lutas. Com a presença dos imigrantes portugueses no espectáculo que às vezes só acabam quando os lutadores morrem ou desistem. Essas lutas são feitas em campos de futebol, em espaços fechados - em garagens abandonadas são feitas essas lutas com muitas raças de cães que são realizadas em qualquer país mas nomeadamente em Amadora. As apostas são: 500 euros no Inverno e 2500 euros no Verão. Há pessoas que roubam cães para este tipo de lutas.

Os cães são ensinados a lutar, ferrar, etc.…Os cães que são usados para lutas e quando usados precisam de um mês para recuperarem as suas forças. Força, agilidade e rapidez são as destrezas fundamentais que um cão precisa para fazer um bom combate. Às vezes um golpe pode ser mortal, esse cão tem que ser rapidamente assistido por um veterinário.

  

São proibidas a violência injustificada, tais como os actos de infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou grave dos animais.

Utilizar animais em treinos de experiências ou divertimento consiste em confronto dos animais uns contra os outros

Esta prática clandestina, com apostas, prolifera em todo o País, e processa-se em bairros perigosos, onde a própria policia tem receio de actuar. Estes animais treinados tentaram mesmo atacar as forças da polícia e da ordem

De referir que estes animais treinam sobre outros animais de estimação, para com eles poderem praticar o combate. Só no prazo de dois meses desapareceram em Sintra mais de duas dezenas de animais de companhia, alguns deles apareceram com graves feridas de maxilares. São cada vez mais as queixas que chegam às Associações e até à policia Judiciária.

Se gostas de animais sê contra esta prática cruel que enquanto seres civilizados a todos nos envergonha.

 

O BULL BAITING E OUTRAS LUTAS DE ANIMAIS

O Bull Bainting consistia em atar um touro a um ou vários cães .Eles deviam-no agarrar pelo focinho e não o largar. Este show despertou prazer e grandes apostas. Mas foram os Ingleses que tiveram mais interesse até meados do século XIX . Em 1209 num dia em que o lorde de Standof , Wiliam Earl Waren viu uma luta de touros . Então o cão do agouçeiro persegui um dos touros. Isto agradou ao conde. Quando se deu o desenvolvimento das grandes cidades, o bull bainting modificou-se muito. Passaram a usar-se mais animais selvagens tentando aumentar as apostas. Os britânicos não foram os únicos a fazer os combates de animais, alguns como os espanhóis e os irlandeses também fizeram combates de animais. Em França existem testemunhos que nos informam de lutas organizadas desde 16 de Abril de 1781. Até 1833 houveram bastantes combates na praça do Combat. Mas onde existia mais interesse era no Sudoeste de Bordéus a Toulose. Em Espanha eram utilizados cães de touro, cães de presa e muito possivelmente os grandes cães de fila. Goya deixou-nos variados testemunhos tendo começado com o sucesso das touradas a partir do século XVIII. Foi nas ilhas Canárias que se criou uma raça própria. Os combates na Grã-Bretanha e Continente duraram até meados do século XIX..

Foi em 1824 que se criou a primeira sociedade de defesa dos animais fazendo com que as lutas fossem proibidas pela lei, mas elas continuaram como nos prova uma carta enviada a R .Tiquet de Jonh F. Gordon que dizia existir lutas de animais na Grã-Bretanha em 1975.

Haviam leis muito rígidas e até haviam pessoas encarregadas de testar o pêlo para ver se estava envenenado. No final do século passado dois cães numa prova de resistência, para se ver qual deles aguentava mais tempo atado nas pés de um moinho. As lutas de cães foram para os Estados Unidos no século XVIII. As lutas de animais ainda existem mas são toleradas. São usados Pit Bulls que não se devem confundir com o American Staffordshire Terrier.

 

Nova lei permite lutas de animais

  

PSD e CDS-PP preparam-se para legalizar na quinta-feira os touros de morte mas também as lutas de cães e o tiro aos pombos, acusaram hoje representantes de mais de 40 associações de protecção dos animais.

