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3.3. PLANO DE TURMA

3.3.1. PRINCÍPIOS DE ELABORAÇÃO DO PLANO DE TURMA

Estes programas foram elaborados na perspectiva de que a sua aplicação não será uma simples sequência de exercitação das acções indicadas em cada matéria, em blocos sucessivos, concentrando, em cada bloco, a abordagem de uma "modalidade" num número pré-determinado de aulas.

Há escolas em que os planos de E.F. se organizam de maneira que cada turma passe por sucessivos conjuntos de aulas ("blocos de actividade", "ciclos de actividades"), nos diversos espaços, e em que cada espaço de aula corresponde à prática de determinada modalidade (matéria), consoante a dominante de cada instalação, construída muitas vezes sem a referência ao Programa nem às características da E.F..

Estabelece-se desta forma, um modo de funcionamento em que a sequência de abordagem das "modalidades" é determinada pelo esquema de "rotação" das turmas pelos espaços de aula ("roulement"), e em que o tratamento de uma matéria em cada turma circunscreve-se ao "bloco" de aulas que lhe são distribuídas no espaço correspondente a essa matéria. Assim, a periodização da actividade não resulta, como seria desejável, da interpretação que o professor faz das características dos seus alunos (das suas possibilidades e prioridades, "ditadas" pela avaliação inicial) mas sim, dos horários e da definição à priori da circulação da turma pelas instalações.

Este sistema assenta numa suposta "igualdade de oportunidades", concretizada pela distribuição equitativa da presença das turmas nos espaços de maior qualidade. O resultado é um padrão de ensino massivo, sem a necessária diferenciação do tempo e das situações de aprendizagem em função das aptidões dos alunos. A diferenciação da actividade entre as turmas verifica-se, apenas, na sequência em que as matérias são leccionadas e nas opções pessoais do professor, limitando ou impedindo o professor de realizar um plano de E.F. da turma, estratégica e operacionalmente diferente dos planos das outras, na medida em que as características específicas de cada turma o justifiquem.

Em alternativa, o princípio da especificidade do plano de turma representa uma opção em que o professor selecciona e aplica processos distintos para que todos os alunos realizem as competências prioritárias das matérias em cada ano, e prossigam em níveis mais aperfeiçoados, consoante as suas possibilidades pessoais.

Na elaboração do plano de EF da turma e nas tarefas que lhe são associadas o critério principal de selecção e operacionalização dos objectivos e das actividades formativas é o aperfeiçoamento efectivo dos alunos. Trata-se de formular as prioridades de desenvolvimento identificadas pela avaliação formativa (inicial e contínua) e também com base no definido no Plano Curricular de Turma. O plano de turma constituirá também, numa perspectiva dinâmica e bidireccional, o suporte da contribuição da área curricular de Educação Física para a concretização do Plano Curricular de Turma.


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Assim, o plano de turma (baseado na avaliação inicial, e reajustado de acordo com as informações decorrentes da avaliação contínua) deverá considerar alguns aspectos importantes:


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