No sistema ABO é possível
distinguir quatro tipos de grupos sanguíneos (A, B, AB e O), cuja
classificação se baseia essencialmente nos tipos de aglutinogénios
presentes nas hemácias.
No plasma existem aglutininas compatíveis
com os aglutinogénios das hemácias. Por exemplo, quando o
aglutinogénio A está presente nas hemácias,
não pode existir no plasma a aglutinina anti-A, porque desencadear-se-ia
uma reacção de aglutinação nas hemácias.
Da mesma forma, hemácias com o aglutinogénio B reagirão
com aglutininas anti-B. Estas descobertas levaram à formulação
da "Lei de Landsteiner", segundo a qual no plasma de pessoas do grupo
A, estão presentes aglutininas anti-B; no plasma de indivíduos
do grupo B existem aglutininas anti-A; os indivíduos
do grupo AB não possuem nenhumas das aglutininas e os indivíduos
do grupo O possuem os dois tipos de aglutininas, (Quadro-1).
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Para evitar as reacções
de aglutinação, (Fig.1), é necessário conhecer
os grupos sanguíneos do dador, do receptor e seleccionar um dador
compatível, no caso de se recorrer a uma transfusão de sangue.
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As hemácias aglutinadas impedem o sangue de circular livremente. Além disso, as células aglutinadas tornam-se bastante mais fragéis e hemolisam (rebentam e libertam a hemoglobina). Quando a hemólise é excessiva, a hemoglobina que passa para o exterior das hemácias pode entupir os poros dos capilares renais e os rins deixam de funcionar como filtros, resultando a intoxicação do organismo, podendo levar à morte.
O quadro que se segue, mostra-nos a distribuição
dos grupos sanguíneos do sistema ABO na raça caucasiana branca
na Europa.
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