Animais em vias de extinção

 

A extinção é um processo natural. Conforme se vão extinguido, as espécies são substituídas por outras, mais adaptadas a um determinado ambiente. Mais cedo ou mais tarde, todas as espécies se extinguem. Até os humanos poderão extinguir-se.

Houve tempos em que as pessoas pensavam que o mundo tinha sido criado recentemente e que as criaturas que viviam na Terra tinham sido criadas todas ao mesmo tempo. Embora ainda muitos acreditam em mitos de criação, os cientistas modernos acham que o planeta Terra tem milhões de anos de idade. Acreditam que é habitado por animais e plantas há, pelo menos 5.000 milhões de anos. As plantas e os animais estão a evoluir (significa que se modificam gradualmente) para novas espécies. No prosseguimento deste processo, algumas espécies extinguem-se. Há milhões de anos, a Terra era habitada por espécies muito diferentes.

Dessas espécies, os mais famosos eram os dinossauros. Andavam pela Terra dezenas de milhões de anos, mas, eventualmente, extinguiram-se e foram substituídos por espécies diferentes, incluindo aves e mamíferos. No passado, havia tempos para as espécies evoluírem, ao mesmo tempo que outras se extinguiam. Contudo, durante os últimos 5.000 anos os humanos tornaram-se cada vez mais destrutivos. Perseguiram algumas espécies até à extinção e, presentemente, estão a destruir habitats.

Partilhamos o planeta Terra com um número de e espécie de seres vivos que se situa entre os cinco e os dez milhões.

Animais e plantas extinguem-se em quase todas as partes do mundo e existem espécies próximas da extinção praticamente em todo lado.

Todavia, é nas ilhas que, ultimamente, o maior número de espécies têm sido aniquiladas. Muitas ilhas possuem animais e plantas muito característicos. Por exemplo, os hutias são grandes roedores confinados às Índias Ocidentais. Muitas do Pacifico abrigam espécies em perigo. Em Samoa, a galinha-do-mato foi vista pela última vez nos anos 1870 e a raposa-voadora "Pteropus poliocaphalus " declinou rapidamente e pode vir a extinguir-se. Nas ilhas do Havai existiram, outrora, 22 espécies de melifagideos; actualmente, nove estão extintas, bem como muitas outras espécies de aves. No oceano Índico, as ilhas Maurícias, Reunião e Rodrigues tinham grandes aves não voadoras. Actualmente estão extintas.

O lobo marsupial, outrora abundava na Tasmânia, bem como no continente australiano. Embora seja ocasionalmente assinalado, provavelmente extinguiu-se há 50.

Devido à densidade e crescimento rápido da população humana, muitas espécies de grandes mamíferos estão a ser ameaçadas, como os elefantes, os leões, os rinocerontes e os tigres. A quaga ( uma espécie de zebra ), a palanca azul , o tarpan ( cavalo selvagem do Tártaro ), a gazela ruiva e a preguiça-gigante são apenas alguns dos animais que foram exterminadas pelos humanos. No futuro, pensa-se que para proteger as espécies teremos que criar programas do ambiente como um todo, em vez de programas dirigidos para as espécies individuais. Temos que assegurar a sobrevivência da grande espécies de animais da Terra.

Embora os colonizadores europeus tenham destruído muita da vida selvagem da América do Norte, os Índios americanos, que ocuparam a América do Norte 30 000 anos antes dos Europeus, provavelmente também foram responsáveis pela extinção de algumas espécies.

Caçavam preguiças-gigantes e provavelmente, mastodoentes (elefantes extintos). Todavia, desde que os europeus chegaram ao Novo Mundo, a taxa de extinção certamente foi aumentada. Acredita-se que o pombo-viajante "Ectopiste Migratorius" deve ter sido a ave mais numerosa do mundo. Foram incessantemente dizimados e, em 1914, o ultimo morreu num jardim zoológico americano.

O condor da Califórnia é a ave mais rara da América do Norte. Foi caçado por se julgar ser uma ameaça para o gado. As últimas aves que restaram são mantidas em jardins zoológicos, na esperança de que possam reproduzir-se em cativeiro e regressar ao seu habitat natural. O grou-cantor, "grus americano", que inverna no Texas, foi ajudado pela reprodução em cativeiro e está a aumentar em número.

O urso pardo mexicano costumava habitar numa grande extensão, desde o Arizona até à Califórnia. Apesar das leis proteccionais, foi caçado nos anos 50 e pensava-se que estaria extinto. Em 1969, foram encontrados alguns, no noroeste do México.

A águia-cavala, "Haliaetus leucouphalus" é o símbolo nacional dos E.U.A., mas foi exterminada no seu habitat.

O Toirão-de-patas-negras é raro na América do Norte. Vive exclusivamente nas colónias de cães da pradaria, alimentando-se desses animais.

A vicunha é um membro da família dos lamas e possui uma pelagem bela e macia caça até restarem apenas alguns grupos isolados, nas mais remotas regiões dos Andes, de altitude superior a 4000 m.

Após vários anos de protecção rigorosa, planeia-se voltar a utilizar asua pelagem, mas, desta vez capturando-as vivas e tosquiando-as, tal como os Incas costumavam fazer.

Os traficantes de animais procuram macacos raros, papagaios, peixes e outras espécies de vida selvagem para os venderem a jardins zoológicos e coleccionadores privados. Outra ameaça para a vida selvagem provém dos caçadores ilegais que, com armadilhas, capturam caimões e cobras (tais como a anaconda-gigante), para lhes extinguirem a pele.

Afortunadamente, todos os países da América do Sul fazem parte da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagem em Perigo. Todavia, floresce o comércio ilegal de peles de caimão. Em alguns países, têm sido usados documentos de exportação forjados para enviar, para o estrangeiro, espécies sob protecção e peles.

A Amazónia contém mais de 8.000 milhões de quilómetros quadrados de floresta tropical. A madeira vale um trilião de dólares americanos. Inclui, pelo menos 50000 espécies de plantas e 20% do número das aves conhecidas.

Cerca de um terço floresta amazónica desapareceu.

Muitos dos animais de África continuam em declínio e alguns, tais como o adax e o óris branco, estão praticamente extintos. Todavia, as reservas naturais e os parques nacionais têm vindo a ser reservados à protecção da vida selvagem. Na África do Sul, o damalisco e a zebra da montanha foram salvos.

Mais parques e reservas é a única solução.

Durante os anos 70 verificou-se um declínio no número de zebras-de-greuy, que eram caçadas por causa da pele. Encontram-se na Etiópia, Somália e Norte do Quénia. Possuem uma pele atraente, muito procurada para, tapetes e tapeçarias. Estão sob protecção e o declínio parece ter sido anulado.

As filipinas apresentam a maior concentração de espécies raras do Mundo. Várias dessas espécies sobrevivem apenas uma única ilha, montanha ou pequena área de floresta. Essas espécies variam entre minúsculos morcegos e roedores até à águia filipina e ao tamarão (um búfalo selvagem aquático ). Contudo, as florestas Filipinas estão a ser destruídas num ritmo alarmante.

Em tempos, o panda-gigante estava muito mais espalhado, mas o seu número está a declinar devido à sua dieta especializada. Alimenta-se quase exclusivamente de folhas de bambu. Este animal, tão conhecido, é o símbolo do Fundo Mundial Para A Vida Selvagem

 

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