Em causa está um projecto de lei conjunto dos dois partidos (que suportam o governo), destinado a alterar a Lei de Protecção dos Animais.

Os dois partidos têm dito que o objectivo é permitir a lide de touros de morte em Barrancos. As associações, por seu lado, têm vindo a manifestar-se contra a alteração da lei mas agora, mais do que nunca, estão claramente contra e dizem-se mesmo escandalizadas.

É que o que os dois partidos vão fazer, disseram hoje representantes das associações em conferência de imprensa, é esvaziar a Lei de Protecção dos Animais e viabilizar «actividades como o tiro a alvos vivos (tiro aos pombos), as lutas de cães, ou quaisquer outras violências sobre animais que se reclamem de tradições ou interesses desportivos e económicos».

Na verdade, segundo Artur Mendes, da Associação Animal, para permitir touros de morte em Barrancos nem era preciso mexer na lei.

Por isso é que esta alteração «é intencional e alargada a muitas outras áreas», como disse à Agência Lusa.

A nova lei, ao permitir que se inflija sofrimento aos animais desde que haja uma «justificação legal» está a permitir tudo, «porque uma justificação legal pode ser um uso, um costume», frisou Artur Mendes.

E depois, exemplificou, alguém pode dizer que no bairro dele há dois anos que se fazem lutas de cães e que por isso é um costume.

O tiro aos pombos, uma prática que existia até há cinco anos e que era responsável pela morte de quase um milhão de pombos anualmente (números de Artur Mendes) também pode regressar. E o responsável garante que pelo menos 32 autarquias se reclamam do direito de ter touradas com touros de morte.

As associações lembram que a Lei de Protecção dos Animais foi promovida pelo PSD, o mesmo partido que agora, com o CDS-PP, propõe ao país «um magno recuo civilizacional».

Citando a Alemanha, que «acaba de introduzir menção à protecção dos animais na Constituição», as associações consideram que com esta lei Portugal passaria «de uma vanguarda humanista» para «um dos mais retrógrados países europeus em termos de protecção animal».

O PS quer que seja aprovada legislação que «aperte o cerco» às organizações de lutas entre animais e que reforce as medidas de apoio e de protecção aos animais de companhia.

Para os socialistas, deve ser expressamente proibida a organização de lutas entre animais, «nomeadamente entre cães ou entre galos», bem como «experiências ou divertimentos que se traduzam em confrontar mortalmente animais uns contra os outros».

A utilização de animais para fins de espectáculos, exibições ou divertimentos públicos, adianta o PS, deverá depender de autorização prévia a conceder pela Direcção Geral de Veterinária e pela câmara Municipal, mediante parecer da Inspecção geral das Actividades Culturais.

A prática de sorte de varas ou picadores nas corridas de touros deve também ser proibida, bem como o tiro a alvos vivos, como os pombos.

No caso de o animal ser perigoso, ou pela forma como foi treinado ou pelo seu porte, a câmara municipal competente e a Direcção geral de Veterinária devem exigir ao dono que tome «medidas necessárias», como o uso do açaime e rédea curta, e que respeite a proibição de infligir ao animal treinos susceptíveis de aumentar a sua agressividade.

O PS estabelece ainda, no diploma hoje apresentado, a proibição «de todas as violências sobre animais, considerando-se como tal os actos consistentes em, sem justificação, se infligir a morte, o sofrimento cruel ou prolongado».

Exigir aos animais «esforços ou actuações que, em virtude da sua condição, eles sejam incapazes de realizar» é outra das proibições que os socialistas querem que fique devidamente acautelada na lei, bem como o uso de «substâncias destinadas a estimular ou a diminuir artificialmente as suas capacidades físicas».

Para o PS, deve também ser proibida a venda de animais a menores de 16 anos (a menores de 18 se os animais forem perigosos), e devem ser interditadas as intervenções cirúrgicas destinadas a modificar a aparência do animal, designadamente o corte da cauda ou das orelhas, bem como a ablação das garras.

 

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